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Heitor Dall’Agnol vence a Fórmula 4 Brasil e os testes pós-temporada da Fórmula 2 PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Sunday, 14 December 2025 19:13

Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!

 

Este “final de semana” foi quase em ritmo de feriadão. As corridas começaram na quarta-feira, o mesmo dia que teve início os testes pós-temporada da FIA Fórmula 2 em Yas Marina.

 

Eu comentei na minha coluna da semana passada que neste final de semana teríamos a etapa final da FIA Fórmula 4 Brasil e que meu irmão, Denilson, faria a cobertura. Acontece que coincidiu com a rodada tripla de encerramento da Copa São Paulo Light de Kart e ele veio pedir um arrego pra mim. Como eu sou gente muito boa, vou fazer a crônica das corridas da categoria de base brasileira nos monopostos. E juntando os dois assuntos, vamos acabar com um mega textão.

 

Quem também foi pra foram os pilotos que disputarão a FIA Fórmula 2, com os brasileiros Rafael Câmara e Emerson Fittipaldi Jr. Nossos representantes na categoria terão desafios bem distintos. Rafael Câmara vem dos títulos da Fórmula Regional Europeia e da FIA Fórmula 3 em sequência, entrou para a equipe campeã dos dois últimos anos, a Invicta, mas vai ter como companheiro de equipe o rapidíssimo e experiente Joshua Durksen, que entrará na terceira temporada na categoria e que conseguiu vitórias com a AIX, uma equipe de média pra baixo, justamente a equipe onde vai correr Emerson Fittipaldi Jr, vindo da Eurocup-3, tendo ao seu lado um piloto de desempenho fraco, mas com dinheiro, Cian Shields.

 

FIA Fórmula 4 Brasil

A temporada da categoria nacional homologada pela FIA teve não apenas uma, mas duas etapas finais e decisivas disputadas no Autódromo Internacional José Carlos Pace, em Interlagos, São Paulo. A quinta e penúltima rodada foi realizada nos dias 10 e 11 de dezembro (quarta e quinta-feira), enquanto a sexta e última etapa do calendário foi disputada entre sexta-feira e domingo, 12 a 14 do final de semana. A 5ª etapa seria duas semanas atrás, em Brasília, mas não houve tempo para a homologação FIA do Autódromo Nelson Piquet.

 

 

Apesar da grande vantagem na pontuação, Heitor Dall’Agnol (197 pontos) ainda teria que suar o macacão para ficar com o título, tendo Pedro Lima (125), Filippo Fiorentino (120) e Murilo Rocha (113) como perseguidores mais próximos. Com 136 pontos ainda em jogo, as possibilidades estavam sobre a mesa (na verdade, sobre o asfalto) nos 4.309 metros de extensão do traçado. Os pilotos que se acidentaram na corrida extracampeonato – Ethan Nobels e João Paulo Sanzovo – ficaram de fora das corridas das duas etapas.

 

A corrida 1, disputada na tarde da quarta-feira, teve Murilo Rocha na pole position. Heitor Dall’Agnol, o líder do campeonato, estava largando a seu lado e com a vantagem de poder gerenciar uma boa vantagem. Filippo Fiorentino teve problemas na classificação e largava em 16°. Depois da volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para os 30 minutos +1 volta.

 

 

Heitor Dall’Agnol largou bem e tomou a ponta, mas Piero Mesquita veio colado nele por toda reta oposta. Murilo Rocha caiu para 3°. Filippo Fiorentino fez uma primeira volta sinistra e passou na linha de chegada em 11°. Os 3 primeiros começaram a abrir vantagem sobre os demais e quem vinha mais próximo era Alceu Neto. Enquanto mais atrás o nome da corrida vinha sendo Filippo Fiorentino, que abriu a 4ª volta na P8. Pietro Mesquita ficou lento e foi ficando depois do pinheirinho, entregando a P2 para Murilo Rocha, a P3 para Alceu Neto e sucessivamente.

 

Os 4 primeiros formavam um pelotão meio espaçado, com os carros separados por pouco mais de um segundo e Pedro Lima tentando chegar em Alceu Feldmann Neto enquanto Filippo Fiorentino chegava à P5, mas com quase metade da corrida pela frente ele tinha 6s para chegar em Pedro Lima, que colou em Alceu Neto, obrigando o P3 a se defender e perder o contato com Murilo Rocha, que começava a encurtar a distância para Heitor Dall’Agnol.

 

 

Fomos chegando no terço final de prova e Murilo Rocha colou em Heitor Dall’Agnol enquanto Pedro Lima fazia um ataque sinistro em cima de Alceu Neto. Apesar disso, Filippo Fiorentino não conseguia se aproveitar da briga, mas a disputa pela P3 acabou dando ruim para Alceu Feldmann Neto, que entrou lado a lado com Pedro Lima no S do Senna, os dois bateram roda e Alceu Neto acabou rodando, mas conseguiu não perder a posição para Filippo Fiorentino. Na frente, depois fazer o S do Senna lado a lado com o líder, Heitor Dall’Agnol espalhou sobre a zebra e Murilo Rocha tomou a ponta na abertura da antepenúltima volta. Heitor Dall’Agnol não desistiu, mas não se arriscou. Murilo Rocha venceu, com Heitor Dall’Agnol em 2° e Pedro Lima foi o 3°.

 

Na manhã da quinta-feira tivemos a corrida com a inversão dos 8 primeiros do grid, a corrida com duração mais curta e pontuação menor. Rogerio Grotta ficou com a pole position e ao seu lado largava Cadi Baptista. Depois da volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para os 20 minutos +1 volta. Cadi Baptista ficou parado no grid. Quase todos passaram por ele sem tocá-lo, enquanto Rogerio Grotta mantinha a ponta, seguido de Filippo Fiorentino e Marcelo Hahn. Ciro Sobral não conseguiu evitar e acabou batendo no carro parado de Cadi Baptista, o que provocou um safety car antes do final da 1ª volta.

 

 

A retirada do carro de Ciro Sobral não estava sendo possível e com a 3ª volta em andamento a direção de prova colocou bandeira vermelha para não comprometer a volta. Com a pista liberada os carros voltaram para a pista e abrindo a 4ª volta tivemos a bandeira verde. Rogerio Grotta manteve a ponta, seguido de Filippo Fiorentino enquanto Pedro Lima tomava a P3 de Marcelo Hahn no S do Senna. Na volta seguinte, Filippo Fiorentino atacou Rogerio Grotta desde o Café, mas chegou no S do Senna por fora, fizeram a curva lado a lado, Fiorentino deu uma destracionada e Pedro Lima, esperto, aproveitou para passar os dois na curva do Sol. Rogerio Grotta levou a pior e caiu para 3°.

 

 

Pedro Lima vinha fazendo sua parte para se manter vivo na disputa do campeonato, assim como Filippo Fiorentino. Nos 5 minutos finais de corrida Murilo Rocha era o 7° e Heitor Dall’Agnol o 8°, numa corrida onde só os 8 primeiros marcam pontos. Na frente, Filippo Fiorentino não conseguia atacar Pedro Lima e assim conseguir a liderança. Pedro Lima garantiu a vitória, com Filippo Fiorentino e em 2° e Rogerio Grotta ficando em 3°.

 

Menos de 5 horas depois os pilotos da FIA Fórmula 4 Brasil retornaram à pista para a disputa da última corrida da penúltima etapa. Assim como na primeira corrida, disputada na quarta-feira, Murilo Rocha era o pole position e Heitor Dall’Agnol, líder do campeonato, estava ao seu lado. Dall’Agnol tinha chances matemáticas, dependendo do resultado da prova, de conquistar o título por antecipação. Depois da volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e com Renzo Barbuy sinalizando problemas a largada foi abortada.

 

 

O diretor de provas determinou uma nova volta de apresentação mas o tempo de prova não foi reduzido para 28 minutos +1 volta como costuma acontecer na Europa, manteve-se os 30 minutos. Após retornarem para suas posições no grid e estando tudo ok, foram apagadas as luzes vermelhas e tivemos a largada. Murilo Rocha largou muito bem e deixou Heitor Dall’Agnol pressionado por Pietro Mesquita, que tomou a P2 na descida do S do Senna. Renzo Barbuy conseguiu largar dos boxes e, na frente, Murilo Rocha tentava abrir, deixando a briga pela P2 com Pietro Mesquita, Heitor Dall’Agnol e Alceu Neto, que atacou o líder do campeonato no S do Senna e ganhou a P3. Filippo Fiorentino, repetindo a corrida 1, passou na primeira volta em 9°.

 

Alceu Neto veio voando e ganhou a P2 na abertura da 3ª volta, mas a disputa continuava e Heitor Dall’Agnol tomou a P3 de Pietro mesquita no mergulho para o Pinheirinho. Murilo Rocha aproveitava a disputa pela P2 e ia abrindo vantagem na liderança. A escalada de Filippo Fiorentino acabou na 5ª volta. Ele foi superado por Pedro Lins e depois não conseguiu acompanhar o pelotão à sua frente. A diferença de Murilo Rocha para Alceu Neto estava estável em 3s na metade da prova. Filippo Fiorentino foi perdendo posições e dando adeus À disputa pelo título.

 

 

Nos minutos finais da prova a vantagem de Murilo Rocha para Alceu Neto passava dos 4s enquanto Heitor Dall’Agnol se aproximou e passou a atacar pela 2ª posição. Murilo Rocha sobrou na corrida e venceu de ponta a ponta, elevando sua vantagem para mais de 5s enquanto Alceu Neto se defendia dos ataques de Heitor Dall’Agnol e segurou o líder do campeonato até a linha de chegada para garantir a 2ª posição.

 

A sexta-feira foi dia de treino de classificação para a última rodada tripla da temporada. Heitor Dall’Agnol estava com o título nas mãos A vantagem de 65 pontos sobre Murilo Rocha com 68 pontos em jogo poderia definir o campeonato já na corrida do sábado. Alceu Feldmann Neto fez a pole position com pista molhada para a corrida do sábado, mas Murilo Rocha ficou com o 2° melhor tempo, logo à frente de Heitor Dall’Agnol. Os dois primeiros também farão a 1ª fila na corrida 3, no domingo. Com os descartes do regulamento, a vantagem de Dall’Agnol caiu para 61 pontos em relação a Murilo Rocha e 62 para Pedro Lima.

 

 

Na manhã do sábado a pista continuava molhada com a chuva que caiu até o início da manhã e com isso a pista estava molhada – mais do que na sessão de classificação – e a precavida direção de prova definiu a largada atrás do safety car. Heitor Dall’Agnol precisava somar mais 7 pontos para não ser mais alcançado pelos adversários. Após a contagem regressiva das placas os carros saíram do grid atrás do safety car com os 30 minutos +1 volta já iniciados para aquecimento dos pneus. Não chovia na hora da largada, mas certamente ninguém estava com pneus slick. Filippo Fiorentino rodou na 2ª volta atrás do safety car na saída do S do Senna, mas conseguiu se recuperar.

 

Após duas voltas sob safety car tivemos a bandeira verde e Alceu Neto manteve a ponta, seguido de Murilo Rocha enquanto Heitor Dall’Agnol era atacado por Pedro Lima, mas segurou a posição. Na volta seguinte Filippo Fiorentino tentou ganhar a P4 de Pedro Lima sem sucesso e ele acabou perdendo a P5 para Renzo Barbuy, mas duas voltas depois o argentino errou na freada do S do Senna e perdeu duas posições. Alceu Neto não conseguia abrir vantagem para Murilo Rocha, que precisava vencer a todo custo enquanto Heitor Dall’Agnol tinha uma relativamente tranquila P3 que lhe dava o título.

 

 

Estava demorando para termos algum abuso e isso aconteceu na metade da prova com um enrosco envolvendo Rafaela Ferreira, que correu como “convidada”, Enricco Abreu e Christian Helou, que se tocaram no pinheirinho. A pilota da F1 Academy “comprou ponta” a confusão, bateu na barreira de pneus tentando desviar, quebrou a asa dianteira e precisou ir para os boxes, trocou o bico e voltou pra pista enquanto Enricco Abreu tomou um ‘Drive-Through’ pelo toque em Christian Helou.

 

Murilo Rocha não conseguia se aproximar de Alceu Neto, que mesmo dando umas balançadas na curva do Sol não entregava a posição. Pietro Mesquita rodou no S do Senna, mas conseguiu tirar o carro para um local seguro e impedir a entrada do safety car. Murilo Rocha completou a antepenúltima volta fazendo a melhor volta da prova, tirando 7 décimos da diferença e partindo para um último ataque, mas não conseguiu tirar a vitória de ponta a ponta de Alceu Feldmann Neto, deixando Murilo Rocha em 2°. Heitor Dall’Agnol sagrou-se campeão da temporada com o 3° lugar.

 

 

Cumprindo as etapas restantes da temporada os pilotos da FIA Fórmula 4 voltaram à pista para a disputa da 2ª das três corridas da etapa final do campeonato, a corrida com o grid invertido e 20 minutos de duração. O céu nublado ainda era marca das chuvas da madrugada e início da manhã, com a pista úmida, mas os pilotos foram pra pista com pneus slicks Pedro Lins ficou com a pole do grid invertido. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para 20 minutos +1 volta.

 

Pedro Lins largou bem e manteve ponta, seguido de Marcelo Hahn e Filippo Fiorentino, que fez uma grande largada. Na entrada do Pinheiro Renzo Barbuy tentou fechar pra cima de Pietro Mesquita, que tocou a roda traseira do argentino, fazendo o monoposto ficar de rodas para o ar duas vezes, mas caindo na grama na posição normal. O safety car foi acionado e isso ajudou Heitor Dall’Agnol, que ficou parado na largada e conseguiu se juntar ao pelotão.

 

 

A relargada veio na abertura da 4ª volta e Pedro Lima foi pra cima de Filippo Fiorentino, que só manteve a P3 na curva do lago, onde Pedro Lima pegou a zebra com força tocou em Fiorentino e quebrou o bico do carro. Pedro Lins teve que se defender de Marcelo Hahn, mas manteve a liderança. Murilo Rocha, vice-líder do campeonato também foi para os boxes. Pedro Lima e Heitor Dall’Agnol tomaram um ‘Drive-Through’ por queimar a relargada e isso ajudou Murilo Rocha, que abandonou a corrida com danos no carro.

 

Pedro Lins se livrou da pressão de Marcelo Hahn e começou a abrir, deixando o 2° colocado mais próximo de Filippo Fiorentino, que também via Rogerio Grotta se aproximando nos retrovisores, mas esse acabou abusando no ataque e entregou a P4 à Alceu Neto, que chegou rápido para brigar pela P3. Os 4 primeiros estavam juntos nas voltas finais da prova, que não estava definida. Depois de fazer a volta mais rápida, Alceu Neto colou em Filippo Fiorentino e passou por fora na curva do Lago. Na penúltima volta Rogerio Grotta também passou Filippo Fiorentino enquanto Alceu Neto colou em Marcelo Hahn, mas era a última volta e Pedro Lins venceu de ponta a ponta. Marcelo Hahn ficou em 2° por 47 milésimos à frente de Alceu Neto.

 

 

A última corrida do ano tinha Alceu Feldmann Neto na pole position e a disputa aberta pelo vice-campeonato. A chuva caiu depois da corrida da Stock Car e com a pista úmida a direção de prova decidiu pela largada em regime de safety car, com o cronômetro acionado. Foi apenas uma volta e tivemos a bandeira verde. Alceu Neto Manteve a ponta, com Murilo Rocha tomando a P2 e deixando Pedro Lima em 3°. Filippo Fiorentino e Rogerio Grotta se tocaram no S do Senna e Fiorentino levou a pior. O safety car foi acionado para o resgate também de Rogerio Grotta, que parou mais adiante.

 

 

A relargada veio na abertura da volta 5 e os 3 primeiros mantiveram suas posições e abriram de Cadi Baptista, mas na volta seguinte ele se juntou aos 3 primeiros na volta seguinte, voltando a perder terreno na volta seguinte. Murilo Rocha tentava atacar Alceu Neto, repetindo voltas mais rápidas, mas eram apenas milésimos de diferença. Pedro Lima foi ficando para trás e os dois primeiros se isolaram na disputa pela vitória. As tentativas acabaram não sendo efetivas e Alceu Feldmann Neto venceu de ponta a ponta. Murilo Rocha foi o 2° e Pedro Lima o 3°.

 

Teste Pós-Temporada FIA Fórmula 2

Terminado o campeonato da FIA Fórmula 2, com o título ficando com Leonardo Fornaroli, os pilotos que – inicialmente – serão os 22 pilotos a estarem na pista quando o campeonato for aberto no início de março, em Melbourne, Austrália, estavam reunidos para três dias de testes coletivos com os carros que terminaram a temporada. Confesso ter ficado surpreso com a decisão da Invicta em dar o carro #1 para Rafael Câmara (que veio a receber o prémio de piloto revelação do ano pela FIA após o título da Fórmula 3), o que só aumenta sua responsabilidade e, finalmente, poderíamos ver do que Emerson Fittipaldi Jr. é capaz com um carro da Fórmula 2).

 

Dia 1

Pela Manhã, após as primeiras voltas de instalação foram concluídas e a Rodin Motorsport liderou a sessão com Alexander Dunne na ponta, marcando 1m39,502s, seguido de perto pelo companheiro de equipe Martinius Stenshorne, apenas 0,052s atrás. Tasanapol Inthraphuvasak, da ART Grand Prix, reduziu a diferença para Dunne, ficando a apenas 0,013s de distância ao final da primeira hora. Oliver Goethe assumiu a liderança com o tempo de 1:38.979, o melhor da manhã. Joshua Duerksen foi quem mais se aproximou, 0,332s atrás, pela Invicta Racing.

 

 

Nikola Tsolov subiu para a terceira posição pela Campos Racing, com o tempo de 1:39.337, o suficiente para colocá-lo entre os três primeiros, embora 0,358s atrás do líder. Com o fim da sessão se aproximando, Duerksen melhorou seu tempo inicial, mas permaneceu em segundo lugar, a 0,177s de Goethe. Com sua última tentativa na sessão, Dunne também se aproximou a 0,177s de Goethe, subindo para a terceira posição na classificação geral. Rafael Câmara completou 41 voltas em seu primeiro contato com o carro e fez sua melhor passagem em 1m39,579s, ficando na P10 e sendo 423 milésimos mais lento que seu companheiro de equipe, o P2. Emmo Fittipaldi foi o 13°, marcando 1m39,914s na melhor das 42 voltas dadas, ficando à frente de Cian Shields, o 15°, por 36 milésimos.

 

Na sessão da tarde, mais uma vez, Rodin ditou o ritmo inicial, com Dunne na liderança com 1m39,005s, seguido por Stenshorne, que estava 0,234s atrás, em P2. Conforme a primeira hora se aproximava do fim, Ritomo Miyata parou na pista, provocando a bandeira vermelha. O piloto da Hitech TGR parou na curva 5. A sessão recomeçou rapidamente, com Câmara marcando o melhor tempo com 1m38,425s, enquanto Dunne também melhorou sua volta, com o estreante da Invicta liderando por 0,244s.

 

Kush Maini então reduziu a diferença para o brasileiro, com o piloto da ART Grand Prix ficando a apenas 0,177s de distância, em P2, enquanto seu companheiro de equipe, Inthraphuvasak, subiu para quinto. Mas então veio Duerksen, que fez uma volta boa o suficiente para colocá-lo em quarto, antes de melhorar sua volta seguinte e subir para segundo, 0,129s atrás de seu companheiro de equipe, Câmara. Com a sessão entrando nos últimos 30 minutos, León colocou os pneus supermacios e fez o melhor tempo, com 1m37,819s. Mas Duerksen superou essa marca por mais de meio segundo com seu composto mais macio, completando 1:37.290, com Câmara logo atrás, 0,083s atrás, em P2.

 

 

O brasileiro melhorou sua marca na tentativa seguinte, com 1m37,269s, o melhor tempo do dia, antes de Goethe superá-lo por 0,066s e retomar a liderança. O piloto da MP se manteve invicto pelo restante da sessão, completando uma dobradinha no dia, com Câmara em segundo, Duerksen em terceiro, Minì em quarto e Mari Boya fechando os cinco primeiros para a PREMA Racing. Os pilotos estriam de volta na quinta-feira às 9h, horário local, para o segundo dia de testes de pós-temporada em Yas Marina. Rafael Câmara mostrou força e reagiu, superando Joshua Durksen por 21 milésimos e fazendo o 2° melhor tempo, 66 milésimos atrás de Oliver Goethe completando 33 voltas. Emmo Fittipaldi Jr. fez um programa diferente de Cian Shields e após 44 voltas ficou com 1m41,472s, sendo o P20 da sessão.

 

Dia 2

O segundo dia começou em ritmo acelerado, com Goethe retomando sua forte performance e estabelecendo a melhor marca após as primeiras voltas, com 1m40,156s, antes de melhorar para 1m39,483s em sua tentativa seguinte. Seu companheiro de equipe na MP Motorsport, Gabriele Minì, assumiu a liderança com 1m38,759s, marca que foi superada momentos depois por Alexander Dunne, também com 1:38.759. A dupla da MP então trocou para os pneus supermacios e, mais uma vez, Goethe liderou, desta vez com 1m37,390s.

 

Minì estava em segundo, inicialmente com 0,280s de vantagem, antes de reduzir a diferença para 0,035s, com Nikola Tsolov em terceiro pela Campos Racing. Mas então Dunne voltou a aparecer e assumiu a liderança com 1m37,318s, pouco antes de Mari Boya parar na reta principal, causando a interrupção da prova com bandeira vermelha. Assim que a prova foi retomada, Goethe voltou à primeira posição, com o tempo de 1m37,049s, enquanto Rafael Villagómez saltou para o quarto lugar, à frente de Dino Beganovic.

 

 

Beganovic melhorou para o quarto lugar, mas foi posteriormente rebaixado para a quinta posição a uma hora do fim, quando Tasanapol Inthraphuvasak subiu para o quarto lugar com o tempo de 1m37,476s. Com isso, encerrou-se uma manhã em que Goethe liderou a prova, seguido por Dunne, com Minì em terceiro, Inthraphuvasak em quarto e Beganovic em quinto. Os pilotos da Invicta fizeram um programa diferente e ficaram com as duas últimas posições, onde Rafael Câmara marcou a melhor das 73 voltas em 1m40,699s, 249 milésimos mais rápido que Joshua Durksen. Emmo Fittipaldi Jr. foi o 11° após 42 voltas, com a melhor em 1m37,976s, superando Cian Shields, 15°, por 3 décimos de segundo.

 

Na sessão da tarde, Dunne manteve o bom desempenho à tarde, completando a volta em 1m39,723s e assumindo a liderança, à frente de seu companheiro de equipe na Rodin, Martinius Stenshorne, em segundo, apenas 0,045s atrás. Joshua Duerksen então colocou a Invicta Racing na primeira posição com 1m39,715s. No entanto, Dunne rapidamente retomou a liderança com 1m39,435s, antes de baixar seu tempo para 1m39,359s. Pouco mais de uma hora e meia depois do início da sessão, Stenshorne fez a volta mais rápida, mas Duerksen retornou à primeira posição, primeiro com 1m38,195s e depois com 1m38,191s.

 

 

Com pneus supermacios, o piloto da Invicta Racing continuou o bom desempenho, melhorando seu tempo para 1m37,742s e ampliando sua vantagem para 0,882s. Rafael Câmara melhorou seu tempo para P3 com pneus médios, marcando 1m38,570s e entrando no top três, embora 1,1s atrás do líder. Com cinco minutos restantes no dia, Câmara colocou pneus supermacios e fez o melhor tempo com 1m37,646s, superando Joshua Durksen, o 2°, por 96 milésimos. Em um programa diferente, Emmo Fittipaldi Jr. foi o 17° com a melhor das suas 42 voltas em 1m42,026s. Isso encerrou o segundo dia de testes, restando às equipes e pilotos apenas mais um dia de testes em 2025. O último dia de testes teria início programado para às 9h, horário local, da sexta-feira.

 

Dia 3

A maioria das equipes começou o dia com pneus médios novos, com Rafael Villagómez, da Van Amersfoort Racing, liderando após as primeiras voltas com o tempo de 1m39,387s. Na volta seguinte, Kush Maini assumiu a liderança com 1m39,864s, mas Dunne superou essa marca por 0,105s, garantindo a ponta. Houve uma breve interrupção com bandeira vermelha logo em seguida, devido a uma parada de Sebastián Montoya na curva 14.

 

Após a retomada da corrida, a VAR trocou para os pneus supermacios, com Villagómez e Nicolás Varrone, sendo que o primeiro marcou o melhor tempo com 1m37,715s. Ele então melhorou sua marca para 1m37,502s, abrindo mais de meio segundo de vantagem sobre Cian Shields, que terminou em segundo, com seu companheiro de equipe em terceiro. Ao final da primeira hora, Villagómez melhorou seu tempo para 1m37,300s, com Maini como seu rival mais próximo, a 0,169s de distância, na P2.

 

 

A diferença continuou a diminuir para Villagómez, com Nikola Tsolov, Mari Boya e Rafael Câmara se revezando na segunda posição. Maini finalmente superou o tempo do piloto que sofreu o VAR por 0,137s, antes de Dunne retornar à P1 com 1m37,153s, ficando apenas 0,010s à frente. As simulações de corrida, pit stops e treinos de largada foram o foco do restante da sessão, com Dunne terminando em primeiro, seguido por Maini, Villagómez, Dino Beganovic e Câmara. Rafael Câmara e Joshua Durksen fizeram programas diferentes e o brasileiro marcou 1m53,362s na melhor das 53 voltas. Emmo Fittipaldi Jr. foi o 11°, com 1m37,594s em 27 voltas, superando Cian Shields, 18°, por 456 milésimos.

 

Na última sessão, Boya começou a tarde com o melhor tempo, marcando 1:40.152. Mas foi ultrapassado por Goethe, que fez o melhor tempo com 1:38.274, e caiu para a segunda posição. As simulações de corrida se tornaram o foco da maior parte da sessão da tarde, com os pilotos buscando suas últimas simulações de corrida do ano. No entanto, alguns pilotos subiram na tabela de tempos, com Montoya assumindo a segunda posição, à frente de seu companheiro de equipe na PREMA, Boya.

 

 

Em seguida, veio Laurens van Hoepen, da TRIDENT, em terceiro, e Tasanapol Inthraphuvasak, que saltou para a quarta posição a pouco menos de uma hora do fim. Nos últimos 20 minutos, Roman Bilinski, da DAMS Lucas Oil, subiu para a quinta posição. Nos últimos cinco minutos, a Rodin enviou seus pilotos para algumas voltas rápidas. Dunne ficou a apenas 0,083s do tempo de Goethe, que terminou em segundo, enquanto Stenshorne o seguiu, cruzando a linha de chegada em terceiro. A dupla tentou uma segunda tentativa, mas não conseguiu melhorar seu tempo, deixando Goethe na liderança da tarde. Rafael Câmara teve uma sessão complicada e completou apenas 19 voltas, ficando com o 20° tempo tendo a melhor passagem em 1m41,942s. Os pilotos da AIX surpreenderam com Cian Shields em 4° e Emmo Fittipaldi Jr. em 7°, fazendo a melhor das 55 passagens em 1m39,012s.

 

Assim terminou a temporada de 2025, mas 2026 já está chegando, com a primeira rodada em Melbourne marcada para 6 a 8 de março.

 

E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. 

 

Um abraço a todos, 

 

Genilson Santos

 

 

Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.

 

Last Updated ( Sunday, 14 December 2025 19:57 )