Especiais

Classificados

Administração

Patrocinadores

 Visitem os Patrocinadores
dos Nobres do Grid
Seja um Patrocinador
dos Nobres do Grid
Nicolas Prost PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 19 September 2012 22:30

 

Como o pessoal do site vive chamando a equipe da Fórmula 1 de ‘Nega Genii’, aqui no Mundial de Endurance nos deparamos não com dois, mas com quatro carros com a pintura preta e dourada da hoje malaia Lotus. Na categoria LMP1, a principal do campeonato, encontramos nomes famosos (ou pelo menos sobrenomes famosos) entre os pilotos inscritos. Com a autorização do Diretor de Comunicação, Stephan Gervais, entramos nos boxes da equipe e batemos um papo ligeiro – no melhor estilo do nosso colunista, Rafael, com Nicolas Prost.

 

Ao olhar para Nicolas é praticamente impossível ter alguma dúvida de quem ele é filho (o nariz é praticamente o mesmo!). Ao contrário daquela coisa que falam que os franceses não são simpáticos, Nicolas nos recebeu com um sorriso e foi extremamente atencioso.

 

NdG: Nicolas, quem olha pra você não tem a menor dúvidas de quem você é filho não?

 

 

 

Nicolas Prost: É verdade... o nariz não nega a origem (risos).

 

NdG: Semelhanças e diferenças... o que difere Nicolas de Alain?

 

Nicolas Prost: Ah, nós somos muito diferentes em vários aspectos, mas muito parecidos em muitos outros. Somos ambos perfeccionistas, estamos sempre buscando achar uma coisa a mais para melhoras e isso não se restringe ao automobilismo. De diferente, acho que meu pai é uma pessoa mais ponderada do que eu. Não sei, talvez seja a idade, mas essa impressão é a que eu tenho.

 

NdG: Esta é a primeira vez que você vem correr no Brasil, um País que seu pai ganhou várias vezes e venceu aqui em Interlagos duas vezes. Ele também correu aqui em 1980, no circuito original. Ele falou algo para você sobre o circuito?

 

Nicolas Prost: Algo muito superficial. Ele disse que era necessário cuidar bem dos freios, pois as freadas eram fortes e eu pude constatar isso aqui. Mas o que ele mais falou foi que o Brasil é um país onde ele teve muitas alegrias e uma grande tristeza, quando veio para o enterro do amigo Ayrton Senna. Ele ainda hoje se emociona quando fala dele e, ao contrário do que muito pensam, eles não eram inimigos, eram adversários e duros adversários.

 

NdG: Foi o fato de seu pai ser piloto que trouxe você para as pistas? Até onde ajudou e até onde atrapalhou carregar o nome Prost?

 

 

 

Nicolas Prost: Carregar, como você falou, um nome como o do meu pai tem seu lado positivo e seu lado negativo. Todos acham e esperam que você seja tão bom ou melhor que ele e as vezes, as situações não permitem isso. Atualmente, um carro melhor faz uma diferença que nos anos em que ele correu não fazia tanto e se você Não está no melhor lugar, não tem muitas chances de aparecer.

 

NdG: Não ter chegado na F1 foi algo que, de alguma forma, te frustrou? Ainda dá para pensar no assunto?

 

Nicolas Prost: Acho que o sonho de 99 entre 100 pilotos é o de chegar na Fórmula 1, mas quantos conseguem isso? 1 em 100? 1 em 1000? Chegar na Fórmula 1 não depende apenas de talento, sobrenome e mesmo dinheiro. Há um conjunto de fatores e que tem que tudo se encaixar perfeitamente. Estar no lugar certo na hora certa para conseguir fazer as coisas acontecerem. Eu estou com 30 anos de idade, tenho uma carreira consolidada, vivo do automobilismo e corro numa grande equipe. Se eu um dia tive a possibilidade de estar em um Fórmula 1, em uma equipe que me desse condições de ser competitivo, acho que este tempo já passou. Minha dedicação agora está voltada para a minha equipe e para o mundial de endurance, onde, entre os carros movidos à gasolina, somos os mais rápidos.

 

NdG: Você tocou num ponto interessante. Dentro da LMP1 existem carros a gasolina e carros a Diesel. Porque os Diesel tem levado vantagem?

 

Nicolas Prost: Tem uma série de fatores envolvidos como tecnologia, autonomia, mapeamento de motores que seria meio complicado explicar, mesmo porque, posso acabar falando algo que venha a ser útil para nossos concorrentes. O que importa é que temos um grande time, com uma ótima estrutura e ser o primeiro carro atrás dos carros Diesel é nossa meta.

 

NdG: Seu pai nunca correu Le Mans. Você já tem três participações. Será que o torcedor francês pode um dia sonhar em ver vocês dois correndo juntos?

 

Nicolas Prost: Acho que seria fantástico poder correr Le Mans ao lado do meu pai. Ele está em grande forma física. Cuida-se bastante e como talento é algo que não se perde, sei que ele conseguiria ser rápido e constante como foi ao longo de sua carreira. Só não sei se ele aceitaria o convite e como poderíamos fazer para ele participar. Isso iria envolver muitas coisas.

 

NdG: O outro carro da equipe carrega o número 13. Na F1, a última vez que alguém tentou correr com este número foi a Divina Gallica, em 1975 e o 13 não é, por assim dizer, bem vindo por lá. Porque o 13 na equipe?

 

Nicolas Prost: Este é um caso interessante. Acho que o Stephan [Gervais] pode contar esta estória melhor que eu.

 

 

 

Stephan Gervais: Todos falam que o número 13 é um número de azar. Acontece que o dono da equipe, que tem sede na Suiça, casou-se numa sexta-feira 13 e diz que este foi o dia mais feliz de sua vida. Então, 13 não é um número de azar e sim de sorte e agora, com o carro preto, temos tido mais sorte ainda! (Risos).

 

Allez Rebellion, Allez! Ah, importante: Nicolas corre com o carro 12.

 

 

Last Updated ( Thursday, 20 September 2012 12:57 )