| Olá leitores!
Como estão? Espero que todos bem. Final de semana cheio de competições mundo afora, não deu pra reclamar. Começando com título: na última corrida da temporada do WEC, a vitória da prova pode ter ficado com a Toyota (que escapou assim de fazer um ano inteiro sem subir nenhuma vez ao degrau mais alto do pódio), que por sinal fez dobradinha, com o carro #7 na frente do carro #8, mas quem levou o título para casa foi a Ferrari AF Corse, a Ferrari que faz as coisas direito e trabalha como se deve. Com o 3º lugar do carro #50 e o 4º lugar do carro #51 (cuja tripulação, com esse resultado, também levou o título de pilotos), além do 5º lugar da Ferrari privada da AF Corse, o carro #83, os italianos levaram o título de construtores. Última vez que isso tinha acontecido foi em 1973… eu nem tinha começado a usar óculos ainda… a corrida em si não foi das mais emocionantes dentre os Hypercar, mas claro que os GT3 salvaram a situação. Especialmente Augusto Farfus, que ao defender sua posição irritou muito Daniel Juncadella, que quando conseguiu fazer a ultrapassagem mandou aquele sinal quase universal de amizade e entendimento entre os povos. Como estamos no WEC e não no IMSA, ao final da prova os comissários mandaram uma multa pro Juncadella por comportamento inapropriado… na boa, Farfus estava certo. Quer passar, que se esforce. Piloto que deixa o adversário passar fácil é Massa. Falamos de título, agora vamos ao quase título: mais um final de semana o Mundial de Motovelocidade alterou a ordem normal das categorias, e na etapa disputada no belo circuito de Portimão a primeira categoria a ir para a pista foi a Moto2, com Diogo Moreira largando na pole. Diogo fez uma corrida altamente inteligente, poupou seus pneus enquanto Veijer assumia a liderança, e ficou só ali comboiando. Voltas finais, ele aproveitou seus pneus melhor conservados, passou Veijer e resistiu às tentativas do holandês de recuperar a primeira posição. Pódio com Moreira no topo, Veijer em 2º e David Alonso em 3º, nenhuma bandeira espanhola no pódio. Por falar em espanhol, o Manuel Gonzalez evitou que o brasileiro levasse o título esse domingo por muito pouco… e chegando em 6º, agora a vantagem do Diogo sobre o Manuel é de 24 pontos, ou seja, mesmo que o Gonzalez vença a prova de Valência, última da temporada, ao Diogo basta chegar em 14º que ele será campeão. Depois tivemos a MotoGP, categoria que ficou com disputas bem mais interessantes depois que Marc Márquez foi cuidar da sua fratura. Aliás, consta que o sumiço dele das pistas, não indo nem pra dar um apoio moral para a equipe, é por conta de estar “atendendo as recomendações médicas para acelerar e consolidar completamente a fratura”… depois do susto de 2020, agora resolveu escutar o médico. Que bom que aprendeu com os erros. Enfim, quem se deu bem e venceu a corrida foi Marco Bezzecchi, que dominou a prova com sua Aprilia e venceu com autoridade a etapa lusa, Pouco mais de 2 segundos e meio atrás chegou o vice-campeão da temporada, Alex Márquez, na 2ª posição, e foram acompanhados no pódio por Pedro Acosta, que terminou no 3º lugar. Para encerrar o dia, a Moto3, que teve uma atuação de gala do Máximo Quiles, que aproveitou muito bem as circunstâncias da corrida para galgar as posições que tinha perdido na primeira metade da corrida (dominada por Kelso, que na ânsia de conseguir sua vitória espalhou muito no miolo da pista na 10ª volta e perdeu de uma vez 2 posições) e cruzou a bandeirada com 1,6 segundos de vantagem para Piqueras, o 2º colocado, e quase 3 segundos para Furusato, o 3º posto. Kelso, que liderou a primeira metade, teve de se contentar com a 7ª posição… E a Fórmula Um veio ao Brasil, com uma promessa de apocalipse climático que não vingou (teve uma pista ligeiramente úmida na corrida sprint do sábado, mas nada que requeresse pneus com ranhuras) mas ainda assim com algumas emoções. Estou no aguardo das pílulas do Shrek, pois os intelectuais assintomáticos tiveram uma produção de pérolas digna de uma usina de Itaipu em época de cheia no reservatório. Desde o acidente do Bortoleto na sprint race, que muita gente já saiu apontando o dedo como “erro do piloto” (e nitidamente o carro perde o controle muito abruptamente para poder ser um erro de pilotagem) até as punições severas aplicadas pelos comissários, que os mesmos analisaram do ponto de vista de um regulamento desportivo da NASCAR ou da Indy, não da Fórmula Barbie, que se assemelha terrivelmente às punições draconianas adotadas na República Sebastianista da Banânia pela CBA. O que eu li e ouvi de asneiras sobre a punição ao Piastri me fez arrepender de ter audição e saber ler. Foi pesado. Enfim, Lando Norris fez o que se esperava dele e venceu a corrida com tranquilidade, não foi afobado como o Oscar Piastri, que achou que corrida se decide na primeira curva. Dois pilotos se destacaram no final de semana: Max Verstappen, que largou do pit lane e conseguiu chegar em 3º lugar mesmo sem ter o melhor carro do grid, e o 2º colocado Kimi Antonelli, que fez uma corrida de gente grande, inclusive resistindo à pressão colocada pelo Max nas voltas finais. Fosse 2/3 do grid atual, teriam cometido erro e permitido assim a passagem do holandês. O destaque negativo, mais uma vez, ficou com os pangarés da periferia de Modena, com Leclerc abandonando por conta do atabalhoado Piastri, e com Hamilton fazendo erro por conta própria e também não terminando a corrida. Quem agradeceu foi a Haas, que conseguiu colocar o Bearman (outro que fez uma grande corrida, mesmo padrão do Antonelli) em 6º e a Racing Bulls, que terminou com Lawson em 7º e Hadjar em 8º. Bortoleto, após ter o carro destruído no sábado, logo na primeira volta se envolveu em um acidente com o Stroll. Após quase terminar uma temporada inteira ele deveria ter aprendido que não se disputa com o Stroll como se disputa com outros pilotos que possuem mais noção do que ele, mas enfim… ele superestimou a noção do Stroll, tomou uma espremida e acabou indo na mureta na curva mais lenta da pista, o Bico de Pato. Agora vamos ver o que a corrida mais cafona do ano (Las Vegas) nos proporcionará… Até a próxima! Alexandre Bianchini Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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