Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos apenas as corridas da FIA Fórmula 3 envolvendo os pilotos brasileiros (na verdade, apenas Rafael Câmara), que aspiram ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial. Como na semana que passou tivemos muitas corridas acontecendo na Europa e nos Estados Unidos, tive que deixar algumas crônicas das categorias com brasileiros no grid para serem resgatadas nesta coluna, caso da FIA Fórmula 4 Itália, onde corre Gabriel Gomez, que correu em Monza, e nos Estados Unidos as corridas do Road to Indy, com as corridas da USF2000, onde corre Lucas Fecury e a USF2000 PRO, onde está Nicholas Monteiro, que disputaram suas etapas no circuito de Elkhart Lake. FIA Fórmula 3 A categoria mundial da FIA com corridas em alguns continentes chegou à Áustria para a 6ª etapa da temporada em um traçado relativamente curto, mas de alta velocidade e com a abertura de asa nesta temporada para a categoria, os pilotos teriam 3 zonas de acionamento do DRS o que deve incendiar as corridas. A Trident não tem um histórico de vitórias no Red Bull Ring, mas Rafael Câmara é um piloto melhor que os antecessores na equipe e pode trabalhar na gestão da vantagem que possui no campeonato. Aberto os boxes para os 45 minutos de treino livre os pilotos foram para a pista, fizeram aquela volta de verificação dos carros e fizeram também o ensaio de virtual safety car antes de voltarem aos boxes. Todos estavam de pneus duros. Nikita Johnson e Noah Stromsted foram logo pra pista enquanto os outros 28 pilotos ficaram nos boxes. Foi só abrindo o 2° terço de treino que os pilotos começaram a sair dos boxes. Stromsted fez uma volta em 1m24,311s e era a referência inicial, mas os tempos certamente cairiam. E os tempos foram caindo. Stromsted melhorou para 1m23,663s e, na sua primeira volta rápida Rafael Câmara vinha rápido, mas Brendo Badoer escapou, foi pra brita e provocou uma bandeira vermelha, obrigando nosso piloto a abortar a volta e retornar aos boxes. Os boxes foram reabertos com 18 minutos para o final da sessão e todo mundo pra pista (menos Noel Leon, que teve um princípio de incêndio no carro). Gerrard Xie parou na área de escape da curva 2 com o motor apagado e colocaram o virtual safety car para não darem novamente bandeira vermelha, mas não teve jeito. O carro não saía e entrou a bandeira vermelha. A pista foi liberada com pouco menos de 10 minutos para o final da sessão e 27 carros foram pra tentar coletar algum dado. Depois de aquecer os pneus Rafael Câmara marcou 1m23,166s, mas Brad Benavides foi pra brita na curva 4 e provocou mais uma bandeira vermelha. Faltando 5 minutos para o final do treino, apenas 14 pilotos fizeram voltas rápidas e surpreendentemente os boxes foram reabertos a 1m40s para o final, o que daria uma volta apenas para os pilotos tentarem algo. Rafael Câmara foi pra pista, abriu volta e melhorou para 1m22,173s, ficando com a P2 na sessão, 158 milésimos mais lento que Nicola Tsolov. Após o treino livre da Fórmula 1 os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para o treino que definiria o grid para as duas corridas. Os pneus duros, provavelmente vindos de Barcelona, foram deixados de lado e os pilotos tinham os pneus macios para a sessão, com as nuvens pesadas que estavam perto do autódromo indo embora. As bandeiras vermelhas no treino livre davam a crer que a sessão poderia ser problemática, sem falar no tráfego e nos limites de pista. Abertos os boxes Rafael Câmara foi logo pra pista. Os pilotos foram aquecendo os pneus e foram pacientes, dando 3 voltas para isso antes de acelerarem fundo e na sua primeira volta rápida e errou no setor 3, fazendo apenas 1m23,268s, mas na volta seguinte mandou um 1m21,454s. Depois de duas voltas rápidas o piloto brasileiro tinha a P3, atrás de Nikita Tsolov e Tim Tramnitz. Rafael Câmara ainda acelerou forte para uma 3ª volta, mas não conseguiu melhorar seu tempo e foi superado por Alessandro Giusti. Na sequência os pilotos retornaram aos boxes para aquela conversa com os engenheiros, fazer algum ajuste e colocar pneus novos, mas algumas equipes mandaram seus pilotos para pista aproveitando menos tráfego e Brad Benavides conseguiu superar nosso piloto com essa estratégia. Faltando 11 minutos os pilotos que pararam voltaram pra pista. Os pilotos fizeram novamente 3 voltas de aquecimento dos pneus e o brasileiro se livrou do trânsito e partiu para acelerar de cara para o vento. E foi assim, com pista livre, que Rafael Câmara marcou 1m21,011s. Nicola Tsolov fez 1m20,927s e depois 1m20,743s. Rafael Câmara errou, sujou os pneus e muita gente foi melhorando e com isso foi despencando na tabela de tempos. Faltando 1 minuto de treino o brasileiro era o 7° e quase as coisas se complicam quando Ugo Uguchukwu rodou na entrara da reta e quase provocou uma bandeira vermelha. Rafael Câmara partiu para uma volta final, fez o melhor setor 1, mas foi atrapalhado por Laurens Van Hoepen, ficando com a P7. A pole ficou com Tsolov, Stromsted foi o P3 e Tramnitz apenas o 17°. Na manhã do domingo os pilotos da FIA Fórmula 3 retornaram à pista para a corrida Sprint, programada para ter 21 voltas. Com a inversão dos 12 primeiros do grid Rafael Câmara largava na P6, fechando a 3ª fila, largando do lado sujo da reta e precisando fazer uma largada sem incidentes. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada. Rafael Câmara largou bem pra quem estava no lado sem borracha e foi brigando para segurar a P6 até a curva 3, brigando com Callum Voisin. Ao menos não bateu nem foi batido por ninguém. Na volta 2, enrosco na curva 2 e Tuukka Taponen lavou a pior, ficando na área de escape e provocando a entrada do safety car. Louis Sharp ficou na grama em outro ponto e dois pilotos foram aos boxes trocar o bico. A relargada veio na abertura da volta e Rafael Câmara relargou bem e manteve a P6, mas já tinha Nicola Tsolov atrás dele. Na volta seguinte Brando Badoer errou, perdeu a P4 e foi atacado por nosso piloto, mas o italiano deu uma forçada na curva 2 e obrigou Rafael Câmara a ir para a área de escape, na volta, o brasileiro atacou novamente, mas não conseguiu ganhar a P5. A briga da P8 pra trás dava sossego para Nicola Tsolov atacar Rafael Câmara e os 7 primeiros vinham na mesma balada. Com James Wharton segurando todo mundo, Taz Inthra vinha chegando. Nicola Tsolov tomou a P6 de Rafael Câmara e tentando recuperar a posição, foi empurrado por Tsolov pra brita e com isso caiu para 9°... e só estávamos na metade da corrida! Callum Voisin estava colado em Rafael Câmara, Na volta 12 Brando Badoer deu na traseira de Charlie Wurz e os dois rodaram na curva 2. Bom para Rafael Câmara que subiu pra P7 e melhor para Nicola Tsolov, que foi para 4°. Safety car na pista. A relargada veio na abertura da volta 18 e Rafael Câmara relargou bem, mas Mari Boya veio colado nele, empurrou o brasileiro pra fora da pista e quase tomou a P7. Martinius Stenshorne errou à frente de Rafael Câmara e por pouco não perdeu a P5, mas o carro do brasileiro não parecia estar bem como em outros finais de semana. Abrindo a penúltima volta Rafael Câmara atacou e foi, pela 3ª vez, empurrado pra fora da pista e com isso perdeu posições e caiu para 10° e com muito custo salvou 1 ponto ao final da corrida. Após a corrida Ugo Ugochukwu foi punido e caiu de P3 para P16. Rafael Câmara subiu para 9°, mas Tsolov foi para 3°. Na manhã do domingo os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para abrir a programação de corridas do Red Bull Ring. Rafael Câmara estava largando na 7ª posição e via seu principal adversário largando na pole position. A diferença na pontuação entre eles havia caído para 20 pontos após a corrida Sprint e o brasileiro precisava correr com arrojo e serenidade para ganhar posições, evitar acidentes e torcer para Nicola Tsolov não vencer. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para as 26 voltas programadas, tivemos a largada. Rafael Câmara largou muito bem depois que Taz Inthrapuvasak e Bruno Del Pino ficaram parados no grid à sua frente e chegou em 4° na curva 1. Foi tocado e empurrado pra fora da pista por Ugo Ugochukwu e com isso caiu para 5°, tendo que brigar Brando Badoer para manter essa posição. Nicola Tsolov largou bem, manteve a ponta e abriu de Brad Benavides que segurava o pelotão. Foi todo mundo pra cima do americano na 2ª volta e numa ultrapassagem espetacular, arriscando tudo, Rafael Câmara passou Brad Benavides – que foi despencando – para ganhar a P4, sendo acossado por Callum Voisin, que passou Brando Badoer e ambos à Benavides. O brasileiro se defendeu e foi pra cima de Noah Stromsted. Sem Brad Benavides, o nosso piloto foi com tudo e na volta 6 atacou por fora na curva 3 para ser o 3°. Na volta seguinte, partiu pra cima de Ugo Ugochukwu, passando o americano na mesma curva, desta vez, por dentro. Rafael Câmara já tinha a volta mais rápida e foi tirando a diferença para Nicola Tsolov, abrindo vantagem para Noah Stromsted, que passou Ugo Ugochukwu na volta seguinte. Pelo rádio o engenheiro orientou o brasileiro a gerenciar os pneus foi mantendo a diferença para o búlgaro em torno de 2s. Ainda tínhamos mais 17 voltas e, para ajudar, a briga pela P3 dava tranquilidade para nosso piloto. Na metade da corrida a fiferença entre Nicola Tsolov e Rafael Câmara era de 2,6s e subindo. Rafael Câmara foi ficando longe do líder da corrida e Martinius Stenshorne, depois de ganhar a P3, vinha tirando diferença para Rafael Câmara. Avisado pelo rádio, o brasileiro precisava se cuidar para segurar a aproximação do 3° colocado. Faltando 10 voltas para o final a diferença de Rafael Câmara para Nicola Tsolov chegou a 4s e Martinius Stenshorne tirou a diferença para o brasileiro que não tinha mais um bom rendimento. O rendimento dos carros da Trident caia, com Noah Stromsted perdendo posições mais atrás e Martinius Stenshorne tomou a P2 do brasileiro. Faltando 7 voltas para o final a preocupação agora era evitar a chegada de Tim Tramnitz, que vinha em 4° lugar. A diferença do brasileiro para o alemão vinha caindo volta a volta e o que vinha salvando Rafael Câmara era se manter a menos de 1s para Martinius Stenshorne, só que isso acabou faltando 4 voltas para o final. Não deu para segurar Martinius Stenshorne e Mari Boya, com os dois passando o brasileiro, que passou a ser atacado por Ugo Ugochukwu, que passou na volta seguinte. Faltando 2 voltas Rafael Câmara era o 6° colocado e se manteve graças ao não ataque de Charlie Wurz. A categoria sairia da Áustria com Rafael Câmara ainda líder, com 115 pontos e apenas 1 ponto de vantagem sobre Nicola Tsolov, mas algumas horas após o término da corrida do domingo o vencedor da corrida foi desclassificado por desgaste excessivo da tábua sob o assoalho. Com isso Rafael Câmara ficou com 117 pontos, 24 pontos a mais que Tim Tramnitz e 28 a mais que Nicola Tsolov. A próxima etapa é na semana que vem, em Silverstone. FIA Fórmula 4 Itália A categoria de entrada do caminho traçado pela FIA para os jovens pilotos q eu sonham com a Fórmula 1 e a FIA Fórmula 4 Itália é a mais competitiva de todas elas. A 3ª etapa aconteceu no final de semana passado em Monza, desta vez com 3 corridas de grid completo e Gabriel Gomez em ótima fase. Na quinta-feira, dia 19, tivemos um teste coletivo, com 40 carros na pista e Gabriel Gomes foi o P10, com uma volta de 1m52,409s, 533 milésimos distante do P1. Na sexta-feira tivemos dois treinos livres na parte da manhã. No primeiro, Gabriel Gomez não foi nada bem, sendo apenas o 25° com uma volta de 1m53,159s, mais de 1,1s do 1° tempo. Na 2° sessão o piloto brasileiro colocou ordem na casa e fez a P5 com uma volta de 1m52,007s, 35 centésimos mais lento que o P1. Na parte da tarde vieram os treinos classificatórios. No 1° Gabriel Gomez cravou a P3 com a melhor volta em 1m52,125s, a 91 milésimos do pole. Na 2ª sessão qualy o brasileiro não repetiu a performance e ficou apenas na 11ª posição com uma volta de 1m52,408s, 45 centésimos mais lento que o pole position. Na manhã do sábado tivemos a primeira das três corridas do final de semana. Sol, calor, pista seca e Gabriel Gomez largava na 2ª fila. Após a volta de apresentação os pilotos vieram para suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para 30 minutos +1 volta, tivemos a largada. Gabriel Gomez largou bem e se posicionou atrás do piloto da Prema, Oleksandr Bondarev, travou rosas na chicane e na saída veio lado a lado com Sebastian Sebastian Wheldon, mas acabou ficando mesmo na P3. Os 3 primeiros abriram vantagem, mas na abertura da 2ª volta tivemos uma batida no final da reta dos boxes entre Aleksander Ruta e Francesco Copolla fez o safety car ser acionado. Na largada e na 1ª volta, muitos vazaram a 1ª chicane, alguns andaram pela brita e com 40 carros no grid, foram poucos os problemas. A relargada veio na abertura da volta 4 e Gabriel Gomez relargou bem, botou de lado de Sebastian Wheldon e ganhou a P2 com Sebastian Wheldon vazando a chicane no final da reta. Os 5 primeiros abriram vantagem da disputa pela P6. Sebastian Wheldon recuperou a P2 na freada da chicane Della Roggia e o líder rodou sozinho na chicane Ascari. Milagrosamente ninguém bateu nele. Com isso Gabriel Gomez voltou para a P2. O safety car foi acionado novamente. A relargada veio na abertura da volta 6 e Gabriel Gomez relargou bem, colou em Sebastian Wheldon, colocou de lado, chegou a estar na frente, mas continuou na P2. Tentou novamente antes da Della Roggia, mas não conseguiu passar. O brasileiro vinha embutido no líder. Os 3 primeiros abriram da briga interna da Prema onde vinha o líder do campeonato, Nakamura Berta. Com E Weiss preso na caixa de brita da 1ª chicane o safety car foi acionado novamente. Nova relargada com pouco mais de 4 minutos para o final. Gabriel Gomez relargou bem novamente, foi pra cima de Sebastian Wheldon, mas se não conseguiu passar no final da reta dos boxes, atacou e ganhou a ponta na Della Roggia e Nakamura Berta veio no vácuo para assumir a P2. Quando entraram na reta dos boxes o brasileiro deu vácuo pra todo mundo e tivemos um 3-wide sensacional com Gomez, Berta e Wheldon. Sebastian Wheldon voltou pra ponta, Gabriel Gomes caiu pra 3°, mas não desistiu da briga com Nakamura Berta e, na reta antes da Della Roggia recuperou a P2. A briga deixou Sebasian Wheldon escapar na frente. Na última volta o brasileiro precisou lutar muito para manter a P2 até a chegada e conseguiu, conquistando mais um pódio. Na manhã do domingo os pilotos da categoria italiana – mas que é quase um campeonato mundial – voltaram à pista para a 1ª corrida do dia, a 2ª do final de semana. Gabriel Gomez ia ter uma corrida difícil, largando apenas da P10, tendo ganho uma posição por pênalti. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e devido a problemas com Dante Vinci que parou antes da parabólica a largada foi atrasada e as equipes voltaram ao grid. Nove minutos depois os carros foram liberados para uma nova volta de apresentação. Reposicionados novamente no grid, quando foram apagadas as luzes vermelhas para os, agora 28 minutos +1 volta programados, Gabriel Gomez largou de forma agressiva e foi ganhando posições. Já era o 8° antes das duas de Lesmo enquanto tivemos uma boa confusão na freada no final da reta dos boxes. Conseguiram liberar a pista e não tivemos safety car. Gabriel Gomez ganhou a P7 no fechamento da 1ª volta e continuava agressivo, e superando Salim Hanna e Newman Chi antes da variante Ascari e assumiu a P5, mas tinha uma distância para os 4 primeiros, que acabou com a batida entre os carros da Prema na Parabólica, que provocou a entrada do safety car e agrupou o pelotão. Maksimillian Popov que se envolveu no acidente com os pilotos da Prema trocou o bico e voltou pra pista justamente à frente de Gabriel Gomez, mas deixou todos passarem antes da bandeira verde. A relargada veio na abertura da volta 5 e o brasileiro relargou forte e superou Andrija Kostic na freada pra primeira chicane e colou em Luka Sammalisto. Os 4 primeiros abriram vantagem e na abertura da volta 6 Gabriel Gomez, Sebastian Wheldon e Luka Sammalisto fizeram um 3-wide e Gabriel Gomez ganhou a P3 na freada para a 1ª chicane e a P2 superando Sammalisto na Della Roggia. Nakamura Berta ganhou alguma vantagem com a disputa dos 3 que continuou nas voltas seguintes. Fora das grandes retas Gabriel Gomez conseguia fugir de Luka Sammalisto, que era atacado por Sebastian Wheldon. Sem pressão, Gabriel Gomez começou a se aproximar de Nakamura Berta, mas Wheldon superou Sammalisto na abertura da volta 8 e começou a se aproximar de Gabriel Gomez. Na volta 9 os 3 primeiros já faziam uma corrida à parte e começaram a brigar pela vitória. Foram 10 minutos de perseguição, algumas tentativas de ultrapassagem de Gabriel Gomez, mas a batida de Emanuele Olivieri e Artem Severiukhin na 1ª chicane na penúltima volta atrapalhou o brasileiro e as posições se mantiveram até o final com nosso piloto conseguindo uma nova P2. Na tarde do domingo tivemos a corrida de encerramento da etapa e novamente Gabriel Gomez largava em uma posição difícil – na 8ª fila, na P16 – e isso exigiria uma nova corrida de recuperação tão espetacular quanto a corrida da manhã. Depois da volta de apresentação os pilotos voltaram à suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 30 minutos +1 volta tivemos a largada. Gabriel Gomez foi agressivo na largada mais uma vez e a direção de prova informou que a largada estava sob investigação. A batida de Andrea Dupe e Elia Weiss provocou a entrada do safety car. Gabriel Gomez já ocupava a P10. A relargada veio na abertura da volta 5 e Gabriel Gomez foi arrojado como foi nas relargadas da corrida 2. Mas foi acertado na 1ª de Lesmo e jogado para a caixa de brita. Com o carro danificado o brasileiro foi obrigado a abandonar a corrida na volta 5. Seria um resultado desastroso não fosse a batida entre Nakamura Berta e Sebastian Wheldon após o 3° safety car, na volta final da corrida. Com ambos não marcando pontos, a perda de Gabriel Gomez foi menor, com o brasileiro saindo de Monza em 3° no campeonato, com 114 pontos, atrás de Nakamura e Wheldon. A próxima etapa será em Mugello, em meados de julho. USF2000 PRO A categoria que é o 3° degrau na escalada em direção à Fórmula Indy realizou uma rodada tripla no lindo autódromo de Road América com seus mais de 6 km de extensão no final de semana passado. Na quinta-feira tivemos duas sessões de treinos livres. Na primeira, no início da tarde, e Nicholas Monteiro ficou com a P10, em uma volta de 2m03,5185s, 1,5s mais lento que o P1. Menos de 3 horas depois os pilotos voltaram à pista para o 2° treino livre onde Nicholas Monteiro não foi bem e ficou com a 13ª posição, com sua melhor volta em 2m03,3801s, 1,9s mais lento que o P1. Na sexta-feira tivemos pela manhã mais um treino livre e a equipe de Nicholas Monteiro parecia perdida, com seus 3 carros ficando na P13, P14 e P15. Nicholas Monteiro foi o 14° com sua melhor volta em 2m03,8453s, 2,6s mais lento que o P1. Menos de duas horas depois os pilotos voltaram à pista para o 1° treino de classificação. Nicholas Monteiro foi melhor que no treino livre e conseguiu a P10, com uma volta em 2m02,9020s, mas 1,8s mais lento que o pole position. No início da tarde ainda tivemos o treino classificatório 2 e o piloto brasileiro fez o 7° melhor tempo, com sua volta em 2m03,0006s, 1,4s mais lento que o pole. As corridas seriam duas no sábado e uma no domingo. A corrida 1, com 15 voltas programadas, foi disputada na manhã do sábado. Nicholas Monteiro largou bem e fechou a 1ª volta na 8ª posição, mas acabou superado por Max Taylor, na volta 3 e por Ariel Elkin na volta 4. O brasileiro não estava bem e foi superado por Frankie Mossman e Logan Adams, caindo para 12°. Quando Costello foi para os pits ele recuperou uma posição, mas estava longe do top-10. Na volta 13 o brasileiro passou reto na curva Canadá e foi brita, abandonando a corrida. Na corrida 2, também com 15 voltas programadas, disputada na tarde do sábado. Nicholas Monteiro largava numa boa P7 e manteve a posição na largada e no complemento da 1ª volta era o 5° colocado, mas Frankie Masmann estava colado nele e na briga pela P5 o brasileiro levou a pior, foi empurrado pra parte suja da pista e caiu para 9°. As coisas se complicaram para Nicholas Monteiro que continuou perdendo posições até terminar na P12. O grid da corrida 3, disputada na manhã do domingo, foi definido com a 2ª melhor volta do treino classificatório 2. Com isso Nicholas Monteiro estava largando na P6. Na corrida, o brasileiro largou bem e brigou roda a roda com Alessandro De Tullio nas primeiras curvas pela P5, ganhou a posição e também a P4. No final da 1° volta tivemos bandeira amarela e entrada do safety car. Bandeira verde na volta 3 e Nicholas Monteiro foi empurrado para grama, mas segurou a posição sobre George Garciarce, mas vinha pressionado. Nova amarela na volta 4, relargada na 6. Dessa vez ele não conseguiu segurar Alessandro De Tullio e Ariel Elkin, terminando em 6°. Ao final da rodada tripla em Road América Nicholas Monteiro estava na 8ª posição no campeonato, com 141 pontos. A próxima etapa será a rodada dupla de Lexiton, no início de julho. USF2000 A categoria que é o 2° degrau na escalada em direção à Fórmula Indy realizou uma rodada dupla no lindo autódromo de Road América com seus mais de 6 km de extensão no final de semana passado. Na quinta-feira tivemos duas sessões de treinos livres. Na primeira, no início da tarde, Lucas Fecury ficou com a P2, em uma volta de 2m08,5759, 0,2s mais lento que o P1. Menos de 3 horas depois os pilotos voltaram à pista para o 2° treino livre onde o piloto brasileiro não foi bem e ficou com a 11ª posição, com sua melhor volta em 2m10,2032s, 1,9s mais lento que o P1. Na sexta-feira tivemos pela manhã mais um treino livre e a equipe de Lucas Fecury reencontrou o caminho, colocando o brasileiro na 1ª posição, com ele conseguindo uma volta em 2m08,3395s. Menos de duas horas depois os pilotos voltaram à pista no início da tarde para o treino de classificação. Nicholas Monteiro não conseguiu repetir o feito, mas conseguiu uma ótima P4 – excelente pra quem vinha largando do fundo do grid – com uma volta em 2m08,2683s, 0,2s mais lento que o pole position. A corrida 1, com 12 voltas programadas, foi disputada na manhã do sábado. Lucas Fecury Nicholas Monteiro largou bem atacou por fora na curva 1 e brigou pela P3, fechando a 1ª volta na 5ª posição depois de ter sido superado por Evan Cooley e Caleb Grafarar. Na volta 3 o Brasileiro superou Evan Cooley e ganhou a P4, mas tomou o troco algumas curvas depois. Panca forte de Jeff Jeffers na volta 4 e bandeira amarela. Relargada na volta 7 e Fecury foi pra cima, mas tinha Ayrton Houk colado nele. O Brasileiro ganhou a P4 e na volta 9 passou Teddy Musella pra ser o P3, pouco antes de nova bandeira amarela. Tivemos uma última volta sinistra de bandeira verde e Lucas Fecury tentou a P2, passou Thomas Schrage, mas levou o troco, saiu mal da curva 5 e caiu para 5° antes da bandeirada final. Na corrida 2, também com 12 voltas programadas, disputada na tarde do sábado. Lucas Fecury largava numa boa P6 e manteve a posição na largada nas primeiras curvas. No complemento da 1ª volta era o 7° colocado, mas estava tudo embolado do 6° ao 10°. Na volta 4 tivemos Patrício Gonzalez na brita e bandeira amarela. Relargada na volta 5 e Lucas Fecury aparecia à frente de G3 Argyros na P6, mas na volta 8 o grego superou nosso representante. Nova bandeira amarela na volta 9 com Kaylee Countryman parado na curva 5. Bandeira verde para 2 voltas insanas e Lucas Fecury foi superado por Anthony Martella, terminando a corrida em 8°. Foi seu melhor final de semana na temporada e ele deixou Road América na P13 com 95 pontos. A próxima etapa será a rodada tripla em Mid-Ohio no início de julho. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |