Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana não tivemos corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial. A próxima etapa, a de encerramento, da Fórmula Regional do Oriente Médio vai acontecer no final de semana do carnaval e eu terei que dividir minhas atenções entre o autódromo de Lusail, no Qatar e a Avenida Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Apesar do hiato entre estas corridas do início do ano, não poderia deixar de entregar uma boa leitura para os fãs que seguem o meu trabalho e o assunto é muito importante, uma vez que uma das principais categorias da base para a formação de pilotos na Europa passou por mudanças e aqui vamos tentar explicar que mudanças foram essas. A principal categoria das Fórmulas Regionais pelo mundo agora tem o “selo” da Federação Internacional de Automobilismo, com a categoria dando um passo adiante no programa estruturado de desenvolvimento de talentos da FIA. A mudança passa pela introdução de um novo carro em 2026 – o FR Gen2 – marcando uma evolução significativa no cenário dos monopostos de base, sinalizando um momento estratégico para a redefinição da Fórmula Regional na Europa. Na verdade, o chassi Tatuus T-326 estreou na Fórmula Regional do Oriente Médio. O campeonato a partir deste ano será organizado com o apoio integral da FIA e em colaboração com a ACI, a ASN italiana, que também trabalhou com a Alpine no Campeonato Europeu de Fórmula Regional by Alpine (FRECA). A parceria bem-sucedida contribuiu significativamente para o crescimento da categoria nos últimos anos. Esta colaboração forneceu uma base sólida para alcançar a excelência esportiva, garantindo a equidade técnica e fomentando o crescimento a longo prazo. Ambas as partes concordaram com os termos principais por meio de um Memorando de Entendimento não vinculativo e finalizaram o acordo definitivo e o plano estratégico em setembro de 2025. O novo campeonato contará com o chassi Gen 2 da Fórmula Regional e uma nova especificação de pneus da Pirelli, garantindo as mais recentes inovações em segurança, modernidade técnica e melhor alinhamento com os padrões globais da FIA. Isso modernizará a categoria Fórmula Regional e reforçará sua posição como uma verdadeira referência internacional no desenvolvimento de pilotos. A transição da FRECA em 2025 para o novo formato apoiado pela FIA em 2026 representará uma reformulação completa do pacote técnico e esportivo, criando uma plataforma alinhada às demandas do mercado atual e aos talentos do futuro. O Tatuus T-326 e o novo pacote técnico da categoria A partir de 2026, o Campeonato Europeu de Fórmula Regional da FIA adotará o novo Tatuus T-326, marcando a introdução da segunda geração de carros da Fórmula Regional. O primeiro teste de pista do carro foi feito no templo da velocidade de Monza para ser o monoposto do Campeonato Europeu de Fórmula Regional da FIA, mas seu teste de competição está em andamento, com a Fórmula Regional do Oriente Médio de 2026. Resultado de um intenso trabalho de desenvolvimento da Tatuus Racing, o T-326 representa a segunda geração de carros da Fórmula Regional, marcando a evolução do anterior T-318, que desde 2019 acompanhou a ascensão de muitos pilotos talentosos, como Andrea Kimi Antonelli, Gabriel Bortoleto, Rafael Câmara, Isack Hadjar e Franco Colapinto, em sua trajetória rumo aos escalões mais altos do automobilismo. Aerodinâmica e Desempenho Desenvolvido em total conformidade com os mais recentes regulamentos da FIA, o T-326 representa um grande avanço em termos de desempenho, aerodinâmica e segurança. O novo carro foi projetado para ser mais leve, mais estável e mais responsivo, apresentando uma arquitetura de chassi aprimorada e um sistema de suspensão revisado que melhora a precisão da direção e o equilíbrio geral nas curvas. A eficiência aerodinâmica, inspirada nas últimas tendências das principais categorias de monopostos, garante maior downforce e menor efeito de esteira, melhorando as oportunidades de ultrapassagem e a qualidade das corridas na pista. A partir de 2026, o Campeonato adotará pneus Pirelli como fornecedor único, montados em novas rodas OZ de 15 polegadas, garantindo continuidade técnica e desempenho uniforme em todo o grid. Motor ATM163T: Potência, Eficiência e Inovação O T-326 será equipado com o novíssimo motor ATM163T, desenvolvido pela Autotecnica Motori e derivado da unidade Toyota G16E, capar de gerar 280 hp. Este é o primeiro motor de três cilindros já introduzido na história da Fórmula Regional, desenvolvido em colaboração com a TOM’S para oferecer alto desempenho aliado à maior eficiência energética e confiabilidade. O projeto está totalmente alinhado com os novos padrões da FIA para sustentabilidade e inovação tecnológica. Segurança e Ergonomia como Prioridades O chassi de última geração atende aos mais altos padrões de segurança da FIA, apresentando estruturas reforçadas e componentes atualizados, como caixas de impacto dianteiras e traseiras com novo design, painéis anti-intrusão e um sistema de proteção contra capotamento revisado. No interior do cockpit, a configuração ergonômica foi otimizada para garantir uma posição de pilotagem confortável, adequada para uma ampla gama de pilotos, melhorando a visibilidade, o conforto e a experiência geral de pilotagem. Parcerias Técnicas O T-326 foi desenvolvido em colaboração com uma sólida rede de parceiros de ponta do automobilismo: ARS Tech, Giga Composite, Carbonmade e La Compositi para componentes de fibra de carbono; Breda Racing, Eibach e Andreani para o sistema de suspensão; PFC Brakes e Tilton para o sistema de freios. A eletrônica embarcada foi desenvolvida em parceria com a Marelli, a Next Solution e a Nope Engineering, e o pacote é completado pela caixa de câmbio Sadev SLR-82, cintos de segurança Sabelt, sistemas de segurança OMP e componentes da Galletto e da Gieffe, formando uma plataforma técnica de excelência absoluta. Após uma fase inicial de testes entre agosto e outubro, envolvendo diversos pilotos profissionais e especialistas em testes, o novo Tatuus T-326 está pronto para entrar na pista. Sua estreia oficial em 2026 marcará o início de um novo capítulo na história da categoria, reafirmando sua missão de nutrir a próxima geração de talentos do automobilismo internacional. O calendário encolheu... mas o número de corridas, não Agora com a chancela da FIA, a FREC busca há tempos retornar ao paddock de apoio da Fórmula 1, tendo iniciado sua temporada de 2021 com três etapas e competido novamente em Mônaco em 2022. A Renault, parceira no campeonato, teve que ceder essa vaga de apoio para a Fórmula 3 da FIA. Embora a presença no paddock de apoio da F1 em 2026 pareça inatingível, o aumento do apoio da FIA à FREC provavelmente aumentará a pressão para que ela alcance sua ambição. Apesar de um calendário reduzido, a FREC continuará com uma temporada de 20 corridas. Quatro etapas contarão com uma terceira corrida, que serão as primeiras corridas com grid invertido na história do campeonato. Os 12 melhores da primeira sessão de qualificação serão invertidos para formar o grid, com o objetivo de ajudar os pilotos a se adaptarem ao formato usado nas categorias superiores da FIA Fórmula 3. Esta mudança no formato da categoria, com 8 etapas, encerraria uma sequência de cinco anos com temporadas de 10 etapas, e uma das novas determinações para a disputa é as nações agora estão limitadas a duas etapas por ano. O ACI opera a partir da Itália, que figurou pelo menos três vezes no calendário em todas as temporadas anteriores. No calendário anunciado, apenas a Itália contará com duas etapas. Áustria, Holanda, Bélgica, Hungria, França e Alemanha receberão as demais etapas. Até o momento, apenas Miguel Costa está listado entre os competidores para 2026. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |