| Olá leitores!
Como estão? Espero que todos bem, que aqueles que saíram de férias tenham aproveitado bem os momentos de lazer, e estejam com as energias recarregadas. De minha parte, primeira vez que fiz a experiência de dividir as férias em 2 partes e ainda não estou convencido que foi a decisão mais sábia. Vamos ver após o segundo período (que deve acontecer mês que vem) se a opinião muda, por enquanto não achei que valeu a pena. Deveríamos ter 2 competições internacionais esse final de semana, mas tivemos apenas uma pois a nevasca que atinge a terra do Laranjão impediu que acontecesse o Clash da NASCAR. Eu acho que aquelas turbinas de helicóptero que secam a pista dariam conta de derreter a neve, mas parece que o pessoal por lá achou que não compensaria e – até a informação mais recente – a prova extracampeonato deve ser disputada na quarta-feira, para aumento de ansiedade do tio coruja do site que está aguardando a estreia da sobrinha como especialista em aerodinâmica de uma das equipes da categoria principal… já dei risada? Sim. Se o desgovernante do país não estivesse arrumando encrenca com todo mundo eu acharia mais fácil transferir a prova pro México, mas enfim… cada país com as consequências de suas urnas. Em Miami o tempo cooperou (cooperou no sentido de não cair neve, que fique claro, já que a chuva marcou presença) e foi disputada a 3ª etapa da temporada de Fórmula E. Dentro do atual padrão da FIA, a largada foi dada com o safety car, e o pole position Nico Müller (Porsche) não conseguiu segurar o ímpeto do novato Felipe Drugovich (Andretti), que logo após a largada já utilizou o Modo Ataque e assumiu a liderança da prova. Foi útil para aparecer nas câmeras da transmissão, mas no decorrer da corrida a estratégia não rendeu frutos, já que o piloto se envolveu num acidente com António Félix da Costa (Jaguar) enquanto disputavam a 3ª posição da corrida, fazendo com que ele tivesse de retornar aos boxes para reparar o carro. Absolutamente previsível, primeira temporada completa dele numa categoria com essa característica, vamos dar tempo ao tempo. Após muita chuva e algumas rodadas (mesmo com a ajuda do sistema de tração nas 4 rodas) por parte de alguns pilotos, quem se deu melhor foi Mitch Evans (Jaguar), que largou lá em 9º, no meio de uma nuvem de spray de água levantada pelos carros da frente, e com competência e inteligência venceu essa conturbada etapa. Foi acompanhado no pódio por Müller em 2º e por Pascal Wehrlein (Porsche) em 3º. Da Costa, atingido pelo Felipe, ainda conseguiu terminar em 8º. No tocante aos brasileiros, di Grassi progrediu (largou em 19º e terminou em 13º) e Drugovich retrocedeu (largou em 2º e terminou em 18º, uma volta atrás). Dias 13 e 14 teremos rodada dupla em Jeddah, na Arábia Saudita, vamos ver o que a corrida nos reserva. Não quero encerrar essa coluna sem louvar o ótimo começo de temporada do Olivier Solberg, filho de um dos meus grandes ídolos do rali, Petter Solberg, que se tornou o mais jovem vencedor do Rali de Monte Carlo, etapa que possui o mesmo status mítico do GP de Mônaco, das 24 Horas de Le Mans, das 500 Milhas de Indianapolis… venceu lá, você passa a ser um “vencedor de Monte Carlo”. Parabéns ao garoto, a maior cabeça do automobilismo atual. Até a próxima! Alexandre Bianchini Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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