
Olá, amigos do Nobres do Grid, tudo bem? Espero que sim. Hoje eu quero falar com vocês sobre a volta da Meyer Shank Racing ao IMSA WeatherTech SportsCar Championship, que acontecerá em 2025. E o mais interessante de tudo é que essa participação será em formato semelhante àquele que vivi, entre 2018 e 2020, na Penske. Num período que compreendeu os anos de 2016 e 2017, Roger Penske fez um importante acordo com a Acura, marca de luxo da Toyota, para que as duas organizações pudessem retornar ao IMSA. Ambas tiveram bons momentos em fases distintas do campeonato, quando ainda se chamava American Le Mans Series, e se afastaram. A partir de 2014, houve uma fusão com a forte Grand-Am e nasceu o campeonato atual. Esse novo posicionamento organizacional fez com que Roger Penske ficasse animado para colocar a Penske no novo campeonato. A Acura se mostrou a parceira ideal e lá fomos nós para a disputa das temporadas de 2018, 2019 e 2020. Na duração do contrato de três anos, coube à Penske manter em sua estrutura os dois carros do programa. Mas após a temporada 2020, da qual fui campeão, a parceria foi desfeita e a Acura optou por entregar um carro para cada equipe diferente. Assim, um carro ficou nas mãos da Meyer Shank Racing e outro para a Wayne Taylor Racing. Foi um sucesso a operação, pois ganhamos a Rolex 24 at Daytona e o campeonato de 2022. Mas agora, a Acura voltou ao primeiro formato adotado e os dois protótipos estarão com a nossa equipe. Obviamente que estamos muito animados e trabalhando forte para fazer de 2025 o melhor ano da Meyer Shank Racing até aqui. Como vocês sabem, nosso programa da IndyCar continua com força total com os pilotos Felix Rosenqvist e Marcus Armstrong. Já no IMSA, temos algumas confirmações. O Tom Blomqvist, depois de disputar parte do campeonato deste ano na IndyCar, está voltando aos protótipos, sua especialidade. Ao seu lado já foi confirmado também Colin Braun. Para o outro carro, faltam ainda poucos detalhes e vamos anunciar em breve. A tripulação permanente é formada por dois pilotos em cada carro. As exceções são as provas longas (Daytona, Sebring e Petit Le Mans), nas quais a dupla titular recebe reforço por um ou mais pilotos. “E você, Castroneves, vai correr nessas provas longas em 2025?” Boa pergunta e muita gente mesmo tem me perguntado isso. É claro que o piloto vai responder que quer correr, mas na minha função como um dos donos da equipe, as minhas obrigações são inúmeras. Por outro lado, gostaria muito de correr para ajudar a MSR e, obviamente, tentar ganhar meu quarto Rolex. Mas, sobre isso, teremos uma definição em breve. Mas uma é certa. No pit ou na pista, estarei em Daytona trabalhando bastante para garantir mais uma vitória para a Meyer Shank Racing. Grande abraço a todos e até semana que vem. Até lá! Helio Castroneves Reprodução autorizada da coluna de Helio Castroneves, originalmente publicada no site www.lance.com.br Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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