| Olá leitores!
Como estão? Espero que todos bem. Confesso estar com os pés doloridos de tanto andar para um lado e para outro nos preparativos para as festividades do final de ano – afinal, se deixar para comprar tudo na última semana antes do Natal é pior ainda, estará tudo muito, mas muito mais lotado. Sabemos o amor do tapuia por fazer tudo de última hora… A última corrida internacional foi a final do TCR South America, dividindo espaço com a Stock Car, que passa por tempos movimentados nos bastidores… o que chegou mais fácil ao público foi o abandono dos motores 4 cilindros turbo por um motor usado pelos Corvette mais recentes. O que eu acho um ponto positivo, afinal deve acabar a desculpa para usar aquele escapamento hiper curto, logo atrás da roda dianteira direita, em posição ideal para flambar o coitado do mecânico que for trocar o pneu dianteiro direito. A título de curiosidade, vi uma imagem do modelo que a Mercedes irá correr ano que vem no Turismo Carretera utilizando o motor Cherokee (um dos 3 modelos de 6 cilindros em linha permitidos pelo regulamento técnico da categoria), e como os argentinos entendem mais de automobilismo que os brasileiros, o escapamento até sai da carroceria na mesma posição que o da Stock, só que o cano segue junto à carroceria e o bocal fica no meio do caminho entre as duas caixas de roda, não tendo a possibilidade de providenciar o “mecânico ao pururuca” como o suve da Stock Car. Mas enfim, acabei me desviando do assunto. Uma das grandes novidades foi o anúncio da Hyundai entrando no certame da mesma forma que a Honda fez em 2025, bancando uma equipe como se fosse “equipe oficial de fábrica” (entre aspas pois, pelo regulamento, TCR não pode ter envolvimento direto das fábricas, que foi o componente que “matou” o WTCC, a escalada de custos por conta desse envolvimento oficial) com 4 Elantra N TCR. Trouxeram para comandar a equipe um forte nome do automobilismo argentino, Diego Ciantini, e quem comandará a operação será a equipe PMO, rebatizada Hyundai MSA, equipe essa que já fez excelente trabalho com os Peugeot 308, carros esses que farão parte de uma nova equipe a estrear ano que vem. No tocante às atividades na pista, no sábado, com pista seca, os destaques foram os campeões de 2024 e 2025, respectivamente Pedro Cardoso (Peugeot) e Leonel Pernía (Honda), que largaram no fundo do pelotão e vieram escalando até chegarem ao pódio, com Pedro sendo o vencedor e Pernía na 3ª posição. Foram acompanhados no pódio por Enzo Gianfratti (Seat Cupra) na 2ª posição, que com essa posição garantiu o título da Copa Trophy do TCR Brasil. Quem deu susto foi o Genaro Rasetto, que sofreu uma falha no freio traseiro em um dos locais mais indigestos para isso acontecer, a freada do Esse do Finado, e bateu forte na barreira de proteção. Como os carros são extremamente bem construídos, ele saiu sem nenhum problema, contando apenas os danos materiais no saldo do evento. Sábado também foi o dia do Nelsinho comemorar, pois com o 4º lugar na corrida ele garantiu o vice-campeonato da competição sul-americana e o título da competição brasileira. Domingo já foi mais emocionante, pois cerca de meia hora antes da largada caiu uma forte pancada de chuva em Interlagos e a pista estava BEM molhada na hora da largada. Pessoal que utilizou zebras ou a parte externa da pista para evitar bater no coleguinha pegou alguns espelhos de água significativos. Porem fica aqui um adendo: uma coisa é ter água acumulada naquele trecho à esquerda da pista entre a saída do Mergulho e a freada da Junção; outra coisa é água acumulada na zebra da Curva do Sol. Esse segundo é fruto única e exclusivamente de reforma mal feita pela empresa que foi contratada pela incompetente administração do autódromo, mais preocupada em reformas para tornar o espaço palco de shows diversos do que efetivamente se preocupar com a pista de corrida, que EM TESE deveria ser a preocupação maior do autódromo. Enfim, administração lá colocada pelo mais incompetente prefeito da história da cidade, lá representando fidedignamente a população que o elegeu, então… deixa pra lá. A prova começou com largada atrás do safety-car, que logo na volta seguinte se recolheu aos boxes, e o pessoal aproveitou que não teria que poupar o carro para a corrida no dia seguinte e sentou a bota na pista molhada. Léo Reis (Seat Cupra) largou de maneira arrojada e foi ganhando posições, abriu vantagem para os demais e parecia que a vitória estava nas mãos dele, quando inesperadamente, já no finalzinho da corrida, o carro sofreu uma quebra e ele teve de abandonar lá na altura da Curva do Lago, deixando a vitória cair no colo de Nelsinho (Honda), seguido pelo companheiro Leonel Pernía em 2º e por Raphael Reis (Seat Cupra) em 3º. Foi decidido também o título da Copa Trophy do certame sul-americano, que ficou com o argentino Adrián Chiriano (Honda), para quem bastava terminar a corrida para levar o troféu pra casa, e fez uma prova absolutamente cautelosa, evitando qualquer problema que o fizesse abandonar por acidente antes do final. Agora é preparar a retrospectiva e tentar achar um horário na tenda de Pai Alex as previsões de 2026… Até a próxima! Alexandre Bianchini Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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