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Três talentos, três futuros! PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 25 November 2015 12:19

O Brasil não passa por grande momento econômico, algo com reflexos nos patrocínios para jovens promessas do automobilismo. Ainda assim, estamos fechando 2015 com saldo positivo, após alguns anos com parcas grandes notícias nas categorias de base no exterior. Vitor Baptista consolidou a liderança em título na Euroformula Open, a sucessora da Formula 3 Espanhola, após temporada com 6 vitórias e 13 vezes no pódio, em 16 provas.

 

O russo Konstantin Tereschenko não foi páreo para o brasileiro. O feito deixa-nos com esperanças, uma vez que era ambiente totalmente novo para Baptista: “eu não conhecia nenhuma pista, pois foi meu primeiro ano na Europa com monopostos. Portanto, este foi um desafio, mais eu tinha toda a equipe me apoiando. Tive confiança e foi apenas chegar na pista e dar 100%”.

 

Vitor Baptista e seu troféu de campeão da temporada 2015 da Eurofromula Open. Foto: FOTOSPEEDY

 

"Eu recebi algumas propostas ... Mas eu ainda estou pensando sobre isso, nada está decidido! Eu tenho que falar com os patrocinadores, ver o orçamento a partir deles, para logo após isso, ter um contrato e decidir qualquer categoria. Mas em breve, eu terei algo para o próximo ano e poderemos compartilhar com você". Portanto, nestes trechos extraídos de matéria no site oficial da categoria, é promissor o futuro do jovem Vitor. Quem quiser patrocinar um talento promissor para os próximos anos nas categorias internacionais, aí está uma boa oportunidade. Carlos Slim anda fazendo muito pelos seus chicos, mesmo os pouco promissores...

 


Pedro Piquet e Cesario Formula comemorando o bicampeonato da F3 Brasil. Foto: P1 Filmes/Glauco Guerin

 

Um campeão em busca de novos desafios, e outro campeão chegando no Velho Continente. Aliás, bicampeão! Pedro Piquet confirmou em qual equipe participará de sua primeira temporada no exterior, acabando com certas especulações nas mídias. VAR, Van Armesfoot Racing é a escolhida. Com sede e fundador holandês, o time conta em seu currículo com nomes já conhecidos nos últimos anos e campeões na F3, em especial na versão teutônica, como Laurens Vanthoor (2009) e Richie Stanaway (2011), além de Daniel Abt, vice em 2010 e do garoto da Toro Rosso este ano na F1, Max Verstappen, terceiro colocado na FIA F3 no ano passado. E por falar em jovens, Mick Schumacher competiu com a VAR na ADAC F4, substituta da finada F3 germânica. E já conquistou sua primeira vitória por lá.

 


Max Verstappen venceu a Zandvoort Master correndo com a VAR, em 2014. Foto: Joost van Velzen.

 

Apesar dos novos desafios, Pedro Piquet testara este ano com a mesma equipe em 3 dos circuitos pertencentes ao calendário da FIA F3. Red Bull Ring/Spielberg, Nurburgring e Spa já constam na quilometragem de Pedro, e antes de iniciar a temporada ainda testará em Silverstone e Valencia. Sabendo das dificuldades, nosso bicampeão da F3 Brasil planeja este ano de 2016 para o aprendizado com o carro, Dallara F312, a equipe e os diversos circuitos em diferente condições climáticas e culturais. Apesar disso, a meta é estar lutando no top-10 na segunda metade da temporada. Serão 11 rodadas triplas e mais de 30 pilotos no grid. Provavelmente Pedro se mudará para Holanda, para estar mais próximo da equipe. Outros dois brasileiros que podem fazer companhia e disputar as curvas na temporada europeia são Sergio Sette Câmara, que há pouco quebrara o recorde histórico de melhor volta no GP Macau, e Pietro Fittipaldi, ambos terão um pouco mais de experiência, credenciando a um bom ano para os fãs brasileiros. Afinal, poderá haver o embate Piquet x Fittipaldi da nova geração.

 


Victor Franzoni em sua primeira vitória, na estreia em St Peterburgo, 2014. Foto: Site Oficial/Divulgação.

 

Voltando pra este lado do Atlântico, mas seguindo no Hemisfério Norte, a situação é bem diferente. Não por conta da falta de pilotos querendo ir, mas a dificuldade financeira em trilhar o Road to Indy. A falta de patrocínios e apoio de empresários brasileiros tem fechado cada vez mais as portas para os nossos pilotos. Poucos anos atrás, nos perdíamos em para quem torcer na Indy e CART (quando separadas). Hoje, nos perdemos buscando algum piloto tupiniquim para torcer. Algo inversamente proporcional se vê em outros casos. Canadá e Grã-Bretanha tiveram 4 representantes cada na Road to Indy, seguidos de França (3), Austrália (2) e México (2) disputando toda a temporada, fora os esporádicos. Hoje, estamos relegados a apenas um representante, no mesmo patamar de Russia, China, Porto Rico, Emirados Árabes e Uruguai, aliás este último contando com o campeão da Pro Mazda, Santiago Urrutia. Que fase...

 

E nosso último samurai em busca do sonho da Indy, Victor Franzoni, tem lutado a cada final de semana de corrida. Apesar de iniciar bem na USF2000, com uma vitória e um segundo lugar nas 6 primeiras rodadas, mudou para a Pro Mazda no meio da temporada e ainda assim marcando presença 6 vezes no top-10 nas 9 oportunidades em que completou as provas. Vale ressaltar o segundo lugar na USF2000 Winterfest, vencendo duas de cinco corridas. Mas as dificuldades apareceram por todo 2015. Após duas temporadas na Europa, 2012 e 2013, a mudança para os EUA fora por conta dos custos para se manter a carreira. Em seu primeiro ano na terra do Tio Sam, logo vitória na estreia em São Petersburgo e mais quatro pódios na temporada, terminando em quinto e contando com bom apoio para a temporada 2014. Já neste ano, a mudança da USF2000 para Pro Mazda ocorrera porque sua equipe, até então a Afterburner, perdeu algumas etapas do campeonato, mas encontrou uma vaga na categoria superior junto a equipe M1 Racing.

 


Victor com seu novo carro no meio do pelotão, em Mid-Ohio. P4 na corrida 2. Foto: Site Oficial/Divulgação.

 

Para 2016, indefinição paira no ar e o Brasil poderá ficar sem pilotos no Road to Indy ... “A economia do Brasil está muito ruim, então, tudo o que você pensa em fazer fora do Brasil fica caro. A categoria aqui é barata, mas sair do Brasil está bem caro. Aqui nos EUA, estou trabalhando muitas vezes em equipes de kart, trabalho também de mecânico, faço muito coaching, só para viver aqui já está complicado, para correr, então, nem se fala. Quando eu cheguei aqui, em 2014, eram seis brasileiros do Road to Indy. Mas é difícil, a coisa aperta cada vez mais, o dólar está bem alto”. Com estas palavras, extraídas do site Grande Prêmio, fica claro a necessidade de termos empresas brasileiras dispostas a investir em nossos pilotos fora do país, para formar novas gerações nos mercados internacionais, nos quais poderão ter o retorno dos valores aplicados nas carreiras de jovens talentosos. Se não fosse um caminho vantajoso, do lado dos patrocinadores, o mexicano não estaria expandindo seus investimentos, até na NASCAR, apesar de ter perdido uns bilhões em ações este ano. Além de levar de volta a F1 de volta ao Hermanos Rodriguez.

 

Saudações, agora em São Paulo,

 

Fabiano Esteves