Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos as corridas que encerraram a temporada do programa Road to Indy com a PRO2000, a USF 2000 e a USF Juniors envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nos Estados Unidos. E ainda teve a última corrida em circuitos mistos da Indy NXT. No total foram 8 corridas disputadas no Road to Indy, sendo duas da PRO2000, onde está Nicholas Monteiro, 3 da USF 2000, onde estão Nicolas Giaffone e Lucas Fecury, e 3 da USF Juniors, onde estão Bruno Ribeiro, João Vergara e Leonardo Escorpioni. Eu me comprometi com as editoras apenas em fazer a PRO2000 e a USF 2000 este ano, corridas que comentarei nesta coluna. A USF Juniors eu combinei com elas de fazer o final desta categoria no início de setembro para abrir espaço – a pedido das editoras – e comentar as provas da Fórmula Academy em Zandvoort. Indy NXT O final de semana começou com uma notícia ruim para os brasileiros. Caio Collet foi considerado culpado (e foi) no acidente com Jamie Chadwick na corrida de Gateway e pegou uma punição de 6 posições no grid. Nos treinos livres, Caio Collet mostrou estar forte e na sexta-feira conseguiu a P2, com 1m03,2677s, atrás apenas de Louis Foster. Na manhã do sábado voltou a fazer a P2, marcando 1m02,6243s, novamente atrás de Louis Foster e com 3 décimos nas duas sessões. O treino de classificação, que aconteceu na tarde do sábado, teve os pilotos divididos em dois grupos e no grupo 1, onde estava, Caio Collet foi o mais rápido, marcando 1m02,2922s, mas no grupo 2 o mais rápido foi Louis Foster, uma vez mais, com 1m02m1396s. A diferença entre os dois diminuiu, mas se no cronômetro Caio Collet conseguiu a P2, com a punição o piloto brasileiro teria que largar na 8ª posição. Na corrida, disputada no final da manhã do domingo em Portland, Caio Collet precisava fazer uma corrida para ganhar posições, mas antes precisava evitar problemas na complicada largada nesse autódromo. Após as voltas de apresentação, os pilotos se colocaram lado a lado e receberam a bandeira verde para as 35 voltas programadas. Caio Collet escapou da confusão já esperada na curva 1 e ainda saiu no lucro, subindo para a P6 e ainda na primeira volta passou Yuven Sundaramoorthy pra ganhar a P5. Caio Collet fez a volta mais rápida e colou em Christian Brooks, que estava bem perto de Bryce Aron, o P3. Na volta 6 o brasileiro ganhou a posição e tomou a P4 de Christian Brooks. Na volta 8 o contato de James Roe e Ricardo Escotto na curva 1 provocou uma bandeira amarela e agrupou o pelotão. Não foi preciso resgate e a relargada foi rápida, na volta 11 e manteve a P4. Collet foi pra cima de Bryce Aron, mas não conseguia a aproximação necessária para ganhar a posição. Na metade da corrida a briga pela P3 estava a 3s da disputa pela ponta e Caio Collet variava a diferença de 4 a 8 décimos de desvantagem para Bryce Aron. Nas voltas finais os dois se aproximaram da disputa pela liderança, mas ninguém conseguiu passar ninguém e Caio Collet terminou na 4ª posição na última etapa do ano em circuitos mistos. Com o resultado, Caio Collet continuava na P3 no campeonato, agora com 377 pontos. Na Próxima semana tem oval sem inclinação em Milwaukee. PRO2000 Com tantas corridas num final de semana, na quinta-feira já tínhamos carros na pista e a PRO2000 fez duas sessões de treinos livres. Na primeira sessão, pela manhã, Nicholas Monteiro conseguiu a P10, com 1m09,4682s, quase 7 décimos mais lento que o P1. Na parte da tarde tivemos o segundo treino livre e o piloto brasileiro melhorou de posição, fazendo a P9, melhorou seu tempo de melhor volta, com 1m09,2626s, mas a distância para o P1 aumentou para 8 décimos. Na manhã da sexta-feira tivemos mais uma sessão de treinos antes da classificação e Nicholas Monteiro conseguiu uma ótima P4, com 1m18,6316s com a pista molhada. Contudo, na classificação, disputada no início da tarde e com pista seca, o piloto brasileiro ficou apenas com o 13º tempo, marcando 1m09,4200s, senso quase 1,2s mais lento que o pole position. A chuva havia dado uma aliviada e o céu abriu para a corrida da PRO2000, contudo a pista continuava molhada o suficiente para alguém arriscar colocar pneus slicks para a corrida com 30 voltas. Como já era esperado após a bandeira verde tivemos confusões na curva 1 e gente indo pra grama na curva 3. a bandeira amarela foi agitada antes da metade da volta. Nicholas Monteiro conseguiu escapar da confusão e ficou na P13. A relargada veio na volta 4 e Nicholas Monteiro conseguiu subir para a P12, superando Jorge Garciarce e duas voltas depois superou Tyke Durst para ganhar a P11. Antes da metade da corrida os pilotos já estavam procurando pontos com mais água para baixar a temperatura dos pneus de chuva com a pista secando. Tyke Durst recuperou a P11 sobre o piloto brasileiro na volta 12. o ritmo mais lento de corrida estava apontando para um final de corrida por tempo, antes das 30 voltas e foi no final que Nicholas Monteiro contou com um erro de Tike Durst para recuperar a P11 antes do final da prova. No final da manhã do sábado tivemos a corrida de encerramento da temporada 2024 da PRO2000. Nicholas Monteiro largava na P11 e a corrida – para felicidade geral – seria com pista seca. Após uma volta de apresentação os pilotos entraram na reta e receberam bandeira verde para 30 voltas Nicholas Monteiro largou cauteloso e todos passaram bem pela curva 1. O brasileiro ocupava a P12 no final da 1ª volta. A transmissão, sempre deixando a desejar, não colocava os créditos com a posição dos pilotos. Só apareceu na volta 6. Os carros se espalharam na pista e Nicolas Monteiro, na P12, estava no pelotão que brigava pela P7 e ia deste ao P14. Os carros estavam não muito distantes, mas até a metade da corrida nada mudou no pelotão onde estava o brasileiro. Na volta 16 Nicholas Monteiro ganhou a P11 de Alessandro De Tullio. Faltando 6 voltas para o fim, o brasileiro ganhou a P10 de Cooper Becklin e terminou a prova na P10. No campeonato, Nicholas Monteiro foi o P13 com 182 pontos. USF 2000 Assim como na PRO2000, os pilotos da USF 2000 foram pra pista já na quinta-feira, fazendo duas sessões de treinos livres. Na primeira sessão, pela manhã, Nicolas Giaffone conseguiu ser o 2° melhor carro da DEForce Racing, fazendo a P7, com 1m12,5674s, quase 3 décimos mais lento que o P1. Já Lucas Fecury não se acertou nesse primeiro treino e foi só o P16, com 1m13,2625s, quase 1s atrás do P1. Na parte da tarde tivemos o 2° treino livre e Nicolas Giaffone não manteve a performance, ficando com a P11, marcando 1m12,7464s, a quase 6 décimos do P1. Lucas Fecury ficou com a P15, marcando 1m13,0995s, novamente a quase 1s do P1. Na manhã da sexta-feira tivemos mais uma sessão de treinos antes da classificação e Nicolas Giaffone conseguiu uma ótima P2, com 1m25,4870s com a pista molhada Lucas Fecury ficou com a P11, 1m26,4142s. Já na classificação, disputada no início da tarde e com pista seca, Nicolas Giaffone ficou com o 6º tempo, marcando 1m12,7850, senso apenas 139 milésimos mais lento que o pole position. Lucas Fecury ficou com a P13, marcando o tempo de 1m13,2936s. A primeira das três corridas do final de semana aconteceu ainda no final da tarde da sexta-feira e tínhamos Nicolas Giaffone largando na 3ª fila, Lucas Fecury abrindo a 7ª fila e uma chuva para molhar a pista e aumentar o desafio para os pilotos. Foi dada apenas 1 volta atrás do safety car na pista molhada para termos a bandeira verde para 24 voltas. Tinha tudo pra termos confusão na curva 1 e Nicolas Giaffone escapou dela, mantendo a P6. 2 pilotos foram para os boxes no final da 1ª volta e ele subiu pra P4. Lucas Fecury ficou no meio da confusão e caiu para P15, mas na 2ª volta já era o P12 enquanto Giaffone ia para P3 ao superar Sam Corry. A chuva continuava e ficar na pista era o desafio. Nicolas Giaffone não acompanhava os 2 primeiros e Sam Corry estava bem perto dele. Luca Fecury seguia no pelotão que ia do P6 ao P13e na volta 7 caiu para a P13. Na volta 9, o líder tranquilo, Hudson Schwartz, saiu da pista sozinho e a P2 caiu no colo de Nicolas Giaffone, que tinha Sam Corry e Evagoras Papasavvas colados nele... e o brasileiro errou sob pressão e caiu para a P4. Lucas Fecury voltou para a P12, mas não conseguia progregir. A primeira bandeira amarela veio apenas na volta 14 e juntou o pelotão. Era muita água na pista! A relargada veio na volta 20 e tivemos uma nova confusão na curva 1. Nicolas Giaffone ganhou a P3 com Sam Corry saindo da pista, mas foram Hudson Schwartz e Max Garcia quem mostravam mais ritmo e com um enrosco de Corry, tocado por Papasavvas, A situação de Giaffone não ficou pior e ele conseguiu segurar uma P4. Lucas Fecury perdeu a batalha com Joey Brienza e terminou na P13. No início da tarde tivemos a segunda das três corridas da USF 2000 e Nicolas Giaffone largava na P3. Lucas Fecury abria novamente a 7ª fila e a corrida com 25 voltas programadas aconteceria com pista seca. Após a vota de apresentação os pilotos não receberam a bandeira verde com o pelotão muito desarrumado. Na passagem seguinte tivemos a bandeira verde para 25 voltas e Nicolas Giaffone largou bem e manteve a P3, sem confusões na curva 1 – o que é quase um milagre – mas o brasileiro perdeu a P3 para Max Garcia ainda na primeira volta enquanto Lucas Fecury foi na cautela da curva 1 para a P15. Na volta 3 Sam Corry também passou por Nicolas Giaffone. Lucas Fecury ganhou a P14 de Carson Etter e quando Hudson Schwartz teve problemas ele foi para a P13 com a entrada dos Safety Car. A relargada foi rápida e Lucas Fecury ganhou a P12 de Ayrtom Houk Golan. Na volta 11 Nicolas Giaffone foi superado por Max Taylor e Evagoras Papasavvas, caindo pra P7. Na volta 14 Michael Taylor tomou a P7 de Nicolas Giaffone. No final Lucas Fecury superou Brady Golan e alcançou a P11 antes do final da corrida, que terminou com Nicolas Giaffone na P8 e Lucas Fecury na P11. A última corrida da temporada aconteceu no final da tarde do sábado. Nicolas Giaffone largava na P8 e Lucas Fecury na P15. Após a volta de apresentação os pilotos entraram bem alinhados na reta e receberam a bandeira verde para as últimas 25 voltas do ano. Eles passaram inteiros na curva 1 e enquanto Nicolas Giaffone perdeu uma posição, Lucas Fecury foi muito agressivo e fechou a 1ª volta na P10. Na volta 6 G3 Argyros tomou a P10 de Lucas Fecury e foi pra cima de Nicolas Giaffone enquanto Fecury era atacado por Michael Costello. Na volta 10 G3 Argyros tomou a P9 de Nicolas Giaffone. Na volta 15, Cox e Garcia, os líderes se tocaram e o safety car foi acionado. Antes disso, Michael Costello tomou a P11 de Lucas Fecury. O pelotão foi reagrupado e na relargada, na volta 17 tivemos o caos na curva 1! Quase todo mundo se enrolou e acertou as barreiras de isopor. Nicolas Giaffone passou limpo e subiu para a P5 e Lucas Fecury para a P6. Na relargada Nicholas Giaffone foi muito bem e subiu pra P3 e com outra confusão o safety car voltou pra pista pela 3ª vez. Lucas Fecury aproveitou bem e era o P4. A relargada veio a 3 voltas do final e Nicolas Giaffone ganhou a P2, mas Lucas Fecury manteve a P4. Na volta seguinte Max Garcia recuperou a P2 enquanto Lucas Fecury tomou uma punição que seria aplicada após a corrida. Com uma nova bandeira amarela na última volta, Nicolas Giaffone terminou a temporada com um pódio e apesar de terminar na P4, a punição jogou Lucas Fecury para a P9. O campeonato terminou com Nicolas Giaffone na P7, com 245 pontos e Lucas Fecury na P14, com 146 pontos. FIA Fórmula Academy Depois de um longo intervalo as pilotas da FIA Fórmula Academy voltaram à pista em Zandvoort para a 4ª etapa da temporada 2024. Na sexta-feira pela manhã tivemos a primeira sessão de treino livre e a brasileira Aurélia Nobels terminou na 15ª posição após fazer sua melhor volta em 1m39,397s, 1,3s mais lenta que a P1. Na parte da tarde tivemos a segunda sessão de treino livre e a nossa representante progrediu bem e marcou a P10 com o tempo 1m37,288s, mas ainda 9 décimos distante da P1. Na manhã do sábado tivemos o treino de classificação com chuva e pista molhada, um desafio extra para as pilotas da categoria. Com muita água e muito spray a curva 3 – o banking – mostrou-se um ponto crítico. Aurélia Nobels conseguiu estar no Top 10 no início da sessão, mas não conseguiu melhorar tanto quanto as outras pilotas até o final da sessão, quando chegou a ter a P5 provisória e depois a P3. No final, a P5 foi um grande resultado para a brasileira. No final da tarde, após o treino de classificação da Fórmula 1, que aconteceu com sol e pista seca, as pilotas voltaram à pista para a primeira corrida do final de semana com Aurélia Nobels abrindo a 3ª fila com a P5, mas o céu estava ficando pesado novamente e as chances de chuva (uma tempestade, talvez) cair durante a corrida era real. Os carros foram para a volta de apresentação e os primeiros pingos começaram a cair e o safety car já estava esperando por eles na reta dos boxes. A largada foi adiada, com as equipes voltando pra pista com pneus de chuva para todas trocarem os pneus, mas quando largariam... era um mistério! A chuva caía, o público dançava nas arquibancadas e o vento era forte. Após 25 minutos esperando, os carros foram empurrados de ré para voltarem aos boxes. A transmissão foi encerrada com a locutora pedindo desculpas por não termos corrida e termos uma tempestade caindo. Algumas horas depois, reagendaram a corrida para as 08:30 da manhã do domingo. Espero que tenham combinado com a chuva! Felizmente o domingo amanheceu ensolarado para a corrida 1 reagendada, mas para encaixar tudo na programação a corrida foi reduzida para 13 voltas. Aurélia Nobels teria um duro desafio para andar na frente das pilotas que foram mais rápidas do que ela na pista seca na sexta-feira. Após a volta de apresentação as pilotas voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, a nossa representante largou bem e manteve a P5, mas no meio da volta já era pressionada por Nina Gademan e perdeu a posição. Na volta seguinte Chloe Chambers colou na brasileira e conseguiu tomar a P6 na volta 5. Lia Block não demorou para chegar em Aurélia Nobels e a brasileira não conseguia acompanhar os carros à sua frente. O que ajudava a brasileira era a pressão que Hamda Al Qubaisi fazia sobre Lia Block. Aurélia Nobels vinha defendendo bem a posição, forçando Lia Block a passar dos limites e – sem ironias – bloquear as rodas nas freadas para tentar passar a nossa pilota. A briga de Block e Al Qubaisi tirou a pressão sobre Aurélia Nobels nas duas últimas voltas e nossa pilota voltou a pontuar no campeonato, terminando a corrida 1 na P7. Apenas duas horas depois as pilotas voltaram à pista para a corrida 2 do final de semana. O céu continuava limpo e o autódromo de Zandvoort ensolarado. Aurélia Nobels estaa largando nesta corrida na P4 com sua segunda melhor volta no treino de classificação e tinha uma nova chance de marcar bons pontos. Após a volta de apresentação as pilotas voltaram ao grid e, apagadas as luzes para as 17 voltas, foi dada a largada. Aurélia Nobels largou no lado sujo e menos emborrachado da pista. Ela brigu com Nerea Marti e manteve a P4, mas Nina Gademan colou nela como na corrida 1. Desta vez a brasileira não deixou portas abertas e veio segurando como podia o pelotão atrás dela, que tinha também Hamda Al Qubaisi. Mais uma vez a disputa atrás dela ajudava Aurélia nobels, mas o pelotão atrás da brasileira estava enorme, com todo o restante do grid enquanto ela tinha mais de 6s de desvantagem para as 3 primeiras na volta 7. As disputas dentro do pelotão continuavam ajudando Aurélia Nobels a defender sua P4 e na metade da corrida, ela vinha mantendo um grande controle... até ser empurrada para fora da pista por Nina Gademan. Com isso ela foi pra brita e também foi superada por Hamda Al Qubaisi, caindo pra P6. Com pneus sujos, precisou brigar muito para não perder mais posições, mas Carrie Schreiner estava colada nela. Nina Gademan tomou uma punição de 10s. Aurélia Nobels resistiu a pressão e ganhou a P5 com a punição. Com isso, saiu da Holanda na P9 no campeonato com 22 pontos. A próxima etapa será em Singapura. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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