Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos novas corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial na Oceania e no Oriente Médio. Na Fórmula Regional do Oriente Médio, Miguel Costa e Alceu Feldmann Neto encararam mais uma rodada tripla no belíssimo autódromo de Yas Marina na 2ª etapa do campeonato. Ainda mais distante, Ricardo Baptista acelerou na 3ª etapa da Fórmula Regional Oceania, com 4 corridas sendo disputadas no autódromo do Teretonga Park. Mais perto aqui de nós, tivemos dois dias de testes (quarta e quinta-feira) no traçado curto de Sebring, com Enzo Fittipaldi (que também disputou as 24 Horas de Daytona neste final de semana) e Nicholas Monteiro. Fórmula Regional Oriente Médio No sábado à tarde tivemos a primeira corrida do final de semana com Miguel Costa largando na 17ª posição e Alceu Feldmann Neto na P27, com ambos precisando fazer provas de grande recuperação para conseguir chegar aos pontos, especialmente Alceu Neto. Após duas voltas de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid (que não usa o mesmo trecho para a largada da F1) e, apagadas as luzes vermelhas, partiram para os 28 minutos +1 volta programados. Miguel Costa largou bem e foi brigando para ganhar posições já na primeira volta. Alceu Neto caiu para a P31 com o fechamento da volta inicial enquanto Miguel Costa subia para 16°. Alceu Neto foi buscando se recuperar e começou a avançar, fechando a volta 4 em 29° enquanto Miguel Costa não conseguia avançar da P16. A situação dos brasileiros persistia com metade da corrida disputada uma vez que o comportamento dos carros era muito parecido. Faltando pouco menos de 9 minutos para o final da corrida tivemos o acionamento da bandeira vermelha devido ao acidente onde o carro de Alceu Feldmann Neto terminou de rodas para o ar na área de escape após a longa reta oposta. Felizmente, o piloto brasileiro saiu do carro sem maiores problemas e estava bem. Após 21 minutos, a corrida foi retomada atrás do safety car. A bandeira verde veio com 3 minutos e meio para o final do tempo determinado. Miguel Costa perdeu a P16 para Andrea Dupe e terminou em 17°. A segunda corrida foi disputada na manhã do domingo e os brasileiros tinham mais um desafio para chegar aos pontos, com Miguel Costa largando apenas na 16ª posição e Alceu Feldmann Neto, recuperado do susto de ter ficado com as rodas para o ar na corrida do sábado, estava alinhando na P29. A condição de pista era inusitada. A pista estava molhada! Havia chovido na noite e antes da corrida e os pilotos foram para o grid com pneus de chuva, sendo a largada dada com os carros atrás do safety car por 3 voltas até termos a bandeira verde. Alguns pilotos do fundo do grid arriscaram colocar os pneus slicks sob safety car. Na largada, Miguel Costa foi prudente e manteve a P16. Alceu Neto subiu para 28°, mas perdendo uma posição, pois dois pilotos haviam parado nos boxes. Na segunda volta de bandeira verde Miguel Costa ganhou posições e foi pra 12°. Com outros carros parando e fazendo ultrapassagens, Alceu Neto foi pra 21°. A pista estava difícil pra quem colocou os slicks muito cedo. A pista foi secando e formando trilhos bem secos em partes do traçado, mas outras partes ainda estavam bem molhados e levantando spray. Os pilotos buscavam água fora do traçado e mais pilotos iam parando. Miguel Costa brigava com Andrea Dupe e ganhava a P9 e meia pista depois, superava Alexander Abkhazava e subia para 8°. Alceu Neto era o 21°. Os carros com pneus slicks começavam a virar mais rápido que os com pneus de chuva faltando 9 minutos para o final. A briga entre YukiSano e Kabir Anurag permitiu a aproximação de Miguel Costa, que superou o japonês pouco antes de Alceu Neto rodar e bater, ficando parado em local perigoso, provocando a entrada do safety car. A pista estava muito seca na maior parte do traçado e a relargada seria de grande vantagem para quem estava com pneus slicks, mas não tivemos tempo para uma relargada. Grande resultado para Miguel Costa. Depois da inusitada corrida com chuva em uma região desértica, as coisas voltaram ao normal para a corrida 3 da 2ª rodada da Fórmula Regional do Oriente Médio em Yas Marina. Miguel Costa largava em 11° e Alceu Feldmann Neto, que não concluiu as duas primeiras corridas por acidentes, era o 31°. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, largaram para os 28 minutos +1 volta programados. Miguel Costa ganhou uma posição na largada e foi pra P10. Antes da volta ser completada o safety car foi acionado com Maxmilian Popov parado em local perigoso. Alceu Neto ganhou uma posição e era o 29°. A relargada veio após três voltas e Miguel Costa manteve a P10. Alceu Neto também manteve sua posição. Andrija Kostic não ameaçava o brasileiro que podia se concentrar em atacar Arten Severiukhin no pelotão que ia do 6° ao 10° colocado. Alceu Neto perfeu a P29 para August Rabey. Faltando 11 minutos de prova tivemos nova entrada do safety car com Dion Gowda parado em local perigoso. Com isso Alceu Neto ganhou mais uma posição, voltando a ser o 29° A relargada veio quando faltavam 3 minutos para o final da prova. Miguel Costa foi pra cima de Arten Severiukhin. O brasileiro tentou muito, mas não conseguiu superar o piloto da república do Kyrgyz (eu sou de exatas e não fazia ideia da existência desse país). A etapa terminou com Miguel Costa em 10° lugar no campeonato, com 26 pontos. Alceu Neto terminou em 29° e continuava sem pontuar. Fórmula Regional Oceania A terceira etapa da Fórmula Revional Oceania foi disputada no circuito do Teretonga Park e sob muita chuva no início dos trabalhos de pista. Ricardo Baptista conseguiu a P14 para a largada da 1ª corrida no grid que teve uma baixa, contando agora com 18 participantes (James Wharton não participou). Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para as 25 voltas programados, foi dada a largada (largada de verdade, nada de procissão atrás do safety car), mas na corrida foi desativado o “push to pass”. Yevan David ficou parado no grid, Esnesto Rivera rodou sozinho e foi pra brita na 1ª curva e o safety car foi pra pista. A relargada veio na abertura da volta 6 e Ricardo Baptista estava na P14. A direção de prova reiniciou a corrida e a pista estreita ia ajudar quem fosse mais arrojado naquela condição de pista. Yevan David tomou a P14 de Ricardo Baptista na volta 7 e Zack Scoular fez o mesmo na volta seguinte. Ricardo Baptista estava tendo dificuldades para acompanhar o ritmo dos carros à sua frente e vinha virando regularmente mais lento que os carros da frente. Zack Scoular saiu da pista e bateu nos pneus, provocando a volta do safety car na volta 16. Yevan David também escapou, mas ficou preso na brita. Com isso o brasileiro foi para 14°, mas precisou ir para os boxes trocar a asa dianteira danificada. A relargada veio na volta 20 e Ricardo Baptista caiu para 15°. A chuva apertou nas voltas finais e nosso piloto conseguiu recuperar uma posição com a batida de Nolan Aliser e terminar em 14° na corrida que foi encerrada sob bandeira amarela. A segunda corrida da programação de quatro provas foi cancelada por falta de condições meteorológicas para sua realização. Assim, no domingo fomos para as duas corridas que finalizavam a etapa. No domingo, a corrida 3 foi disputada com a formação do grid que seria da corrida 2, cancelada no sábado. A chuva continuava caindo no domingo e Ricardo Baptista largava na 14ª posição. Após duas voltas de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid, com pista molhada e sem safety car. Largada raiz para as 24 voltas numa nuvem de spray. Toques e rodadas seriam evidentes e tivemos Freddie Slater e Kanato Le se tocando, rodando, indo pra grama e provocando a entrada do safety car. Ricardo Baptista continuava em 14°. Os carros continuaram na pista enquanto o lento resgate acontecia. A relargada veio na abertura da volta 7 e quem estava atrás de Ugo Ugochukwu tentava ver alguma coisa na parede de água vinda dos pneus. Ricardo Baptista continuava na P14, mas vinha no ritmo dos pilotos à sua frente. Na volta 15 Nolan Aliser foi pra brita e o safety car voltou pra pista. A relargada veio na abertura da volta 20 e a chuva tinha dado uma aliviada. Ainda assim, Jim Nakamura passou reto na curva 1 e ficou na brita, trazendo o safety car de volta. O resgate dessa vez foi mais rápido e liberou os pilotos para uma volta final insana. Para o brasileiro, que herdou a P13, nada mudou e ele terminou a corrida em 13° lugar. A corrida mais longa do final de semana aconteceu quatro horas depois. Com 29 voltas programadas, apesar do céu nublado, a chuva deu uma trégua e os pilotos finalmente puderam fazer uma corrida com pneus slicks e uso do “push to pass”. Ricardo Baptista estava largando na P16. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada. Cooper Shipman fez um passeio na brita, mas conseguiu sair. Ernesto Rivera, não. Ficou na brita da curva 3 e o safety car veio pra pista. Ricardo Baptista herdou as posições e subiu para 14°. A relargada veio na abertura da volta 7 com os pilotos tentando aquecer os pneus na reta. Ricardo Baptista se manteve em 14° nas primeiras voltas de bandeira verde. Uma garoa começou a cair e na volta 18 Sebastian Manson escapou e bateu forte, provocando nova entrada do safety car. O “push to pass” foi desativado por precaução e na volta 20 foi dada a bandeira vermelha. Com todos no box, foi permitida a troca para pneus de chuva e a corrida foi retomada 25 minutos depois. Após 3 voltas atrás do safety car tivemos a relargada e Ugo Ugochukwu saiu da pista, deu um passeio na brita e caiu pra último. Ricardo Baptista subiu pra 12°. Na volta seguinte subiu para 11° superando Nolan Aliser e na última volta, Zack Scoular deu um passeio na grama e entregou a P10 para Ricardo Baptista, que saiu do Teretonga Park com 63 pontos, na 18ª posição. Indy NXT A disputa pelo título da Indy NXT em 2026 está em aberto para a temporada de 2026, após o campeão de 2025, Dennis Hauger, e o vice-campeão, Caio Collet, garantirem vagas na NTT IndyCar Series. Sem nenhum sinal mais claro sobre eventuais favoritismos, pois após três importantes testes de pré-temporada para a categoria de desenvolvimento da IndyCar, com um piloto diferente liderando cada teste. A preparação mais recente para a temporada de 2026, que começa em 1º de março nas ruas de St. Petersburg, Flórida, aconteceu com um teste em grupo nos dias 20 e 21 de janeiro no Sebring International Raceway (Flórida). Vinte e quatro pilotos completaram voltas na versão de 2,69 km do circuito misto notoriamente acidentado da região central da Flórida. Embora os tempos e velocidades dos testes em grupo não sejam oficialmente divulgados, diversas reportagens e publicações nas redes sociais permitiram uma expectativa animadora, com Enzo Fittipaldi, neto de Emerson Fittipaldi, sendo o mais rápido no geral na sessão de testes de dois dias em Sebring, com o tempo de 55,775s, pilotando o carro #67 da HMD Motorsports. Sua diferença para Max Taylor, da Andretti Global, foi de pouco menos de um décimo de segundo. O herdeiro do clã Fittipaldi, de 24 anos, traz muita experiência internacional para a Indy NXT. Ex-campeão italiano de Fórmula 4 e vice-campeão da FRECA como piloto da Ferrari Driver Academy, ele posteriormente avançou para a Fórmula 3 e Fórmula 2, conquistando duas vitórias e 13 pódios na F2 como parte da equipe Red Bull Junior Team, com a qual permanece afiliado como atleta da Red Bull. Em 2025, Fittipaldi ampliou sua experiência, competindo na European Le Mans Series com a CLX Motorsport e participou de testes da NTT IndyCar Series com a McLaren e sessões da Fórmula E com a Jaguar, demonstrando sua adaptabilidade a múltiplas disciplinas. Os potenciais adversários: Max Taylor é rápido! O piloto foi o segundo mais rápido geral em Sebring com o carro nº 28 da Andretti Global, o mesmo que Hauger levou ao campeonato na temporada passada. Isso ocorre após liderar os testes no início de novembro no Barber Motorsports Park e terminar em segundo lugar, atrás do companheiro de equipe Sebastian Murray, no Chris Griffis Memorial Test no final de outubro, no circuito misto do Indianapolis Motor Speedway. Apesar da velocidade destes dois estreantes na categoria, não podemos descuidar dos que ficaram para mais uma temporada na Indy NXT. Os “veteranos” Lochie Hughes, Myles Rowe e Salvador de Alba são – potencialmente – os principais candidatos ao título em 2026. Afinal, Hughes terminou em terceiro, Rowe em quarto e de Alba em quinto no campeonato da temporada passada, sendo os três principais pilotos que retornam este ano. Cada um deles também venceu pelo menos uma corrida em 2025, com Hughes e Rowe conquistando duas vitórias cada e de Alba vencendo uma. Nicholas Monteiro foi outro brasileiro presente na sessão em Sebring. Confirmado como piloto da A.J Foyt Racing na temporada 2026 da Indy NXT, o representante do carro #4 registrou 56,852s e encerrou os testes na 20ª colocação. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |