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Rodada dupla da Fórmula E em Jeddah e a Daytona 500 abrindo a NASCAR PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Monday, 16 February 2026 11:05

Olá leitores!

 

Como estão? Espero que todos bem, e que estejam aproveitando as folias momescas da melhor maneira possível, seja indo assistir desfiles de escolas de samba, seja indo pular em bloquinhos, seja em casa maratonando séries e filmes, seja colocando a leitura em dia… o que não aceito e não apoio é ficar na internet reclamando de um feriado que movimenta enormemente a economia. Se o seu micronegócio não foi planejado para atender o público durante o carnaval, aproveite e descanse também. Não seja um descerebrado saudosista da 1ª Revolução Industrial, o mundo anda para frente, não para trás.

 

Enfim, falando no que anda para a frente, tivemos em Jeddah uma rodada dupla da Fórmula E, com a 4ª e a 5ª etapas sendo disputadas na sexta e no sábado, e as corridas foram muito boas, melhores que 75% das últimas 3 temporadas da Fórmula Um. Disputas de posição do começo ao fim, seja no pelotão da frente ou mais para trás, definitivamente a introdução da tração nas 4 rodas deu uma dinâmica muito melhor aos carros e os pilotos estão sabendo aproveitar dessa característica. A primeira corrida foi vencida por Pascal Wehrlein (Porsche), que se utilizou de uma estratégia muito competente para assumir a liderança e abrir vantagem para os outros competidores, deixando o final da prova para controlar o gasto de energia e subir ao degrau mais alto do pódio. Foi acompanhado por Edoardo Mortara (Mahindra) em 2º, pouco mais de 2 segundos e meio atrás, e por Mitch Evans (Jaguar) em 3º, com mais de 7 segundos de desvantagem para o líder. Os brasileiros terminaram fora da zona de pontuação, Felipe Drugovich (Andretti) chegou em 15º (largou em 17º) e Di Grassi (Lola Yamaha) chegou em 16º (largou em 20º e último). No dia seguinte, sem a preocupação de ter que deixar o carro “inteiro para a corrida do dia seguinte”, as disputas foram ainda mais acirradas, pessoal sem medo algum de mergulhar nas curvas para fazer as manobras, seja por dentro, seja por fora. Tivemos momentos de 5 carros embolados disputando as primeiras posições da corrida. Se isso não é um belo espetáculo, eu não sei mais o que é. Reconheço que as primeiras gerações dos carros da F-E eram meio decepcionantes, e a categoria tem alguns itens no regulamento desportivo que levantam questionamentos, mas é inegável a grande evolução que teve das 3 primeiras temporadas para a temporada passada e para a atual. Proporcionalmente, evoluiu mais que muita categoria por aí. No sábado a vitória ficou com António Félix da Costa (Jaguar), que partiu para uma abordagem mais arrojada que Wehrlein na véspera mas que funcionou, conquistando sua primeira vitória nessa equipe. Foi acompanhado no pódio por Sébastien Buemi (Envision) em 2º e por Oliver Rowland (Nissan) em 3º. Novamente uma corrida para esquecer para os pilotos brasileiros, com Drugovich terminando na mesma posição em que largou (12º) e com nosso coach empresarial/de negócios terminando em 15º após largar em 19º e ter até mesmo aparecido na zona de pontuação em alguns momentos. Drugovich está em sua primeira temporada completa, não deve ser cobrado ainda; o outro é praticamente sócio fundador da categoria, deveria ter mais expertise em gerenciar o consumo de energia. Passo pano não.

 

E neste domingo tivemos a abertura da temporada 2026 da NASCAR. Percebi que tenho 2 opções: a) não estressar com a incapacidade de uma emissora que tem 6 (eu disse SEIS canais de esporte) em transmitir uma corrida desde a volta inicial ou assinar o Disney Plus Premium Max Top³, onde existe a promessa de transmissão de todas as etapas para os assinantes que pagam mais caro ainda. Não estou muito animado com nenhuma delas, pra ser sincero. Enfim, a corrida alternou momentos empolgantes com procissões sonolentas, momentos sonolentos esses amplamente compensados pela inacreditável última volta da corrida, que começou com um acidente, mas como os carros ficaram fora da linha de corrida a direção de prova deixou a disputa ir adiante. Ainda bem!! A vitória redentora ficou com Tyler Reddick, uma vitória daquelas que nem os melhores roteiristas de Hollywood poderiam escrever. Quem abriu a última volta na frente foi Carson Hocevar, um dos mais improváveis nomes que se poderia imaginar, mas perdeu o controle e foi para o gramado, deixando alguns especialistas de superspeedway disputando a liderança. Na metade da última volta, parecia que seria o momento de Chase Elliott conquistar sua primeira Daytona 500, mas ele não contava com Reddick, que recebeu antes da última curva um bem vindo impulso do seu companheiro de equipe Riley Herbst, pegou o vácuo do Elliott e jogou o carro por dentro pra ultrapassar, completando assim a sua única passagem na linha de chegada na liderança – justamente na volta que mais interessa, a última. E ainda escapou de um big one bem atrás dele, ou seja, mais uma vez Daytona escolheu seus vencedores. A alegria no pit lane também foi enorme, primeira conquista dessa prova para a equipe 23XI, e o grande (em todos os sentidos) Michael Jordan comemorou como se fosse um dos seus títulos como jogador de basquete. OK, não pulou comemorando, pois após tantos anos dedicados ao basquete ele não tem mais joelhos para tanto, mas vocês entenderam. Após Reddick chegaram Ricky Stenhouse Jr. em 2º (outro que fez uma bela corrida), Joey Logano em 3º (sempre um nome a ser considerado em grandes ovais), um decepcionado Chase Elliott em 4º, envolvido que foi no big one, e fechando o Top-5 chegou Brad Keselowski, outro piloto que “ciscou” bastante dentre os primeiros colocados. As maiores decepções provavelmente ficaram com Bubba Wallace, que teve chances reais de vitória (venceu o 2º segmento e estava com um carro muito veloz) mas ficou pelo caminho no caos das últimas voltas, terminando em 10º, e outro que tinha grandes expectativas era Kyle Busch, que marcou a pole position, tinha um carro muito veloz nos 2 primeiros segmentos, mas acabou envolvido no big one que teve poucas voltas após a largada do último segmento e perdeu algum tempo com a equipe fazendo escultura de fita adesiva para ele retornar à priova, terminando apenas em 15º.

 

Aproveitem bem o restante de carnaval e até a próxima!

 

Alexandre Bianchini 

 

 

Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.

 
Last Updated ( Monday, 16 February 2026 13:30 )