Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos um calendário repleto (pra ser suave) de corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial. A coisa está mais para ônibus sentido Rio x Duque de Caxias 6 da tarde! Na Inglaterra a FIA Fórmula 3 disputava mais uma etapa com Rafael Câmara defendendo a liderança do campeonato. O travado circuito de Hungaroring foi o palco do final de semana para a 4ª etapa da Formula Regional Europeia, onde compete Pedro Clerot, enquanto o velocíssimo circuito de Monza recebeu a Eurocup-3, onde temos Emerson Fittipaldi Jr. e Alceu Feldman Neto. Nos estados Unidos o circuito de Mid-Ohio recebeu nada menos que OITO corridas, indo desde a Indy NXT às três categorias do programa Road to Indy, que terá a crônica apresentada no próximo final de semana. FIA Fórmula 3 A categoria para se conquistar o primeiro título mundial na carreira chegou à Silverstone para sua 7ª de 10 etapas em rodada dupla. Circuito largo, com curvas rápidas e asfalto pouco abrasivo. Rafael Câmara teve uma etapa complicada na Áustria, mas teve a sorte de ver seu principal adversário perder os pontos da vitória sendo desclassificado por desgaste excessivo da prancha de madeira que fica abaixo do assoalho. Aberto os boxes os pilotos, todos com pneus duros, foram pra pista, fazer aquela volta de verificação e também deixar a direção de prova testar o sistema do virtual safety car e quase todos voltaram aos boxes, com apenas 4 ficando na pista. Alguns minutos depois os pilotos foram voltando à pista e no final do primeiro terço dos 45 minutos já tínhamos tempos de referência na casa de 1m47s, mas este tempo certamente iria baixar. Rafael Câmara estava na pista, mas não ainda tinha nenhuma volta rápida. No início do 2° terço do treino os tempos entraram na casa de 1m46s. Rafael Câmara estava aquecendo calmamente seus pneus e sua primeira volta a se considerar foi em 1m47,101s, ainda muito longe dos primeiros colocados. Depois de uma volta para resfriar os pneus o brasileiro partiu para uma nova volta rápida, mas errou no 2° setor. Ainda assim conseguiu 1m43,839s, continuando fora dos 10 primeiros e retornou aos boxes. Até aquele momento o mais rápido era Ugo Ugochukwu, com 1m46,277s. Entramos no último terço do treino com quase todos os pilotos nos boxes. Faltando 10 minutos para o final da sessão os pilotos começaram a voltar pra pista, Rafael Câmara entre eles. Depois de aquecer seus pneus o brasileiro veio para uma volta rápida e marcou 1m46,847s, mas teve a volta deletada por limite de pista e viu Nikola Tsolov entrar na casa de 1m45s. Nova volta de resfriamento e em mais uma tentativa e fazer 1m46,274s, um bom tempo, mas 4 décimos acima de Tsolov. Rafael Câmara abriu uma nova volta rápida no minuto final do treino e melhorou para 1m46,194s, terminando a sessão na 5ª posição. Logo após o treino livre da Fórmula 1 os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para o treino de definição do grid para as corridas deste final de semana em Silverstone. Rafael Câmara conseguiu um bom tempo no treino livre, mas precisava se preocupar com os limites de pista e também com a preparação dos pneus para que não haja perda de performance no final da volta, além do cuidado para a busca de vácuo no final da sessão, que pode fazer pilotos não abrir volta como já ocorreu no passado. Aberto os boxes para a sessão de 30 minutos os pilotos foram para a pista, todos com os pneus duros, que foram sendo aquecidos calmamente e já na primeira volta rápida Rafael Câmara marcou 1m46,318s, mas estes tempos certamente ainda iriam baixar. Nikola Tsolov conseguiu uma volta 6 décimos mais rápido. Logo os pilotos foram para os boxes com 11 minutos de treino para a primeira (certamente seriam duas) entradas, conversas com os engenheiros e algum eventual ajuste. Nesse momento o brasileiro era o 5°. Com 13 minutos de sessão a maioria dos pilotos saíram para a pista, mas Rafael Câmara postergou um pouco sua saída. Depois de sair veio aquecendo os pneus com tranquilidade, por duas voltas e só então acelerou para uma volta rápida. Com um jogo de equipe, vindo atrás do carro de Noah Stromsted Rafael Câmara marcou uma volta de 1m45,176s. Depois desta volta todos voltaram para os boxes com 8 minutos para o final da sessão. Faltando 5 minutos para o final da sessão os pilotos voltaram pra pista e restava saber se a equipe Trident fez o que a Campos fez na corrida da Áustria, que poupou um jogo de pneus para Nikola Tsolov largar com pneus novos na corrida do domingo. Na tentativa Rafael Câmara errou no 2° setor e não melhorou sua volta. Pior, viu Nikola Tsolov fazer a pole e Ugo Ugochukwu pegar a P2. O nosso piloto teve que se conformar com a P3. A FIA Fórmula 3 abriu a programação do sábado em Silverstone com temperatura amena, céu encoberto e a sempre presente possibilidade de alguma chuva cair em algum momento. Rafael Câmara estava largando na 5ª fila, na P10 e precisava evitar problemas na largada para então tentar ganhar posições. Os pneus duros na pista fria seria um desafio extra para os pilotos e foi esse tipo de pneu fez o brasileiro sofrer na Áustria. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas tivemos a largada para as 18 programadas. Rafael Câmara largou... de forma segura ficou encaixotado e acabou perdendo uma posição. A batida de Brendo Badoer em Nikola Tsolov colocou os 2 pra fora da brita. o búlgaro conseguiu voltar, mas o italiano ficou na brita e, inicialmente tivemos o virtual safety car, mas com a entrada do trator para tirar o carro o carro de segurança veio pra pista. A relargada veio na abertura da volta 5 e antes da bandeira verde a equipe Trident pediu para Charlie Wurz evitar a briga com Rafael Câmara que está brigando pelo título. Bandeira verde e o austríaco facilitou a vida do brasileiro. Novamente na P10 e marcando um ponto, Rafael Câmara tinha 13 voltas para tentar escalar o pelotão e tentar buscar Tim Tramnitz, que estava em 8°, mas antes tinha que passar Ugo Ugochukwu só que as diferenças estavam abaixo de 1s e com isso todos podiam usar o DRS. Chegamos na metade da volta e a corrida estava no modo procissão e o desgaste de pneus começou a aparecer. Rafael Câmara atacou Tim Tramnitz que errou e perdeu a posição para Ugo Ugochukwu, Charlie Wurz também passou. O brasileiro perdeu contato com Ugo Ugochukwu e vinha sendo atacado pelo austríaco. A briga de Ugo Ugochukwu com Noel Leon permitiu a aproximação de Rafael Câmara, mas essa era muito lenta. Charlie Wurz “ficou sem pneus” e parou de pressionar o brasileiro. Rafael Câmara vinha tentando se aproximar e o gerenciamento dos pneus foi dando as suas mostras para quem poderia ganhar – ou perder – alguma posição nas voltas finais e Noel Leon vinha segurando a posição e o brasileiro em momento algum esteve em condições de atacar pela 8ª posição e com a P9 conseguiu marcar 2 pontos, vendo seus adversários não marcarem pontos. Theophile Nael foi punido em 10s por track limits e Rafael Câmara ganhou uma posição e mais um ponto. Na manhã do domingo os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para a corrida principal do final de semana. Rafael Câmara estava largando em 3°, logo atrás do pole, Nikola Tsolov, que rodou na corrida do sábado e não marcou pontos. Estava um pouco mais frio e uma chuva fina atrasou a largada em 5 minutos. Antes disso começou a chover e teve gente que arriscou largar com pneus slick assim mesmo. Rafael Câmara e Nikola Tsolov optaram por pneus slick. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para as 22 voltas programadas. Rafael Câmara largou de forma segura e caiu para 4° na reta e depois despencou por estar de pneus slick, sendo superado pelos pilotos com pneus de chuva. No final da 1ª volta o brasileiro era o 19°. Tsolov era o 14° e Tramnitz o 20°, os três com pneus slick. Na volta seguinte Alessandro Giusti passou o brasileiro e o alemão, mas rodou em seguida. Nikola Tsolov caiu para 16°na volta 2 e 17° na volta seguinte. A pista ia secando, mas bem devagar. A diferença de tempos na volta 5 era de 10s a favor de quem estava com pneus de chuva. Nikola Tsolov era o 1° entre os pilotos com pneus slick. Com o trilho começando a aparecer Rafael Câmara apertou seu ritmo de volta e virando mais rápido passou por Nikola Tsolov, mas na volta seguinte a Rafael Câmara a chuva caiu pesada e Rafael Câmara foi para os boxes. A parada foi ruim. Em seguida Louis Sharp escapou e bateu forte, provocando a entrada do safety car. Na volta 12 Rafael Câmara era o 22° tendo à frente Nikola Tsolov e Ugo Ugochukwu. Tim Tramnitz era o 18° e o pelotão estava agrupado. Na volta 13 os carros que tomaram volta ou estavam para tomar, como Rafael Câmara foram autorizados a passar o safety car e recuperar a volta. A pista estava coberta de água sem nenhum sinal de trilho e com chuva forte. Nikola Tsolov aquaplanou e saiu da pista Rafael Câmara quase rodou também. Na volta 14 a direção de prova deu bandeira vermelha com Rafael Câmara na 22ª posição. Depois dos carros pararem no pit lane a direção de prova marcou para 15 minutos depois. A saída dos boxes era prevista para 10:28 no horário local, mas havia previsão de mais chuva para o mesmo horário. A direção de prova decidiu, antes dos carros irem para a pista que a corrida não seria retomada. A pontuação foi reduzida e o vencedor levou só 19 pontos. Rafael Câmara saiu de Silverstone ainda líder, com 120 pontos, contra 93 de Tim Tramnitz, 89 de Nikola Tsolov e 85 de Mari Boya. A próxima etapa será no final do mês em Spa Francorchamps. Indy NXT A categoria de acesso à Fórmula Indy tinha uma nova etapa depois da grande vitória de Caio Collet em Road América. A corrida em Mid-Ohio, um outro circuito misto, colocava novamente o piloto brasileiro em confronto com os pilotos e carros da equipe Andretti, dominadora da categoria. Nesta etapa tivemos duas sessões de treinos livres – uma na sexta-feira e outra no sábado – o treino de definição do grid no sábado e a corrida no domingo pela manhã.
No primeiro treino livre Caio Collet e a equipe HMD Motorsports não conseguiu um bom acerto para o carro #76 (e nem qualquer outro carro da equipe). O brasileiro deu 28 voltas nos 40 minutos de treino e sua melhor passagem foi em 1m11,3983s, 372 milésimos mais lento que Lochie Hughes, vice líder do campeonato. Na manhã do sábado, quando voltaram à pista para a segunda sessão de treinos livres Caio Collet mostrou está com o carro e a pista na mão, estabelecendo após completar 20 voltas o melhor tempo da sessão, com 1m10,0372s, mas apenas 13 milésimos mais rápido que Dennis Hauger, líder do campeonato e piloto da Andretti.
Na tarde do sábado tivemos o treino de classificação, com os pilotos divididos em dois grupos. No grupo 1, os pilotos da Andretti Global fizeram os três melhores tempos, com Dennis Hauger sendo o mais rápido, marcando sua melhor volta em 1m09,7431s. No grupo 2 Caio Collet e Josh Pierson eram os pilotos mais fortes da HMD Motorsports, mas Pierson não é um piloto tão rápido. Ainda assim, sem uma melhor referência, Caio Collet conseguiu fazer uma volta em 1m09,8612s e ser o mais rápido do grupo, garantindo a 2ª posição para a corrida.
No final da manhã os pilotos da Indy NXT voltaram pra pista. Era a hora da corrida, com muito sol e calor como em Road América e Caio Collet largando na 1ª fila, precisando superar Dennis Hauger para reduzir a diferença no campeonato para os pilotos da Andretti. Depois de duas voltas de aquecimento os pilotos se posicionaram lado a lado e veio a bandeira verde na reta oposta para as 35 voltas programadas.
Caio Collet largou mal, mas brigou muito e, por fora, recuperou a P2 na curva 1. Caio Collet procurava não deixar Dennis Hauger fugir na ponta, mas cuidando dos retrovisores para evitar um ataque de Lochie Hughes. Eram e carros da Andretti entre os 4 primeiros. Na volta 4 uma batida forte de Sebastian Murray e Ricardo Escotto e o safety car foi colocado na pista. Os pilotos saíram andando do carro e a direção de prova colocou a bandeira vermelha na volta 5.
30 minutos depois os pilotos voltaram para os carros e 9 minutos depois os carros saíram dos pits. A bandeira verde veio duas voltas depois e a corrida seria encerrada por tempo. Na relargada Caio Collet foi bem e não deixou Dennis Hauger fugir. Apesar da proximidade, o brasileiro não conseguia se colocar numa posição de ataque e ainda precisava cuidar da posição de Lochie Hughes que vinha em 3° e bem próximo.
Com o número de voltas consideravelmente reduzido por conta da bandeira vermelha, Caio Collet precisava encontrar o tempo certo para atacar e teria que ser no braço, uma vez que não teve ‘push-to-pass’ em Mid-ohio, assim como em Road América. O tempo ia passando e Caio Collet continuava seguindo Dennis Hauger, mantendo-se entre 4 e 7 décimos de distância para o líder da prova. Com 15 minutos para o final do limite de tempo a diferença de Caio Collet para o líder, Dennis Hauger, chegou a 8 décimos. Devagar a diferença foi subindo e chegou a 1s, a mesma que o brasileiro colocou sobre o 3° colocado.
Entramos nos 10 minutos finais e Caio Collet foi para o ataque sem ter que cuidar dos retrovisores, mas Dennis Hauger reagiu e a diferença voltou a ficar acima de 1s. Nos minutos finais a diferença chegou a 2s e Caio Collet já precisava olhar mais para os retrovisores. Caio Collet teve que se contentar com a 2ª posição em mais uma vitória de Dennis Hauger. Ao final da etapa Caio Collet ainda era o 3° colocado no campeonato, com 288 pontos, mas mais perto de Lochie Hughes. A próxima etapa será em no oval de Iowa. Fórmula Regional Europeia A 4ª etapa no travado circuito de Hungaroring colocou um desafio extra para os pilotos da categoria, com a dificuldade de ultrapassagens características do circuito próximo à Budapeste. Na sexta-feira tivemos os dois treinos livres e ter um carro bem balanceado seria fundamental para o treino de classificação. No primeiro treino, no final da manhã e com pista bastante quente, Pedro Clerot conseguiu o 5° melhor tempo, em 1m39,648s, 406 milésimos mais alto que Jim Nakamura.
No treino da tarde, com a pista 10°C mais fria, Pedro Clerot não teve um bom desempenho e ficou apenas na 18ª posição, com sua melhor volta em 1m39,994s, 887 milésimos distante do P1, Ean Eyckmans, mas os pilotos que vinham melhor no campeonato também não fizeram grandes voltas, mostrando que um outro tipo de acerto, mais voltado para a corrida, provavelmente estava sendo experimentada pelas equipes. Como sempre tivemos a divisão dos pilotos em dois grupos para o treino de classificação no início do sábado com o grupo A indo pra pista e Pedro Clerot estava nele. Com a temperatura ainda amena e com a pista esquentando um pouco mais na sequência, além de ter mais borracha depositada no asfalto, o grupo B tinha, teoricamente uma vantagem. Os pilotos foram logo para pista pra aquecer com tranquilidade os pneus e então partirem para as voltar rápidas.
Com 8 minutos para o final eles começaram a acelerar e na sua primeira volta rápida Pedro Clerot marcou 1m38,992s, mas os tempos com certeza iriam cair. Depois de uma volta para resfriar os pneus o brasileiro acelerou novamente e mandou uma volta em 1m38,318s a 3 minutos do final, mas ainda não era suficiente para uma boa posição de largada. Pedro Clerot continuou acelerando e conseguiu fazer sua volta final em 1m37,823s, tempo que ninguém conseguiu bater no grupo A. Como era esperado, o grupo B levou vantagem e Matteu De Palo marcou 1m37,431s, ficando com a pole position e Pedro Clerot largaria na P2. Pouco menos de 4 horas depois os pilotos voltaram à pista para a corrida 1, que dava pra fritar um ovo com seus 51°C de temperatura. Pedro Clerot largava na P2, primeira fila, mas do lado sujo da reta dos boxes. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 30 minutos +1 volta programados, tivemos a largada.
Pedro Clerot largou bem e manteve a linha de dentro até o final da reta, bloqueando as tentativas de Enzo Deligny também nas primeiras curvas. Isso permitiu Matteo De Palo escapar na frente. Fugindo ao que costumamos ver, não tivemos toques e carros fora da pista ao ponto de provocar uma entrada do safety car. Mesmo pressionado, Pedro Clerot mantinha um ritmo de corrida que permitia que ele e Enzo Deligny fossem abrindo do 4° colocado, Rashid Al Dhaheri.
Na abertura da volta 3 Enzo Deligny surpreendeu Pedro Clerot no final da reta, mergulhando para tomar a P2, mas o brasileiro foi esperto e aplicou um X sinistro no piloto francês para recuperar a posição. Quem gostava disso era o líder, Matteo De Paulo, que abriu 3s em 4 voltas. Depois do susto Pedro Clerot começou a abrir vantagem para Enzo Deligny, que via Rashid Al Dhaheri crescer no retrovisor. Mesmo sem pressão, Pedro Clerot estava a mais de 3,5s do líder com 10 minutos de corrida.
A corrida entrou no “modo procissão” como costumam ser as coisas em Hungaroring. A vantagem de Pedro Clerot para Enzo Deligny era de 1s, que se não era muito, era confortável suficiente para evitar um ataque. Com metade da prova tivemos a entrada do safety car pelo carro de Saqer Al Maosherji parado na área de escape da curva 3. Isso agrupou o pelotão e dava uma chance para Pedro Clerot tentar tomar a liderança.
A relargada veio quando faltavam pouco menos de 10 minutos de prova e Pedro Clerot relargou muito bem e colou em Matteo De Palo, mas não conseguiu se posicionar para tentar um ataque. Em uma volta a desvantagem de Pedro Clerot era de 1,3s, e o brasileiro voltou a ser atacado por Enzo Deligny, que se aproximou perigosamente depois da relargada. Na volta 14 Enzo Deligny atacou Pedro Clerot novamente no final da reta, mergulhando para tomar a P2, mas o brasileiro foi esperto outra vez e aplicou outro X sinistro no piloto francês para recuperar a posição.
Na mesma volta tivemos uma nova entrada do safety car, desta vez pela parada de Eduardo Robinson, que mesmo estando próximo a uma agulha, a direção de prova colocou em risco a disputa por posições nas voltas finais, com a demora na retirada dos carros parados na pista, como foi na primeira entrada do safety car, mas houve tempo para uma última volta sinistra. Desta vez Pedro Clerot não relargou tão bem e precisou se defender bastante para garantir a P2 ao fim da volta final. Na manhã do domingo os pilotos voltaram à pista para o treino que definiria o grid para a corrida de logo mais. Desta ver o grupo B foi o primeiro a ir pra pista com a temperatura ainda amena no asfalto. O mais rápido do grupo foi Rashid Al Dahaheri com o tempo de 1m37,781s. em seguida o grupo A veio pra pista e nele estava Pedro Clerot, que ainda corria atrás de maus resultados como o de Spa Francorchamps.
A vantagem estava com o grupo A, com mais borracha na pista e alguns graus a mais na temperatura do asfalto. Após aquecerem os pneus nas primeiras voltas, faltando pouco menos de 8 minutos para o final eles começaram a acelerar e buscar voltas rápidas. Em sua 1ª volta Pedro Clerot virou em 1m38,275s, mas outras duas voltas ainda viriam e era importante largar na 1ª fila. Depois de resfriar os pneus o brasileiro acelerou novamente e melhorou para 1m37,649s, melhor que a volta do grupo A, mas os tempos baixavam e Pedro Clerot era o 4°. Na última tentativa nosso representante baixou para 1m37,617s, mas isso foi pouco e ele ficou com o 5° tempo do grupo.
Menos de 7 horas depois era a hora dos pilotos voltarem à pista em Hungaroring para encerrar a etapa. Pedro Clerot ia ter uma corrida difícil largando da 9ª posição em um circuito onde ultrapassar é complicado. O asfalto estava daquele jeito... 50°C! Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 30 minutos +1 volta, Pedro Clerot largou brigando com os outros pilotos da MP Motorsport e acabou apenas mantendo a P9.
Pedro Clerot perseguia Michael Belov nas primeiras voltas, mas Michael Belov tinha dificuldades para seguir Kanato Le e bloqueando nosso piloto, ia prejudicando sua corrida enquanto os adversários diretos pelo campeonato iam ocupando as primeiras posições. Em um ataque mal sucedido, Pedro Clerot errou e foi superado por Hiyu Iamakoshi. Jack Beeton rodou na curva 1 com um princípio de incêndio tivemos a entrada do safety car na volta 6.
A relargada veio na volta 8 e Pedro Clerot manteve sua posição, mas não conseguia se aproximar de Hiyu Iamakoshi para tentar recuperar a posição e via Taito Kato crescendo no seu retrovisor. Sem rendimento, Pedro Cletor foi superado pelo piloto japonês e não mostrava ter pneus em boas condições nos minutos finais da prova. Na pista, com muita luta, Pedro Clerot terminou em 11°, mas foi beneficiado com a desclassificação de Enzo Deligny, marcando o ponto da P10. No campeonato, o brasileiro era o 4° colocado, com 84 pontos, mas viu os dois primeiros aumentar a vantagem. A próxima corrida será em duas semanas, em Paul Ricard. Eurocup-3 A segunda categoria de monopostos (em importância, nível e tamanho do grid) fez sua 4ª etapa no Autódromo Internacional de Monza, desta vez sem a etapa da FIA Fórmula 4 Espanha em conjunto. Emerson Fittipaldi Jr. ainda não vinha repetindo os bons resultados da temporada passada e Alceu Feldmann Neto, dividindo seu tempo com a Porsche Cup brasileira e com a FIA Fórmula 4 Brasil, vinha buscando aprendizado.
A categoria realizou dois treinos livres na sexta-feira, um treino livre no sábado e no mesmo dia tivemos o treino que definiu a classificação para a corrida do sábado, no qual Emerson Fittipaldi Jr. conseguiu o 6° melhor tempo, com a equipe MP Motorsport colocando seus 5 carros nas 6 primeiras posições. Alceu Feldmann Neto mostrou evolução na categoria e conseguiu a P23 (com 29 carros no grid). O site não disponibilizou os tempos de volta, diferenças, número de voltas dadas... nada! Neste final de semana não haveria corrida Sprint.
Na tarde do sábado os pilotos retornaram à pista para a disputa da primeira corrida do final de semana com sol e pista seca. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 30 minutos +1 volta previstos, tivemos a largada. Emmo Jr Largou bem, mas ficou sem espaço para fazer primeira chicane e mesmo assim conseguiu ir para a P5. Na primeira chicane uma confusão no final do grid envolveu 3 carros, entre eles o de Alceu Feldmann Neto que foi forçado a abandonar e o safety car veio pra pista. Emmo jr. era o 6°.
A relargada veio na abertura da volta 4 e Emmo Jr. tentou o ataque sobre Maciej Gladysz, mas não apenas não conseguiu como também saiu mal da chicane 1, sendo atacado por Jules Caranta. Antes termos a volta completada Cristian Cantu escapou na Parabólica e tivemos a volta do safety car. Nova relargada na abertura da volta 7 e Emmo Jr. foi atrapalhado pelos pilotos que vazaram a chicane no final da reta dos boxes.
A volta nem foi completada, pois na saída da 2ª de Lesmo Jesse Carrasquedo ficou batido e fora da corrida... e o mexicano deixou de correr na FIA Fórmula 3 para estar em Monza. O tempo de corrida foi se acabando e a nova relargada veio a menos de 3 minutos para o final. Emmo Jr. não relargou bem desta vez e foi atacado por Jules Caranta, que ganhou a P6. O brasileiro tentou recuperar a posição, mas não teve sucesso. Mais atrás tivemos Lorenzo Castillo na brita da curva Parabólica e a corrida acabou atrás do safety car, com Emmo Jr. na P7. Na manhã do domingo tivemos o treino que definiria as posições de largada no grid. Mais uma vez o site da categoria não prestou as informações da sessão e só na volta de apresentação foi possível identificar Emerson Fittipaldi Jr. na P10. Não consegui achar a posição onde largava Alceu Feldmann Jr. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 30 minutos +1 volta previstos, tivemos a largada.
Emmo Jr foi bloqueado pelo carro à sua frente que não se mexeu e acabou caindo para 12°. Alceu Feldmann Neto, que largou nas últimas posições, era o 26° e fechou a 1ª volta em 24°. Um enrosco entre Alessandro Famularo e Kacper Sztuka jogou a ambos pra trás e Emmo Jr, foi para 10° Alceu Neto também saiu no lucro e foi para 22°. Emmo Fittipaldi tomou a P9 de Juan Cota. Na volta 3, na Della Roggia tivemos confusão na briga pela P5 e Emmo Jr. subiu para o 7° lugar. Alceu Neto foi superado por Linus Hellberg e caiu pra P23 e depois perdeu mais 2 posições, indo para 25°.
Apesar de ter conseguido se estabelecer na P7, com uma pequena folga sobre Ernesto Rivera, Emmo Jr. estava a mais de 1,3s de Andreas Cardenas com 1/3 de prova. Alceu Neto era o 25° e – pasmem – nada de safety car. A briga pela 4ª posição foi permitindo a aproximação Emmo Jr., que chegou em Andreas Cardenas na volta 8, mas o peruano acelerou e passou Jules Caranta, o novo alvo de Emmo Jr., que começou a ser ameaçado por Ernesto Rivera. O Brasileiro errou na chicane do final da reta dos boxes, perdeu a P7 e o contato com a briga e tinha Jesse Carrasquedo nos retrovisores. Alceu Neto ganhou a P24 de Maciej Gladysz.
Emmo Jr. foi pra cima de Jules Caranta e voltou a ser o P7, mas Jesse Carrasquedo veio com ele e vinha atacando, conseguindo passar no final da reta dos boxes na volta 12. Quem chegava em Emmo Jr. era Francisco Macedo. Alceu Neto estava a 5s de P Lambert e tinha grande vantagem para Maciej Gladysz. Preston Lambert. Emmo Jr. não conseguiu segurar Francisco Macedo e caiu para 9° na volta 14. Faltando 5 minutos de corrida parecia que os pneus do brasileiro haviam acabado. Emmo Jr. foi perdendo posições, saiu do top-10 e terminou a corrida em 11°. Alceu Feldmann Neto foi o 24°. Após a etapa Emerson Fittipaldi Jr. saiu de Monza na ...ª posição do campeonato com ... pontos. Alceu Feldmann Neto continuava sem pontos. A próxima etapa será em Assen, no início de agosto. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |