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Fórmula E abre a temporada em São Paulo e Lando Norris salva o título na Fórmula 1 PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Monday, 08 December 2025 10:41

Olá leitores!

 

Como estão? Espero que todos bem, ou ao menos melhores que esse vosso escriba.

 

Este foi um final de semana de começos e encerramentos. O começo foi da temporada 2025/26 da Fórmula E, um espetáculo dos mais interessantes, especialmente para o público que assistiu ao vivo. É difícil explicar, mas pela TV, em que pese você ter a visão de toda a pista em vez de apenas daquele trecho em frente da arquibancada, não é tão fácil apreciar o que a categoria tem para oferecer. O silêncio dos carros faz com que se escute duas coisas: o barulho das engrenagens retas da transmissão (responsáveis pelo “apito” que os fãs de motores de combustão interna tanto reclamam na categoria) e o barulho dos pneus se agarrando ao piso pouco antes do limite da aderência. Na TV o primeiro som fica mais alto que presencialmente, ao passo que o segundo quase desaparece. E não tem jeito, corrida de carros é uma coisa que os sons fazem parte do “pacote”. Acham que o fascínio do público pela NASCAR é apenas devido às disputas na pista? Claro que não, o barulho dos motores é mais da metade do encanto da categoria. Enfim, saí do assunto. O fato é que o público que se dispôs a uma sauna em local aberto assistindo a corrida presencialmente, em um dia que nos fez acreditar que o segundo sol previsto na clássica música gravada pela Cassia Eller finalmente chegou, teve a oportunidade de ver uma bela corrida. Jake Dennis largou na ponta, mas logo na 3ª volta perdeu a liderança, num estudado movimento para poupar carga de bateria para as voltas finais. Os pilotos alternaram suas posições conforme iam em busca do Modo Ataque, e as coisas pareciam ir relativamente tranquilas até o final do segundo “turno” de ativação do Modo Ataque, quando Mortara (que já tinha aprontado na primeira volta e recebido 5 segundos de punição por causa disso) voltou a se envolver num incidente, dessa vez com Di Grassi, com ambos abandonando a corrida e trazendo o safety car para a pista. Relargaram, e na volta 26 Evans abusou do acelerador e foi para o muro, acionando o safety car novamente. Aí chegamos à volta 27, quando o estreante Pepe Martí abriu a caixa de ferramentas e acertou a traseira do carro de António Félix da Costa, capotando  de maneira espetacular. Durante a bandeira amarela. Sim, esse ponto merece destaque. Com mais velocidade envolvida, poderia ser um movimento digno de Andrea de Cesaris. De 0 a 10, uma capotada nota 8,25. Aí a bandeira vermelha foi acionada para o atendimento dos envolvidos e a corrida terminou com um sprint de 1 volta em bandeira verde, com o pódio formado pelo pole position Dennis em 1º, Rowland em 2º e Cassidy fazendo uma bela estreia pela Citroën chegando em 3º. No tocante aos brasileiros, já mencionei que o Di Grassi se envolveu com o Mortara e não terminou a prova, e Felipe Drugovich fez uma boa estreia na categoria, chegou a andar entre os 10 primeiros, mas terminou a prova em 12º – um bom avanço se considerarmos que largou em 17º. Vamos dar tempo para ele se acostumar à categoria antes de cobrar resultados, por favor. Próxima corrida será no México, dia 10 de janeiro.

 

O encerramento foi da temporada 2025 da Fórmula Um, naquela que conseguiu ser a corrida mais chata da temporada. Eu tinha ficado mal impressionado com a corrida passada, mas essa conseguiu levar o patamar para o 8º subsolo, de tão ruim que foi. A vontade de Zack Brown foi feita, e Lando Norris finalmente foi o campeão inglês pilotando um carro inglês que ele (Zack) tanto trabalhou o ano inteiro. Apenas 2 pontos à frente de Max Verstappen, com um carro sensivelmente pior, mas conseguiu ser campeão. Entrará para a história como um dos mais fracos que a categoria teve, em que pese as 7 vitórias durante a temporada, obtidas com um carro nitidamente superior aos demais. Entre o vencedor Max e o 3º colocado campeão do mundo, chegou Oscar Piastri, competente piloto que, para melhorar, agora precisa trabalhar o lado psicológico dele (alô, Catarina, precisa de mais um paciente para suas sessões), devidamente destruído pelo favorecimento ao companheiro de equipe. Dia de festa para Leclerc e Hamilton, afinal foi a última corrida que tiveram de lidar com o horroroso SF-25, que não conseguiu ser tão ruim quanto o 312 T-5, mas está lado a lado com aquele de 1992. Agora é eles torcerem para os projetistas não errarem a mão no carro do ano que vem do mesmo jeito que erraram no carro deste ano… em se tratando de Maranello, tudo é possível.

 

Até a próxima! 

 

Alexandre Bianchini 

 

 

Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.

 
Last Updated ( Monday, 08 December 2025 12:04 )