| Olá Leitores (repetindo a chamada do titular da coluna),
Com Alexandre Bianchini ainda em suas merecidas férias, cá estou eu mais uma vez para tentar fazer a nossa coluna semanal das segundas-feiras com o que aconteceu de mais importante no esporte a motor. Neste final de semana tivemos a realização de uma das corridas de endurance mais importantes do mundo, as 24 Horas de Daytona, com a participação de brasileiros dentro e fora da pista. Na pista tivemos nos protótipos Felipe Nasr, um dos pilotos mais respeitados nos EUA, pela equipe Porsche-Penske no carro 963 #7 da categoria GTP. Na categoria LMP2 os irmãos Enzo e Pietro Fittipaldi estavam no Oreca 07 #73 da Pratt Miller Motorsports. Daniel Serra estava na Ferrari 296 GT3 #62 na categoria GTD PRO e na categoria GTD, Eduardo Barrichello estava no Aston Martin Vantage GT3 #27 e Felipe Fraga no Ford Mustang GT3 #16. Se algum leitor está esperando um resumo da corrida no estilo Paulo Alencar ou Genilson Santos, lamento, mas eu não assisti 24 horas de corrida. Vi (mais ou menos) algumas partes. A Porsche Penske Motorsport conquistou a Rolex 24 Horas de Daytona pela terceira vez consecutiva, mas, em sua jornada rumo ao histórico tricampeonato em Daytona, Felipe Nasr teve que lutar com unhas e dentes para segurar Jack Aitken, da Cadillac Whelen, na última hora da prova e garantir a vitória. O Porsche 963 #7, pilotado por Felipe Nasr, Julien Andlauer e Laurin Heinrich, completou 705 voltas na Rolex 24 Horas, que foi significativamente interrompida por uma bandeira amarela de seis horas e meia devido ao forte nevoeiro. Mas, em uma chegada emocionante sob um céu ensolarado, Nasr superou Aitken por 1,569s na linha de chegada, conquistando a terceira vitória consecutiva para ele, para a Porsche e para a Penske na categoria GTP e na classificação geral em Daytona. A Porsche se torna a primeira fabricante a vencer as 24 Horas de Daytona três anos consecutivos desde que a Acura fez o mesmo de 2021 a 2023. A Penske se torna a primeira equipe a vencer três vezes seguidas desde a Wayne Taylor Racing (2019–2021), e Nasr se torna apenas o terceiro piloto na história da clássica prova continental de 24 horas a vencer três edições consecutivas das 24 Horas de Daytona, juntando-se a Peter Gregg e Helio Castroneves. Andlauer venceu em apenas sua segunda participação na IMSA pela Porsche Penske Motorsport, enquanto o ex-campeão da GTD PRO, Heinrich, conquistou sua primeira vitória na IMSA pela equipe de fábrica da GTP. Aitken, Earl Bamber, Frederik Vesti e Connor Zilisch terminaram em segundo lugar com o Cadillac #31 da Action Express, enquanto o BMW M Hybrid V8 #24 da Team WRT, pilotado por Dries Vanthoor, Sheldon van der Linde, Robin Frijns e René Rast, garantiu o terceiro lugar na estreia da BMW M Team WRT na IMSA GTP. Após dois segundos lugares nos últimos três anos, a CrowdStrike Racing by APR finalmente conquistou uma vitória na classe LMP2 em Daytona. O ORECA 07-Gibson nº 04, pilotado por George Kurtz, Alex Quinn, Toby Sowery e Malthe Jakobsen, assumiu o controle no final da corrida e executou sua estratégia com perfeição na reta final. O carro onde estavam os brasileiros Enzo e Pietro Fittipaldi teve envolveu-se num toque que o danificou consideravelmente, impedindo-os de conseguir um resultado melhor. Terminaram com 50 voltas de defasagem em relação aos vencedores. Na categoria GTD PRO, o BMW M4 GT3 EVO #1 da Paul Miller Racing, pilotado por Connor De Phillippi, Neil Verhagen, Max Hesse e Daniel Harper, conquistou a vitória após abastecer apenas em sua última parada, dando a Harper a liderança na hora final e levando a equipe à sua primeira vitória na categoria nas 24 Horas de Daytona desde 2020 (com a Lamborghini). A Ferrari de Daniel Serra completou apenas 62 voltas antes de abandonar a corrida. E em uma chegada que superou até mesmo a emoção da disputa pela vitória geral, o Mercedes-AMG #57 da Winward Racing venceu a GTD, com Philip Ellis superando Nicki Thiim, da Magnus Racing, por 1,367s em um stint final eletrizante. Ellis, Russell Ward, Indy Dontje e Lucas Auer deram à Winward sua terceira vitória na categoria nos últimos seis anos. Depois de ter liderado por alguns monentos a prova, o Aston Martin Vantage GT3 #27, com Eduardo Barrichello no grupo de pilotos terminou num excelente 3° lugar, 10s distante do trio vencedor na estreia do brasileiro nesta corrida. O Ford Mustang onde estava Felipe Fraga deixou a prova na volta 115. Testes esvaziados, problemas de prazo ou coisas de regulamento na Fórmula 1? A primeira ação na pista da temporada de Fórmula 1 de 2026 começa com um teste privado no Circuito de Barcelona-Catalunha, com as equipes preparando seus novos carros sob a maior reformulação do regulamento do esporte em anos. A sessão em Barcelona seria a primeira oportunidade coletiva para todas as 11 equipes colocarem seus carros de 2026 na pista juntas antes dos testes oficiais de pré-temporada no Bahrein. Digo seria porque nem todas as equipes estarão na pista desde o primeiro dia em Barcelona, com uma delas optando por não participar... por enquanto. McLaren e Scuderia Ferrari confirmaram que não participarão do primeiro dia de testes, optando por adiar seu shakedown. Enquanto a equipe McLaren realiza os trabalhos finais de desenvolvimento em seus novos carros, o time de Maranello citou as condições climáticas como o motivo para não participar do primeiro dia. A Williams, por sua vez, confirmou que não participará do shakedown em Barcelona. Como resultado, a Williams será a única equipe ausente dos testes na Catalunha. A Aston Martin também não deu garantias de sua participação, parcial ou total. Os testes em Barcelona acontecerão de segunda-feira, 26 de janeiro, à sexta-feira, 30 de janeiro, com cada equipe autorizada a participar de, no máximo, três dias durante o período de cinco dias. Embora o shakedown de Barcelona seja realizado a portas fechadas e com tempos de volta não oficiais (que devem vazar de uma forma ou de outra) as equipes devem participar dos testes entre 9h e 18h, horário local, no Circuito da Catalunha, em cada dia permitido (com uma hora de intervalo para almoço às 13h), em conformidade com os horários padrão de testes europeus. Como em todos os shakedowns privados, as equipes mantêm flexibilidade dentro desse período, e nem todos os carros necessariamente participarão durante todo o período de cada dia. Em resumo, cada equipe poderá coletar até 24 horas de dados antes dos testes da temporada de 2026 no Bahrein. A controvérsia em torno dos motores para esta temporada. A FIA emitiu uma resposta em meio às crescentes tensões sobre um suposto truque que a Mercedes e a Red Bull teriam desenvolvido independentemente uma da outra em relação à taxa de compressão de seus novos motores de Fórmula 1. O campeonato reformulou seus regulamentos de motores para a temporada de 2026, juntamente com novas regras para os chassis. Esta é a primeira vez desde 2014 que a primeira área foi revisada. Para auxiliar os novos fabricantes de motores, a entidade que rege o automobilismo estipulou no regulamento que as equipes não podem ter uma taxa de compressão superior a 16:1. No entanto, acredita-se que a Mercedes e a Red Bull tenham encontrado um método que permite uma taxa de 18:1, que era o limite na era anterior. Rumores sugerem que o aumento de potência pode chegar a 15 cv, o que equivale a cerca de três décimos de segundo no circuito de Albert Park, em Melbourne, que sediará o Grande Prêmio da Austrália, a abertura da temporada. Com a Ferrari, fornecedora de motores para Haas e Cadillac, Audi e Honda, insatisfeitas com essa novidade, uma reunião entre as montadoras e a FIA foi marcada para 22 de janeiro. Nenhum protesto foi apresentado até o momento, e outras fontes noticiaram que a reunião servirá como um canal para resolver a questão. Em resposta, um porta-voz da FIA declarou: "Como é de praxe com a introdução de novos regulamentos, as discussões sobre a versão de 2026, que abrange unidades de potência e chassis, estão em andamento”. Uma reunião, marcada para 22 de janeiro, entre especialistas técnicos deveria dirimir dúvidas. Como sempre, a FIA avaliará a situação para garantir que os regulamentos sejam compreendidos e aplicados da mesma forma por todos os participantes... mas sempre tem alguém mais esperto para achar uma brecha! Grande abraço, Flávio Pinheiro |