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Gabriel Gomez vence 2 e lidera o Europeu de F4. Clerot pontua bem no FRECA PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Sunday, 20 July 2025 19:55

Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!

 

Nesse final de semana não tivemos corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial na Europa, Japão e nos Estados Unidos.

 

Pedro Clerot voltava à ação pela Fórmula Regional Europeia na busca pelo título e pelas credenciais para disputar a FIA Fórmula 3 na temporada 2026 no circuito de Paul Ricard, que também recebia a primeira de 3 etapas do Campeonato Europeu de Fórmula 4, com reconhecimento da FIA e aberto para pilots de todas as similares nacionais. Gabriel Gomez estava na disputa. No Japão, no autódromo de Fuji, Igor Fraga disputava a 6ª e a 7ª etapas da Superformula japonesa, a categoria de monopostos mais rápida depois da Fórmula 1. Nos Estados Unidos, a USF2000 PRO e a USF2000 faziam suas rodadas duplas com Nicholas Monteiro e Lucas Fecury na pista.

 

Fórmula Regional Europeia

O autódromo de Paul Ricard recebeu a principal categoria de monopostos da Europa para sua 5ª rodada dupla. Pedro Clerot, o piloto brasileiro envolvido na disputa vinha numa crescente e tentando entrar na disputa direta pelo título. Na sexta-feira tivemos os dois treinos livres para a categoria e por um erro do site da categoria os tempos de volta não foram mostrados, mas no treino coletivo da tarde, o nosso representante ficou numa preocupante 23ª posição com o tempo de 2m00,142s.

 

Na manhã do sábado tivemos o treino de classificação que definiria o grid para corrida programada para a parte da tarde. Como sempre os pilotos foram divididos em 2 grupos e Pedro Clerot estava no grupo B. O grupo A foi bem complicado, com direito a bandeira vermelha, o que atrapalhou a todos. Matteo De Palo foi o mais rápido do grupo A, com 1m59,332s. Em seguida o grupo B foi para a pista com seus 15 minutos para tentar bater o tempo do De Palo.

 

 

Após aquecerem seus pneus apropriadamente, nos 8 minutos finais os pilotos começaram a virar voltas rápidas. Em sua primeira passagem Pedro Clerot marcou a volta em 159,983s e a volta estava longe de ser boa, com o brasileiro numa P9 provisória. Na segunda volta rápida o brasileiro conseguiu 1m58,110s, colocando-o na P3 provisória. Ainda faltavam 2 minutos e meio para tentar melhorar os tempos de volta e Pedro Clerot (que foi ignorado pelo diretor de imagens durante toda a sessão) melhorou seu tempo de volta para 1m57,880s, mas continuou como 3° do grupo.

 

Quatro horas depois os pilotos retornaram à pista para a primeira de duas corridas com o asfalto com uma temperatura mais baixa do que seria usual nesta época do ano. Pedro Clerot largava na 5ª posição, mas seus adversários diretos pela disputa do campeonato estavam à sua frente e o piloto brasileiro precisava ganhar posições na corrida. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para 30 minutos +1 volta de corrida.

 

 

Pedro Clerot não largou bem e caiu para 6° e fechou a 1ª volta com uma desvantagem nada boa para Akshay Bohra. A disputa pela P3 com Michael Belov permitiu a aproximação do brasileiro na disputa. Belov caiu para 5° e passou a ser atacado pelo brasileiro, que ganhou a posição no final da 2ª volta, mas ficou a 1,2s de Akshay Bohra e precisaria acelerar para chegar no indiano. Kanato Le ficou parado naquela “pintura Andy Warhow” das áreas de escape na volta 3, mas o ponto não interferiu na corrida.

 

 

Entramos na 2ª metade da corrida e Pedro Clerot não conseguia se aproximar de Akshay Bohra. Na verdade, a diferença aumentara para 2,1s na 8ª volta. Ao menos a vantagem sobre o P6, Hiyu Yamakoshi era boa, na casa de 2,5s. As diferenças entre os primeiros eram confortáveis, sem possibilidades de ataques por posições e sem um safety car para agrupar o pelotão o destino da corrida era uma procissão. Pedro Clerot ainda reduziu a diferença à meio segundo para akshay Bohra, mas terminou na 5ª posição.

 

Na manhã do domingo os pilotos da Fórmula Regional Europeia voltaram à pista para o treino que definiria a o grid para a corrida que encerraria a etapa francesa do campeonato. Desta vez o grupo B era o primeiro a ir para a pista e Pedro Clerot precisava fazer uma classificação melhor do que a feita no sábado dada as dificuldades de ultrapassagem que o circuito colocava para os pilotos.

 

 

Depois de fazerem o aquecimento dos pneus cuidadosamente, os pilotos partiram para as voltas efetivamente rápidas faltando 8 minutos para o final. Pedro Clerot marcou na primeira passagem 1m58,814s. Os pilotos continuaram acelerando e na segunda tentativa o brasileiro conseguiu marcar 1m57,841s. A 3 minutos do fim, os 3 primeiros estavam separados por 5 milésimos e Pedro Clerot era o 2°. Depois de uma volta para ajustar as temperaturas de freio e pneus todos partiram para uma última tentativa, mas Pedro Clerot, mesmo melhorando para 1m57,613s não conseguiu a P1, mas ao menos não perdeu a P2 do grupo B. Na sequência veio o grupo A e o mais rápido foi Rashid Al Dhaheri, com 1m57,494s.

 

Menos de quatro horas depois os pilotos voltaram à pista para a corrida que encerraria a 5ª etapa do campeonato. Pedro Clerot estava largando na 3ª posição e precisava fazer uma boa corrida e tentar terminar ao menos no pódio, visando o passo adiante na carreira, que seria a FIA Fórmula 3 no próximo ano. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para 30 minutos +1 volta de corrida.

 

 

Pedro Clerot largou bem, mas foi bloqueado por Rashid Al Dhaheri, que saiu da P2 para cortar a linha do brasileiro e com isso o fez cair para 5°. Na primeira volta Pedro Clerot sofreu um forte ataque de Evan Giltaire, mas resistiu e manteve a posição. Com bom ritmo nosso piloto se aproximou, pressionou e superou Matteo De Palo na 2ª volta. Giovanni Maschio e Doriane Pin se tocaram e saíram da pista, provocando a entrada do safety car.

 

A relargada daria a Pedro Clerot a chance de ficar próximo a Akshay Bohra, mas a direção de prova colocou a bandeira vermelha com 20 minutos para o final da corrida. A paralização foi para tirar o carro de Doriane Pin. A paralização durou quase 10 minutos até que o cronômetro entrasse na regressiva com os carros deixando o pit lane. Após duas voltas atrás do safety car (e com o tempo indo embora) tivemos a relargada na abertura da volta 8 e com 14 minutos restando.

 

 

Pedro Clerot relargou colado em Akshay Bohra, mas tinha Evan Giltaire nos retrovisores. O ataque de Matteo De Palo em cima de Evan Giltaire pela P5 ajudou o brasileiro a se livrar da pressão de ambos. Pedro Clerot não conseguia a proximidade suficiente para atacar Akshay Bohra. Nos minutos finais Pedro Clerot fez uma tentativa final, mas sem sucesso, terminando a corrida em 4° lugar. O brasileiro deixou Paul Ricard na 3ª posição no campeonato, com 106 pontos, 62 a menos que o líder, Freddie Slater. A próxima etapa será no início de agosto, em Ímola.

 

Super Fórmula

A Superformula japonesa, depois de um grande intervalo, voltou a acelerar com a 6ª e 7ª etapas no Autódromo Internacional de Fuji. Igor Fraga, nosso piloto nipo-brasileiro conseguiu no treino classificatório para a corrida do sábado a 8ª posição no grid, num resultado que ficou aquém do que ele e a equipe esperavam, especialmente depois da P2 no grupo B na classificação. Mas Fuji tem um traçado que permite ultrapassagens em mais de um ou dois pontos.

 

 

Na tarde do sábado tivemos a corrida. Sho Tsuboi fez jus à sua reputação de “Mestre Fuji” da Superformula ao conquistar sua segunda vitória na temporada e assumir a liderança do campeonato na abertura da prova em Fuji, no sábado. Com Tadasuke Makino conseguindo apenas o quinto lugar, Tsuboi assumiu a liderança do campeonato de pilotos com dois pontos de vantagem na metade da temporada — e, infelizmente, com três das seis corridas restantes sendo realizadas em Fuji.

 

Depois da volta de apresentação tivemos a largada e enquanto Nojiri manteve a liderança na Curva 1 após uma boa largada da pole, Tsuboi partiu para o ataque após repelir um desafio inicial de Nirei Fukuzumi, da KCMG, que surpreendentemente se classificou em terceiro, apesar de ter perdido a oportunidade de correr no TL2 na sexta-feira. Igor Fraga largou bem, foi pra cima dos pilotos que estavam na fila 3, e conseguiu ganhar duas posições, subindo para o 6° lugar. O brasileiro pressionou Toshiki Oyu até fazer sua parada, na volta 20, voltando pra pista na 14ª posição.

 

 

Na frente, Tsuboi logo estava na cola de Nojiri novamente e fez a manobra decisiva para a vitória na volta 26, no local nada convencional da curva 13, em subida, à direita. Nojiri então teve que se concentrar em defender o segundo lugar de seu companheiro de equipe na Mugen, Ayumu Iwasa, que deixou seu pit stop para a volta 21 e aproveitou a vantagem de seus pneus mais novos para ultrapassar Fukuzumi e assumir o terceiro lugar 10 voltas depois. Depois que todos haviam parado Igor Fraga estava em 9°.

 

Iwasa havia guardado a maior parte de seu tempo livre para os momentos finais e chegou a meio segundo de Nojiri na chegada, mas disse após a corrida que o terceiro lugar era o melhor que ele poderia esperar com um carro que, segundo ele, parecia "estranho" desde o teste de pré-temporada em Fuji no mês passado.

 

 

O companheiro de Igor Fraga na equipe Ren Sato não fez uma largada ruim, mas acabou sendo empurrado para a brita na saída da Curva 1 na primeira volta, ao ficar lado a lado com Iwasa, o que o fez cair para nono. De lá, ele optou por seguir Fukuzumi até os boxes na volta 10, o que lhe permitiu ultrapassar vários de seus rivais, mas o no final o 11° lugar foi um castigo cruel.

 

Na manhã do domingo tivemos o treino que definiu o grid de largada para a 7ª etapa do campeonato. Igor Fraga, que estava no grupo B foi o 2° grupo a ir para a pista. Ver Ren Sato ser o 1° no grupo A animou a equipe. Igor Fraga terminou o Q1 na P4 e foi para o Q2, onde os 12 primeiros iam pra definição do grid, onde se manteve no top 5 até poucos segundos do fim, quando caiu para 7°.

 

 

Na tarde do domingo tivemos a corrida. Igor Fraga largava abrindo a 4ª fila. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para as 41 voltas programadas. Sho Tsuboi largou da pole, com Kakunoshin Ohta ao seu lado e a dupla trocou de posições duas vezes na primeira volta, com Ohta assumindo a liderança na entrada da Curva 1, apenas para ser ultrapassado novamente por Tsuboi na curva 13 para a direita. Igor Fraga foi agressivo na largada, tomou a linha interna, mas acabou bloqueado e com isso não avançou da sua 7ª posição nas primeiras curvas. Ainda na 1ª volta o brasileiro passou para 6° e foi pra cima de Ayumu Iwasa pela P5.

 

 

Igor Fraga antecipou bem sua parada depois de se envolver num toque, entrando nos boxes na volta 7. Tentando evitar o undercut, Iwasa parou na oitava volta, o que se mostraria crucial quando o safety car foi chamado na volta 19, depois que o carro da TGM de Seita Nonaka perdeu uma roda e parou na pista. Igor fraga vinha avançando e estava em 16°. O safety car levou Tsuboi e Ohta a entrarem nos boxes junto com todos os que ainda não haviam parado, mas Iwasa conseguiu ultrapassar Tsuboi por pouco na linha de chegada.

 

 

Quando a corrida foi retomada na volta 25, Igor Fraga era o 7° colocado novamente, mas Ayumu Iwasa, contando com um super trabalho de boxes, estava na liderança contra Tsuboi, apesar de estar com pneus mais velhos, com Ohta mantendo a pressão sobre o piloto da TOM'S. O piloto brasileiro foi para os boxes no momento da relargada para pagar uma punição e perdeu uma volta em relação aos líderes. A corrida complicou! Sem ter como alcançar o pelotão, Igor Fraga terminou em 18° lugar. No campeonato o brasileiro caiu para a 8ª posição com 25 pontos somados. A próxima etapa será no Sugo Sportland, no início de agosto.

 

Campeonato Europeu de Formula 4 by FIA

Com chancela da fia a WSK Euro Series convidou a todas as federações nacionais promotoras de campeonatos da FIA Fórmula 4 para realizarem em três finais de semana um campeonato europeu, com três corridas em cada etapa. A maioria dos inscritos foram pilotos da FIA Fórmula 4 Itália e o grid ficou com apenas 19 pilotos concorrendo ao título. O brasil estava nessa com Gabriel Gomez, piloto da US Racing.

 

 

No primeiro treino livre, realizado na sexta-feira, Gabriel Gomez marcou o 4° melhor tempo, com 2m08,262s. 671 milésimos mais lento que Nakamura Berta, o P1. No segundo treino livre o piloto brasileiro foi o 3° mais rápido, marcando 2m06,824s, 381 milésimos mais lento que Sebastian Wheldon. No sábado tivemos os dois treinos classificatórios, ambos pela manhã. No primeiro Gabriel Gomes voltou a ser o 3° mais rápido, fazendo 2m06,347 para sua volta mais rápida, 219 milésimos mais lento que Nakamura Berta. No 2° treino de classificação, nova P3 para o piloto brasileiro com o tempo de 2m05,874s, a 57 milésimos de Nakamura Berta, novamente o P1.

 

Na tarde do sábado tivemos a primeira das três corridas do final de semana. Gabriel Gomez largava na P3, atrás de Nakamura Berta, o pole position, após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, largaram para 30 minutos +1 volta. Gabriel Gomez largou muito bem, colou na traseira de Nakamura Berta e ganhou a P2 de Sebastian Wheldon. Tirou do vácuo do líder, tomou a tangente por fora antes da curva 1 e na segunda perna ficou por dentro para assumir a ponta.

 

 

Nakamura Berta e Sebastian Wheldon não engoliram a manobra do brasileiro e foram no encalço dele, mas antes do final da 1ª volta Berta e Wheldon começaram a brigar pela P2 e isso permitiu uma pequena folga para Gabriel Gomez. Os 3 primeiros começaram a se afastar de Kabir Anurag, o P4, mas estavam bem próximos uns dos outros. Na abertura da 3ª volta Alex Powell e Enea Frey se tocaram na curva 1, saíram da pista, mas não houve entrada do safety car.

 

 

Um 2° pelotão se formava na disputa da P4, com Kabir Anurak, Oleksandr Bondarev e Reno Francot. A briga pela P2 apertou novamente e isso ia sendo bom para Gabriel Gomez, que ia conseguindo virar mais tranquilo e chegou a fazer a melhor volta da corrida na volta 5, mas a briga mais sinistra era a de Oleksandr Bondarev e Reno Francot pela P5, que acabou nas mãos do francês na volta 7. A distância entre os três primeiros variava entre 0,7s e 0,9s, o que não dava chances de ataque sobre o piloto brasileiro.

 

 

As únicas coisas que pareciam poder complicar uma vitória de Gabriel Gomez no terço final da corrida era um problema mecânico ou uma entrada do safety car para agrupar o pelotão e provocar uma relargada, mas Gabriel Gomez parecia ainda ter alguma reserva e aumentou a diferença para Nakamura Berta acima de 1s a 4 minutos do final. O brasileiro deu o show e conquistou uma vitória espetacular na abertura deste campeonato europeu.

 

 

Na manhã do domingo os pilotos voltaram à pista para a segunda corrida. Novamente Gabriel Gomez largava na 3ª posição, atrás de Nakamura Berta que, certamente, tentaria evitar a manobra que o brasileiro fez no sábado. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, largaram para 30 minutos +1 volta. Gabriel Gomez largou bem e tomou a P2 de Reno Francot, mas não conseguiu atacar Nakamura Berta. Gabriel Gomez fechou a 1ª volta sob forte pressão de Reno Francot.

 

 

Enquanto se defendia dos ataques à sua posição. Gabriel Gomez estava vendo Nakamura Berta abrir vantagem na liderança enquanto ele segurava Reno Francot e Sebastian Wheldon. Depois de 4 voltas Gabriel Gomez conseguiu se livrar da pressão de Reno Francot e começou a reduzir a diferença para Nakamura Berta. Na volta 6 o brasileiro colou no japonês que passou a tentar tirar o vácuo do brasileiro, mas na curva dos signos Gabriel Gomes colocou de lado, por fora, no trilho e quase passou.

 

 

Com a disputa aberta pela ponta Reno Francot colou nos dois. Depois de uma tentativa frustrada de ultrapassar Nakamura Berta na volta seguinte, Gabriel Gomez deixou a porta aberta e perdeu a P2 para Reno Francot e por pouco não perdeu a P3 para Sebastian Wheldon, perdendo contato com Reno Francot. Ainda tínhamos 13 minutos de corrida e o brasileiro voltou ao ataque, mas não conseguia mais se aproximar de Reno Francot e Nakamura Berta. Reno Francot tomou a ponta na volta 9.

 

 

O holandês começou a virar rápido e Nakamura Berta parecia ter os pneus mais gastos entre os 3 que abriram de Sebastian Wheldon. Nos 5 minutos finais Gabriel Gomez estava colado em Nakamura Berta que se segurava como podia e isso deixava Reno Francot fugir na frente. O brasileiro pressionou e forçou o brasileiro a errar na antepenúltima volta e Gabriel Gomez assumiu a P2. Sebastian Wheldon chegou na disputa para as duas voltas finais, mas Gabriel Gomez segurou a P2 e foi novamente ao pódio.

 

 

Na tarde do domingo tivemos a terceira e última corrida desta etapa de abertura do Campeonato Europeu de Fórmula 4, com chancela da FIA. Gabriel Gomez estava largando na pole position depois de uma vitória no sábado e uma 2ª posição no domingo. Uma grande largada e uma repetição do desempenho até o momento poderia ser consagrador para o piloto brasileiro. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, eles largaram para 30 minutos +1 volta.

 

 

Gabriel Gomez largou muito bem, deixando Nakamura Berta e Sebastian Wheldon sem ação. Ao final da primeira volta nosso representante estava sendo pressionado por Nakamura Berta enquanto Sebastian Wheldon ficava um pouco para trás. Com os pneus faixa de temperatura correta Gabriel Gomez ia se mantendo fora do alcance do piloto japonês da Prema, mas o perigo estava lá. Na 3ª volta Emily Cotty abandonou, mas parou em local seguro, evitando um safety car.

 

 

Ao final do 1° terço da corrida Gabriel Gomez se mantinha à frente de Nakamura Berta e Sebastian Wheldon chegava para a briga pela ponta, para preocupar Nakamura Berta. A tática do brasileiro parecia funcionar, com Wheldon atacando o piloto da Prema, Gabriel Gomez ficou um pouco – mas só um pouco – mais tranquilo e fez a melhor volta da corrida. Alex Powell tentava se aproximar dos 3 primeiros. No final do 2° terço de corrida Gabriel Gomez conseguiu a maior distância sobre Nakamura Berta – 8 décimos – com o japonês sendo atacado por Sebastian Wheldon.

 

 

Gabriel Gomez chegou a colocar 1s de vantagem sobre Nakamura Berta na reta final da corrida. Apesar do japonês ter conseguido a melhor volta da corrida na volta 11, o piloto brasileiro se mantinha livre de um ataque direto. Sebastian Wheldon não acompanhou os dois da frente e faltando 2 minutos para o final da corrida Maksmilian Popov e Luca Vilsoreanu se tocaram na entrada da reta dos boxes e Popov levou a pior, rodando e saindo da pista.

 

 

Abrindo a penúltima volta Nakamura Berta voltou a se aproximar de Gabriel Gomez, que respondeu com a volta mais rápida da corrida e venceu de ponta a ponta., saindo de Paul Ricard como líder do campeonato com 68 pontos, 17 a mais que Nakamura Berta. A próxima etapa do campeonato europeu será em meados de setembro, com nova rodada tripla no circuito de Mugello.

 

 

Road to Indy

USF2000

A categoria intermediária na corrida em direção à Fórmula Indy realizou uma rodada dupla no circuito de rua de Toronto com uma agenda bem apertada. Tivemos apenas um treino livre na sexta-feira e Lucas Fecury, nosso representante conseguiu na 19ª de suas 20 voltas o tempo de 1m13,8290s, 679 milésimos mais lento que Caleb Grafrarar, o mais rápido da sessão, ficando com o 8° tempo.

 

Também na sexta-feira e novamente ficando na 8ª posição, tivemos o primeiro treino de classificação, conseguindo na última de suas 15 voltas o tempo de 1m12,8241s, 868 milésimos mais lento que Thomas Schrage, o mais rápido do treino. Na manhã do sábado aconteceu o treino classificatório para a 2ª corrida e Lucas Fecury conseguiu o 6° tempo, com 1m13,2468s na 6ª das 8 voltas dadas, ficando a 825 milésimos de Jack Jeffers, o mais rápido.

 

 

Na tarde do sábado tivemos a 1ª corrida, com Lucas Fecury largando na 8ª posição. A corrida foi complicada desde o início, quando Evan Cooley, que largava da P2, não conseguiu mover o carro nos pits. Thomas Schrage aproveitou a vaga ao seu lado no grid para liderar desde a largada, embora a corrida logo tenha sido neutralizada por uma bandeira amarela em todo o percurso devido a uma série de incidentes mais à frente. Essa foi só a primeira de muitas confusões, mas Lucas Fecury conseguiu escapar de todas e terminou na 7ª posição. Jack Jeffers foi o vencedor.

 

No domingo pela manhã tivemos a corrida 2 e Lucas Fecury largava em 6°. O aniversariante da semana, Jack Jeffers (19 anos na última quinta-feira) venceu novamente em uma pista ainda úmida após uma tempestade durante a noite. A consequência disso foram várias batidas e entradas do safety car. Lucas Fecury passou ileso às confusões e terminou na 6ª posição. A categoria segue para Portland onde correrá em agosto com Lucas Fecury na 7ª posição com 177 pontos.

 

USF2000 PRO

A categoria mais alta na corrida em direção à Fórmula Indy realizou uma rodada dupla no circuito de rua de Toronto com uma agenda bem apertada. Tivemos apenas um treino livre na sexta-feira e Nicholas Monteiro, nosso representante conseguiu na 13ª de suas 18 voltas o tempo de 1m10,3302s, 639 milésimos mais lento que Max Garcia, o mais rápido da sessão, ficando com o 7° tempo.

 

Também na sexta-feira tivemos o primeiro treino de classificação, com Nicholas Monteiros ficando em 11°, conseguindo na 6ª de suas 7 voltas o tempo de 1m10,2746s, 1,1s mais lento que Max Garcia, o mais rápido do treino. Na manhã do sábado aconteceu o treino classificatório para a 2ª corrida e Nicholas monteiro melhorou, conseguindo o 7° tempo, com 1m09,0900s na última das 11 voltas dadas, ficando a 622 milésimos de Alessandro de Tullio, o mais rápido.

 

 

Na tarde do sábado tivemos a 1ª corrida, com Nicholas Monteiro largando na 11ª posição. Nada deteve Max Garcia na primeira das duas corridas da USF Pro 2000 que comporão o Grande Prêmio Continental Tire de Toronto neste fim de semana. Com apenas 16 anos, o piloto mais jovem do grid conquistou sua sétima vitória na temporada. A vitória foi suficiente para colocar o campeonato USF Pro 2000 apresentado pela Continental Tire fora do alcance de seus rivais, com três corridas ainda pela frente. Nicholas monteiro não fez uma boa corrida e terminou na 12° posição.

 

Na manhã do domingo tivemos a corrida 2. Alessandro de Tullio manteve a vantagem por pouco na largada, enquanto Garcia optou por uma abordagem cautelosa na primeira curva, o que lhe custou algumas posições para Mossman, que havia largado em quinto, mas imediatamente avançou pela linha interna na frenagem para a Curva Um, e para o terceiro colocado Max Taylor. A dura disputa pela ponta terminou apenas na última volta, quando Alessandro de Tullio retomou a ponta sobre Frankie Mossman. Nicholas Monteiro conseguiu manter sua 7ª posição. A categoria segue para Portland onde correrá em agosto com Nicholas Monteiro na 8ª posição com 185 pontos.

 

E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. 

 

Um abraço a todos, 

 

Genilson Santos

 

 

Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.

 

Last Updated ( Sunday, 20 July 2025 22:57 )