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Herdeiros: Barrichello da show nos EUA. Fittipaldi em Monza PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Sunday, 06 September 2020 14:32

Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!

 

Vamos para mais um final de semana com muita velocidade e contando com a camaradagem da organização do Road to Indy, que faz suas corridas da USF 2000 começando na quinta-feira. Do contrário, eu ia precisar ter mais de um computador e quatro (talvez seis) braços para digitar tudo.

 

Também tenho que agradecer aos canais do youtube onde também vou ter choque de horários entre as corridas da Fórmula Renault Eurocup em Nurburgring com as categorias que correm junto com a Fórmula 1 em Monza.

 

Vamos poder acompanhar Eduardo Barrichello e Kiko Porto nos Estados Unidos, Caio Collet na Alemanha, Enzo Fittipaldi, Igor Fraga, Felipe Drugovich, Pedro Piquet e Guilherme Samaia na Itália. Vamos acelerar!

 

USF2000

A categoria de entrada do “Road to Indy” começou suas atividades na quarta-feira, com treinos oficiais e corridas da rodada tripla a serem disputadas na quinta e sexta-feira (o que desafoga o meu final de semana) no circuito misto de Indianápolis, no templo da velocidade, andando no sentido antihorário.

 

 Kiko Porto cravou duas poles nos treinos em Indianápolis e ganhou um reforço no budget para a temporada.

 

Desde o início dos trabalhos o pernambucano Kiko Porto, que recém completou 17 anos, voltou a ser o piloto da temporada passada. Desde os treinos livres ele veio entre os mais rápidos e no treino de qualificação cravou a pole position. A primeira da temporada que até então vinha bem complicada. Eduardo Barrichello também vinha no top-5 nos treinos livres e no qualificatório foi o melhor carro da sua equipe, conseguindo o 3° melhor tempo.

 

Duas horas depois, os pilotos estavam prontos para a largada da primeira das três corridas programadas. Depois de uma volta para a largada largada lançada, quando acionada a bandeira verde Kiko Porto fez uma grande largada, tomando a linha interna, contendo os ataques e ao fim das duas primeiras curvas tinha uma boa vantagem sobre os adversários. Eduardo Barrichello foi conservador, evitou problemas e caiu para 4°, mas foi para o ataque e recuperou a 3ª posição na segunda volta.

 

 Na corrida 1, Kiko Porto largou bem e conseguiu abrir uma boa vantegem no início da corrida...

 

Kiko Porto abria volta a volta uma vantagem impressionante enquanto Barrichello conseguia escapar do pelotão que chegou a ter um three wide na luta pelo 3° posto. Barrichello foi se consolidando em 3° começou a tirar a diferença para Reece Gold enquanto Kiko Porto já começava a administrar a vantagem na 6ª volta. A partir da 8ª volta Gold começou a reduzir a distância para Kiko Porto enquanto Barrichello acompanhava na mesma diferença. Na volta 9 a diferença já era menor que 1s.

 

Depois da 10ª volta os 3 primeiros estavam juntos e Kiko Porto jogou duro no final da reta dos boxes. Gold ficou no prejuízo, sendo superado por Barrichello, o que deu um fôlego para o líder. Na 12ª volta tínhamos os dois brasileiros na liderança, com Kiko Porto à frente e na volta 13 Barrichello fez uma manobra perfeita e tomou a ponta. Na reta seguinte, Kiko Porto caiu para 3°, superado por Reece Gold. Barrichello resistiu aos ataques na volta final e conquistou sua primeira vitória. Kiko Porto terminou em 3°.

 

 Mas foi no terço final da prova que Eduardo Barrichello cresceu, tomou a ponta e ganhou sua primeira corrida de carros nos EUA.

 

Cedo pela manhã em Indianápolis os pilotos da USF2000 voltaram para a pista, fazendo a classificação para a segunda corrida, que aconteceria 3 horas depois. Novamente os brasileiros foram o destaque em Indianápoils, com Kiko Porto cravando a pole position mais uma vez e Eduardo Barrichello marcando o segundo melhor tempo. A pista mais emborrachada fez os tempos baixarem em relação à sexta-feira.

 

Mas como vimos ontem, treino é treino, corrida é corrida. Depois de percorrer a extensão do circuito atrás do safety car, tivemos a bandeira verde e uma longa extensão de reta até a primeira – e complicada – curva. Barrichello largou bem e pulou na ponta. Kiko Porto enrolou-se na primeira curva e acabou caindo para 6°. Sem querer saber da concorrência, foi se estabelecendo na liderança enquanto Kiko Porto corria atrás do prejuízo numa briga dura do 4° ao 8°.

 

 Na corrida 2, Kiko Porto largou na frente novamente, mas não conseguiu se impor como na corrida 1.

 

Kiko Porto passou pra 5° na 4ª volta, descolando do 6° colocado enquanto Barrichello abria 1.3s na frente. Kiko Porto só conseguiu superar Rasmussen na 12ª volta e ainda tinha meio segundo pra tentar buscar o pódio. Barrichello tinha 1.2s de vantagem e ia tranquilo na liderança, controlando Jack Miller. A briga pelo último lugar no pódio ia do 3° ao 7°, com tudo aberto.

 

Barrichello fez uma volta horrível e Miller encostou quando a direção de imagem se perdeu. Mas não tinha mais nada a ser feito. Eduardo Barrichello ganhava a segunda corrida da rodada tripla e Kiko Porto terminava em 4°.

 

 Eduardo Barrichello foi, mais uma vez, o dono da corrida. tomou a ponta e seguiu para sua segunda vitória em Indianápolis.

 

Para a corrida 3 o grid foi definido pelas voltas mais rápidas feitas na corrida 2. Com isso, Eduardo Barrichello largou na Pole e Kiko Porto em 6°. Barrichello contou com a engasopada do 2° colocado, Rasmussen para pular na ponta e contormar a primeira curva sem pressão. Conservador Kiko Porto ganhou essa posição e foi para 5°, evitando toques na primeira curva. 

 

Mas dessa vez o segundo da corrida da sexta não deixou barato e na volta 3 foi pra cima de Barrichello, tomou a ponta e desestabilizou o brasileiro, que fez uma volta desastrosa e perdeu várias posições, caindo para 5°, com Kiko Porto em 4°. Barrichello foi perdendo terreno em relação a Kiko Porto, mas não era atacado. Kiko Porto ia forçando o ritmo, tentando atacar o 3° colocado.

 

 Na corrida 3 os brasileiros não tiveram o mesmo êxito das corridas anteriores, mas tiveram bons resultados, ficando no top-5.

 

Como a corrida 3 era mais longa, gerenciar os pneus era crítico nessa corrida e após 10 voltas tentando atacar Christian Brooks, Kiko Porto começou a ter dificuldades. Ele tinha mais de 3s de vantagem para Barrichello, que começava a ter o 5° lugar ameaçado... e cruzou a linha de chegada apenas 8 milésimos à frente de Josh Green. O líder da prova errou na última curva, caiu para 3°, mas não deu tempo para Kiko Porto se aproveitar, terminando em 4°. Mas foi uma boa rodada tripla para os brasileiros, que deixaram Indianápolis Bem melhor na tabela de pontos. Barrichello é o 3°, com 187 pontos e Kiko Porto o 9°, com 103. O líder ainda é Christian Rasmussen, com 244.

 

Fórmula Renault Eurocup.

O treino para a corrida 1 de Nurburgring aconteceu na tarde da senta-feira, final da manhã aqui no Brasil, mas por algum motivo, a Renault não transmitiu pelo seu canal de youtube. Só que leitor do Nobres do Grid não fica sem resenha e a gente foi atrás da informação, mas o site da categoria francesa é muito sem noção.

 

Conseguimos o resultado do treino de sexta-feira que definiria o grid da corrida do domingo (é estranho, mas é assim na F. Renault). Mostrando que a experiência pesa, o francês Victor Martins superou Caio Collet nos minutos finais do treino e marcou a pole position com 261 milésimos de vantagem. Collet foi o intruso entre os três carros da ART Grand Prix. Seu companheiro de equipe foi apenas o 9°.

 

 Depois de uma longa parada a F. Renault Eurocup voltou à ação em Nurburgring e Caio Collet tinha que defender a liderança.

 

No mesmo horário que acontecia a corrida da F3 em Monza, os carros da F. Renault Eurocup estavam na pista para a segunda qualificação em Nurburgring, com céu nublado, mas sem perspectivas de chuva para os 20 minutos de treino cronometrado. A transmissão continuava com problemas e os créditos não apareciam indicando a posição dos pilotos na pista, o que só apareceu na parte final do treino.

 

Ao menos os créditos apareceram quando a temperatura subiu no treino, com os pilotos se revezando na primeira posição no treino em uma boa briga de 5 pilotos, entre eles Caio Collet. Nos segundos finais Caio Collet, que estava em 3°, tentou melhorar seu tempo, mas não conseguiu melhorar sua marca. Esse era o grid para a corrida que iria acontecer algumas horas depois.

 

 Depois de largar mal, o brasileiro caiu para 6° e o traçado alemão se mostrou um tanto difícil para ultrapassagens.

 

Três horas depois os carros da categoria francesa estavam alinhados para largada, com Caio Collet na terceira posição para defender a liderança do campeonato. Apagadas as luzes vermelhas para os 30 minutos de prova mais uma volta, Caio Collet largou mal e caiu para 6°, sendo duramente atacado por Franco Colapinto. Na passagem da primeira volta, o brasileiro já atacava o 5°, mas o pelotão se mantinha compacto.

 

 Caio Collet tentou se recuperar da má largada, mas não conseguiu superar os adversários à sua frente.

 

Com 4 voltas, Collet não conseguia acompanhar os que estavam à sua frente, mas estava confortável em relação ao 7° colocado. No meio da prova, Collet voltou a se aproximar de Saucy, formando um pelotão do 3° ao 6°, com uma boa vantagem para o 7° colocado. Collet tentou o ataque por algumas voltas, mas nos minutos finais perdeu rendimento e ficou longe de qualquer chance de melhorar sua posição, terminando a corrida na 6ª posição.

 

Para a corrida da manhã do domingo, Caio Collet tinha a segunda posição, largando na primeira fila ao lado de Victor Martins. O domingo ensolarado podia dar uma outra perspectiva à corrida, exigindo mais dos pneus. Apagadas as luzes vermelhas, Collet largou melhor do que no sábado, mas ainda assim não largou bem e caiu para 4°. Na primeira volta ele atacou Saucy duramente, mas não conseguiu ultrapassá-lo.

 

 Na corrida do domingo, Collet voltou a largar mal e caiu de 2° para 4° na primeira curva da prova.

 

A partir da 3ª volta, o brasileiro passou a ser atacado pelo 5° colocado, Lorenzo Colombo e precisou fazer uma direção mais defensiva, o que o afastou de Saucy. Collet conseguiu neutralizar os ataques que sofria, mas não conseguia se aproximar o suficiente para tentar um ataque e alcançar o pódio. Enquanto o líder fugia na ponta, o pelotão do 2° ao 5° seguia sem que ninguém conseguisse um ataque efetivo.

 

 Sem conseguir atacar o 3° colocado, o brasileiro precisou resistir aos ataques que sofreu nos minutos finais da corrida.

 

Nos minutos finais Colombo atacou Collet novamente, mas o brasileiro segurou a posição até o final, terminando na 4ª posição. Com as duas vitórias em Nurburgring, Victor Martins tomou a ponta do campeonato com 93 pontos. Caio Collet caiu para 2° com 88, seguido por Vidales e Colapinto, com 69 e 68 pontos respectivamente, antes de irem, na semana seguinte, para Magny Cours.

 

Os desafios de Monza.

Junto com a F1, as categorias de acesso também estão em Monza e na F3 tivemos o treino de classificação para a corrida do sábado no início da tarde de sexta-feira. No treino livre os brasileiros continuaram com os seus problemas usuais. Igor Fraga na P20 e Enzo Fittipaldi na P22. Estava quente e Monza e isso afetaria a todos de alguma forma naqueles 30 minutos onde um erro seria fatal. 23 carros estavam no mesmo segundo no treino livre.

 

 Igor Fraga conseguiu a sua melhor posição de largada na temporada em Monza. Dava pra sonhar com um bom resultado.

 

No classificatório, contudo, os brasileiros reagiram,chegando a estarem ambos entre os 10 primeiros. O treino foi praticamente uma corrida, com os pilotos tentando usar o vácuo dos carros à frente para ganhar preciosos centésimos. Quando Fraga pegou a P10 com 15 minutos de treino, sua diferença para o pole era .299s!!! Foi quando todos foram para os boxes, para aquele papo com o engenheiro, colocar novo pneus e buscar melhorar o acerto para tentar melhorar a posição onde estavam. Nessa altura, Fraga era o P10 e Fittipaldi o P16.

 

Os carros voltaram para a pista com pouco mais de 9 minutos para o final, mas logo foi acionada uma bandeira vermelha por uns pedaços do carro de Liam Lawson que caíram na primeira curva após a chicane do fim da reta dos boxes. Pista limpa e eles voltaram para a pista. Faltando 3 minutos para o fim, os carros se amontoaram para abrir uma última volta lançada. Foi insano! Fraga melhorou um pouco seu tempo, mas acabou caindo para 13°. Fittipaldi não conseguiu melhorar e ficou com o 18° tempo.

 

 Enzo Fittipaldi teve sua última tentativa de melhorar a posição de largada abortada por uma bandeira amarela no fim do treino.

 

A Fórmula 2 fez seu treino livre pouco antes do treino classificatório da F3 e tivemos um treino difícil para Felipe Drugovich, que ficou na P20, e um grande treino para Pedro Piquet, o P8. Guilherme Samaia foi o 22°. No fim da tarde, no classificatório, os carros foram para a pista buscar a classificação para a corrida do sábado e Felipe Drugovich continuava sem encontrar o melhor acerto para seu carro. Na “primeira parte” do treino, era apenas o 17° colocado. Pior para Pedro Piquet, que não conseguia repetir sua performance da manhã e era o 18°. Guilherme Samaia continuava sua agonia, sendo o 21°.

 

Faltando 9 minutos todos voltaram para a pista buscando melhorar seus tempos e a pressão estava sobre Drugovich e Piquet, ambos atrás de seus companheiros de equipe. Na primeira tentativa desta parte, Drugovich conseguiu subir para 12°, mas Piquet continuava em 18°. O erro de Mick Schumacher na variante Ascari, batendo forte, acabou com as chances para todos melhorarem seus tempos no final. Assim, Drugovich ficou com a P12, Piquet com a P18 e Samaia na P22.

 

 Os brasileiros não foram bem no treino da F2. Guilherme Samaia continuou na sua agonia e ficom com a 22ª posição.

 

Após o treino da F3, alguns pilotos ficaram sob investigação dos comissários e isso poderia mudar o grid... e mudou, muito! Choveram punições por conta do “engarrafamento” que se viu nos minutos finais na reta antes da parabólica. O resultado prático disso foi que Igor Fraga ganhou 3 posições, largando na 7ª posição e Enzo Fittipaldi ganhou uma, largando de 17°.

 

No sábado, a corrida foi disputada sob o sol e o calor do verão italiano. Apagadas as luzes vermelhas, os 30 carros foram se espremer na chicane no final da reta. Igor Fraga caiu para 8°, evitando maiores confusões, algo que Enzo Fittipaldi não conseguiu fazer o câmbio funcionar e com isso caiu para a ultimo, mas ainda na 1ª vonta, subiu para a 28ª posição. Na segunda volta Fraga aproveitou um enrosco e pulou para 6°, mas voltou para 7° na volta seguinte e retomou a 6ª posição na volta 4, numa disputa com Logan Sargeant, que perdeu a freada no final da reta. Fittipaldi vinha numa grande recuperação e já era o 22°.

 

 

 

A corrida estava insana e na volta seguinte foi a vez de Fraga errar e cair de 6° para 11°. Fittipaldi crescia na corrida, onde já era o 19°. Com os pneus sujos de brita, Fraga caia para 12° enquanto Fittipaldi continuava subindo... era o 18° na volta 7. Fraga estava preso atrás de Stanek, que virava mal e perdia contato com o pelotão da frente, segurando a todos, do 11° ao 20° colocado. O que era ruim para Fraga era bom para Fittipaldi, que escalava o pelotão, sendo o 16° na nona volta.

 

Fraga cometeu mais um erro e caiu para 15° na volta seguinte enquanto Firttipaldi ganhava mais uma posição. O carro 24 da Charouz não rendia e na volta 12 Fraga perdia mais uma posição e agora tinha Fittipaldi a caçá-lo. No final da volta tivemos a entrada do safety car devido a um carro ficar preso na brita em posição perigosa, com Fraga em 16° e Fittipaldi em 17°.

 

 Felipe Fraga veio subindo na corrida e chegou a estar em 6°, até uma saída de pista que afetou seu carro. Tudo ficou difícil...

 

Duas voltas depois tivemos bandeira verde. Fittipaldi foi superado por J. Doohan e caiu para 18° Fraga segurou sua posição. Mas com todos os carros andando juntos, logo o herdeiro da casa Fittipaldi se recuperou e entrou na volta 14 em 15° lugar, com Fraga, em um dia pra esquecer, caindo para 19°. Fittipaldi avançava e na volta seguinte era o 14° Com Stanek em 10°, segurando o pelotão, era possível sonhar com a pole no grid invertido do domingo. Enquanto isso Fraga caia para 20° e ia morro abaixo. Aquela saída de pista danificou o assoalho do seu carro e isso é fatal em Monza.

 

Fittipaldi foi a 13° na volta 18, mas a corrida estava acabando e tinham 4s separando-o do 10° colocado. Ele superou Belov e subiu para 12°, mas estava 3s atrás do carro à sua frente. Na última volta, graças as punições de quem ia à sua frente, Enzo Fittipaldi termina na 9ª posição, o que além dos pontos o coloca na 1ª fila para a corrida de domingo. Um resultado sensacional. Em contraponto, Igor Fraga, com os problemas em seu carro, terminou em 24°.

 

 Felipe Drugovich, o melhor brasileiro no campeonato, teria que fazer na corrida o que não fez no treino.

 

Menos de meia hora depois do treino da classificação da F1 os carros da F2 foram para pista enfrentar os quase 50 graus do asfalto de Monza nas 30 voltas da corrida do sábado. Ao contrário do que aconteceu na F3, não tivemos punições por conta das estratégias de treino e com isso nossos pilotos largaram como classificaram: Felipe Drugovich em 12°, Pedro Piquet em 18° e Guilherme Samaia em 22°. Novamente, alguns pilotos optaram por largar com pneus médios, deixando os macios para o final da corrida e com isso tentar algum ganho. Algumas vezes isso dá certo, outras vezes não.

 

Apagadas as luzes vermelhas, Drugovich largou muito mal, caindo para 19° ainda na primeira volta. Pedro Piquet, que largou muito bem, pulando para 15°, ainda na primeira volta perdeu duas posições, caindo para 17°. Samaia ganhou a posição de Alesi na largada, mas logo foi superado e voltou para 22°. Drugovich não parecia ter o carro na mão e caiu para 20° na volta 4, Ele estava com pneus médios enquanto Piquet e Samaia estavam de pneus macios.

 

 Assim como não conseguia render no treino, em ritmo de corrida Piquet também encontrava dificuldades.

 

Na volta 6, Piquet passou Sato e foi para 16° e com o abandono de Armstrong, os brasileiros ganharam uma posição cada. Na volta seguinte, começaram as paradas dos que largaram com pneus macios. Piquet foi o primeiro dos brasileiros a ir para os boxes, na volta 9. Com 10 voltas completadas, Drugovich parecia sem condições de lutar por uma melhor competitividade. Na volta 11 foi a vez de Samaia fazer sua parada obrigatória.

 

Depois de muito tentar Drugovich passou Aitken, pouco antes de ir para os boxes fazer sua troca de pneus obrigatória. Ele voltou pra pista em 20°, atrás de Pedro Piquet. Os carros com a estratégia invertida começaram a parar e Drugovich perdeu “na parada” a posição ganha sobre Aitken. Faltando apenas Vips parar, Piquet era o 12° e Drugovich o 16°, com Samaia em 21° a 11 voltas do fim. Piquet foi para 11° com a parada do estoniano na volta seguinte, mas estava a 1.8s do 10° colocado.

 

 Difícil mesmo está a relação dentro da MP, com Matsushita empurrando Drugovich pra fora da pista, prejudicando o brasileiro.

 

Na volta 23, assim como foi na Bélgica, os carros da MP tiveram um incidente interno, com Matsushita jogando o brasileiro para fora da pista na variante alta. Piquet se defendia dos ataques de Daruvala e ficava cada vez mais longe do carro à sua frente, mas acabou superado na volta 26, caindo para 12°. Na volta final, Piquet ainda foi superado por Vips, caindo para 13°. Com Drugovich em 16° e Samaia em 21°, terminava a corrida do sábado em Monza.

 

No domingo, ainda pela manhã (madrugada no Brasil), a F3 voltou para a pista e a corrida curta, de 22 voltas, com os brasileiros em condições totalmente opostas. Enquanto Enzo Fittipaldi alinhava na primeira fila em 2°, Igor Fraga estava largando em 24°. Apagadas as luzes vermelhas, Fittipaldi largou bem, mantendo a 2ª posição, mas superando pole, mas com 3°, Zendeli, pulando na ponta. Igor Fraga não foi bem, caindo para 27°.

 

 Na corrida do domingo, Enzo Fittipaldi largou bem e foi brigar pela vitória em Monza pela Fórmula 3.

 

Fittipaldi estava em cima do líder e era seguido por seu companheiro de HWA Jake Hughes e tomou a ponta antes das duas de lesmo na 5ª volta. Lawson Passava Hughes e era um risco real. Na reta, Zendeli recuperou a ponta com o DRS. Na volta 7 Fittipaldi tentou no mesmo ponto, depois na Ascari, mas na parabólica ele tomou a ponta e segurou na reta a liderança. Contudo levou um toque de Zendeli no pneu traseiro esquerdo, que provocou um furo e destruiu a corrida do brasileiro. Igor Fraga veio se recuperando devagar, subindo para a 23ª posição.

 

Na volta 10, uma batida na chicane no final da reta acionou o safety car virtual. Fittipaldi foi para os boxes e voltou em 22° enquanto, com a confusão, Fraga subia para 20°. Tivemos bandeira verde duas voltas depois. Mais de 1 minuto de desvantagem para o líder e mais de 50s para o pelotão que não tinha feito nenhuma parada nos boxes, os brasileiros estavam totalmente fora da corrida em Monza.

 

 Enzo Fittipaldi liderou até ser tocado por Lirin Zendeli e ter o pneu furado, arruinando sua corrida completamente.

 

Fraga ainda perderia a 20ª posição na antipenúltima volta. Ambos os brasileiros ainda ganharam 2 posições com o toque entre dois carros da Prema e Fraga recuperava uma posição de pista para terminar em 18°. Fittipaldi ficou com um amargo 20° lugar em uma corrida onde o pódio e mesmo a vitória eram possibilidades bem reais.

 

Pouco mais de meia hora depois, os carros da F2 estavam na pista para a segunda corrida e os brasileiros, que tiveram um sábado bastante difícil teriam o desafio de buscar pontos nas 21 voltas deste domingo. Pedro Piquet largava em 12°, Felipe Drugovich em 16° e Guilherme Samaia em 21°.

 

 Na corrida da F2 no domingo, Drugovich passou e despachou o "encosto japonês" que tem na equipe, buscando chegar aos pontos.

 

Apagadas as luzes vermelhas, os 22 carros passaram ilesos pela chicane no final da reta. Piquet, seguindo o pedido do seu engenheiro na volta de apresentação, foi agressivo e subiu para 11°. Drugovich completou a primeira volta em 15° e Samaia em 20°. Na volta 2, Drugovich deixou para trás seu “encosto”, o companheiro de equipe, Matsushita. Piquet, depois de subir para 10°, teve a asa dianteira danificada enquanto Drugovich assumia a 13ª posição.

 

Ghiotto, com a asa quebrada, teve que ir para os boxes, Piquet foi para P9 e Drugovich para P12. Samaia subia para P17 com os problemas dos outros competidores. Piquet não conseguia acompanhar o pelotão à sua frente e ia segurando uma fila de 8 carros atrás de si. Mas não poderia durar pra sempre e ele foi perdendo posições. Drugovich subiu para 10° depois de ultrapassá-lo. Aitken, o 8°, puxava o pelotão.

 

 Pedro Piquet chegou a estar em 9°, com boas ultrapassagens, mas num toque teve a asa dianteira avariada e isso foi fatal.

 

Drugovich atacava Vips, que o segurava como podia enquanto Piquet ia sendo superado e já era o 13° na metade da corrida. Depois de cair para 14° a direção de prova também o mandou para os boxes trocar a asa, que largava pedaços pela pista. Drugovich não conseguiu superar Vips e acabou superado por Mazepin. Pior foi na sequência, quando foi tocado por Roy Nissany no final da reta dos boxes, rodou e teve que abandonar. Com todos os problemas, Samaia subia para 15° e Piquet era o 17°, mas com 1 volta de atraso, mas antes da quadriculada, ele ainda seria superado por Markelov, terminando em 18°. Mais um final de semana difícil para nossos pilotos.

 

Gente, foi o que tivemos neste final de semana para nossos pilotos que buscam chegar na Fórmula 1 e na Fórmula Indy. Um final de semana com brasileiro no alto do pódio e outros tantos brigando pelo campeonato. Mais um desafio vencido e espero que todos tenham gostado. No próximo final de semana tem mais.

 

Um abraço a todos,

 

Genilson Santos

  
Last Updated ( Sunday, 06 September 2020 16:29 )