| Olá leitores!
Como estão? Espero que todos bem, certamente melhores que esse vosso escriba e sua saúde mental de 2 centavos. Mas, de derrota em derrota vamos em frente. O Mundial de Motovelocidade foi até a Malásia correr em um dos raríssimos acertos de Tilke, o Maldito, para um final de semana sem aquelas tempestades que assolavam a Fórmula Um e seus carros menos adaptados à chuva que os de Indy e Nascar quando ela corria em Sepang, e logo na primeira prova do domingo um susto monumental: na volta de aquecimento de pneus da Moto3, um assustador acidente envolvendo o campeão antecipado de 2025 José Rueda e o Noah Dettwiler, o Noah por algum motivo que não ficou claro reduziu a velocidade exatamente na linha rápida da pista entre as duas curvas, e Rueda não teve como desviar. A imagem vista da câmera da moto do Rueda é assustadora: do nada, uma moto quase parada na frente. O choque foi forte, e ambos foram levados para o hospital de helicóptero. Rueda chegou alerta e consciente ao hospital, com múltiplas contusões e uma provável fratura na mão, já Dettwiler, segundo o boletim divulgado pela equipe, “terá que passar por múltiplas cirurgias”, e algumas fontes informam que teve parada cardíaca no espaço entre a pista e o hospital. Na torcida para que se recupere... claro que esse negócio todo atrasou toda a programação a seguir: Moto3 de 17 voltas foi reduzida para 10, sem entrevista antes do pódio, e a Moto2 correu depois da categoria principal, para não atropelar o horário de transmissão da MotoGP. Na Moto3, vencedor inédito; dessa vez, foi Taiyo Furusato que conquistou sua primeira vitória na categoria, e comemorou no degrau mais alto do pódio acompanhado de Angel Piqueras (2º colocado) e Adrian Fernandez (3ª posição). Logo em seguida veio a MotoGP, e por incrível que pareça Bagnaia largou bem (já tinha largado bem na corrida Sprint do sábado), mas não ficou muito tempo na liderança. Alex Márquez, que na prova Sprint assegurou o posto de vice-campeão da temporada, o ultrapassou na 2ª volta e assumiu a liderança para não ser mais incomodado. Quem também começou muito bem a corrida foi Pedro Acosta, que momentaneamente deixou Alex pra trás na primeira curva mas foi ultrapassado de novo 3 curvas depois. Não se abalou, continuou acelerando e na 3ª volta passou Bagnaia para retornar à 2ª posição, e o duelo deles foi um bom atrativo para o público, ora um adiante, ora o outro. Quando já parecia que Bagnaia tinha se conformado com o 3º lugar (que, para os padrões dele nessa temporada, realmente era benéfico), ele reduziu muito a velocidade e logo em seguida, a 3 voltas da bandeirada, entrou nos boxes para abandonar a prova. Motivo: pneu traseiro furado. Furo pequeno, esvaziou relativamente devagar, mas o tirou de um pódio quase certo. Quem aproveitou o azar dele foi o Joán Mir, que fez uma baita corrida, veio galgando posições e conseguiu levar sua Honda até o pódio, terminando no 3º lugar, com a Ducati de Morbidelli meio segundo atrás. Terminada a MotoGP, enfim conseguimos ter a corrida da Moto2. Logo no começo, bandeira vermelha: a queda do gringo do OnlyFans (Joe Roberts) nem foi tão feia, ele saiu andando, mas escaldados pelo acidente da Moto3 preferiram interromper a prova. Dada a relargada, Holgado novamente largou bem, com Dixon em seu encalço, e não demorou para Dixon assumir a liderança, com um ritmo forte e consistente. Mais atrás, o pessoal procurava as melhores posições possíveis, principalmente os postulantes ao título. Gonzalez procurava manter sua liderança no campeonato ficando à frente dos seus rivais, porém a 3 voltas do final ele perdeu a aderência e foi conferir a textura do asfalto... Diogo Moreira, que não se classificou bem mas veio num ótimo ritmo de corrida recuperando posições, já estava em sexto lugar e, com a queda, alcançou o 5º lugar, posição suficiente para reverter os 2 pontos atrás de Gonzalez pra 9 pontos adiante e assumir a liderança do campeonato. Dixon comemorou muito sua 3ª vitória na temporada, acompanhado de David Alonso na 2ª posição e por Barry Baltus no 3º posto. Esse resultado deixou Baltus a 35 pontos de Diogo e Dixon a 41 pontos, os colocando novamente em condições matemáticas de disputar o título. Quem não devia estar feliz era Aron Canet, agora apenas o 5º colocado na classificação, ele que se via como postulante máximo ao título no começo da temporada... E a Fórmula Um foi até o México para uma corrida que, se não teve grandes emoções na frente, não foi das piores da temporada. Eu iria comentar sobre o que a McLaren está fazendo com o Piastri, mas meu advogado recomendou seriamente que eu guardasse a opinião para mim, então... vitória fácil do Norris, que não foi incomodado depois da primeira volta. Em 2º, com uma involuntária ajuda do fraquíssimo Carlos Sainz Jr., que causou um Virtual Safety Car nos últimos instantes da corrida, chegou Charles Leclerc, com um desempenho absolutamente incomum para o fraco carro que a Ferrari fez para essa temporada (mesmo se não levarmos em conta a punição de 10 segundos no pit stop recebida por Hamilton, ele terminaria em 6º), fortemente pressionado por Max Verstappen, que forçou muito na largada, reclamou com tanta força quanto, e conquistou a punição pro Lewis, terminando em 3º. O grande nome da corrida, sem a menor sombra de dúvidas, foi o Oliver Bearman, que levou o seu Haas até a 4ª posição, após passar boa parte da corrida em 3º. Magistral a corrida do garoto Bearman, sem dúvida o melhor piloto do domingo. Afinal, convenhamos... Norris não fez mais que a obrigação dele, com o melhor carro. Gabriel Bortoleto também superou as dificuldades do equipamento e conseguiu arrancar à força um 10º lugar, conquistando um suado pontinho com um carro que, definitivamente, não estava à altura da zona de pontos. O “Troféu Lacrimoso” foi bastante disputado, mas dessa vez não teve para o Max: George Russell reclamou, mas reclamou, reclamou mais ainda, e quando inverteram as posições ele não conseguiu andar mais rápido o suficiente que o Antonelli para conseguir a ultrapassagem sobre o Bearman. Tanto que, depois que o Piastri ultrapassou os dois, Antonelli pediu a posição de volta e o aprendiz de Fernando Alonso recebeu a ordem da equipe para devolver. Agora vem o GP aqui em Interlagos, e se o Norris se abalou com as vaias recebidas no México, se prepare, pois aqui o buraco é BEM mais embaixo... Até a próxima! Alexandre Bianchini Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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