Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de temporada tivemos nesta semana as últimas corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial. Separados pelo oceano pacífico, nos Estados Unidos e no Japão, A F1 Academy realizou sua etapa de encerramento da temporada no longo circuito de 6 quilômetros de extensão e sob as luzes da cidade. Este deve ser o ano de despedida de Aurélia Nobels da categoria (são apenas duas temporadas permitidas) e esperamos que Rafaela Ferreira continue para 2026. Na terra do sol nascente, depois de todas as intemperes climáticas a Superformula Japonesa foi para Suzuka, realizar as duas rodadas do campeonato. Superformula Japão O autódromo internacional de Suzuka terá no encerramento da temporada não apenas as duas corridas, referentes as provas da 11ª e 12ª etapa, mas também será feita a disputa da corrida referente à 10ª etapa, que deveria ter sido disputada em 12 de outubro no autódromo de Fuji, mas que as condições climáticas impediram a realização. Assim teremos duas sessões de treinos e 3 corridas, que infelizmente só será mostrada no canal pago Motorsport.tv. Na tarde da sexta-feira foi inteiramente dedicada aos treinos livres e Igor Fraga foi o mais rápido nas duas sessões de treinos livres de uma hora realizadas na sexta-feira em Suzuka, com o melhor tempo de 1m36,846s à tarde, o que colocou o piloto da Nakajima Racing 0,039s à frente de Ayumu Iwasa, da Team Mugen, que ficou em segundo lugar. Ren Sato foi o terceiro colocado com o segundo carro da Nakajima, apenas 0,053s atrás de Fraga. Sábado pela manhã foi inteiramente dedicado aos treinos de classificação, no formato regular da categoria, com os carros divididos em dois grupos e os 6 primeiros de cada grupo sendo classificados para a definição das 12 primeiras posições no grid. Na primeira parte do treino de classificação, o brasileiro ficou no grupo B, o segundo a ir pra a pista. Igor Fraga esteve na maior parte do tempo entre os 6 primeiros e como a pista ia melhorando, os tempos foram baixando. Igor Fraga entrou no minuto final do treino na P6, mas vinha virando uma boa volta para melhorar o tempo inicial que ele tinha. Com uma volta voadora o brasileiro cravou 1m36,508s, passando para o top12 Q2 com o 2° melhor tempo. Na definição das 6 primeiras filas do grid Igor Fraga brilhou novamente conseguindo uma volta em 1m35,976s. Caso tivesse conseguido repetir a volta do Q1 tinha ficado com a pole position, mas o 3° lugar era uma posição de largada bem melhor que a de outras etapas para a corrida da tarde do sábado. Pouco mais de uma hora depois os pilotos da Superformula Japonesa voltaram à pista para fazer o treino que definiria as posições de largada referentes à 12ª etapa, corrida que seria disputada no domingo. Para esse treino Igor Fraga estava no grupo A, o primeiro a ir para a pista. Mantendo-se entre os 6 primeiros durante todo o Q1, na volta final conseguiu o tempo de 1m36,584s, que o levou ao Q2. Na definição das 12 primeiras posições para a corrida do domingo, as coisas não estavam indo muito bem para nosso piloto, mas final ele conseguiu uma volta em 1m36,302s que o colocou na 6ª posição do grid. Os pilotos voltaram à pista no sábado à tarde para a disputa da corrida referente à 11ª etapa do campeonato. Igor Fraga estava largando na 3ª posição e no lado emborrachado da pista. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para as 26 voltas programadas, tivemos a largada. Igor Fraga largou bem e, aproveitando a má largada de Ayumu Iwasa, o pole position, atacou para ganhar a 2ª posição enquanto Tomoki Nojiri assumia a ponta. Quando o pelotão contornou as curvas em "S" pela primeira vez, um leve toque entre Fraga, que vinha atacando, e Iwasa tirou o piloto da pista, jogando-o contra as barreiras e abandonando a corrida. Fraga escapou de punição, já que o contato foi considerado um incidente de corrida. O safety car foi acionado em consequência disso, com Nojiri liderando, seguido pelos dois carros da Nakajima, de Fraga e Ren Sato. A bandeira verde foi agitada na volta 6 e Igor Fraga manteve sua posição na relargada. Três voltas depois, um novo incidente, agora com Zak O’Sullivan, provocou nova entrada do safety car e na volta 10, quando já eram permitidas as paradas obrigatórias, todos foram para os boxes. Igor Fraga se deu bem por estar à frente de Ren Sato, seu companheiro de equipe. Com uma boa parada ele voltou na 2ª posição enquanto seu companheiro perdeu várias posições pelo fato de pararem juntos e estarem em posições subsequentes. A relargada aconteceu na volta 12 e Igor Fraga foi pra cima de Tomoki Nojiri, mas depois de algumas voltas o líder conseguiu abrir 2,7s de vantagem e manteve-se a salvo de um ataque do brasileiro, que conseguiu seu melhor resultado na temporada e consolidou-se como o melhor novato do ano e seu segundo pódio, sendo até esta corrida, com duas a serem disputadas, melhor colocado que seu companheiro de equipe. Na manhã do domingo foi disputada a corrida referente a etapa 10, que deveria ter sido disputada em Fuji. O grid foi aquele definido para a corrida que seria disputada naquele autódromo. Isso significava que Tadasuke Makino largaria na pole position, com Igor Fraga em segundo. Kakunoshin Ohta e Ayumu Iwasa ocupariam a segunda fila, e Tomoki Nojiri completaria os cinco primeiros. O líder do campeonato, Sho Tsuboi, largaria apenas em sétimo. Depois da volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para as 19 voltas programadas, tivemos a largada. Mesmo largando do lado sujo da pista, o piloto brasileiro largou muito bem, foi para o ataque e tomou a liderança de Tadasuke Makino na curva 1. Sem paradas obrigatórias programadas, Igor Fraga se impôs logo nas primeiras voltas sobre Tadasuke Makino. Com algumas voltas mais rápidas, levou a diferença sobre o 2° colocado para mais de 1,5s e assim conseguir poder fazer uma corrida usando o melhor traçado da pista sem ter que fazer uma pilotagem defensiva. Na segunda metade da prova a diferença de Igor Fraga sobre Tadasuke Makino chegou aos 2,5s, mas no final o rival conseguiu uma pequena aproximação, mas nada que viesse impedir o brasileiro de conquistar sua primeira vitória na categoria e levar a Nakajima Ponos Racing à sua primeira vitória em três anos.  Domingo à tarde, os pilotos da Superformula Japonesa voltaram à pista para a última corrida do campeonato com o título ainda em disputa. Igor Fraga largava apenas na 6ª posição depois de fazer duas grandes apresentações e ir ao pódio duas vezes no final de semana. Após a volta de apresentação e os pilotos voltarem às suas posições no grid, tivemos a largada para as 31 voltas programadas. Igor Fraga largou novamente do lado sujo da pista, caindo para 7° na curva 1, mas com a escapada de Sho Tsuboi, colocando 2 rodas na terra saindo da curva, conseguiu recuperar a 6ª posição. Na abertura da 2ª volta o brasileiro assumiu a 5ª posição com a entrada de Tomoki Nojiri para os boxes, já antecipando sua parada obrigatória Igor fraga parou na volta 8, voltando em 13° para a pista, mas na volta 11 um acidente provocou a entrada do safety car e complicou o plano de estratégia das equipes. Com sorte, por ter pilotos que tiveram que dividir os pits simultaneamente, Igor Fraga subiu para o 4° lugar ao final das paradas, logo atrás de seu companheiro de equipe, Ren Sato, que em seguida ganhou a 2ª posição. O brasileiro não demorou a chegar em Kakunoshin Ohta para brigar pelo pódio, mas o piloto japonês conseguiu se defender muito bem, mesmo sacrificando sua corrida e se afastando da disputa com os dois primeiros. Igor Fraga tentou, mas não conseguiu superá-lo. Com o 4° lugar na última corrida da temporada Igor Fraga conseguiu ter seu melhor final de semana em 2025 na Superformula Japonesa, onde terminou o campeonato na 6ª posição, com 77,5 pontos somados, uma posição à frente de seu companheiro de equipe, Ren Sato, além de ter sido o novato do ano de 2025. A vitória conquistada na etapa atrasada de Fuji, disputada em Suzuka, foi a primeira de um brasileiro desde a última vitória de João Paulo Oliveira em 2016. F1 Academy A categoria dedicada às jovens talentosas e ambiciosas chega em sua última etapa do ano com o campeonato aberto. As brasileiras – Aurélia Nobels e Rafaela Ferreira – continuam lutando por boas posições, mas com uma diferença em suas realidades: esta é a última etapa de Aurélia Nobels na categoria, que limita a duas temporadas a participação das competidoras (ou a uma só, caso ganhe o título na estreia, caso de Abby Pulling). Rafaela Ferreira ainda pode disputar a temporada de 2026. Na noite da quinta-feira, após o treino livre 1 da F1, tivemos o treino livre, com duração de 40 minutos. A categoria estava correndo pela primeira vez nas avenidas de Las Vegas e sendo a pista uma novidade para todas, teoricamente era possível se esperar de tudo. As pilotas foram para a pista, fizeram aquela volta de verificação, voltaram aos boxes, trocaram algumas informações e voltaram pra pista. Os tempos de volta ainda estavam altos nos 10 primeiros minutos. Depois de aquecerem bem os pneus (estava frio em Las Vegas) os tempos começaram a aparecer. A primeira volta rápida de Aurélia Nobels foi em 2m12,487s e a de Rafaela Ferreira em 2m13,124s. As mais rápidas já viravam nessa altura na casa de 2m10s. As brasileiras foram evoluindo e conseguiram entrar na casa de 2m10s, com Aurélia Nobels marcando 2m10,314s e Rafaela Ferreira indo para 2m10,152s. Mas as mais rápidas estavam virando 2m08s baixo. Depois de uma parada nos boxes Aurélia Nobels voltou pra pista, mas quando estava acelerando para baixar seu tempo Chloe Chambers teve um problema na suspensão dianteira direita, passou reto numa curva rápida e bateu forte, provocando uma bandeira vermelha a 8 minutos do final da sessão. Na transmissão tiraram a bandeira vermelha a 6 minutos do final da sessão, Na live timing continuava vermelha mas os boxes não foram reabertos com a demora para arrumarem a barreira de segurança. Rafaela Ferreira ficou com a P9 e Aurélia Nobels a P12. As pilotas saíram apenas para fazer o teste de largada. Após o treino livre 2 da F1 as pilotas da F1 Academy voltaram à pista para o treino que definiria o grid das duas corridas do final de semana. Os 30 minutos seriam cruciais. Apesar do problema com a tampa de bueiro que se soltou no treino da F1, o reparo foi rápido e o treino da F1 Academy atrasou apenas 2 minutos. Entre o treino livre da F1 Academy e o 2º treino livre da F1 tivemos uma chuva leve, mas aparentemente sem tirar a pouca borracha depositada no traçado. No que os boxes foram abertos elas foram rapidamente para a pista. Estava frio e aquecer os pneus ia levar algumas voltas. Quando conseguiram colocar os pneus em uma temperatura correta as voltas começaram a vir e na primeira passagem Aurélia Nobels marcou 2m11,326s. Rafaela Ferreira fez 2m11,572s. Na segunda passagem Rafaela Ferreira melhorou para 2m09,435s e Aurélia Nobels foi para 2m09,773s. Ambas com pouco menos de 1s da pole provisória. Os tempos iam caindo e Rafaela Ferreira conseguiu uma volta em 2m09,326s, logo sendo superada por Aurélia Nobels que virou em 2m09,319s. Com 18 minutos restando, as duas estavam entre as 8 primeiras. Rafaela Ferreira foi a primeira das duas a entrar na casa dos 2m08s marcando uma volta em 2m08,560s. Alguns minutos depois Aurélia Nobels também entrou na casa dos 2m08s com uma volta de 2m08,847s, mas a pole provisória já estava em 2m07 baixo faltando 10 minutos para o fim. Depois de dar uma escapada numa das áreas de escape de final de reta, Rafaela Ferreira retomou o ritmo e melhorou seu tempo para 2m08,248s. Aurélia Nobels envolveu-se numa investigação de impedimento com Ella Lloyd, ficando para ser definido após a sessão. Rafaela Ferreira baixou mais o seu tempo, marcando 2m08,036s. Apesar da melhoria, no final, a brasileira ficou na P9 e fora da inversão de grid. Aurélia Nobels ficou com a P13, com o tempo de 2m08,641s. A corrida 1 foi disputada na noite de sexta-feira, após o treino livre 3 da F1. Um pouco de chuva molhou a pista antes do treino da F1, mas na hora da corrida da F1 Academy a chuva havia voltado a molhar a pista, obrigando as pilotas a irem com pneus de chuva para o grid. Rafaela Ferreira largava na P9 e Aurélia Nobels, que tomou 3 posições de punição por atrapalhar Ella Lloyd, largava na P16. Os carros saíram do grid atrás do safety car e Emma Felbermayr ficou parada no grid, sendo levada para o grid. A largada foi dada atrás do safety car para as 13 voltas programadas e após quase duas voltas Maya Weug encheu a traseira do carro de Tina Hausmann e tirou as duas da corrida, adiando a bandeira verde. A corrida foi reduzida para 12 voltas e enquanto o resgate era feito a corrida seguia sob safety car. A bandeira verde veio na abertura da volta 4. Rafaela Ferreira estava em 6° e Aurélia Nobels em 16° com os 3 abandonos. Rafaela Ferreira acelerou com cuidado e manteve a P6, mas duas curvas depois foi superada por Ella Lloyd. Aurélia Nobels foi agressiva e ganhou duas posições, indo pra P11. Rafaela Ferreira foi atingida por Chloe Chong e pagou caro, caindo para o 15° lugar e provocou a bandeira amarela no setor 1. Aurélia Nobels vinha voando e depois de passar Robertson, contando os os erros de Rafaela Ferreira e Alba Larsen subiu para a P8. Na volta 6 ela passou Joanne Ciconte e, no que Ella Lloyd escapou e bateu na barreira de pneus, deu a 6ª posição e tivemos a entrada do safety car. Rafaela Ferreira subiu pra P13. A relargada veio na abertura da volta 9. Aurélia Nobels foi pra cima de Lia Block, mas espalhou na curva 1 e por pouco não perdeu a posição pra Joanne Ciconte. Rafaela Ferreira foi agressiva e ganhou duas posições. A batida forte de Chloe Chambers e Alisha Palmowski na volta 10 provocou nova entrada do safety car e as brasileiras herdaram as posições. Aurélia Nobels era a 4ª e Rafaela Ferreira a 9ª. A corrida terminou sob safety car. Depois da corrida vieram as punições e Alisha Palmowski foi desclassificada, mas não por bater em Chloe Chambers, mas por uma irregularidade no carro. Assim Aurélia Nobels ficou com o 3° lugar e Rafaela Ferreira com a P8. Na noite do sábado as pilotas da F1 Academy retornaram à pista para a corrida de encerramento da temporada. Na disputa do título a francesa Doriane Pin tinha o título na mão depois da vitória na sexta-feira. Rafaela Ferreira largava novamente na 9ª posição e Aurélia Nobels na 16ª posição, ainda pagando a punição por atrapalhar a volta de Ella Lloyd no treino classificatório. Ainda havia luz natural na hora da largada. O céu estava nublado mas a pista estava seca. Após a volta de apresentação (e Emma Felbermayr ficou parada no grid novamente, tendo o carro levado aos boxes) as pilotas retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para as 13 voltas programadas, tivemos a largada. Rafaela Ferreira largou forte, mas já fritou pneu na curva 1para ganhar posições, chegando a estar em 8°, mas depois de errar na chicane, caiu para 10°. Aurélia Nobels largou muito bem e ganhou várias posições, fechando a 1ª volta em 12º, mas superou Courtney Crone na volta 2 para ser a 11ª, indo pra cima de Rafaela Ferreira. Lia Block errou e as brasileiras entraram no top10. Ciconte e Peyton Westcott se tocaram no fundo do pelotão e o safety car foi acionado. O resgate demorou e a relargada só veio na abertura da volta 6. Rafaela Ferreira tentou passar Ella Lloyd e Aurélia Nobels por pouco não perdeu a posição pra Courtney Crone. Depois disso, ela foi pra cima de Rafael Ferreira, que na defensiva ia perdendo contato com Tina Hausmann e em poucas voltas elas estavam a mais de 4s da P8. Depois de pressionar Rafaela Ferreira por algumas voltas Aurélia Nobels não conseguiu mais performar e foi ficando distante da outra brasileira, mas não era ameaçada por Lia Block. Com a briga pela P6 Rafaela Ferreira tirou parte da diferença para Tina Hausmann, mas terminou mesmo na 9ª posição com Aurélia Nobels em 10º. A temporada terminou com Rafaela Ferreira em 12°, com 18 pontos somados e Aurélia Nobels em 13°, com 17 pontos. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |