Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos um tsunami de corridas com pilotos brasileiros na Europa e Estados Unidos. Infelizmente vai ser impossível assistir todas as corridas. São seis categorias competindo, mas falarei sobre todas elas (preparem-se que lá vem textão). Aurélia Nobels e Rafaela Ferreira foram com a F1 Academy para o circuito montado em Miami para a terceira etapa da categoria. No Estado do Alabama, no Barber Motorsports Park, João Vergara e Leonardo Escorpioni tiveram a segunda rodada tripla da USF Juniors enquanto Caio Collet tinha a 3ª etapa da Indy NXT. Na Europa, em Misano Pedro Clerot ia liderar a Van Amersfoort Racing na abertura da temporada da Fórmula Regional enquanto na FIA Fórmula 4 Gabriel Gomez era o Brasil no campeonato mais disputado da Europa. Em Navarra a FIA Fórmula 4 ia para sua segunda etapa, com Miguel Costa, Filippo Fiorentino e Alexander Jacoby levando nossa bandeira. Para não irritar (muito) as editoras, vou tentar ser “econômico” nas palavras sem perder a precisão nas crônicas das corridas e treinos. F1 Academy A categoria cruzou o oceano junto com o circo da Fórmula 1 para realizar sua terceira etapa do ano. Ao contrário do que aconteceu na etapa anterior, tivemos dois treinos livres na sexta-feira, o que ajudou na ambientação das pilotas com a pista, ótimo para Rafaela Ferreira, estreante na categoria. A primeira sessão, com 40 minutos de duração, aconteceu na parte da manhã. As brasileiras foram pra pista com seus pneus médios (os disponibilizados para a etapa), fizeram uma volta de checagem e retornaram aos boxes. Rafaela Ferreira voltou logo pra pista, buscando mais voltas pra conhecer o traçado. Alguns minutos depois, Aurélia Nobels também voltou. Rafaela Ferreira voltou aos boxes após 3 voltas enquanto Aurélia Nobels fazia sua primeira volta rápida em 2m02,543s, mostrando que a pista estava ‘verde’ e que os tempos ainda iriam baixar. Na passagem seguinte a brasileira virou e, 2m01,700s e Rafaela Ferreira voltou para a pista com 11 minutos de treino. Aurélia Nobels melhorou ainda mais, baixando para 2m01,044s enquanto Rafaela Ferreira abusou dos limites nos ‘esses’ e por pouco não pregou no muro. A pista ia melhorando e Aurélia Nobels também, que já tinha uma volta em 2m00,831s enquanto Rafaela Ferreira, depois da lixada nos pneus, conseguiu uma volta em 2m02,252s e ganhando confiança melhorou para 2m01,839s. Na metade do treino Aurélia era a P7 e Rafaela a P11. Aurélia Nobels foi para os boxes enquanto Rafaela Ferreira melhorava para 2m01,362s, ainda na P11. Aurélia Nobels voltou pra pista faltando 13 minutos para o final da sessão enquanto Rafaela Ferreira melhorava para 2m00,976s. Aurélia Nobels estava bem e baixou seu tempo para 2m00,327s quando entramos nos 10 minutos finais. Aurélia Nobels continuava melhorando e baixou para 2m00,158s e continuou acelerando forte e mesmo errando no setor 2 baixou para 2m00,104s. Faltando 2 minutos para o fim e sem melhorar mais, Rafaela Ferreira foi para os boxes. No último minuto do treino Aurélia Nobels conseguiu 2m00,094s enquanto Rafaela Ferreira voltou pra pista para o treino de largada. Aurélia Nobels conseguiu com o cronômetro zerado fazer 2m00,006s e terminou na P7 Rafaela Ferreira ficou com a P12. Depois do treino livre da F1 as pilotas voltaram para a pista com a chance de um segundo treino livre com a pista mais emborrachada... e quente! 47°C. Aberto os boxes as pilotas saíram para a pista e foram pra briga com o cronômetro. Rafaela Ferreira começou fazendo em sua primeira volta rápida 2m01,995s e Aurélia Nobels com 2m02,119s. Na segunda passagem Rafaela fez 2m01,453s2 Aurélia 2m00,809s... e só tínhamos 10 minutos de treino. Depois de dar uma refrescada em freios e pneus, Aurélia Nobels baixou para 2m00,570s e Rafaela Ferreira veio para os boxes depois de errar no setor 2 enquanto Aurélia Nobels melhorava para 2m00,322s e seguia para os boxes pouco antes da metade do treino livre. Nessa altura Aurélia tinha a P7 e Rafaela a P16, precisando achar um melhor ritmo. Com 18 minutos para o fim as brasileiras voltaram para a pista e Aurélia Nobels baixou dos 2 minutos, fazendo 1m59,654s Rafaela Ferreira continuava errando no setor 2 mesmo assim conseguiu fechar em 2m00,439s. Aurélia Nobels estava muito bem e conseguiu assumir a P2 provisória com uma volta de 1m59,265s. Rafaela Ferreira não conseguiu melhorar na volta seguinte, mas Aurélia Nobels estava com a mão da pista, mas errou no setor 3 quando ia melhorar seu tempo. Na volta seguinte, sem errar, baixou para 1m59,217s. Rafaela Ferreira sempre perdia um setor e não melhorava o seu tempo. No finalzinho do treino Rafaela Melhorou seu tempo para 2m00291s. Aurélia Nobels terminou a sessão com o 5° melhor tempo enquanto Rafaela Ferreira ficou na P15. Na manhã do sábado as 18 pilotas retornara à pista para o treino classificatório em situações distintas: Aurélia Nobels saiu da sexta-feira com o carro na mão e com boas chances de fazer um grande treino. Já Rafaela Ferreira precisava encontrar um acerto melhor e uma tocada melhor para baixar em pelo menos 1s seu tempo de volta para ter chances de conseguir uma boa posição no grid das duas corridas e ela tinha 30 minutos para isso. Abertos os boxes as pilotas foram pra pista com um céu pesado e possibilidade de chuva. Com algumas gotas em algumas câmeras todas aceleraram pra fazer logo uma volta de pneus slick. Aurélia Nobels virou em 2m01,469 e Rafaela Ferreira em 2m01,673s. Com 5 minutos de treino já tivemos pilotas escapando da pista. Aurélia Nobels e Rafaela Ferreira seguiram para os boxes e elas tinham a P6 e a P7, respectivamente. A Chuva veio e todas foram para os boxes colocar pneus de pista molhada. Aurélia Nobels foi pra pista e pouco depois Rafaela Ferreira também foi. Possibilidades de fazer um tempo melhor era zero. O importante era sentir o carro com piso molhado para sentir a condição de pista para uma eventual corrida com chuva na parte da tarde. Os tempos de volta estavam 15s acima do que eram feiras com pista seca. Se por um lado foi frustrante como treino, como resultado foi ótimo para as brasileiras que largarão na corrida da tarde na P2 e P3, com a inversão de grid e na P6 e P7 no domingo. Depois de um treino de classificação atípico e de um dilúvio antes da corrida Sprint da F1 e da corrida em si com a pista secando, chegava a hora da corrida 1 para as 18 pilotas da F1 Academy vieram para a pista com Rafaela Ferreira largando na P2, na primeira fila, e Aurélia Nobels na P3. A pista estava seca, mas foi lavada pela chuva e a aderência ia ser um problema ao longo das 13 voltas. Tivemos 15 minutos de atraso para a largada pelo atraso na programação devido a chuva. Depois da volta de apresentação as pilotas voltaram às suas posições no grid (Alba Larsen teve que largar dos boxes) e, apagadas as luzes vermelhas para as 13 voltas programadas, Rafaela Ferreira largou bem, mas Ella Lloyd errou feio e bateu no pneu traseiro esquerdo da brasileira. Aurélia Nobels não largou bem e perdeu uma posição, mas como Rafaela Ferreira caiu para 5°, Aurélia Nobels recuperou a P3. No final da primeira volta pelo carro de Ella Lloyd parado em posição perigosa. O carro de Rafaela Ferreira estava prejudicado e ela caiu para 7°. A relargada veio na abertura da volta 3. Aurélia Nobels relargou bem e deixou Chloe Chambers para trás. Rafaela Ferreira manteve a P7, mas Tina Hausemann vinha pressionando e tomou a posição da brasileira, que ficou na mira de Nina Gademan. Doriane Pin e Emma Felbermayr brigavam pela ponta e mantinham o pelotão compacto. Nina Gademan Passou Rafaela Ferreira que caiu para 9°. Na volta 5 Emma Felbermayr não segurou Doriane Pin e Aurélia Nobels foi muito bem e por fora ganhou a P2 da austríaca. Acicia Palmowski ganhou a P3 de Chloe Chambers e foi pra cima de Aurélia Nobels e também tomou a P3 da Brasileira. Rafaela Ferreira foi superada por Lia Block e caiu pra P10. Chloe Chambers vinha colada em Aurélia Nobels que tentava não deixar Alisha Palmowski escapar. Joanne Ciconte foi tocada por Chloe Chong e com o eixo avariado provocou uma nova entrada do safety car na 8ª volta. Emma Felbermayr teve uma bandeira preta e laranja, sendo chamada aos boxes pra reparar o carro. Com isso Rafaela Ferreira voltou à P9. O resgate foi lento e a relargada veio apenas na abertura da volta 10. Aurélia Nobels relargou bem novamente e manteve a P3, mas no meio da volta ela foi superada por Chloe Chambers e passou a ser atacada por Maya Weug... e acabou caindo pra 5°. A vantagem para Lia Block era boa, mas a brasileira parecia mais focada em recuperar a P4. A briga permitiu Lia Block Chegar e tomar a P5 de Aurélia Nobels, mas teve que devolver por track limits. Na última volta Aurélia Nobels acabou superada por Lia Block e Nina Gademan, terminando na P7, mas Block superou os limites de pista e foi punida em 5s. Aurélia Nobels marcou seus primeiros pontos com a P6. Rafaela Ferreira ficou com a P8 pela punição de Lia Block e assim as duas brasileiras pontuaram. Ao meio dia do domingo as pilotas voltaram à pista para a corrida principal com Aurélia Nobels largando na P5 e Rafaela Ferreira na P6 devido a punição para Ella Lloyd. A pista estava bem molhada e as pilotas estavam com pneus de chuva. A largada teria a volta de apresentação atrás do safety car. O spray estava alto em alguns pontos, em outros a pista nem parecia estar molhada. Emma Felbermayr e Ella Lloyd rodaram na volta de apresentação. As 13 voltas tiveram início atrás do safety car. Nicole Harvda na volta seguinte. O asfalto estava para corrida de jet ski e não para carros com a chuva caindo em todo circuito. Felbermayr rodou na reta e as pilotas seguiam atrás do safety car e a chuva engrossou geral depois de algumas voltas atrás do safety car e manter as pilotas na pista, mesmo devagar como estavam, o risco de acidentes era grande e a bandeira vermelha foi dada, com a corrida sendo suspensa. Com a programa de eventos de pista (ainda tinha Porsche Cup programada), havia risco da corrida não acontecer. A largada foi adiada em 8 minutos, inicialmente, mas continuava chovendo, tinham “rios” de água cruzando a pista e a corrida acabou sendo cancelada, infelizmente para as brasileiras. Com a decisão e apenas a corrida ter sido disputada, a categoria feminina deixa Miami com Rafaela Ferreira na P10, com 9 pontos e Aurélia Nobels na P11 com 3 pontos. A próxima etapa será em Montreal e não há previsão (até o momento) de termos três corridas no Canadá. Fórmula Regional Europeia Tivemos que esperar bastante, mas finalmente chegou a hora de tentarmos ver um piloto formado na FIA Fórmula 4 Brasil entrar na disputa pelo título da categoria regional do velho continente. Pedro Clerot entra na temporada com boas expectativas e liderando a equipe holandesa Van Amersfoort Racing para tentar repetir os feitos de Gianluca Petecof, Gabriel Bortoleto e Rafael Câmara na categoria. Na sexta-feira tivemos duas sessões de treinos livres. Na primeira, Pedro Clerot ficou com a P2 e o tempo de 1m29,812s, 157 milésimos atrás de Evan Giltaire Na segunda sessão, o brasileiro conseguiu apenas a P9, com 1m30,113s. No sábado pela manhã os 26 pilotos foram à pista para o treino de classificação da 1ª corrida. Como de costume, divididos em 2 grupos. Pedro Clerot estava no A grupo e quando seu grupo foi pra pista, os 3 carros da Van Amesfoort foram os primeiros a sair. Após as primeiras voltas para aquecer os pneus, nos 8 minutos finais dos 15 para cada grupo os pilotos começaram a virar voltas realmente rápidas. Em sua primeira volta rápida Pedro Clerot marcou 1m30,754s, pouco antes de Aditya Kulkarni ficar na brita na curva 5 e provocar uma bandeira vermelha a 7 minutos do fim, obrigando todos a voltarem para os boxes. Após o resgate os pilotos voltaram pra pista, prejudicados no trabalho com os pneus. Pedro Clerot tinha a P4 provisória e após aquecerem novamente os pneus voltaram a virar rápido. Em sua nova 1ª tentativa o brasileiro virou em 1m29,634s, mas na volta seguinte conseguiu 1m29,261s. Ainda havia tempo para mais uma tentativa e Pedro Clerot tinha a P2 provisória. O brasileiro conseguiu uma volta em 1m29,144s na sequência e na última não conseguiu melhorar e ficou com a P3 no Grupo. O Grupo B foi consideravelmente mais rápido e Freddie Slater marcou a pole com 1m28,373s. Isso dava a Pedro Clerot a 6ª posição no grid para a corrida do sábado. Pouco mais de 6 horas depois, já na parte da tarde, os pilotos da Fórmula Regional Europeia voltaram à pista para a primeira corrida da temporada. Pedro Clerot estava largando na P6 e ia ter trabalho para chegar ao pódio. Sol, pista seca e um certeza: os pilotos iam tentar se impor logo nas primeiras curvas. Após a volta de apresentação eles retornaram ao grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 30 minutos +1 volta, Pedro Clerot largou mal, mas se aproveitou da confusão na curva 2 com Freddie Slater e Jin Nakamura para se recuperar e subir para 4° antes da entrada do safety car. A relargada veio na volta 4 e Pedro Clerot relargou bem, manteve sua posição, mas logo estava pressionado por Taito Kato e ia perdendo contato com os 3 primeiros, mas bastaram duas voltas para o brasileiro chegar em Rashid Al Dhaheri e começar a buscar uma posição no pódio. Ultrapassagens são difíceis em Misano e na metade da corrida as ultrapassagens não foram muitas. Pedro Clerot foi perdendo contato com Rashid Al Dhaheri a partir da metade da corrida, mas ao menos não era mais tão pressionado por Taito Kato. Entramos no terço final da corrida com Pedro Clerot na P4 e sem conseguir seguir o ritmo dos 3 primeiros, apesar de não estar muito longe da briga pela P2 e quando Rashid Al Dhaheri começou a pressionar Even Giltaire, o brasileiro começou a se aproximar dos dois. A distância para Taito Kato chegava a 2s e o brasileiro, caso chegasse, teria tranquilidade para atacar. Chegar ele chegou pra entrar na penúltima volta, mas não conseguiu sair da P4 na vitória de Matteo De Palo, da Trident, equipe campeã dos últimos anos. Na manhã domingo os pilotos da categoria voltaram à pista para o treino classificatório da corrida que fecharia a etapa. Desta vez o grupo B foi o primeiro a ir para a pista e no final, o tempo a ser perseguido pelo grupo A era o de Freddie Slater com 1m28,548s. Logo em seguida os pilotos do grupo A foram para pista e agora eles tinham a vantagem da pista mais emborrachada e mais quente e era a chance de Pedro Clerot buscar a pole position. Depois de aquecerem corretamente os pneus, eles partiram para as voltas rápidas nos 8 minutos finais. Na sua primeira passagem Pedro Clerot conseguiu 1m29,413s, mas os tempos certamente iriam baixar. Na sua segunda volta rápida o brasileiro baixou para 1m28,903s. Os tempos iam caindo e Pedro Clerot brigava pela ponta com 1m28,730s. Depois de uma volta para dar um alívio em freios e pneus todos voltaram a pisar fundo. Pedro Clerot tinha a P3 provisória e precisava melhorar. O brasileiro conseguiu 1m28,544s subindo para a P2, mas na volta final, com o cronômetro zerado, não melhorou seu tempo e continuou na P3, atrás de Evan Giltaire e Matteo De Palo. Na tarde do domingo chegava a hora para concluir a etapa de abertura da Fórmula Regional Europeia. Pedro Clerot largava na P5 e dada as dificuldades de ultrapassagem do traçado de Misano, uma grande largada seria fundamental para que o brasileiro ganhasse posições. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, largaram para os 30 minutos +1 volta programadas. Pedro Clerot largou bem e manteve a P5, mas nada fora de série. Já na 2ª volta o brasileiro era pressionado por Rashid Al Dhareri e não conseguia atacar Enzo Deligny. A pressão sobre Pedro Clerot era enorme quando o safety car veio para a pista após 9 minutos de corrida após a forte batida de Giovanni Maschio na mureta dos boxes depois de rodar sozinho. Ter o pelotão agrupado poderia dar uma chance para Pedro Clerot mudar as coisas na corrida. A relargada veio com 18 minutos para o final e Pedro Clerot manteve sua posição, mas continuava sob ataque e acabou superado por Raschid Al Dhareri na curva 4. O brasileiro não desistiu e recuperou a posição na curva de entrada da reta, com Al Dhareri perdendo mais uma posição e se envolvendo em uma panca com Dion Gowda algumas curvas depois, o que provocou uma nova entrada do safety car. A relargada veio a 12 minutos do final. Pedro Clerot relargou com Nikita Bedrin atrás dele, mas foi superado na mesma curva onde perdeu a posição na relargada anterior. Pedro Clerot recuperou a posição algumas curvas depois com um “sai pra lá, Mané” em Bedrin, mas estava claro que o brasileiro não tinha carro para atacar as posições da frente, ainda que começasse a se aproximar de Enzo Deligny. A 5 minutos do fim, Tim Gerhards ficou parado (ao contrário) na pista e tivemos a 3ª entrada do safety car. Ainda tivemos uma nova relargada (e mais um risco para Pedro Clerot) quando faltavam apenas 2 voltas. Pedro Clerot era novamente atacado por Nikita Badrin, mas desta vez o brasileiro conseguiu se defender bem e ainda foi pra cima de Enzo Deligny. Foram 2 voltas sinistras valendo a P3, mas ninguém passou ninguém e Pedro Clerot terminou em 5° lugar. No campeonato, o brasileiro deixou Misano na P3, com 22 pontos, mas longe de Evan Giltaire e Matteo Di Palo. A próxima corrida será em 2 semanas, em Spa Francorchamps. Indy NXT O circuito do Barber Motorsports Park foi o palco da 3ª etapa da Indy NXT, categoria de acesso à principal categoria de monopostos dos Estados Unidos. Caio Collet, nosso representante está em seu 2° ano na categoria e novamente tem que enfrentar a força da equipe Andretti Global, nesta temporada liderada por Dennis Hauger. Na sexta-feira tivemos o primeiro treino livre, com 45 minutos de duração. Caio Collet foi para pista depois de algum tempo e se estabeleceu a batalha com o piloto norueguês da Andretti pelo melhor tempo. Com 15 minutos de treino Hauger tinha sua melhor volta em 1m12,800s e Collet tinha 1m13,000s quando tivemos a bandeira vermelha pela batida de Evagoras Papasavvas. O resgate levou uma eternidade e quando o treino foi retomado faltavam pouco mais de 20 minutos de treino. Caio Collet permaneceu nos pits depois que a bandeira verde foi agitada e quando foi para a pista a batalha com Dennis Hauger foi retomada e com Sam Smith entrando na disputa pelo melhor tempo. Com 10 minutos para o final Caio Collet chegou a ocupara a pole provisória, mas antes do final Dennis Hauger conseguiu estabelecer o melhor tempo da sessão com 1m12,1621s. Caio Collet ficou com a P2, com 1m12,4694s. Na manhã do sábado tivemos a segunda sessão de treinos livres. Foram mais 45 minutos para os 20 pilotos inscritos Mais uma vez Dennis Hauger liderou o treino livre 2 na manhã de sábado para o Grande Prêmio do Alabama, registrando sua melhor volta de 1m12,7743s no carro #28 da Andretti Global, em sua última volta no circuito de 17 curvas e 3,7 km de extensão. O treino desta manhã começou com a pista ainda molhada pelas chuvas na madrugada, mas quando a sessão teve início, não chovia no Barber Motorsports Park. O estreante norueguês Hauger e o restante do grid de 20 pilotos começaram o treino lidaram com a pista molhada e tempos de volta consideravelmente mais altos que o da sexta-feira. Caio Collet começou na frente com os mais rápidos virando na casa de 1m27s e todos os pilotos usando pneus de chuva Firestone Firehawk. Conforme o circuito secava, mais e mais pilotos trocaram para pneus slicks e os tempos de volta foram baixando. Os 15 minutos finais foram de trocas constantes na liderança da tabela de tempos. O brasileiro Caio Collet foi o segundo mais rápido no treino da manhã, com sua melhor volta de 1m12,8753s no carro #76 da HMD Motorsports. Collet reduziu seu gap para o líder do treino de sexta-feira, Hauger, que estava três décimos de segundo atrás do líder da categoria após o primeiro treino de sexta-feira. Salvador de Alba ficou em terceiro com 1:13.0559 no carro #27, seguido pelo companheiro de equipe Lochie Hughes com 1m13,0722s no carro #26, também da Andretti Global, que colocou três dos quatro primeiros pilotos na tabela de tempos final. O treino classificatório aconteceu na parte da tarde teve o procedimento de divisão dos pilotos em dois grupos. O primeiro grupo tinha o brasileiro Caio Collet... e a chuva! Com pista molhada Caio Collet foi o mais rápido do seu grupo, fazendo sua melhor volta em 1m24,8394s. O regulamento da categoria determina que o grid seja definido pela alternância dos tempos mais rápidos em cada grupo e o brasileiro precisava torcer por mais água ou pelo menos a mesma quantidade. Infelizmente isso não aconteceu. Quando o segundo grupo – onde estava Dennis Hauger – foi para a pista a chuva parou e durante a sessão a pista secou o suficiente para que o segundo grupo trocasse para os pneus slicks Firestone, mais rápidos, após a volta de aquecimento, criando uma grande discrepância de tempos entre os dois grupos. Com a melhor condição de pista Dennis Hauger liderou o grupo e ficou com mais uma pole position. A corrida aconteceu no final da manhã do domingo e a melhor chance de Caio Collet mudar a realidade dos treinos era fazer uma grande largada e tomar a liderança. Largando na 1ª fila ao lado de Dennis Hauger o brasileiro partiu para o ataque quando foi agitada a bandeira verde, atacou o norueguês na curva 5, mas não conseguiu ganhar a ponta, mas continuou pressionando Dennis Hauger até a bandeira amarela ser agitada pela escapada de Callum Hedge, na mesma primeira volta. Na relargada Caio Collet continuou pressionando Dennis Hauger. Na volta 14, quando Salvador de Alba e Bryce Aron bateram na curva 5 e provocaram a segunda bandeira amarela. O carro de Caio Collet começou a apresentar um problema no sensor de óleo (a equipe informou ser um problema no acelerador), que fazia o carro entrar em “modo de segurança”. O problema não teve como ser resolvido e levou o piloto brasileiro a abandonar a corrida. Caio Collet caiu para 6° no campeonato, com 47 pontos. Dennis Hauger é o líder com 108. Na próxima semana teremos duas corridas no circuito misto de Indianápolis. FIA Fórmula 4 Itália Gabriel Gomez deu início a sua jornada da FIA Fórmula 4 italiana no circuito de Misano neste final de semana. Na quinta-feira aconteceram os treinos livres e no primeiro deles, pela manhã, ele foi o 4° colocado, com 1m35,625s entre os 39 que marcaram tempo. No treino da tarde o brasileiro foi o P3, com 1m35,460s. Na sexta-feira, mais um treino livre pela manhã e Gabriel Gomez continuava entre os primeiros, com a P4, marcando 1m35,650s entre os 41 que treinaram. No início da tarde ele voltou a repetir a P4 com 1m35,769s. O treino de classificação teve os 41 inscritos divididos em dois grupos. Salim Hanna foi o mais rápido do grupo 1, com 1m35,841s. Gabriel Gomez estava no grupo 2 e não conseguiu repetir o desempenho dos treinos livres, ficando com a 6ª posição após marcar sua melhor volta em 1m35,697s. Com isso, ficou com a 7ª posição no grid da corrida 1 e com a 8ª posição na corrida 2. Os pilotos foram divididos em 3 grupos e em cada corrida dois grupos se enfrentariam. Na corrida 1, disputada na tarde do sábado com os grupos B e C, o brasileiro, que estava no grupo B, brilhou e terminou na 3ª posição, estreando com um pódio na categoria depois de uma grande largada, quando pulou para 5°, o Brasileiro segurou 3 carros da Prema nas primeiras voltas e mesmo tendo cruzado a linha de chegada em 4°, ganhou uma posição pela punição de Luka Sammalisto, confirmada após o pódio. No final da tarde tivemos a corrida 2, com os pilotos dos grupos A e B. Gabriel Gomez estava largando na P8. Na largada, o brasileiro foi muito bem e ganhou uma posição. No terço final da corrida ele subiu para 6° onde terminou a corrida. No domingo a terceira corrida foi com os grupos A e C e Gabriel Gomez ficou de fora da prova disputada pela manhã. A quarta e última corrida foi disputada à tarde, com todos os carros no grid. Gabriel Gomez largava na P6, fechando a 3ª fila. As coisas não correram bem para o brasileiro, que foi empurrado pra fora da pista ainda na 1ª volta e depois de cair pra P10, com o carro avariado foi perdendo posições, terminando classificado na P35. Apesar do resultado, Gabriel Gomez deixou Misano na 7ª posição no campeonato com 23 pontos. A próxima etapa, no mesmo formato de 4 corridas, acontece no final de maio, em Vallelunga. FIA Fórmula 4 Espanha Ao contrário do site do Automóvel Clube da Itália, responsável pela FIA Fórmula 4 italiana, o site da FIA Fórmula 4 espanhola é totalmente desatualizado, infelizmente. Os três brasileiros da categoria estiveram presentes na etapa. Na corrida 1, disputada no sábado, Miguel Costa terminou em 12°. Filippo Fiorentino fez sua melhor corrida, conseguindo terminar na P15. Alexander Jacoby não terminou a prova. As corridas 2 e 3 foram disputadas no domingo, assim como a segunda sessão de classificação. Na corrida 2 Filippo Fiorentino foi o melhor brasileiro na corrida, terminando em 13° lugar. Alexander Jacoby foi o 16° e Miguel Costa, com problemas, foi o 26°. A última corrida do dia teve Alexander Jacoby como o melhor brasileiro na prova, terminando em 15°. Miguel Costa foi o 20° e Filippo Fiorentino o 21°. A próxima etapa será no autódromo de Portimão, no início de junho. USF Juniors A categoria de entrada do programa Road to Indy teve sua segunda rodada tripla disputada no Barber Motorsports Park., com os brasileiros Leonardo Escorpioni e João Vergara. No treino liver 1, na quinta-feira, Lepnardo Escorpioni foi o mais rápido, com 1m25,4140s. João Vergara ficou com a P6 e o tempo de 1m26,2975s. No treino livre 2 Leonardo Escorpioni voltou a ser o mais rápido com 1m25,6016s e João Vergara foi novamente o 6° com 1m26,1677s. No classificatório 1, ainda na quinta-feira, Leonardo Escorpioni continuou mandando e foi o P1 com 1m25,2982s. João Vergara melhorou e foi o P4 com 1m25,8566s. No classificatório 2, Leonardo Escorpioni marcou outra pole com 1m25,1109s. João Vergara foi o 6° com 1m25,7155s. Na sexta-feira, Leonardo Escorpioni brilhou e venceu de ponta a ponta a corrida 1, com João Vergara chegando em 4°. O mesmo resultado se repetiu na corrida 2, com nova vitória do brasileiro. Para a corrida 3 foram consideradas as 2ª melhores voltas do treino classificatório 2, que colocou Leonardo Escorpioni novamente na pole position e João Vergara na 7ª posição. Na corrida, mais um pódio para Leonardo Escorpioni, com um excelente 3° lugar. João Vergara foi o 5°. No campeonato, Leonardo Escorpioni está apenas 1 ponto atrás do líder, Ty Fisher, com 144 pontos. João Vergara é o 4°, com 125. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |