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Segunda rodada de testes da F3 e Miguel Costa volta a pontuar na F4 espanhola PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Sunday, 19 October 2025 18:24

Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!

 

Nesse final de semana tivemos poucas corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial e tivemos mais testes com os pilotos brasileiros que vão disputar a FIA Fórmula 3.

 

Nesta semana que passou tivemos dois dias de testes da FIA Fórmula 3 no autódromo de Montmeló, em Barcelona, na Espanha, dando continuidade aos testes iniciados na semana passada em Jerez de La Frontera. Ainda na Espanha, a esquadra brasileira voltou à ação, desta vez no circuito Ricardo Tormo, em Valência.

 

Testes da FIA Fórmula 3

O autódromo de Barcelona recebeu nesta semana, nos dias 15 e 16 de outubro, o segundo programa de testes intertemporadas com os pilotos que devem disputar a temporada 2026 da FIA Fórmula 3. Pedro Clerot e Fernando Barrichello tiveram mais uma oportunidade para se ambientar com os seus novos carros.

 

 

Na manhã do primeiro dia os tempos foram evoluindo ao longo da sessão e não demorou muito a quebrar a barreira de 1m30s. Mesmo com as interrupções pelas bandeiras vermelhas ao longo da sessão matinal, os mais rápidos chegaram a casa dos 1m28s. As equipes Campos Racing e Rodin Motorsport, além da Prema, tiveram maior destaque, com Ugo Ugochukwu sendo o mais rápido. Pedro Clerot, da Rodin Motorsport foi o 6°, com 1m28,792s, 470 milésimos mais lento que Ugochukwu. Fernando Barrichello ficou na P28 com 1m30,080s.

 

Apesar do bom tempo de Pedro Clerot na parte da manhã, ele foi o mais lento entre os pilotos da Rodin Motorsport, mas a diferença não foi grande para Christian Ho e Brendo Badoer. Já Fernando Barrichello foi 1s mais lento que Yevan David, mas como não sabemos que tipo de testes as equipes estavam fazendo, a questão de tempos pode ser relativizada. Os tempos pioraram um pouco na parte da tarde, em muito devido aos testes em “long run” indo para a casa de 1m29s. A ART Grand Prix entrou no top, misturando-se à Campos Racing e a Rodin Motorsport.

 

 

Maciej Gladysz, da ART Grand Prix acabou sendo o mais rápido da sessão vespertina, com 1m29,003s. Pedro Clerot foi o 7° com 1m29,353s, 350 milésimos mais lento que ele e ficando à frente de Bando Badoer, seu companheiro da Rodin Motorsport. Fernando Barrichello ficou com o 29° tempo, marcando sua melhor volta em 1m33,026s, muito distante dos pilotos à sua frente, mas o brasileiro foi um dos que mais deu voltas na parte da tarde, podendo estar em boa parte do tempo com o tanque cheio.

 

 

Choveu consideravelmente durante a noite entre o primeiro e o segundo dia de treinos livres para os pilotos da FIA Fórmula 3. Os pilotos não tiveram muita pressa em ir para a pista “verde” e os primeiros que saíram dos boxes viraram na casa de 1m30s alto. Durante a manhã os tempos foram baixando até entrarem na casa do 1m28s.A Campos Racing continuou sendo protagonista, mas tivemos equipes diferentes nas 6 primeiras posições. Pedro Clerot foi apenas o 22°, com sua melhor volta em 1m29,147s e Fernando Barrichello foi o 29°, marcando sua melhor passagem em 1m29,572s.

 

Na última sessão, na parte da tarde, os pilotos encontraram a pista com uma condição de emborrachamento que poderia propiciar bons tempos de volta. A condição de pista, contudo, piorou e os tempos foram mais altos que os tempos da manhã de uma forma geral, além de alguns experimentos por parte das equipes. A surpresa – bem positiva para nós – foi Fernando Barrichello terminar a sessão com o 11° tempo, marcando 1m31,942s, ainda que completando apenas 8 voltas. Pedro Clerot, como outros, fez “long runs”, dando 56 voltas e marcando a melhor delas em 1m32,783s, ficando com a P25.

 

 

A categoria embalou seus equipamentos e seguiu para a Itália. Na próxima semana, nos dias 21 e 22 de outubro, teremos mais dois dias de testes – os últimos deste ano de 2025 – no autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola. As poucas vagas remanescentes para a temporada 2026 poderão ser definidas depois destes dois dias.

 

FIA Fórmula 4 Espanha

Neste final de semana a FIA Fórmula 4 espanhola voltou à atividade e realizou sua penúltima etapa, tendo como palco o Autódromo Ricardo Tormo, em Valência. Uma pista difícil, com uma reta muito curta e ultrapassagens complicadas. O péssimo site da categoria não forneceu informações sobre os treinos livres, tampouco do classificatório. Pelo site “Formula Scout” consegui a informação que Miguel Costa larga na P10 na corrida 1, mas vai ser preciso “caçar” as posições de Ricardo Baptista, Filippo Fiorentino, Alexander Jacoby e Rogerio Grotta, os demais brasileiros na corrida.

 

Na manhã do sábado tivemos a corrida 1 e a transmissão começou com os carros já na volta de apresentação. Só após a largada foi possível identificar as posições de largada. Quando eles partiram para os 30 minutos +1 volta programados. Beneficiado por uma punição, Miguel Costa largou em 9°, Alexander Jacoby em 22°, Filippo Fiorentino em 23°, Rogerio Grotta em 25° e Ricardo Baptista em 31°.

 

 

Miguel Costa largou bem e ganhou uma posição, indo para 8°. Alexander Jacoby ganhou duas e foi para 20°, Rogerio Grotta ganhou três com a perda de Filippo Fiorentino e foi pra 22°. Fiorentino e Baptista estavam fora dos 28 da primeira página. A “alegria” de Rogério Grotta não durou 2 voltas, com o brasileiro perdendo muitas posições e indo para 32°. Filippo Fiorentino era o 34° e Ricardo Baptista o 35°.

 

Miguel Costa também não conseguiu manter sua posição e foi superado por Noah Monteiro e Nathan Tye, caindo para a P10. Alexander Jacoby tentava melhorar, conseguindo superar Miquel Blascos e tomar a P19. Grotta, Fiorentino e Baptista herdaram uma posição quando Kyuho Lee abandonou após perder a asa traseira. No final do 1° terço de corrida a corrida já estava no “modo procissão”, onde ninguém ameaçava ou passava ninguém.

 

Estávamos na metade da corrida quando Lorenzo Campos enroscou rodas com outro piloto, rodou, mas conseguiu voltar sem ser preciso a entrada do safety car. No terço final da prova quem gastou mais pneus começou a pagar o preço e começamos a ter disputas e os 3 brasileiros no fundo do pelotão estavam brigando, enquanto Alexander Jacoby entrou nos boxes para abandonar. Miguel Costa continuava em 10°, mas muito pressionado por Hudson Schwartz. O brasileiro conseguiu segurar a posição e voltou a pontuar no campeonato. Filippo Fiorentino foi o 24°, Rogerio Grotta o 26° e Ricardo Baptista o 30°.

 

Na manhã do domingo os pilotos voltaram à pista para segunda corrida do final de semana, desta vez com a qualificação usando a segunda melhor volta da sessão de tomada de tempos. Como era de se esperar, o péssimo site da categoria não disponibilizou as posições de largada dos pilotos, o que só foi possível ver no momento da largada para os 25 minutos +1 volta programados. Miguel Costa largou na P6, Filippo Fiorentino na P20, Alexander Jacoby na P22, Rogerio Grotta na P23. Ricardo Baptista largou depois do 28°.

 

Largando do lado sujo da pista, Miguel Costa caiu para 7°, mas logo recuperou a posição. Tivemos dois acidentes com 4 pilotos deixando a corrida e o safety car. Os brasileiros se beneficiaram dos acidentes. Alexander Jacoby foi para 16°, Filippo Fiorentino para 18°, Rogerio Grotta para 21° e Ricardo Baptista para 27°. A relargada veio na volta 5 e Miguel Costa. Rogerio Grotta foi o único que perdeu posições na relargada. Miguel Costa pressionava Reno Francot pela 5ª posição enquanto Filippo Fiorentino subia para a P17 e Ricardo Baptista caia para 28°.

 

 

A segunda metade da corrida foi no “modo procissão”, com os pilotos sem conseguir ganhar posições, exceto pelo erro dos pilotos à frente. Alexander Jacob e Filippo Fiorentino avançaram uma posição nos 5 minutos finais e na penúltima volta Ricardo Baptista foi parar numa das caixas de brita e abandonou a corrida. Miguel Costa voltou a pontuar no final de semana, com Jacob na P15, Fiorentino na P16 e Grotta na P26.

 

Na tarde do domingo tivemos a corrida de encerramento da etapa disputada no circuito Ricardo Tormo, em Valencia pela FIA Fórmula 4 Espanha. Assim como nas corridas anteriores, o site da categoria nos deixou na mão e só tivemos as posições de largada dos brasileiros quando os créditos foram mostrados após a largada para os 30 minutos +1 volta programados. Os brasileiros não teriam vida fácil nesta corrida, com Miguel Costa largando na P13, Filippo Fiorentino largando na P19, Alexander Jacoby na P27 e com Miguel Costa, Rogerio Grotta e Ricardo Baptista largando depois da P28.

 

Após duas voltas a situação dos brasileiros não era nada fácil. Miguel Costa era o 15°, com Alexander Jacoby em 27° e os demais brasileiros na segunda página da cronometragem. Mesmo sendo a última corrida do final de semana, as posições não mudaram muito ao longo das voltas. Desta vez não tivemos brasileiros entre os pontos. Miguel Costa terminou em 18°, Rogerio Grotta em 22°, Filippo Fiorentino em 27°, Alexander Jacoby em 32° e Ricardo Baptista em 33°. Miguel Costa saiu de Valencia na 14° posição no campeonato, com 15 pontos e Filippo Fiorentino em 21°, com 1 ponto.

 

E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. 

 

Um abraço a todos, 

 

Genilson Santos

 

 

Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.

 

Last Updated ( Monday, 20 October 2025 08:13 )