| Olá leitores!
Como estão? Espero que tenham passado um ótimo final de semana. De minha parte, não posso reclamar do meu desde a sexta-feira. Logo de começo os convido para irem até a coluna dos nossos especialistas em rali para o relato completo da etapa estoniana do WRC, que teve a vitória do Oliver Solberg, filho do piloto que eu mais gostava daquela safra da segunda metade dos 90, começo dos 2000, o Petter Solberg. Garoto recebeu um Toyota Yaris para essa etapa, e não decepcionou, conquistando sua primeira vitória no certame, à frente da dupla da Hyundai Ott Tänak e Thierry Neuville. Fiquei tão contente como quando o pai dele vencia. E semana passada, com aquele turbilhão de assuntos para tratar, acabei esquecendo de colocar na coluna a importante rodada dupla da Formula E em Berlin, justamente em uma das pistas que mais gosto, realizada no enorme parque que um dia foi o aeroporto de Tempelhof, de tantas e tantas histórias (quem não entender a referência, pesquisem sobre ponte aérea, Berlim 1948), que teve a decisão antecipada do título e mais dois brasileiros na pista. No sábado, com a pista molhada e os pilotos tendo dificuldades com a aderência mesmo com a tração nas quatro rodas, a vitória ficou com Mitch Evans, que lidou muito bem com as dificuldades do piso e fez valer a melhor visibilidade propiciada pela pole position para subir ao degrau mais alto do pódio, controlando bem o pelotão nas relargadas após as intervenções do safety car. Foi acompanhado no pódio por Pascal Wehrlein, feliz de comemorar no pódio perante sua torcida e ainda sendo o piloto mais veloz da pista, tendo largado da 9ª posição e marcando a volta mais rápida da corrida, o único a baixar de 1 minuto (0:59:630), para terminar em 2º, e com Edoardo Mortara no degrau mais baixo do pódio. Nessa prova nenhum brasileiro pontuou, com Sette Câmara em 15º, o estreante Felipe Drugovich em 17º e o coach Di Grassi em 18º. Esse resultado manteve a disputa pelo título ainda aberta, já que Rowland não pontuou, por ser um dos pilotos que abandonaram a corrida. No domingo, Oliver Rowland teve outra chance de encerrar a disputa pelo título e dessa vez não a desperdiçou. Dessa vez quem falhou na missão de pontuar foi Pascal, que terminou em 15º, e apenas com um 4º lugar o piloto britânico assegurou o título antecipado da temporada 2024/2025. A vitória do domingo ficou com Nick Cassidy, acompanhado por Jake Dennis na 2ª posição e por Jean-Éric Vergne em 3º. Dessa vez os brasileiros melhoraram suas posições, com Drugovich conseguindo um 7º lugar em sua segunda corrida na categoria, e com Sette Câmara terminando na 9ª posição. O coach direitista mais uma vez falhou em chegar na zona de pontuação, terminando em 12º - o que já foi um avanço para quem se classificou em 22º. Talvez falte ele melhorar o mindset e trabalhar enquanto os outros dormem. Avançando para o atual final de semana, o Mundial de Motovelocidade foi para sua última corrida antes das férias de verão da categoria em uma das pistas mais bonitas do continente europeu, Brno, e o espetáculo foi digno da pista. Na Moto3, uma surpresa das grandes: Jose Antonio Rueda foi doutrinador e conseguiu um feito há muito não conseguido na categoria. Ele apareceu sozinho na foto da bandeirada. E não, não foi mega acidente envolvendo do segundo colocado para trás: ele acelerou de maneira impressionante e abriu 3s47 do segundo colocado, Maximo Quiles, que após conter os ataques do seu companheiro de equipe Foggia conseguiu resistir às investidas de David Muñoz, que foi grandioso ao sair da última posição no grid para o 3º lugar. Na Moto2, vitória do rapaz do OnlyFans Joe Roberts, na mesma pista em que conquistou seu primeiro pódio na categoria em 2020. Não foi uma vitória fácil, já que Barry Baltus (2º) valorizou muito o degrau mais alto do pódio conquistado pelo estadunidense, e o um segundo de vantagem com que Roberts cruzou a bandeirada não dá exatamente o retrato do que foi a disputa. No degrau mais baixo do pódio chegou Manuel Gonzalez, mais de 3 segundos e meio atrás do líder. A disputa pelo campeonato ficou interessante, já que dois dos postulantes (Canet e Diogo Moreira) foram os primeiros a abandonarem a prova, para alegria do Gonzalez, que se viu com uma vantagem interessante na pausa para a segunda metade da temporada. E na MotoGP, mais uma vez Marc Márquez coloca seu nome na história: primeiro piloto Ducati a vencer 5 corridas em sequência. Quem diria em 2020, vendo as dificuldades que ele enfrentava por conta da teimosia de não obedecer às ordens médicas, que dali a 5 anos ele estaria tão ou mais forte em termos de pilotagem que em 2019? Claro que comemorou muito, mui justificadamente, e foi acompanhado no pódio para comemorar por Marco Bezzecchi, mais uma vez mostrando o acerto do projeto da Aprilia de 2025 terminando em 2º, e por Pedro Acosta, 3º colocado, que fez uma baita corrida contendo os ataques do Bagnaia nas voltas finais, negando ao psicologicamente destruído piloto italiano o acesso ao degrau mais baixo do pódio. Com a queda de Alex Márquez, cada vez mais não é questão de se #MM93 será campeão, mas em que corrida. Meu palpite é que encerra a fatura com 5 corridas de antecipação. Ah, é verdade: Jorge Martin finalmente conseguiu terminar uma corrida essa temporada, dessa vez respeitando a máquina e não saindo acelerando feito estouro de boiada, e terminou na 7ª posição. Vamos ver se agora que ele se conformou em continuar na equipe em 2026 começa a colocar sua cabecinha em ordem... E a Indycar foi até Toronto para mais uma etapa, correndo o risco de ser a última nessa pista (ao que tudo indica, a cidade estará no calendário da F-E em 2026 mas o contrato com a Indy ainda não foi renovado), e que propiciou ao público um raro exemplo de equipe Ganassi errando na estratégia. Sim, aconteceu. Com a grande sequência de entradas do pace car na primeira metade da prova, algumas equipes começaram a fazer experiências com as estratégias, e dessa vez a da equipe McLaren foi melhor, permitindo que Pato O’Ward vencesse a prova e reduzisse a vantagem de Palou (12º lugar) no campeonato. OK, de 129 pontos a vantagem diminuiu para 99, mas diminuiu. Pato foi acompanhado no pódio por Rinus VeeKay, que cruzou a bandeirada em 2º, e por Kyffin Simpson em 3º, ambos subindo ao pódio pela primeira vez esse ano, e no caso do Simpson o seu primeiro pódio desde que entrou na categoria ano passado. O karma continua forte na Penske, com McLaughlin e Newgarden abandonando logo cedo, e com Power conseguindo apenas a 11ª posição. Até a próxima! Alexandre Bianchini Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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