Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana de pouca atividade nas pistas tivemos a abertura da temporada da FIA Fórmula 4 na Espanha, a primeira entre as categorias no mundo ocidental. As demais só começaram seus campeonatos em abril ou maio, mas tivemos término de temporada de inverno, com as três ultimas corridas da Eurocup-3, com Emerson Fittipaldi Jr. na pista em Aragon. Com um intervalo considerável entre o primeiro e o segundo final de semana de corridas, as categorias de preliminares da Fórmula 1, a FIA Fórmula 2 e a FIA Fórmula 3, foram ao Bahrain para ... dias de testes coletivos e nossos olhares estavam focados em Rafael Câmara, líder do campeonato da FIA Fórmula 3. FIA Fórmula 4 Espanha Conforme informei no meu retorno para a temporada 2025, não terei como cobrir integralmente as categorias de Fórmula 4 por absoluta falta de tempo. Apesar disso e com alguma disponibilidade, sempre que possível farei o acompanhamento dos pilotos brasileiros envolvidos. Temos três brasileiros inscritos na temporada: o já experiente Filippo Fiorentino e os estreantes Miguel Costa – que foi muito bem na Winter Series – e Alexander Jacoby, de apenas 15 anos. A categoria não transmite os treinos de definição do grid e apenas na transmissão da corrida 1 vimos a posição dos brasileiros para a primeira corrida, disputada na tarde do sábado. Miguel Costa, da Campos Racing largava na P10, Alexander Jacobi, da Monlau Motorsport na P24 e Filippo da Drivex na P28 . Tempo seco, sol, zero chances de chuva e após a volta de apresentação os pilotos voltaram ao grid para aguardar o apagar das luzes vermelhas para 30 minutos +1 volta programadas. Dada a largada Miguel Costa perdeu uma posição e caiu pra P11. Filippo Fiorentino largou muito bem e foi para a P23 enquanto Alexander Jacoby manteve a P24. Filippo Fiorentino continuava avançando e abriu a 2ª volta na P21 enquanto Alexander Jacoby caia para 25º e depois foi pra 26°. Miguel Costa recuperou a P10, mas o pelotão estava muito compacto. Na volta 3 Miguel Costa subiu pra P9 e Filippo Fiorentino para a P20. Alexander Jacoby começava uma recuperação e era o 24° na volta 4, mas logo foi colocado sob investigação por ultrapassagem ultrapassando o limite de pista. Entramos no 2° terço de prova e Miguel Costa atacava buscando a P8 de Francisco Monarca enquanto Filippo Fiorentino era superado por Lorenzo Campos e Santino Panetta, caindo para 22°. Miguel Costa conseguiu a ultrapassagem e subiu para 8° na volta 9. Ele tinha 2s para Nathan Tye, o P7 e abriu 2s de Andrej Petrovic, o P9. quando estávamos chegando nos últimos 10 minutos de corrida e tivemos a entrada do safety car por um carro em posição perigosa na curva 2. Filippo Fiorentino e Alexander Jacoby herdaram uma posição. O pelotão reagrupou e a relargada veio com pouco mais de 6 minutos do final. Miguel Costa relargou forte, e tentou ganhar posições, mas acabou mantendo a P8. Filippo Fiorentino se deu mal, sendo empurrado pra fora da pista e caiu para a P28. Alexander Jacoby subiu para a P22. Na volta seguinte quem perdeu posições foi Miguel Costa, caindo para 9°. Alfio Spina rodou na curva do final da reta oposta e Alexander Jacoby aproveitou para subir até a P20. Com pneus sujos Filippo Fiorentino caiu para 30°. Miguel Costa cruzou a linha de chagada em 9°, mas em seguida veio a lista de punições por track Limits que jogou o brasileiro para 16°. Alexander Jacoby também perdeu posições e foi para a P33. Filippo Fiorentino foi para a P29. Tivemos uma nova sessão de classificação para a corrida 2, que seria disputada no final da manhã do domingo e com o grid invertido e 25 minutos de corrida para depois termos a corrida 3 com o grid definido na segunda qualificação. Nessa corrida com grid invertido, mas que por falta de informação na transmissão e no péssimo site da categoria, não foram mostradas as posições onde os pilotos largaram. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, largaram para 25 minutos +1 volta. A transmissão não colocava os créditos na primeira volta e exceção feita à disputa pelas primeiras posições, ninguém sabia onde ninguém estava, mas o nome de Miguel Costa foi mencionado, aparentemente na P10 (era a P13) após a conclusão da primeira volta e os créditos apareceram na 2ª volta. Miguel Costa estava em 13°, Alexander Jacoby era o 18° e Filippo Fiorentino estava em 22° lugar. Assim como na corrida do sábado tivemos logo nas primeiras voltas muita gente abusando dos limites de pista, o que custou bem caro para eles no dia anterior. Na volta 3 um furo de pneu em Thomas Strauven (vencedor da corrida do sábado) deu uma posição – na teoria – para os brasileiros. Miguel Costa foi para 12°, mas Alexander Jacoby se enroscou na briga por posições e caiu para 23°. Filippo Fiorentino era o 21°, ganhando 2 posições. Miguel Costa foi para 11° na volta seguinte, superando Santiago Baztarrica. Na volta seguinte o calouro Costa foi arrojado e se espremeu contra o muro para ganhar a P10 de Reno Francot eem seguida os dois passaram Christopher Feghali. Miguel costa era o 9°. Filippo Fiorentino continuava na P21, seguido de Alexander Jacoby na altura da 6ª volta. A corrida entrava na segunda metade. Filippo Fiorentino ganhou a P20 e trouxe cm ele Alexander Jacoby. Miguel costa estava colado em Nathan Tye, mas R Francot não estava longe e na volta 9, na freada da reta oposta ele ganhou a posição. Mas disputa deixou o pelotão 3s atrás do P7. Miguel Costa foi tirando a diferença para o pelotão da frente, Chegou em Vivek Kanthan na última volta, mas faltou tempo para brigar – na pista – pela posição. Depois, nas punições pós linha de chegada, Miguel Costa subiu para 7°. Filippo Fiorentino para 17° depois de fechar na P20 e Alexander Jacoby caiu para P24 depois de ser o 21°. Na tarde do domingo tivemos a última prova da rodada tripla, mais uma vez sem os créditos na volta de apresentação foi possível identificar Miguel Costa na P11, Alexander Jacoby na P21 e Filippo Fiorentino na P28. Miguel Costa largou em bem e na largada um carro à sua frente ficou parado e tivemos uma colisão no grid que provocou a entrada do safety car, mas podiam ter deixado a disputa correr até o setor 3, Miguel Costa era o P10, Alexander Jacoby o P18 e em mais uma grande largada, Filippo Fiorentino era o P23. Os carros tiveram que passar pelo pit lane para evitar os detritos na reta. A relargada veio na abertura da volta 5 e com menos de 17 minutos no cronômetro. Miguel Costa foi pra cima de Nathan Tye e Alexander Jacoby caiu para 19° enquanto Filippo Fiorentino caía para 24°. Miguel Costa estava fazendo outra grande corrida, superando Nathan Tye e Juan Cota assumiu a P8, mas na volta seguinte levou o troco do espanhol e voltou pra P9. Filippo Fiorentino era o 21° e Alexander Jacoby o 27° no início do terço final da corrida. Miguel Costa continuou lutand paa ganhar mais posições, mas terminou em 9°. Em todo caso, foi uma boa estreia. Filippo Fiorentino foi o 23° e Alexander Jacoby o 25. No campeonato, Miguel Costa saiu de Aragón na 12ª posição com 6 pontos. Filippo Fiorentino e Alexander Jacoby não pontuaram A próxima etapa será em Navarra, no 1° final de semana de maio. Eurocup-3 Winter Series A categoria fez duas corridas no autódromo de Aragón para concluir a Winter Series. Emerson Fittipaldi Jr. terminou sua preparação para a temporada regular pela MP Motorsport. A cobertura da última das três etapas deixou a desejar – mais do que o normal. Apenas pelas redes sociais do piloto brasileiro ficamos sabendo que ele ficou com a 4ª posição na corrida do sábado mas até às 22:00 (horário do Brasil) não havia sido publicada as colocações da 2ª corrida e nem a classificação do campeonato. Testes da FIA Fórmula 2 e FIA Fórmula 3 Nesta semana que passou tivemos três dias de testes da FIA Fórmula 3 e da FIA Fórmula 2 no autódromo do Bahrain antes que pilotos e equipes sigam para a disputa dos respectivos 2° final de semana das temporadas. Como temos apenas Rafael Câmara nos representando na FIA Fórmula 3 – e que começou com o pé direito cravado no acelerador, liderando a temporada – vamos focar no que o piloto pernambucano do Recife fez neste teste no meio do deserto. No primeiro dia pela manhã Voltas de instalação concluídas, e os primeiros tempos filtrados com Ugo Ugochukwu sendo o mais rápido em 1m49,397s, colocando o piloto da PREMA Racing 0,282s à frente de seu companheiro de equipe Noel León. A Rodin Motorsport foi a próxima equipe a colocar dois carros no topo. Roman Bilinski foi para P1 graças a 1m49,853s quando a primeira hora terminou, enquanto seu companheiro de equipe Louis Sharp estava apenas 0,053s atrás, em segundo. Os tempos continuaram caindo e nos 60 minutos finais, Tsolov marcou 1m49,336s. O piloto da ART Taponen foi seu desafiante mais próximo, quase dois décimos atrás em segundo. Rafael Câmara da Trident foi o P3 com 1m49,828s. Na parte da tarde, com outro programa par fazer o brasileiro fez 29 voltas e a melhor em 1m50,062s. No segundo dia os tempos caíram consideravelmente, com o tempo mais rápido mudando de mãos várias vezes no início, mas foi eventualmente Santiago Ramos, da Van Amersfoort Racing, que estabeleceu o ritmo com 1m48,843s. O tempo de Ramos estava mais de dois décimos e meio à frente do segundo colocado James Wharton, mas com 20 minutos decorridos, Mari Boya, da Campos Racing, eclipsou o tempo do mexicano em 0,107s para ir para P1. À medida que a marca da hora se aproximava, Louis Sharp, da Rodin Motorsport, disparou para o topo da tabela de tempos, batendo a volta de Boya por apenas 0,330s, graças ao seu 1m48,703s. Rafael Câmara ficou em 7° com 20 voltas completadas e a melhor em 1m48m957s. Na parte da tarde, com outro programa, o brasileiro completou 43 voltas e a melhor em 1m51,236s, sendo o penúltimo. No último dia de testes as simulações de qualificação deram início ao último dia com a MP Motorsport definindo o primeiro marco. Tim Tramnitz teve 1m48,583s no topo dos tempos, mas apenas 0,004s atrás do companheiro de equipe Alessandro Giusti.O alemão manteve a liderança pelos primeiros 25 minutos, antes que o líder do Dia 1 Nikola Tsolov fosse o mais rápido com 1m48,567s para a Campos Racing. Conforme nos aproximamos da marca de 45 minutos, porém, a Trident disparou para o topo. Câmara foi o mais rápido com 1m48,252s, enquanto seu companheiro de equipe Noah Stromsted foi para P2, 0,176s atrás. Após uma breve passagem no pit lane, as equipes voltaram suas atenções para as simulações de corrida pelo resto da sessão, o que significa que não houve mais alterações nas planilhas de tempos. Como resultado, Câmara terminou mais rápido, com o melhor tempo da semana, à frente de Tramnitz, Taponen e Giusti, enquanto Stromsted completou os cinco primeiros. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |