Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
No final de semana passado eu me empolguei e saiu um textão. Se a coisa foi complicada na semana passada, nesta semana tinha tudo pra ser pior. O circuito misto de Indianápolis teve uma programação de muita atividade com uma roda tripla de corridas da USF2000 e uma rodada dupla da PRO2000; as duas categorias fazem parte do “Road to Indy”. Além destas, duas corridas da Indy NXT serão realizadas e todas estas junto com uma etapa da categoria principal. Na Europa o final de semana tinha na agenda a abertura da mais disputada categoria da FIA Fórmula 4, disputada na Itália e que contará com 5 brasileiros no grid. Os – inicialmente – confirmados para toda a temporada Pedro Lima e Bernardo Bernoldi, além de Augustus Toniolo, Rafaela Ferreira e Fabricio Fogaça, com 4 corridas programadas. Com este volume de corridas seria impossível escapar de um mega textão. Assim, negociei com as editoras que focaria nesta semana nas duas corridas da Indy NXT e nas quatro corridas da FIA Fórmula 4 Itália, deixando as corridas do programa Road to Indy para se juntar as corridas da USF Juniors, com uma rodada tripla programada para Ontário, no Canadá, ficando a crônica de 8 corridas para a próxima semana. Indy NXT Por muitos anos a categoria de acesso para os pilotos que sonham em chegar à Fórmula Indy, chamada de Indy Lights, atualmente a Indy NXT ia para o Indianápolis Motor Speedway disputar, na véspera das 500 Milhas de Indianápolis a Freedom 100, corrida de 100 milhas que já teve vitória brasileira. Atualmente a categoria corre no circuito misto que tem a maior parte de seu traçado no interior do oval de 2,5 milhas e este ano estavam programadas duas corridas, uma na sexta-feira e outra no sábado.  O desafio de Enzo Fittipaldi e Nicholas Monteiro começou na manhã da sexta-feira, com um treino livre único visando a preparação dos carros para os treinos de classificação e para as duas corridas. Após a sessão, Max Taylor foi o mais rápido e Enzo Fittipaldi ficou com o 5° melhor tempo, com sua melhor volta em 1m15,4937s, 284 milésimos mais lento que o piloto da Andretti Global. A AJ Foyt não teve uma sessão boa. Mesmo o veloz Alessandro de Tullio não foi bem e Nicholas Monteiro foi apenas o 22°, com uma passagem em 1m18,7770s, 3,5674s mais lento que o P1. Menos de 3 horas depois os pilotos estavam de volta aos seus carros para a sessão de treinos que definiria a corrida no final da tarde. Apesar da longa extensão e da largura da pista, o procedimento de dividir os carros em dois grupos para a sessão classificatória foi mantido e Nicholas Monteiro estava no grupo 1, o primeiro a ir para a pista. Alessandro de Tullio foi o mais rápido e estabeleceu o tempo de referência com 1m15,0846s. Nicholas Monteiro melhorou muito e fez sua volta mais rápida em 1m16,3568s, mas ainda assim 1,2272s mais lento que seu companheiro de equipe. Em seguida o grupo 2 foi pra pista e Max Taylor foi novamente o mais rápido, mas sem conseguir superar o tempo de Alessandro de Tullio. Enzo Fittipaldi ficou com o 5° melhor tempo com 1m15,5767s, o que com o somatório dos tempos dos dois grupos colocou-o na 10ª posição para a largada enquanto Nicholas Monteiro largava em 21°. Quatro horas depois os pilotos retornaram à pista para a primeira das duas corridas. O céu estava nublado e havia possibilidade de chuvas no decorrer da corrida, algo que pela época do ano em que a temporada é disputada não é algo comum de acontecer. Na hora da largada não chovia e os pilotos foram pra pista, saindo do pit lane com pneus slicks. Depois da volta de apresentação eles entraram pela reta – no sentido oposto – do oval e receberam a bandeira verde para as 35 voltas programadas. 
Enzo Fittipaldi largou bem e ganhou a P9 antes mesmo de Alessandro de Tullio passar reto na freada para a curva 1. O brasileiro estava imparável e antes de chegarem à reta oposta já ocupava a P6 após superar Nikita Johnson e Seb Murray. Nicholas monteiro apostou na prudência e mesmo assim subiu para a P20, sem se beneficiar do erro de seu companheiro de equipe. Na reta oposta Enzo Fittipaldi ultrapassou seu companheiro de equipe Tymek Kucharczyk e foi para o 5° lugar enquanto Max Garcia ia para a caixa de brita. Antes do final da 1ª volta o herdeiro da família Fittipaldi superou Matteo Nannini para ser o 4° colocado. Nicholas Monteiro caiu para 22°. Alguns toques aconteceram no misto e carros foram para fora da pista. Mesmo assim não houve a entrada do safety car. Enzo Fittipaldi permaneceu na 4ª posição com Hughes na liderança e os 4 primeiros num pelotão isolado. Na volta 10 Enzo Fittipaldi foi pra cima de Josh Pierson e ganhou a 3° posição. Nicholas Monteiro era o 21° A chuva começou a cair na volta seguinte em alguns pontos da pista o que provocou a bandeira amarela em toda a pista. A chuva leve logo virou chuva pesada e foi dada bandeira vermelha na volta 12, com os carros indo para os pits colocarem pneus para chuva. Após as condições de pista melhorarem não demorou muito e tivemos o reinício da corrida com Enzo Fittipaldi atacando Max Taylor logo que foi dada bandeira verde e partiu em perseguição à Lochie Hughes. A chuva variava de intensidade volta a volta e Nicholas Monteiro também foi ganhando posições. Enzo Fittipaldi tinha que cuidar dos retrovisores com Josh, Pierson, mas logo o piloto da Andretti ficou para trás. Com a parada da bandeira vermelha e o ritmo de prova com pista molhada a corrida iria terminar por tempo. Com a pista ficando mais seca quem começou a se aproximar foi Tymek Kucharczyk, mas a chuva voltou a cair com mais força na volta 23 e Enzo Fittipaldi mostrou toda a experiência acumulada correndo na Europa e em protótipos. Foi pra cima de Lochie Hughes que se defendeu como podia, mas não conseguiu segurar o brasileiro. Pierson tentou voltar, mas Enzo Fittipaldi não deu abertura. Na volta 28 Bryce Aron parou na pista e provocou uma nova bandeira amarela a 2 minutos do final. O resgate não conseguiu tirar o carro a tempo do fim da prova, que teve Enzo Fittipaldi como vencedor. Nicholas Monteiro foi o 18°. No sábado os pilotos voltaram à pista pela manhã para o treino de classificação da corrida programada para a tarde. Como era de se esperar, novamente dividido em dois grupos. No grupo 1 a Andretti Global dominou o topo da tabela, mas foi Alesandro de Tullio novamente o mais rápido, colocando o tempo de referência em 1m15,3190s. Novamente Nicholas Monteiro não acompanhou o ritmo de seu companheiro da AJ Foyt e ficou com o 11° tempo, marcando 1,16,4725s. Em seguida o grupo 2 foi para a pista e desta vez Max Taylor tomou a pole fazendo 1m15,2443s. Enzo Fittipaldi foi o 4° do grupo, com 1m15,6419s. Quatro horas depois os pilotos da Indy NXT estavam de volta à pista para a 2ª corrida do final de semana. Diferente do que tivemos na sexta-feira, o sábado teve sol e pista seca para a corrida, com Enzo Fittipaldi largando em 7° e Nichols Monteiro em 22°. Depois da volta de apresentação os carros entraram na reta do oval de Indianápolis – no sentido contrário – e receberam a bandeira verde para 30 voltas programadas. Taylor largou na pole position e ficou lado a lado com o carro #29 da Starchive Andretti, pilotado por Josh Pierson, da Andretti Global. Eles foram “pra lá do Deus me livre” e ambos não conseguiram fazer a curva 1, saindo da pista. Melhor para Tymek Kucharczyk, que saiu de 5° para 1° depois de uma excelente largada. Enzo Fittipaldi também se aproveitou da situação e assumiu a 3ª posição, atrás de Max Taylor. Nicholas Monteiro era o 22°. Os 2 primeiros disputaram a ponta duramente enquanto Enzo Fittipaldi não conseguia acompanhar o ritmo de prova de Tymek Kucharczyk e Max Taylor. Nicholas Monteiro ganhou uma posição e era o 21° na metade da corrida. Sem nenhuma bandeira amarela durante a corrida, Enzo Fittipaldi, que venceu a Corrida 1 na sexta-feira, precisou brigar muito em uma emocionante disputa a três nas últimas 10 voltas da corrida pelo último lugar no pódio. O brasileiro foi gigante para se manter no pódio, derrotando Lochie Hughes, que terminou em quarto lugar e Alessandro de Tullio, completando os cinco primeiros. Com os resultados em Indianápolis Enzo Fittipaldi se aproximou do líder do campeonato somando 215 pontos, 16 a menos que Nikita Johnson A próxima etapa será em Detroit, dia 31 de maio. FIA Fórmula 4 Itália O mais disputado campeonato de Fórmula 4 chancelado pela FIA teve início neste final de semana no autódromo de Misano. Um grid insano de 47 pilotos estava inscrito para a etapa de abertura do campeonato, que repetiu o formato da abertura da temporada 2025, fazendo 4 corridas e onde cada piloto participaria de 3 delas. Os inscritos para a etapa foram divididos inicialmente em 3 grupos para a realização dos treinos livres, com 6 sessões na quinta-feira e 4 na sexta-feira, com dois destes grupos indo juntos para a pista. Uma das novidades era a pontuação indo até o 15° colocado. Na sexta-feira, o treino livre 1 teve na pista os grupos X e Y, com Pedro Lima, Rafaela Ferreira e Fabricio Fogaça. Pedro Lima fez sua melhor volta em 1m37,081s, ficando na P15. Rafaela Ferreira foi a 26ª com sua melhor volta em 1m38,553s. Fabricio Fogaça foi o 30°, com sua melhor passagem em 1m39,945s. O treino livre 2 teve na pista os grupos X e K, com Bernardo Bernoldi ficando em 15°, com sua melhor passagem 1m36,884s, logo à frente de Pedro Lima, que virou em 1m36,918s. Augustus Toniolo ficou com o 19° tempo ao marcar 1m37,093s e Fabricio Fogaça foi o 24° com o tempo de 1m37,623s. O treino livre 3 levou pra pista os grupos K e Y, com Bernardo Bernoldi ficando com o 19° tempo, marcando 1m37,034s. Augustus Toniolo foi o 25° com sua melhor volta em 1m37,608s e Rafaela Ferreira terminou na P29 virando a melhor passagem em 1m37,805s. Já na parte da tarde os grupos X e Y voltaram juntos pra pista e Pedro Lima conseguiu terminar na 10ª posição com uma volta de 1m36,517s. Rafaela Ferreira ficou com a P24, virando sua melhor passagem em 1m37,580s e Fabricio Fogaça foi o 27°, marcando 1m37,895s. Em seguida tivemos o treino livre 5 com os grupos X e K na pista. Pedro Lima foi se consolidando como o brasileiro de melhor performance, ficando desta vez na 8ª posição virando sua melhor volta em 1m36,379s. Augustus Toniolo fez o 16° tempo com sua melhor passagem em 1m36,908s. Bernardo Bernoldi foi o P19, marcando 1m37,089s e Fabricio Fogaça foi o 24° com sua volta em 1m37,551s. Fechando o dia tivemos o 6° treino livre com os grupos K e Y na pista. Com Augustus Toniolo sendo o melhor brasileiro com a 11ª posição, virando em 1m36,553s. Rafaela Ferreira ficou com a P22, marcando 1m36,956s e Bernardo Bernoldi foi o 28°, fazendo sua melhor passagem em 1m37,282s. Na sexta-feira tivemos mais 4 treinos livres e foi feita uma divisão em 4 grupos, com duas sessões para cada grupo e com 24 carros em dois treinos e 23 nas outras duas, sem alternâncias dos grupos. Na 1ª sessão Pedro Lima foi o 13° com sua melhor passagem 1m36,605s. Bernardo Bernoldi estava na pista e ele terminou na P16, com sua volta em 1m36,805s. A 2ª sessão teve os outros 3 brasileiros com Augustus Toniolo ficando em 15°, marcando sua volta em 1m37,098s. Rafaela Ferreira ficou com o a P18, fazendo sua volta em 1m37,283s e Fabricio Fogaça terminou em 20° depois de fazer 1m37,324s em sua volta. No início da tarde tivemos mais duas sessões de treinos livres e no treino livre 3 Pedro Lima fez o 7° melhor tempo com a melhor volta em 1m36,313s e Bernardo Bernoldi foi o 19° com sua melhor volta em 1m37,017s. Na última sessão de treinos livres Augustus Toniolo foi o P8 fazendo sua melhor passagem em 1m36,570s. Rafaela Ferreira ficou com a 11ª posição marcando uma volta em 1m36,676s e Fabricio Fogaça foi o 21° com uma volta de 1m37,479s. No final da tarde tivemos as duas sessões de treinos classificatórios. Foram mantidos os mesmos grupos dos treinos livres que ocorreram ao longo do dia e, com base nos tempos obtidos seriam formados os grids das corridas que aconteceriam no sábado e no domingo. Nos dois primeiros grupos que foram para a pista Pedro Lima marcou o 10° tempo, com a melhor volta em 1m36,191s, sendo 7 décimos mais lento que Luka Sammalisto, que viria a ficar com a pole position do grupo e geral. Bernardo Bernoldi foi o 21° com sua melhor volta em 1m36,991, exatos 9 décimos mais lento que Pedro Lima e 1,6s mais lento que Sammalisto. Por um erro no site do ACI não consegui os tempos de Augustus Toniolo, Rafaela Ferreira e Fabricio Fogaça. Na manhã do sábado tivemos a primeira das 4 corridas. Os pilotos foram divididos em 3 grupos após os treinos de classificação e a primeira prova teria os grupos B e C na pista. Augustus Toniolo estava na 13ª posição, abrindo a 7ª fila. Rafaela Ferreira era a P17, na 8ª fila, Bernardo Bernoldi era o 26° na 13ª fila e Fabricio Fogaça o 28, na 14° fila depois das punições por track limits para vários pilotos. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para os 25 minutos +1 volta. Augustus Toniolo perdeu 2 posições caindo pra P15 e tivemos tantas confusões na 1ª volta que o safety car foi acionado. Os brasileiros estavam na seguinte condição: Augustus Toniolo era o 11°, Rafaela Ferreira estava na P14, Fabricio Fogaça, que fez uma 1ª volta fenomenal era o 16° e Bernardo Bernoldi era o 22°. A relargada veio na abertura da volta 4 e os brasileiros mantiveram suas posições nas primeiras curvas. Rafaela Ferreira perdeu a posição para Knud Nielsen e depois para Iacopo Martinelli. Fabricio Fogaça foi superado por Levi Arn e Bernardo Bernoldi ganhou a posição de Peyton Westcott e continuou escalando o pelotão, superando entre eles Fabricio Fogaça, que caiu para 21° enquanto Bernoldi era o 19°. Alexander Chartier tomou a P1 de Augustus Toniolo na volta 6, com o brasileiro passando reto no final da reta dos boxes na abertura da volta 8despencando na classificação. Rafaela Ferreira subiu para 14° com a saída de Augustus Toniolo e por superar Emily Cotty, Bernardo Bernoldi foi para 18°, mas Fabricio Fogaça continuou na P22. Entramos no terço final da prova com os pilotos, exceção dos 3 primeiros, que abriram uma grande vantagem, em um ritmo de prova bem parecido, dificultando as tentativas de ultrapassagem. Do 11° ao 22° o pelotão era bem compacto. Savinkof foi colocado pra fora da pista e isso fez os brasileiros ganharem uma posição na reta final da corrida. Os toques tiveram consequências e Rafaela Ferreira subiu para a P11, Robertson tomou a posição de Bernardo Bernoldi, agora o P17 enquanto Fabricio Fogaça era o 21°. Rafaela Ferreira não segurou a posição e caiu para a P13. No final, os brasileiros ficaram fora dos pontos, com Bernardo Bernoldi em 14°, Fabricio Fogaça em 17° e Rafaela Ferreira em 23° depois de perder muitas posições nas duas últimas voltas. Augustus Toniolo não terminou a corrida. Na tarde do sábado os pilotos voltaram à pista para a disputa da segunda corrida do final de semana. Desta vez estavam no grid os pilotos dos grupos A e B, com os brasileiros largando nas seguintes posições: Pedro Lima largava em 13°, Rafaela Ferreira em 17°, Augustus Toniolo em 20°, Bernardo Bernoldi em 27° e Fabricio Fogaça em 30°. Os 5 brasileiros estavam nesta prova. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada para os 25 minutos +1 volta. Pedro Lima largou de forma segura e manteve sua posição. Rafaela Ferreira caiu para 18°, com Augustus Toniolo logo atrás. Bernardo Bernoldi foi para 24° e Fabrizio Fogaça para 28°. Antes do final da 1ª volta Rafaela Ferreira recuperou a P17, mas Pedro Lima caiu para 14°. Bernardo Bernoldi ganhou mais duas posições e foi para 22°. Na 2ª volta Rafaela Ferreira perdeu posições, inclusive para Augustus Toniolo que assumiu sua P17 enquanto Bernardo Bernoldi caia para 23°. Pedro Lima recuperou duas posições e era novamente o 12°. Fabricio Fogaça se envolveu num acidente com outros dois carros, o que provocou a entrada do safety car. Augustus Toniolo ganhou posições antes do carro de segurança e era o P15. Fabricio Fogaça acabou voltando aos boxes e depois foi punido com um stop-and-go por causar o acidente onde se envolveu. A relargada veio na abertura da volta 5 e com os brasileiros na P12, P15, P19 e P22. Rafaela Ferreira foi superada por Lyuboslav Ruykov e continuou perdendo posições. A briga pela P7 era a mais intensa e Pedro Lima estava no pelotão da disputa. Faltando 10 minutos, Bernardo Bernoldi e Rafaela Ferreira estavam fora do top-20 e isso poderia deixa-los fora do grid da corrida 4. Pedro Lima foi superado por Oscar Repetto e caiu para a P13, mas voltou à P12 ao passar por Kenzo Craigie, pontuando em sua 1ª corrida na Itália. Augustus Toniolo também pontuou com a P15. Bernardo Bernoldi foi o 20°, Rafaela Ferreira terminou na P23 e Fabricio Fogaça terminou classificado em 30°. Na manhã do domingo os pilotos da FIA Fórmula 4 voltaram a pista para a corrida dos grupos A e C, com o desafio extra de pista úmida depois das chuvas durante a noite. Pedro Lima era o único brasileiro na pista e largava na P13 e a direção de prova decidiu pela largada atrás do safety car, com o cronómetro correndo logo em seguida. Assim, a posição de largada do brasileiro estava garantida até que fosse agitada a bandeira verde após a saída do safety car. Pedro Lima acelerou na abertura da 3ª volta quando agitaram a bandeira verde. Ainda na primeira volta de bandeira verde ele passou por Kingsley Zheng e assumiu a P12. Não demorou para Pedro Lima conseguir superar Christian Costoya e subir para a P11. Agora ele tinha 1s para alcançar o top-10. Ele chegou rápido em Oscar Repetto, mas não conseguia atacar o neozelandês. Faltando 8 minutos tivemos a entrada do safety car após um acidente que colocou Vittorio Orsini na brita. O líder parou quando o safety car ainda estava na pista e todos ganharam uma posição. A relargada viria quando faltavam menos de 2 minutos, mas o novo líder, Niccolo Maccagniani, segurou o ritmo tentando evitar uma volta extra de corrida em bandeira verde. A relargada veio para uma última volta insana e Pedro Lima foi pra cima de Oscar Repetto. Pedro Lima fez um “dive bomb” sinistro e ganhou a 9ª posição três curvas antes da bandeira quadriculada. À tarde os pilotos da mais disputada das séries da FIA Fórmula 4 do mundo voltaram à pista para a corrida final. Todos já haviam disputado duas corridas e a corrida 4 não teria um mega grid com 47 carros. Pelos resultados nas três corridas disputadas 11 pilotos ficaram fora da disputa final com a combinação de resultados. Pedro Lima largava na P17, Bernardo Bernoldi na P24, Augustus Toniolo na P28 e Fabricio Fogaça na P31. Rafaela Ferreira não conseguiu ficar entre os 36 que largavam. Após a volta de apresentação, da qual Emma Felbermayr não conseguiu fazer, e começou a cair uma chuva leve, os pilotos voltaram ao grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 25 minutos +1 volta, tivemos a largada. Thomas Bearman ficou parado no grid pela linha interna e Andre Rodriguez pela linha externa. Bearman foi atingido em cheio por Nicolas Cortez. Augustus Toniolo também teve o carro danificado. O diretor de prova colocou bandeira amarela em todo circuito no final do 1º setor. Os pilotos tiveram que passar pelo pit lane enquanto eram retirados os carros da reta dos boxes. Como tivemos disputas até o final do 1° setor, Pedro Lima ganhou 3 posições e era o 14°. Bernardo Bernoldi e Fabricio Fogaça estavam depois da P25. A relargada veio na abertura da volta 4 e Pedro Lima logo ganhou a P13 passando Edu Robinson, mas não demorou a voltar para a P14, superado Aleksander Ruta. Na volta seguinte, Pedro Lima voltou pra 13° ao superar Bader Al Suliati. Bernardo Bernoldi e Fabricio Fogaça continuavam além da P24. Não foi uma corrida fácil para os brasileiros. Pedro Lima levando a pior na disputa da P12, tendo a asa dianteira quebrada e tendo que ir aos boxes, recebeu uma punição antidesportiva de 10s ao seu tempo de prova, derrubando-o para a 30ª posição. Bernardo Bernoldi foi o 24° e Fabricio Fogaça o 27°. A etapa terminou com Pedro Lima com 16 pontos, Bernardo Bernoldi com 4 e Augustus Toniolo com 1. A próxima etapa será em Vallelunga, dias 22 a 24 de maio. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |