| Olá leitores!
Como estão? Espero que todos bem. Vamos começar por aqui mesmo, já que o TCR South America foi até a pista de track day de Mogi Guaçu para mais uma rodada dupla. Na corrida do sábado, vitória de Pedro Cardoso (Peugeot), que passou o Honda de Leonel Pernía (que tinha assumido a liderança logo após a largada) e abriu o suficiente para não ser mais incomodado até a bandeirada. Venceu com 2 segundos e meio de vantagem para Pernía, que terminou em 2º. O pódio ficou completo com Raphael Reis (Seat). Uma corrida com boas disputas, a bem dizer. No domingo, Nelsinho Piquet (Honda) largou na pole position por conta do grid invertido para a segunda corrida, e fez valer a sua vantagem, conquistando sua primeira vitória na categoria. Foi acompanhado no pódio por Fabián Yannantuoni (Lynk&Co) em 2º e Leonel Pernía em 3º. O vencedor do sábado, Pedro Cardoso, terminou em 4º e assim tornou-se o piloto com maior número de pontos no final de semana, e de quebra voltou à vice-liderança do campeonato. Infelizmente a vantagem de pontos do Leonel Pernía é muito confortável, tendo até a possibilidade teórica de ser campeão por antecipação. Enfim, vamos ver o que as próximas etapas nos proporcionam de interessante. Também em rodada dupla tivemos a última etapa do DTM, como de hábito disputada em Hockenheim, ou no que restou dele depois de passar por Tilke, o Maldito. No sábado, chuva, muita chuva, e quem nadou, digo, correu melhor nessa situação foi Thomas Preining, que com seu Porsche enfiou mais de 15 segundos de vantagem para o 2º colocado, Ricardo Feller (Audi). O novato Morris Schuring (Porsche) mostrou que também sabe andar bem na chuva e subiu ao degrau mais baixo do pódio cruzando a bandeirada grudado em Feller e conquistando seu primeiro pódio na categoria. Após um sábado encharcado, o tempo secou no domingo e os pilotos puderam mostrar todo o seu potencial e o de seus carros. Gilles Magnus, que fez a pole position, largou bem e se manteve na liderança até que seu Aston Martin começou a perder rendimento e foi obrigado a se retirar. Isso deixou a liderança com Güven, que contou com o competente trabalho de box da Manthey EMA para se manter na frente. Bem no finalzinho da corrida, sofreu um forte ataque do Marco Wittmann (BMW), que chegou a alcançar a liderança, porém... na última curva, fez uma manobra de ultrapassagem das mais arrojadas, jogou o carro na grama, mas conseguiu manter o controle e vencer a prova por 17 centésimos de segundo. Quase nada. Güven e Wittmann foram acompanhados no pódio por Maro Engel, que levou seu Mercedes ao degrau mais baixo do pódio. Güven foi campeão com 192 pontos, com Lucas Auer levando o vice-campeonato com 188 e Maro Engel ficando com a 3º posição com 184 pontos. Agora é aguardar a próxima temporada... O Mundial de Motovelocidade foi até a Indonésia para mais uma rodada, e as corridas valeram a pena acordar de madrugada para assistir. A Moto3 foi um “salseiro” como de costume, mas dessa vez o pessoal se empolgou com a largura da pista e as longas áreas de escape e caprichou na hora de fazer bobagem: a 3 voltas do final, um grande enrosco provocou o acionamento da bandeira vermelha, e o pessoal da cronometragem teve um certo trabalho até conseguir decidir quem estava na frente uma volta antes da bandeira ser acionada. Após algumas pesquisas, descobriu-se que a liderança era de Jose Rueda, que com esse resultado se sagrou o campeão de 2025 da Moto3. Foi acompanhado no pódio por Luca Lunetta em 2º e Guido Pini em 3º, após calculadas as punições distribuídas ao pelotão que ainda não tinham sido cumpridas. Não que eles não merecessem o pódio, que fique claro, mas a cronometragem andou se atrapalhando um pouco com a bandeira vermelha sendo mostrada. Na Moto2, motivos para comemorar: vitória de Diogo Moreira, e de quebra o líder do campeonato, Manuel Gonzalez, que cruzou a bandeirada em 2º, ainda foi desclassificado da prova por infração técnica, o que diminuiu a diferença de Diogo para Manuel para apenas 9 pontos. Quem também se deu bem foi Aron Canet, que acabou herdando uma 3ª posição com a desclassificação de Gonzalez e, 33 pontos atrás, ainda se manteve vivo na disputa do campeonato. Para Barry Baltus, 4º no campeonato e no resultado oficial dessa corrida, a disputa está mais difícil, 43 pontos atrás do líder, mas ainda consegue sonhar. Entre Moreira e Canet chegou Izan Guevara na 2ª posição. Na MotoGP tivemos vencedor inédito: primeira vitória na categoria principal para Fermin Aldeguer, garantindo o sorriso aberto na garagem da Gresini, em uma corrida que viu nas voltas finais uma bela luta entre dois novatos, Aldeguer e Acosta, com a Ducati 2024 e a KTM 2025 propiciando um belo espetáculo para os espectadores. Logo na primeira volta dois favoritos à vitória saíram, quando Bezzecchi tentou fazer uma ultrapassagem meio na base do “banzai” e acabou se tocando com Marc Márquez, com os dois tendo de abandonar a corrida. Porém, para o recém coroado campeão, o saldo foi pior: na queda ele feriu a clavícula, e foi prontamente enviado para a Europa para verificar a necessidade ou não de cirurgia para se recuperar. O próprio Bezzecchi depois foi enviado ao hospital para averiguações. Para não deixar #MM93 sozinho fora da pista, Bagnaia também caiu algumas voltas depois, não que ele estivesse em posição de lutar pelo pódio, mas enfim... as posições no pelotão da frente estavam indefinidas, com diversos pilotos se alternando nas posições que davam direito ao pódio, e apenas mais para o final que Alex Márquez se firmou na 3ª posição e que Aldeguer conseguiu uma vantagem na liderança. Os 7 segundos que ele cruzou à frente do Acosta podem fazer parecer que a corrida foi fácil, mas enganam bem. Aliás, tivemos Gresini em 1º e 3º e KTM oficial em 2º e 4º, com uma HRC em 5º e uma Trackhouse em 6º. Quase o título daquele antigo filme italiano, “A Classe Operária Vai ao Paraíso”. Com as quedas, apenas 14 motos receberam a bandeirada. Semana que vem tem Phillip Island, uma pista maravilhosa. E a Fórmula Um foi até Singapura para uma corrida CHATA. Sim, em caixa alta. Mas chata com força, com método, com determinação. Vitória de George Russell, que largou na pole, em 2º Max Verstappen, que largou em 2º, e em 3º Lando Norris, que fez de conta que iria tentar ultrapassar o Max mas faltou algo, não sei se carro, se braço ou se coragem, para efetivamente fazer a manobra. Como a McLaren é a definição dicionarizada de hipocrisia, Lando quase jogou o Piastri no muro na primeira volta, mas nenhuma “compensação” veio pelo rádio. Piastri, ao final da corrida, fez o que todo cidadão decente faria tendo um chefe como ele tem: quando Zak começou a falar groselha após a prova, comemorando o título de Construtores para a McLaren, ele desligou o rádio no meio do lenga lenga. Cada vez fico mais fã do Piastri. E não tenho muito a falar da corrida, pois com um material tão ruim é quase impossível fazer um texto bom. Quase não escrevi nada a respeito, mas enfim, ainda é o pináculo do automobilismo mundial. Mais chata que lâmina de barbear. Até a próxima! Alexandre Bianchini Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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