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Campeonatos da F1 e Moto2 pegando fogo, mais WRC, IMSA e Superbike PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Monday, 20 October 2025 11:19

Olá leitores!

 

Como estão? Espero que todos bem. Infelizmente semana passada tive um problema de saúde que gerou uma dor de cabeça com intensidade suficiente para não conseguir redigir nada minimamente razoável... essa dor de cabeça forte não me permitiu reportar duas competições muito legais que aconteceram, a penúltima etapa do WSBK e a decisão do campeonato do IMSA.

 

A respeito desse segundo, como de costume o encerramento se deu em Road Atlanta, na prova de 10 horas chamada Petit Le Mans, que de quebra ainda concede ao seu vencedor uma vaga no grid das 24 Horas de Le Mans, ou seja, duplamente importante. Quem conquistou o passaporte para as 24 Horas no interior francês foi o Cadillac de Aitken/Bamber/Vesti, que se impuseram sobre o Aston Martin de De Angelis/Gunn/Riberas, que terminou em 2º, e o campeão Porsche de Campbell/Jaminet/Vanthoor, que terminou na 3ª posição. O carro de Felipe Nasr não teve muita sorte e terminou apenas em 10º. Pietro Fittipaldi foi 19º na geral e 7º na LMP2.

 

Por falar em Porsche, foi anunciado o planejamento 2026 de esporte a motor deles, e – oficialmente – eles competirão apenas na Fórmula E e no IMSA. Meio “para inglês” ver essa saída do WEC na próxima temporada, provavelmente fornecerão o equipamento para alguma equipe e estarão mesmo que “extraoficialmente” no grid. E faz um certo sentido, vão centralizar os esforços no IMSA, onde a competição para ser o fabricante campeão é muito, mas muito menor que no WEC. As reclamações do BoP e a saída do WEC, a meu ver, não passam de cortina de fumaça pra pressionar a FIA. Já vimos esse filme dezenas de vezes anteriormente, quem quiser acreditar nas explicações oficiais que o faça.

 

No tocante ao WSBK, como era de se esperar, o título ficou com o piloto mais competente, Toprak, mesmo com o questionável movimento na corrida que define a Superpole feito pelo Bulega, que deu no meio da moto do Toprak ainda na primeira volta, mas que segundo o comentarista “não foi uma manobra intencional”... sei... foi quase o que o Kenseth fez com o Logano em Martinsville, mas não foi intencional... tá bom. Na corrida decisiva, a do domingo, Bulega e seu companheiro Bautista largavam na frente, enquanto após ser forçado a abandonar na corrida da Superpole Toprak Razgatlioglu largou da 10ª posição. Com Bulega vencendo, ele precisava chegar em qualquer posição superior a 12º lugar para levar o título, mas sendo um campeão com “gana” de campeão, claro que não se contentaria em terminar a corrida na posição em que largou, sendo que isso já bastaria. Cautelosamente foi galgando posições (afinal, se algum outro piloto o faz cair, era um título...) até chegar ao 3º lugar, mantido com prudente distância das 2 Ducati oficiais lá na frente. E assim terminou a corrida, com vitória do Bulega, 2º lugar do Bautista em sua última corrida pela Ducati oficial (ano que vem deve ir para uma equipe privada), e Toprak campeão em 3º em sua última corrida no WSBK e na BMW antes de enfrentar o desafio de correr no Mundial de Motovelocidade. Sem dúvidas um piloto que está entre os grandes da história da categoria.

 

Continuando nas 2 rodas, tivemos a etapa do Mundial de Motovelocidade na maravilhosa pista de Phillip Island, uma pista que tem a capacidade de propiciar corridas excelentes em todas as categorias. Na Moto3 e na Moto2 tivemos um fenômeno pouco usual: líder (na 3, os dois líderes) sumiu na frente e a briga para subir no pódio foi daquelas altamente acirradas. Na Moto 3, o campeão antecipado Jose Rueda e o australiano Joel Kelso sumiram na frente, com Kelso liderando até a 7ª volta e depois fazendo tudo o que estava ao alcance dele para ultrapassar Rueda e conseguir sua primeira vitória em casa, mas não foi possível: o único lugar em que conseguia realmente se aproximar para tentar passar era a freada da primeira curva, dali pra frente Rueda conseguia se defender com mais tranquilidade, e terminaram assim, com Rueda em 1º e o novato australiano em 2º; foram acompanhados no pódio pelo Alvaro Carpe na 3ª posição. Na Moto2, com Diogo Moreira largando na pole, o local Senna Agius assumiu a liderança logo na primeira curva e levou a bandeira da Austrália ao degrau mais alto do pódio, para alegria da torcida que enfrentava o vento gelado nas arquibancadas. Atrás dele, mais de 3 segundos atrás, a disputa de posições era encarniçada: todo mundo queria obter a melhor posição possível pensando no campeonato, principalmente Gonzalez e Diogo, os dois principais postulantes pelo título. Diogo fez o que podia, mas não conseguiu segurar o colombiano David Alonso, que estava muito rápido e acabou conquistando a 2ª posição, com Diogo terminando em 3º; o 3º lugar acabou sendo um ótimo negócio, já que Gonzalez gastou seus pneus e perdeu rendimento no final, terminando em 7º, fazendo com que a vantagem do espanhol se reduzisse de 9 para 2 pontos. A disputa pelo título está cada vez mais interessante... já na MotoGP, sem os contundidos Marc Márquez (aliás, foi operado da clavícula e deve perder até mesmo os testes pós GP de Valência...) e Jorge Martin, seria o momento para Bagnaia brilhar... mas ele está com o psicológico mais destruído que o do Dovi e do Piastri juntos, então não há nada que o faça se sentir bem sobre a moto. Assim sendo, foi a vez da periferia mostrar seu valor, e a vitória ficou com Raul Fernandez, da Trackhouse, com Di Giannantonio em 2º com a VR46, e o vencedor da Sprint Race, Marco Bezzecchi, em 3º. Alex Márquez, após o monumental tombo do sábado, terminou em 4º. O herói local, Miller, e o futuro companheiro do Moreira, o Zarco, ficaram pelo caminho na 4ª volta.

 

Epa, futuro companheiro? Sim. Demorou, mas Dona Honda finalmente anunciou que Diogo Moreira será o companheiro de Johan Zarco na LCR em 2026. Durante a semana passada teve aquele monte de momentos “vergonha alheia” com aquelas entrevistas perguntando para o piloto o que ele gosta de comer, sua música favorita, lugar para passear no seu país... ah, que saudades do Kimi Räikkönen nesses momentos...

 

O WRC teve esse final de semana uma etapa chamada CER (Central Europe Rally), mas poderia ser Europe Union Rally, já que – com quilometragem menor – relembrou priscas eras passadas onde tínhamos a largada do Rally de Monte Carlo largando em outros lugares que não o território francês, mas enfim, valeu por mostrar novos lugares. Vitória de Kalle Rovanperä, ajudando a Toyota a levar seu 5º título de Construtores por antecipação na temporada. Kalle foi beneficiado pela punição de tempo sofrida pelo seu companheiro de equipe Elfyn Evans, que o relegou à segunda posição, com o Hyundai de Ott Tänak em 3º completando o pódio. Uma ponte estreita na especial Beyond Borders 2 foi o destaque do final de semana, vitimando primeiro o Neuville (talvez o piloto mais pé frio da atualidade) e depois fazendo Tänak perder tempo. Próxima etapa, Japão, no final de semana que antecede meu aniversário.

 

E a Fórmula Um foi até o Texas para mais uma etapa, com direito a corrida Sprint, e se alguém deu um completo e definitivo show na pista, esse alguém foi Max Verstappen. Liderou a corrida Sprint toda e a corrida principal toda. Nem tem o que dizer dele, um final de semana nota 10/10. Você pode não ser fã dele por N motivos, mas não dá pra negar que, objetivamente, se trata do melhor piloto da atualidade. Em termos da corrida principal, no geral ela foi chata, bem desinteressante mesmo. Os melhores momentos foram enquanto o Leclerc, com aquele projeto pessimamente executado de carro que a Ferrari fez para 2025, conseguiu segurar por voltas e mais voltas o Lando Norris, que apesar de possuir o melhor carro da temporada não tem aquela vontade de vencer que caracteriza um campeão. O máximo que ele faz de campeão é reclamar no rádio intensamente como o Hamilton reclama. Ainda assim, por ter um carro superior aos demais, conseguiu chegar em 2º. Pior que o Norris é o (por enquanto) líder do campeonato, Oscar Piastri, que está com um lado psicológico digno de Dovizioso – o que está LONGE de ser um elogio – e passou o domingo mais apagado que lâmpada queimada, terminando num sofrido 5º lugar. Em 3º e 4º, miraculosamente, chegaram os carros da Ferrari, Leclerc e Hamilton respectivamente. Leclerc ainda foi um piloto combativo e mostrou serviço com um equipamento ruim, já Hamilton teve um dia de Piastri e deu uma de fantasma na pista, quase ninguém o viu na transmissão. Talvez faltasse vontade de levar os chifres pra casa... sim, os texanos mostraram mais uma vez ao planeta que noção passou muito, mas muito longe daquele estado, e o troféu era uma cabeça de touro com longos chifres. Não culpo o Hamilton por não se esforçar para levar essa... coisa pra casa. Numa corrida que pouca coisa se destacou, merecem nota Oliver Bearman, que levou o Haas à zona de pontuação (9º lugar) e Hülkemberg, que foi 8º com a Chute Sauber. Bortoleto teve um final de semana digno de Felipe Massa (“um final de semana para esquecer”), para ser mais de acordo só faltou chegar na posição preferida do Miojinho, 6º lugar, mas foi 3 vezes esse número, chegando em 18º. Ou seja, a referência ao ex-piloto continua valendo.

Até a próxima! 

 

Alexandre Bianchini 

 

 

Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.

 
Last Updated ( Monday, 20 October 2025 12:34 )