| Olá leitores!
Como estão? Já conseguiram dar conta de tudo aquilo que sobrou da comilança de Natal? Faço votos que sim, daqui a pouco tem que ter espaço na geladeira para as sobras do Réveillon… eu admito que o calor digno do Vale da Morte que tem feito na Região Sudeste nos últimos dias não inspira grandes alimentações, mas enfim, deixem a dieta para o ano que vem. Devo dizer que não foi fácil arrumar um agendamento com o Pai Alex para esse ano, a agenda estava lotada e ele acabou abrindo um horário extra, já no final do dia, para me atender. Final do dia, que fique claro, 22h. Cheguei lá pouco antes disso, ainda transpirando, e percebi que além do fiel ajudante Astolfo tinha um aprendiz lá, o Ryckywagnner (ou pelo menos foi o nome que o Pai Alex disse, já que o jovem se apresentou como Rick), que a meu pedido trouxe água tônica bem gelada pra diminuir minha sensação de calor. Deixei com ele a oferenda etílica padrão dos atendimentos e aguardei ser chamado. Entrei para o atendimento, ao lado dele no chão já tinham mais de 10 garrafas de destilados vazias dos atendimentos feitos durante todo o dia, mas ele ainda mantinha um sorriso no rosto. Chamou o Astolfo e pediu pra me servir meio litro de Cuba Libre enquanto ele mesmo pegava outra garrafa de vodca envolta em gelo, agradeci e começamos. Perguntei inicialmente da Fórmula Um, ele jogou algumas vezes seguidas os búzios e disse que não deve ter muita mudança em relação a esse ano aqui. Ele leu muita confusão nos bastidores na primeira metade do ano por causa de itens do regulamento que ficaram mal explicados, e que pelo menos dois pilotos anunciarão aposentadoria no final do ano, ambos em carros da metade da frente do pelotão. Pedi uma leitura especial para nosso brasileiro, ele jogou novamente os búzios e disse que ainda não será esse ano que o degrau mais alto do pódio vai chegar, mas que deve terminar pontuando mais da metade do campeonato. Perguntei então da Indycar, e a nova leitura mostrou que a competitividade deve ser maior que 2025, pelo menos mais 2 equipes lutando pela vitória. Um grande nome deve voltar ao topo, perguntei se seria Dixon lutando pelo título no final do ano novamente, mas após jogar novamente os búzios ele disse que a leitura não indicou com precisão essa possibilidade… então aguardemos. Afirmou também que a maior corrida vai ter “confusão e dificuldade”… o que será que vai acontecer nas 500 Milhas? Próxima pergunta foi sobre a Fórmula E, quando Pai Alex esticou o braço, pegou dois baralhos de tarô diferentes e começou a ler as cartas. Segundo ele, muita gente vai disputar a vitória, e o campeonato fica indefinido até o final, com mais de 3 disputando o título na última corrida. Perguntei sobre a possibilidade de vitória de brasileiro, ele fez nova leitura e cravou que em 2026 ainda não, mas que vai chegar perto. Ou seja, ao menos pódio deve acontecer, e mais de uma vez. Em seguida questionei a respeito do Mundial de Endurance, ao que ele leu os baralhos, jogou os búzios, e com uma cara um pouco preocupada disse que na mesma medida que as disputas na pista serão intensas os problemas nos bastidores também vão ser. Ele disse que “tem muita nuvem de tempestade aparecendo nesse caminho”, o que interpretei como brigas de bastidores das mais acaloradas, provavelmente envolvendo o BoP ou alguma outra coisa daquelas que os dirigentes adoram criar sem necessidade. Leitura mais sombria ainda apareceu quando perguntei do Mundial de Rali, que segundo ele “vai ter domínio de uma marca só e muito trabalho de bastidores para não terminar de azedar tudo”, provavelmente um ano mais difícil ainda do que foi 2025. Vamos ficar na torcida para acharem alguma coisa boa para 2027… Perguntei então da NASCAR, ele jogou os búzios algumas vezes e disse que não encontrou muita coisa positiva. Confusão nos bastidores, pilotos entrando em conflito, e provavelmente uma equipe deixando a categoria no final da temporada. Como achei meio “catastrófico”, pedi pra ver no tarô se a leitura era a mesma. Ele leu nos dois, e um dos baralhos confirmou a leitura dos búzios, o outro foi um pouco mais otimista. Nessa altura, ele terminou de esvaziar a garrafa de vodca no copo e pediu para o Astolfo trazer uma de rum, que chegou igualmente gelada. Resolvi mudar de assunto e perguntei sobre o mundial de motociclismo. Nova leitura de tarô, e a indicação das cartas foi de uma temporada mais disputada do que a de 2025, não necessariamente no quesito vitórias, mas mais gente deve subir ao pódio esse ano. O que não deixa de ser uma boa previsão, já que os pódios foram um tanto quanto repetitivos nessa temporada. Perguntei do Diogo Moreira, ele leu novamente, inclusive os búzios, e disse que a primeira metade vai ser bem difícil, mas que na segunda metade algumas alegrias podem acontecer. Com a Honda satélite não apostaria dinheiro nisso, mas se o Zarco conseguiu, ele pode conseguir também. Quando eu iria perguntar do automobilismo nacional, acabou a luz na rua do terreiro e o atendimento foi encerrado… sinais? Quem sabe… até poderia aguardar o retorno, mas já era quase 23h, ainda teria que atravessar a cidade pra chegar em casa, e acabei deixando de lado. Desejo a todos vocês meus leitores um novo ano cheio de sabedoria, que vocês continuem livres do atendimento psiquiátrico ou da cadeia (sim, eu sei, tá cada dia mais difícil, mas confio em vosso potencial), e que possam passar a virada do ano acompanhados de pessoas que os façam felizes. Afinal, gente feliz não torra a paciência (o termo não era bem esse, mas deixa pra lá) alheia. Até a próxima! Alexandre Bianchini Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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