Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos mais corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial bem longe dos centros convencionais das disputas que costumamos vê-los pilotar. A Fórmula Regional Oceania teve a disputa da última etapa do torneio onde Ricardo Baptista está competindo. Diferente do que seriam as três etapas anteriores, a etapa disputada em Highlands Park teria três ao invés de quatro corridas, mas como uma corrida de Teretonga não foi disputada, a organização readequou o calendário. Já na Fórmula Regional Oriente Médio, Miguel Costa e Alceu Feldmann Neto foram para a disputa da 3ª etapa do campeonato, disputado em Dubai. Fórmula Regional Oceania O circuito de Highlands Park recebeu a categoria em sua última etapa com o com o título em disputa completamente aberta tendo Ugo Ugochukwu na liderança, mas com Freddie Slater, Jin Nakamura, Louis Sharp e Ryan Wood ainda com boas chances de superá-lo. Ricardo Baptista evoluiu ao longo dos finais de semana e conseguindo andar num ritmo mais próximo dos adversários e podendo evoluir nesta última etapa. As duas primeiras corridas foram disputadas no sábado e, como escrevi acima, os promotores deram um jeito de compensar a corrida cancelada pela chuva em Teretonga. Nos treinos, Ricardo Baptista conseguiu a17ª posição para a largada. E desta vez as condições meteorológicas estavam perfeitas, com sol e pista seca nos 4 km do belo circuito nas montanhas neozelandesas. James Wharton estava de volta ao grid, mas Kalle Rovanpera ficou de fora da etapa, substituído por Liam Sceats. Após a volta de apresentação, os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagada as luzes vermelhas para as 18 voltas programadas, tivemos a largada. Ricardo Baptista perdeu uma posição na largada e caiu para 18°, mas na volta seguinte recuperou a posição perdida para Fionn McLaughlin. O ritmo de corrida era muito parecido entre todos e só o ‘push-to-pass’ criava alguma possibilidade real de ganho de posição. Na volta 5 Ricardo Baptista foi para 16° superando Cooper Shipman. Na volta 7 Zack Scoular rodou sozinho, foi pra grama e, com os carros bem próximos, voltou no final do pelotão e com isso Ricardo Baptista herdou a 15ª posição. Na volta 10 Fionn McLaughlin foltou a ultrapassar Ricardo Baptista, que caiu para 16°. Do 8° colocado, Yevan David, para trás, as diferenças estavam em menos de 1s entre os 9 pilotos que se seguiam. O brasileiro não conseguiu evoluir mais na prova e terminou em 16°. Com as punições por limites de pista, ele subiu para 14°. No período da tarde tivemos a corrida com o grid invertido dos 8 primeiros, mas a reagendada corrida não realizada rem Teretonga com o grid de lá, o que colocou os não participantes fora do grid, assim James Wharton e Liam Sceats ficaram fora da corrida. Ricardo Baptista largava na 14ª posição. Após a volta de apresentação, os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagada as luzes vermelhas para as 16 voltas programadas, tivemos a largada. Ricardo Baptista largou bem, ganhou a P13, mas não demorou a ser superado ainda na 1ª volta por Jin Nakamura e voltou para 14°. Na volta 2 Nolan Aliser superou o brasileiro e jogou-o para a P15. Na abertura da volta 3 foi Ernesto Rivera quem tomou a posição de Ricardo Baptista, agora o 16°. O ritmo de prova foi muito constante e o brasileiro brigou todo o tempo no pelotão que Sebastian Manson segurou e não conseguiu avançar de posição, terminando em 16°. Na manhã do domingo tivemos a corrida que deveria ser a segunda prova do final de semana em Haghlands Park, com o grid definido pelos resultados da corrida 1 e a inversão dos 8 primeiros colocados, o que não mudava em nada a situação de Ricardo Baptista, largando na 14ª posição em mais um dia ensolarado. Após a volta de apresentação, os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagada as luzes vermelhas para as 18 voltas programadas, tivemos a largada. Ricardo Baptista largou bem, mas na curva 2 foi superado por Jack Taylor e caiu para 15°, mas na volta seguinte o brasileiro deu o troco e retomou a P14... por menos de meia volta e retornou pra P15. Nada mudava até Yuanpu Gui ir para a brita e provocar a entrada do safety car na volta 9, dando uma posição para Ricardo Baptista. A relargada veio na abertura da volta 14 e Ricardo Baptista conseguiu segurar a 14ª posição. Nesta volta o brasileiro subiu para 13° com Sebastiam Manson perdendo algumas posições e caindo para 16°. Ricardo Baptista tentava atacar Jack Taylor, mas Fionn McLaughlin vinha colado nele e acabou por supera-lo na volta 16. O brasileiro teve o pneu traseiro direito furado na manobra, rodou e acabou forçado a abandonar depois de ficar preso na brita. A corrida acabou sob bandeira amarela e Ricardo Baptista ainda foi classificado na P15.  A última corrida do campeonato foi disputada no início da tarde com Ugo Ugochukwu com a mão no título e Freddie Slater dependendo de um milagre para tirar o título do norte americano. Era a principal e mais longa corrida do final de semana. Ricardo Baptista largava em 16° e o tempo deu uma mudada, com o céu ficando nublado. Após a volta de apresentação, os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagada as luzes vermelhas para as 27 voltas programadas, tivemos a largada. Ricardo Baptista largou bem e foi para o ataque sobre Cooper Shipman, ganhando a posição na 3ª volta. Na volta seguinte, foi para 14°, superando Yuanpu Cul. Na volta 5 Nolan Aliser escapou da pista e foi para os boxes. Com isso o nosso piloto foi para 13°. Yevan David segurava o pelotão estando na P11 e Ricardo Baptista estava em cima de Fionn McLaughlin, que pressionado começou a perder contato com o carro da frente por fazer um traçado mais defensivo. Na volta 8, indo com muita sede para cima do adversário à frente, Ricardo Baptista foi surpreendido por Yuanpu Cul, mas recuperou a posição na volta seguinte. Isso o fez perder tempo em relação a Fionn McLaughlin. Na volta 11 Jack Taylor achou o muro na saída da curva 2 e provocou a entrada do safety car. Na 13ª volta a direção de prova colocou bandeira vermelha para não comprometer o tempo de prova. Foram 13 minutos de paralização até os carros seguirem o safety car sob bandeira amarela. A bandeira verde foi agitada na abertura da volta 15 e Ricardo Baptista foi pra cima de Fionn McLaughlin. Yevan David foi para os boxes logo em seguida e o brasileiro era agora o 12°. A briga com Yuanpu Cul estava dura, com os dois trocando de posição na volta 16, mas com Ricardo Baptista retornando à P12. Nas voltas finais o brasileiro não conseguia mais acompanhar o ritmo do carro à frente, mas conseguiu se defender bem dos ataques para terminar a corrida em 12° lugar, depois da entrada do safety car pela batida de Trevor LaTourrett na penúltima volta. Encerrado o torneio na Nova Zelândia, Ricardo Baptista terminou na 18ª posição, com 86 pontos somados e uma P9 na segunda etapa como melhor resultado. Ugo Ugochukwu foi o campeão. Fórmula Regional Oriente Médio Depois de duas etapas disputadas no circuito de Yas Marina – uma delas com uma inusitada chuva – os pilotos da categoria seguiram para Dubai, nova pista, muito moderna e um novo desafio, desconhecido para os nossos pilotos, Miguel Costa, que chegou para a etapa na 10ª posição do campeonato, e Alceu Feldmann Neto, ainda buscando seus primeiros pontos no campeonato que vem sendo liderado por Rashid Al Dhaheri. A corrida 1 foi disputada no sábado à tarde. No sábado pela manhã tivemos os treinos que definiram o grid e os brasileiros não foram bem. Miguel Costa não achou um bom acerto para o carro e ficou apenas na 27ª posição. Alceu Feldmann Neto foi o 32° e os dois teriam que fazer uma corrida fora do comum para chegar aos pontos. Após a volta de apresentação, os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagada as luzes vermelhas para as os 28 minutos +1 volta programados, tivemos a largada. Os brasileiros evitaram problemas na largada e na primeira curva. Miguel Costa fechou a 1ª volta na P27 e Alceu na P32, exatamente onde largaram. Apesar de ser uma pista muito larga e com duas longas retas, as ultrapassagens não se mostravam fáceis com o Tattuus 328. Alceu Neto superou Matteo Giaccardi na volta 4 e foi para 31°. Já Miguel Costa não conseguia atacar Dion Frey, que estava à sua frente. Exceto por raros araques, a corrida seguia no “modo procissão”. Na volta 7 Sebastian Wheldon e Arten Severiukhin se tocaram no final da reta oposta e ambos rodaram, perdendo várias posições e beneficiando os brasileiros, que subiram dois degraus. Dion Frey e Miguel Costa superaram Andrija Kostick e o brasileiro foi pra P24 na volta 9. Na volta seguinte Kostic retomou a posição do nosso piloto. Jesse Carrasquedo parou na saída dos boxes e mais à frente Reza Seewooruthun também parou, ambos em pontos seguros, sem necessidade da intervenção do safety car, o que deu aos brasileiros mais duas posições. Chegamos aos 10 minutos finais com Miguel Costa em 23° e Alceu Neto em 26°. Nosso Relâmpago McQueen ainda conseguiu avançar uma posição, mas no final, nossos pilotos terminaram muito distante das posições de pontos. A corrida 2 aconteceu na manhã do domingo, com a inversão do grid da corrida 1 para os 12 primeiros colocados, o que não ajudava muito nossos representantes. Miguel Costa largava em 22° (ele ganhou uma posição na corrida 1 após a corrida, por punição de um adversário) e Alceu Feldmann Neto largava em 25°. Após a volta de apresentação, os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagada as luzes vermelhas para as os 28 minutos +1 volta programados, tivemos a largada. Havia uma névoa no ar e tivemos gente se pegando nas primeiras curvas e indo pra fora da pisa, com o safety car sendo acionado. Miguel Costa foi para a P19 depois de uma grande largada e Alceu Neto para a P27. A relargada veio na abertura da volta 3 e não demorou muito para o safety car ser acionado novamente com Yuki Sano batendo nos muros de proteção em plena reta dos boxes e Alex Powell em outro ponto da pista. Com isso Miguel Costa avançou para a P17, mas Alceu Neto continuou na P27. O trabalho foi longo e a relargada veio com pouco menos de 10 minutos restantes. E Reno Francot tomou a P17 de Miguel Costa. Rashid Al Dhaheri precisou ir aos boxes, mas Miguel Costa perdeu outra posição, agora para Roussel, mas todos avançaram com os enroscos de Nakamura Berta e Francisco Macedo, que também beneficiou Alceu Neto. Faltando 3 voltas Miguel Costa era o 15° e Alceu Neto o 23°, onde receberam a bandeira quadriculada. No início da tarde tivemos a última corrida da etapa de Dubai da Fórmula Regional do Oriente Médio. Miguel Costa largava numa posição melhor desta vez, em 16° e com uma chance de conseguir pontuar. Alceu Feldmann Neto largava em 29°. Após a volta de apresentação, os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagada as luzes vermelhas para as os 28 minutos +1 volta programados, tivemos a largada. Miguel Costa foi mais agressivo nesta largada e conseguiu ganhar uma posição antes da curva 1 sobre Reno Francot. Alceu Neto também ganhou uma posição, com um carro tendo ficado parado no grid, saindo depois. Na volta 2 Alceu Neto acabou superado por Matteo Gianccardi e Maxmilian Popov e voltou pra P29. Na volta seguinte ele recuperou sobre Popov, mas perdeu para Dion Frey e continuou em 29°. Reno Francot quando na volta 4 o safety car foi acionado. A intervenção foi provocada pela batida de Alceu Neto quando tentava superar Chi Zanuri e ele acabou indo para o muro na reta dos boxes. A limpeza da pista consumiu um bom tempo e a bandeira verde foi agitada quando falavam 10 minutos para o fim da prova. Miguel Costa conseguiu respirar um pouco e conseguiu olhar pra frente para tentar superar Andrija Kostic, mas ambos conseguiram passar por Reza Seewooruthun e o brasileiro foi pra 14°. Miguel Costa tentou avançar, mas acabou terminando em 14° e não pontuou na etapa, caindo para 14° no campeonato, mantendo seus 26 pontos. Alceu Felmann Neto continuava sem pontos e para a próxima semana a categoria tinha programada a estreia no circuito de Luzail, no Qatar, para as três últimas corridas. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |