Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial na Europa e nos Estados Unidos. O desafiador circuito de Spa Francorchamps recebeu a 7ª etapa da FIA Fórmula 3, onde Rafael Câmara lidera e precisa se recuperar da terrível etapa de Silverstone. Nos Estados Unidos, em Laguna Seca, tivemos uma rodada dupla da Indy NXT, onde Caio Collet luta contra a esquadra da Andretti para se colocar aos olhos dos chefes de equipe da Fórmula Indy. Ainda nos Estados Unidos, mas em Road América, a USF Juniors fez preliminares do IMSA em rodada tripla com Leonardo Escorpioni e João Vergara sendo destaques na categoria. FIA Fórmula 3 A categoria mundial que é o início da reta de chegada para os pilotos que aspiram chegar à Fórmula 1 entra na sua reta final desta temporada 2025 com nosso piloto, Rafael Câmara na liderança do campeonato com 27 pontos de vantagem sobre Tim Tramnitz e 29 sobre Nikola Tsolov. O desafio será em Spa Francorchamps, com seus 7 quilômetros e com todas as incógnitas que a meteorologia reserva aos pilotos nos treinos e corridas. Fora do pódio nas duas últimas etapas e vendo a Campos Racing andando muito bem nas últimas etapas vão exigir do brasileiro uma recuperação. A sessão de treino livre estava programada para iniciar às 09:00 da manhã, mas a neblina provocou um atraso no início da sessão. Já havia chovido na madrugada e a pista estava úmida, fora a temperatura que estava na casa dos 15°C. Passados 30 minutos do horário estipulado, os carros ainda estavam nos pits e alguns pilotos começaram a sair dos carros. A programação estipulava 40 minutos para esta sessão e 43 minutos após o horário estipulado foi feito o anúncio de que a sessão estava adiada, mas sem indicação do horário em que ocorreria. A organização da FIA Fórmula 3, trabalhando com a organização da Fórmula 1, reorganizou a programação da categoria. Às 14 horas locais, 09:00 da manhã no Brasil, quando deveríamos ter o treino de classificação, foi agendado o treino livre, com o treino de classificação passando para às 19:10 horas (14:10 no Brasil). Esse colunista estava atento aos horários e acompanhando o treino livre. Quando os boxes foram abertos para um treino livre mais curto, com 30 minutos, os pilotos foram logo para pista e, depois de duas voltas de aquecimento começaram a vir as voltas rápidas. Todos os pilotos estavam usando os pneus duros nesta sessão e Rafael Câmara, em sua primeira volta rápida, marcou 2m06,775s, mas ele perdeu a volta por exceder track limits. Depois de uma volta para ajustar as temperaturas de pneus e freios o brasileiro conseguiu uma volta em 2m06,700s, mas novamente sua volta foi deletada por exceder os limites de pista. Depois dos dois erros Rafael Câmara foi para os boxes para buscar na telemetria onde poderia melhorar. Nos boxes, ele teve o bico do carro trocado. Completado metade do treino livre, Nikola Tsolov era o 9° e Tim Tramnitz o 10°, mas Mari Boya, o 4° no campeonato, tinha a P1. Faltando 10 minutos para o final da sessão apenas Noah Stromsted estava na pista. Rafael Câmara foi pra pista logo em seguida. Depois de aquecer os pneus novamente nosso representante foi para uma nova tentativa de estabelecer uma volta. Ele não vinha melhorando em relação as suas passagens anteriores nos setores e fez um tempo de 2m07,230s, apenas o 18° tempo. A pista parecia ter piorado e ninguém vinha melhorando seus tempos. Rafael Câmara buscou uma nova volta rápida e baixou para 2m07,008s. Com este tempo de volta o brasileiro ficou apenas na 16ª posição neste treino, o que preocupava uma vez que Noah Stromsted ficou na P10 e Charlie Wurz na P22. Dos adversários mais próximos, Nikola Tsolov terminou em 8° e Tim Tramnitz em 11°. Na sessão de classificação e na corrida serão usados pneus médios e a Trident vai ter que melhorar muito. Com a mudança de programação, no início da noite – mas ainda com céu claro e muita luminosidade, pois o sol só se põe depois da 10 da noite – os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para o treino que definiria o grid das corridas de sábado e do domingo. Rafael Câmara ia pra pista sob pressão para melhorar muito em relação ao que fez no treino livre e ficar à frente de seus adversários diretos na disputa do título. Temperatura amena, pista seca e sem perspectivas de chuva eram as condições quando os boxes foram abertos os pilotos vieram pra pista. No “estilo FRECA” os pilotos foram aquecendo os pneus cuidadosamente por duas voltas para partirem para as voltas rápidas. Rafael Câmara estava no fundo do pelotão e corria o risco de enfrentar alguma bandeira amarela por erro de algum piloto à sua frente. Em sua primeira volta rápida o brasileiro marcou 2m05,557s, o mais rápido até então. Depois de uma volta recondicionando pneus e freios Rafael Câmara voltou a acelerar e depois de melhorar o 1° setor, foi atrapalhado no 2° e foi para os boxes. Taz Inthraphuvasak tinha 190 milésimos de desvantagem em 2° enquanto o brasileiro colocava pneus novos nos boxes. Os outros pilotos começaram a retornar aos boxes enquanto os pilotos da Van Amersfoort foram pra pista com pneus novos e fizeram P1 e P3 provisórias. Faltando 10 minutos os pilotos voltaram pra pista e, repetindo a estratégia, Rafael Câmara saiu no final do pelotão. Depois de 2 voltas aquecendo os pneus e mesmo com todos baixando tempo o brasileiro marcou sua volta em 2m04,359s, mas teve a volta cancelada por track limits. Ainda daria tempo para abrir uma última volta, mas tinha um trânsito monstro pra abrir uma última volta. Felizmente o tempo foi recolocado e Rafael Câmara era o P2 no meio da confusão e não tinha como melhorar volta naquela situação. Felizmente com todos atrapalhando todos o brasileiro conseguiu ficar com a 2ª posição para a corrida do domingo e, entre os concorrentes mais próximos, Nikola Tsolov era o 7°, Tim Tramnitz o 13° e Mari Boya o 16°. Na manhã do sábado os pilotos voltaram à pista, no mesmo horário que estava marcado o treino livre, cancelado por neblina na sexta-feira, mas felizmente o sábado trazia um céu claro, com algumas nuvens. O asfalto a 23°C ajudaria no desgaste dos pneus. Rafael Câmara largava da P11 com a inversão do grid e precisava fazer uma largada limpa para avançar e marcar pontos. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e apagadas as luzes vermelhas para as 12 voltas, tivemos a largada. Rafael Câmara largou de forma segura e passou ileso pela Source, fez o trecho de alta brigando e entrou na Les Combes em 11°, mantendo sua posição e em seguida passou por Brad Benavides para ser o 10° e entrar nos pontos. O adversário direto, Nikola Tsolov, era o 8°. Na 2ª volta o brasileiro foi para 9° passando Roman Bilinski, mas estava 1,3s atrás de Nikola Tsolov e precisava chegar mais perto para poder ganhar com o vácuo e deixar de ser alvo de quem vinha atrás. Na abertura da 5ª volta Rafael Câmara entrou na zona de DRS, baixando a diferença para Nikola Tsolov para menos de 1s e aumentando a diferença para Roman Bilinski para mais de 1s. Só que na volta seguinte Mari Boya passou Bilinski e chegou rápido no brasileiro na volta seguinte. Rafael Câmara tinha que ir pra decisão em cima de Nikola Tsolov, que passou Bruno Del Pino enquanto Mari Boya atacava o brasileiro. Bruno Del Pino atrapalhava o brasileiro, que perdeu 1,5s para superar Del Pino apenas na volta seguinte. Tentando tirar a diferença, Rafael Câmara apertou o ritmo e com Martinius Stenshorne segurando todo mundo os dois ganharam duas posições e o brasileiro subiu para 6°. Na volta seguinte os dois passaram Martinius Stenshorne e eram 4° e 5° faltando 3 voltas para o final com Rafael Câmara tendo a vantagem do vácuo na perseguição à Nikola Tsolov. Surpreendentemente o búlgaro pisou forte e abriu mais de 1s do brasileiro, que parecia não estar preocupado em buscar o adversário, que fazia apenas um ponto a mais que ele, mas a diferença para o 2° do campeonato – agora Nikola Tsolov – subia de 27 para 28 pontos com a 5ª posição de Rafael Câmara na vitória de Noah Stromsted e num 1-3-5 da equipe Trident. Com a largada na 1ª fila no domingo, a vantagem poderia crescer ainda mais. Na manhã do domingo os pilotos da categoria voltaram à pista para a corrida principal do final de semana. Rafael Câmara largava na 2ª posição ao lado do pole position, Brad Benavides, que não teve um bom resultado no sábado. Era preciso largar bem e não se envolver em confusões. A chuva prevista veio e a pista estava bem molhada. A decisão da direção de prova foi dar a volta de apresentação e a largada sob regime de safety car. A pista estava muito molhada e na volta de apresentação James Hedley, Tim Tramnitz e Brando Badoer rodaram na reta Kemmel. A direção de prova deu bandeira vermelha. Após quase 20 minutos com os carros parados no pit lane a direção de prova informou o início da corrida para às 09:05 horas e atrás do safety car. No horário previsto os carros deixaram os pits atrás do safety car com a corrida contando voltas, com 15 voltas previstas. A condição de pista estava bem melhor, mas Tas Inthraphuvasak rodou mesmo assim para evitar bater em Nikola Tsolov. Bandeira amarela local. As voltas foram sendo dadas e a corrida continuando atrás do safety car, mas na transmissão mudaram a corrida para tempo e, em seguida a direção de prova deu nova bandeira vermelha, só que o tempo continuou correndo por conta da janela na programação para a realização da corrida. A corrida foi cancelada e ninguém pontuou. Caso não seja realizada em uma outra janela, Rafael Câmara perdeu a chance de abrir mais pontos de vantagem sobre seus adversários. A Corrida não foi disputada após a Fórmula 1, sendo realmente cancelada. Rafael Câmara lidera o campeonato com 126 pontos, 28 a mais que Nikola Tsolov e a próxima corrida já acontece no próximo final de semana, na Hungria. Indy NXT A rodada dupla da Indy NXT poderia ser um diferencial para que Caio Collet ultrapassasse Lochie Hughes na classificação do campeonato. A programação tinha dois treinos livres na sexta-feira e na manhã do sábado o treino que definiria o grid não apenas da primeira corrida, na tarde do sábado, mas também a corrida do domingo. E nesta corrida conto com a colaboração do nosso colunista californiano, Sam Briggs, que está em Laguna Seca. No primeiro treino tivemos uma repetição do que temos visto ao longo do ano, com Dennis Hauger sendo o mais rápido ao marcar 1m14,7484s em sua volta mais rápida. Caio Collet foi o 3°, com sua volta mais rápida em 1m15,1199s, 372 milésimos mais lento que Hauger. Entre eles, ficou Josh Pierson, da HMD motorsports, a mesma equipe do nosso piloto. A sessão da tarde teve uma outra história. Logo no início da sessão Dennis Hauger saiu da pista e bateu na barreira de pneus depois de apenas uma volta. Independente disso, Caio Collet voou para fazer o melhor tempo da sessão com 1m14,0546s em sua mais volta mais rápida entre as 13 completadas. Lochie Hughes foi o 2°, 278 milésimos mais lento que o brasileiro e com 7 décimos mais rápido do que o tempo da 1ª sessão, mostrava como a pista estava melhorando. No sábado, no final da manhã tivemos a sessão de classificação que definiria o grid das corridas de sábado e domingo. A temperatura amena e o céu nublado poupou os pneus e exigiu mais cuidado no aquecimento dos pneus. As duas primeiras voltas mais rápidas definiriam a posição de largada nas corridas e Caio Collet estava no grupo 2. O brasileiro voou na pista e marcou a volta mais rápida da sessão com 1m13,2536s e entre as voltas 2 também foi o mais rápido com 1m13,3283s, conseguindo as duas pole positions. Em ambas as corridas Dennis Hauger, que foi o mais rápido no grupo 1, ficou com a 2ª posição para as corridas. 5 horas depois os pilotos voltaram à pista para a corrida do sábado Caio Collet e os demais pilotos da Indy NXT retornaram à pista para a 1ª corrida do final de semana, programada para 35 voltas. Após a volta de apresentação os pilotos alinharam lado a lado e tivemos a bandeira verde. Caio Collet largou bem e manteve a liderança, com Josh Pierson atacando Dennis Hauger pela P2, mas sem conseguir tomar a posição do líder do campeonato. Na curva 4 vários pilotos saíram da pista para a brita e tivemos bandeira amarela com safety car. A relargada veio na volta 5 e Caio Collet manteve a ponta, mas tinha Dennis Hauger colado na sua traseira, sem que Josh Pierson atrapalhasse o líder do campeonato. Caio Collet foi conseguindo abrir pouco a pouco uma pequena vantagem na frente até Sebastian Murray sair da pista e provocar uma nova bandeira amarela na volta 22, o que agrupou o pelotão, mesmo ele conseguindo levar o carro para um local seguro. Nova relargada na volta 24 e Caio Collet relargou bem, mantendo a liderança e abrindo um pouco de Dennis Hauger, com os dois abrindo rapidamente de Josh Pierson. O brasileiro começou a ser pressionado nas voltas finais com Dennis Hauger tentando um último ataque, mas não conseguiu tirar a vitória do nosso piloto, que passou à 2ª posição no campeonato com a vitória e com o 6° lugar de Lochie Hughes. 
No início da tarde do domingo tivemos a 2ª corrida do final de semana (deveríamos ter) e Caio Collet, novamente, largava na pole position. Sua desvantagem no campeonato para Dennis Hauger era de 81 pontos e faltando 4 corridas era uma vantagem considerável para o dinamarquês. A corrida teve atraso devido a neblina na manhã do domingo na região de Monterrey, Califórnia, impedindo o helicóptero de socorro decolar. A corrida foi adiada para depois da corrida da Fórmula Indy, infelizmente, com largada para as 14:30, hora local, 19:30 no horário do Brasil. No final da tarde tivemos a corrida com as mesmas 35 voltas. Após saírem do pit lane os pilotos fizeram a volta de apresentação e ao final desta receberam a bandeira verde para mais 35 voltas programadas. Caio Collet largou largou bem, mas tinha muito perto dele Dennis Hauger e Josh Pierson, que forçou sobre Hauger, que colocou as rodas fora do asfalto e caiu para 4°, superado por Lochie Hughes, mas conseguiu se recuperar. Mais atrás tivemos um toque entre Bryce Aron e Liam Sceats. Tommy Smith comprou pronto e foi parar na barreira de pneus, provocando a 1ª bandeira amarela. A relargada veio na abertura da volta 7 e Caio Collet foi muito bem, abrindo de Josh Pierson que se defendia de Dennis Hauger. Com a briga inicial, o brasileiro conseguiu abrir uma pequena vantagem. Dennis Hauger que estava na P3 não conseguia mais atacar Josh Pierson e isso era muito bom para nosso piloto. Mas na volta 18 Liam Sceats, que tinha conseguido voltar pra corrida bateu sozinho na subida para a curva do saca rolha e provocou nova bandeira amarela. A relargada veio na abertura da volta 23, mas Jordan Missig ficou parado junto a uma barreira de pneus interna e enquanto não entrava a bandeira amarela a corrida continuava, Caio Collet abriu novamente, mas a entrada do safety car era inevitável. A relargada não demorou, faltando 10 voltas para o fim da corrida. Caio Collet relargou muito bem novamente e Lochie Hughes surpreendeu Dennis Hauger, que tentou retomar a P3 na curva 1 e os dois companheiros de equipe se tocaram e saíram da pista. Lochie Hughes ainda conseguiu voltar, com voltas de atraso, mas a corrida acabava ali para o líder do campeonato. A relargada veio a 6 voltas do fim e Caio Collet relargou muito bem novamente, abriu vantagem sobre Josh Pierson e foi para a segunda vitória do final de semana, ambas de ponta a ponta e a diferença na pontuação do campeonato o brasileiro não apenas passou a ser o 2° colocado, mas também reduziu a diferença para Dennis Hauger de 94 pontos para 42 pontos (428 de Collet e 470 de Hauger). A próxima etapa será em 2 semanas no circuito misto de Portland.  USF Juniors A categoria de entrada do programa Road to Indy fez parte da programação do IMSA e na quinta-feira os pilotos já estavam na pista pela manhã para as duas primeiras sessões de treino livre. Na primeira, João Vergara foi o mais rápido, marcando sua melhor volta de 2m16,9068s, 46 centésimos mais rápido que o P2, Leonardo Escorpioni. Na 2ª sessão, Escorpioni ficou em 2°, com sua melhor volta em 2m16,3200s e João Vergara o 3°, com 2m16,3581s. Na tarde tivemos a última sessão de treino livre e João Vergara o 2° mais rápido, fazendo sua melhor volta em 2m15,3314s, 39 centésimos mais lento que Liam Loiacono. Leonardo Escorpioni não foi tão bem e ficou em 7° com uma volta em 2m16,9061s, 614s milésimos mais lento que o P1. No final da tarde tivemos o treino de classificação e os brasileiros não foram bem. Os tempos subiram em geral e João Vergara ficou com a P10, com sua volta em 2m17,2969s e Leonardo Escorpioni com a P17 marcando 2m17,6755s. A primeira corrida foi na manhã da sexta-feira e Leonardo Escorpioni deu um show na pista, fazendo uma corrida fantástica de recuperação, escalando o pelotão para chegar em 4° lugar. João Vergara ficou enrolado na briga do meio do pelotão e terminou numa discreta 12ª posição. O grid para a 2ª corrida era definido pela 2° melhor volta do treino de qualificação ou a mais rápida da corrida 1, o que fosse melhor. Com isso Leonardo Escorpioni largava na P5 e João Vergara, na P10. Com uma melhor posição de largada e com o carro “na mão”, Leonardo Escorpioni ganhou posições para terminar em 2° lugar na corrida. João Vergara não estava com o carro “na mão” e terminou apenas na 11ª posição. Os tempos de volta foram bem mais altos que o normal na corrida 2 e o grid foi definido pela 2ª melhor volta na qualificação ou a melhor volta na corrida 2, curiosamente o único a usar esta volta foi Leonardo Escorpioni, que assim largava em 14°. João Vergara largava em 9°. Mais uma vez Leonardo Escorpioni fez uma corrida espetacular para escalar o pelotão e chegar em 2° lugar. João Vergara envolveu-se num acidente e abandonou a corrida na 3ª volta. O campeonato sai de Road América com Leonardo Escorpioni ainda líder, com 310 pontos, 14 a mais que Liam Loiacomo, que venceu as 3 corridas do final de semana. João Vergara é o 3° com 237 pontos. FIA Fórmula 2 A categoria que é o último degrau antes da cobiçada vaga na Fórmula 1 também fez sua rodada dupla em Spa Francorchamps. No sábado tivemos a corrida Sprint, com tempo bom e pista seca. Leonardo Fornaroli deu sequência à sua primeira vitória na Fórmula 2 com uma segunda vitória consecutiva na corrida sprint em Spa-Francorchamps. O piloto da Invicta Racing largou em terceiro no grid, mas saltou imediatamente para a liderança na curta distância para La Source, atrás dos pilotos da primeira fila Oliver Goethe e Amaury Cordeel. Houve um incidente custoso mais atrás para três candidatos ao campeonato que convergiram na saída da primeira curva, com Luke Browning ficando espremido entre o líder do campeonato Richard Verschoor e o segundo colocado Jak Crawford, que haviam se classificado fora do top 10. O contato subsequente mandou Browning e Crawford imediatamente para a brita, com apenas Crawford conseguindo continuar, antes de Verschoor rodar na Eau Rouge – culpando um vazamento de fluido devido a danos no sidepod, o que o levou a abandonar para os boxes. Fornaroli manteve a liderança após a relargada do safety car, mas teve que defender duas voltas depois o piloto da Rodin Motorsport, Cordeel, que havia estabelecido a volta mais rápida da volta anterior. Fornaroli respondeu com uma volta mais rápida e logo começou a se distanciar na frente. Goethe alcançou Cordeel, mas teve que aproveitar um momento decisivo no topo da Raidillon e se saiu bem para manter a terceira posição à frente de Victor Martins. Uma volta depois, ele saiu da zebra no mesmo local e não conseguiu impedir Martins de ultrapassá-lo. Três voltas depois, Martins fez uma ultrapassagem limpa por fora de Les Combes, ultrapassando Cordeel, que não deixou espaço suficiente e acabou indo para a brita, acionando outro safety car. Atrás dos pilotos do pódio, a grande maioria optou por ir aos boxes para trocar os pneus macios, com apenas Gabriele Mini, quinto colocado, e Cian Shields, que estava atrás, continuando a se juntar aos três primeiros, mantendo os pneus médios e vulneráveis aos que vinham atrás na relargada. Ainda faltavam cinco voltas quando a corrida foi retomada. Mini ultrapassou Goethe rapidamente para assumir o terceiro lugar, enquanto Pepe Marti – o líder com pneus macios – superou Shields rapidamente, seguido de perto por Roman Stanek e Alex Dunne. Marti, no entanto, teve dificuldades para avançar e ultrapassar Goethe, permitindo que Dunne e Stanek começassem a brigar com ele. A parada de Sami Meguetounif na reta de Kemmel na penúltima volta significou que a corrida terminaria sob o safety car. No domingo as condições para corrida principal foram bem diferentes. Depois do cancelamento da corrida da FIA Fórmula 3 devido à chuva forte, a pista ainda estava molhada para a corrida da FIA Fórmula 2. Alex Dunne, piloto júnior da McLaren, dominou as condições traiçoeiras para vencer uma corrida de Fórmula 2 ligeiramente mais curta em Spa-Franchorchamps. Várias voltas de formação foram completadas atrás do safety car antes da corrida começar com uma largada em movimento. Dunne, da Rodin Motorsport, liderou desde a pole position, enquanto Roman Stanek, da Invicta Racing, roubou a segunda posição de Ritomo Miyata, da ART Grand Prix, para La Source. Stanek se desviou lateralmente uma curva depois na Eau Rouge, permitindo que Miyata se aproximasse e recuperasse a posição em Les Combes. A disputa da dupla permitiu que Dunne abrisse uma vantagem de 1,8 segundo ao final da primeira volta. Dunne ampliou ligeiramente sua vantagem para 2,3 segundos na volta seguinte, mas Miyata reagiu, diminuindo a diferença em 0,9 segundos. A diferença continuou diminuindo e, na oitava volta, os três primeiros estavam frente a frente. Tendo sido forçado a se defender de Miyata na primeira curva, Dunne então abriu uma pequena vantagem mais uma vez, e a dupla fez seus pit stops obrigatórios na volta 13 – trocando para um novo conjunto de pneus de chuva. Stanek, que havia parado nos boxes uma volta antes, saltou à frente de Miyata e desafiou Dunne em Les Combes. Dunne permaneceu à frente, mas teve um momento delicado após alcançar Oliver Goethe, que ainda não havia parado nos boxes, no topo da Raidillion, enquanto a chuva se intensificava. Depois de passarem lado a lado por várias curvas, Dunne ultrapassou o piloto da MP Motorsport por fora, passando por Pouhon, para retomar a liderança. Goethe seguiu para o pit lane no final da volta, enquanto Stanek foi empurrado para a quarta posição por Miyata e Arvid Lindblad, da Campos Racing. Miyata logo rodou na saída de Pouhon, promovendo Lindblad e Stanek para segundo e terceiro lugares. Dunne construiu uma vantagem de quatro segundos, mas ela foi erradicada pelo safety car quando Sebastian Montoya, da Prema, parou após um giro em alta velocidade na Eau Rouge. Qualquer esperança de mais ação na corrida foi encerrada quando o carro de Goethe parou no circuito e pegou fogo, e bandeiras vermelhas foram acionadas. Na pista, Dunne conquistou a vitória e a liderança da pontuação, com Lindlad e Stanek completando o pódio. Miyata terminou em quarto, o melhor resultado da carreira, e Luke Browning, da Hitech GP, chegou em quinto, cortesia de uma melhora inicial, partindo da 12ª posição no grid, após rodar na saída dos boxes após seu pit stop. Tendo sido ultrapassado por Browning pouco antes do período final do safety car, Pepe Marti, da Campos, terminou em sexto. O vencedor da corrida sprint, Leonardo Fornaroli, teve dificuldades no início e saiu do top 10, mas se recuperou bem após seu pit stop, terminando em sétimo e mantendo a terceira posição na classificação. O líder de pontos antes da corrida, Richard Verschoor, fez um segundo pit stop durante o período de safety car e foi classificado em 19º, uma posição atrás de Jak Crawford, que antes era seu principal rival ao título. Horas depois da corrida vieram as mudanças no resultado da corrida após as análises dos comissários. Uma penalidade para Alex Dunne que o privou da vitória na corrida principal da Fórmula 2 em Spa-Francorchamps. Dunne havia vencido por 0,602 segundos sobre Arvid Lindblad, da Campos Racing, mas ambos os pilotos receberam punições após a corrida. Não utilizar o procedimento de configuração de largada no início da volta de formação levou a uma penalidade de 10 segundos para o vencedor da corrida, rebaixando-o para a nona posição. Além disso, usar quatro dos pneus de chuva que usou na corrida abaixo da pressão mínima permitida significou a desclassificação de Lindblad, que também foi repreendido por passar pelo box da Invicta antes de seu pit stop. Victor Martins, da ART Grand Prix, cumpriu uma penalidade de 10s na corrida, o que o colocou fora da disputa para se beneficiar das penalidades pós-corrida, terminando 9,17s atrás de Dunne. Roman Stanek, da Invicta, foi o mais beneficiado, subindo do terceiro para o primeiro lugar. O companheiro de equipe de Martins, Ritomo Miyata, já havia conquistado o melhor resultado da carreira em quarto lugar, mas agora conquista seu primeiro pódio na F2 em segundo, e Luke Browning, da Hitech GP, completa o pódio. Leonardo Fornaroli subiu do sétimo para o quinto lugar devido às penalidades dos dois primeiros colocados, e isso significa que ele subiu da terceira posição na classificação para a liderança do campeonato. Ele está três pontos à frente de Richard Verschoor, da MP Motorsport, com Jak Crawford, da DAMS, seis pontos atrás e Dunne agora em quarto na classificação, após inicialmente ter recuperado a vantagem do título com a vitória. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |