Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Rafael Câmara estava em Mônaco para defender sua liderança na FIA Fórmula 3. Na FIA Fórmula 4 italiana Gabriel Gomez foi para Vallelunga onde a categoria realizava sua segunda etapa da temporada. Nos Estados Unidos o programa Road to Indy foi acelerar no Oval Lucas Oil com a USF PRO 2000, onde temos Nicholas Monteiro e com a USF 2000, onde compete Lucas Fecury. FIA Fórmula 3 Depois de um longo intervalo entre a 2ª e a 3ª etapa do campeonato, o retorno da FIA Fórmula 3 abriu a temporada europeia com uma “rodada tripla” e na segunda parte desta rodada de três finais de semana consecutivos, as equipes e os pilotos enfrentaram a etapa mais complicada desta temporada, pois precisam se atualizar imediatamente em um dos traçados mais difíceis do calendário onde errar não é permitido. O treino livre, que normalmente acontece na manhã da sexta-feira, aconteceu na manhã da quinta-feira (o mesmo foi feito com a FIA Fórmula 2) para evitar que as ruas do Principado ficassem interditadas por muitas horas. Com uma “pista” estreita e com a quase impossibilidade de ultrapassagens, ter um carro bem acertado para ser rápido e consumir pouco pneu, conseguir a melhor posição de largada possível era mais fundamental do que nunca. Abertos os boxes para os 45 minutos de treino programados, foi todo mundo pra pista fazer a volta de instalação e o teste do sistema do virtual safety car. Eles estavam usando pneus médios da semana passada e após as primeiras voltas Rafael Câmara estava entre os mais rápidos. Na primeira passagem o brasileiro virou e, 1m30,367s e na volta seguinte acabou atrapalhado no tráfego, motivo pelo qual o grid será dividido em 2 grupos para o treino de classificação. No final do 1° terço do tempo do treino Rafael Câmara estava em 18° por não conseguir fazer uma volta minimamente limpa para marcar um tempo na casa de 1m27s, onde estavam virando os mais rápidos. Quando conseguiu uma volta razoavelmente limpa o brasileiro marcou 1m27,972s, voltando ao top10. Depois de fazer o melhor 1° setor, foi atrapalhado no 2°, mas na volta seguinte baixou para 1m27,944s. Nos minutos finais do 2° terço os pilotos começaram a ir para os boxes e foram colocando pneus macios. Os pilotos estavam todos nos boxes e começaram a sair para os 15 minutos finais da sessão. Noah Stromsted bateu forte na saída da Saint Devote com 11 minutos para o final e o treino foi interrompido com bandeira vermelha. A bandeira verde voltou com 6 minutos para o fim da sessão voltaram todos para a pista e Rafael Câmara conseguiu uma volta em 1m27,088s sem conseguir uma volta realmente limpa. Com o cronômetro zerado o brasileiro conseguiu uma volta decente e marcou 1m26,088s, o que lhe deu a P4 na sessão. Na manhã da sexta-feira tivemos o treino de classificação e os pilotos sendo divididos em dois grupos e cada grupo teria 16 minutos para obter o melhor tempo. Diferente do que estamos acostumados na Fórmula Regional Europeia, onde os pilotos são classificados nos grupos em função da colocação no campeonato, na FIA Fórmula 3 eles foram divididos pela numeração dos carros. O Grupo A tinha os pilotos com carros de números pares e, com isso, Rafael Câmara ficou no Grupo B, o que – teoricamente – teria vantagem por ter mais borracha na pista com a condição de sol e pista seca. Sabendo do tempo a ser batido (o melhor tempo do Grupo A foi de Nikita Tsolov, com 1m24,882s) o Grupo B foi para a pista e com Rafael Câmara estava o 3° colocado do campeonato, Tim Tramnitz, que andou bem no treino livre e seria uma boa referência no grupo. As más posições de Martinius Stenshorne, Tuukka Taponen e Noah Stromsted – que ficou fora do top12 e não terá inversão de grid – poderia ser uma grande chance para nosso piloto ampliar a vantagem na liderança do campeonato. Depois de aquecer cuidadosamente os pneus macios Rafael Câmara foi para as voltas rápidas e na sua primeira passagem de pé no fundo foi atrapalhado pela bandeira amarela da saída de Nicola Lacorte que escapou na Saint Devote, mas na volta seguinte o brasileiro virou em 1m25,635s, assumindo a P1 provisória. Depois de uma volta para baixar a temperatura de freios e pneus. Rafael Câmara acelerou novamente e baixou para 1m25,610s, mas os tempos vieram baixando e faltando 5 minutos para o final o nosso piloto era o 4° provisório. O problema que ninguém queria aconteceu, faltando 3 minutos e 21s para o fim Brando Badoer bateu forte depois da Saint Devote e provocou uma bandeira vermelha. Todos tiveram que voltar aos boxes e – na teoria – os pilotos teriam tempo para tentar fazer 1 volta rápida e Rafael Câmara melhorou para 1m25,484s, mas isso deu apenas a 4ª posição no treino e com isso a P8 no grid, mas com Tim Tramnitz como 3° tempo do Grupo B, o prejuízo não foi tão grande. No fim da sessão apareceu uma investigação de alguma infração durante o período de bandeira vermelha para o brasileiro e o resultado foi uma punição de 3 posições no grid. Na manhã do sábado os pilotos retornaram à pista para a corrida Sprint. A punição de Rafael Câmara foi porque o piloto brasileiro andou lento demais na volta de retorno aos boxes durante a bandeira vermelha. Com isso ele perdeu a 5ª posição onde largaria hoje e estava largando na P8. Os pilotos saíram para a volta de apresentação e retornaram aos às suas posições no grid. Apagadas as luzes vermelhas, eles largaram para as 23 voltas programadas. Rafael Câmara foi prejudicado pela má largada de Alessandro Giusti, mas se recuperou na subida para o Cassino e depois de dividir – por fora – a curva do hotel com Noel Leon, ganhou a P7. James Hadley e Ivan Domingues bateram depois da curva do grande hotel quando frearam forte para evitar baterem em Nicola Lacorte e Santiago Ramos. Lacorte ficou parado na entrada do túnel e Ramos mais à frente também parou na pista, assim como Noel Leon que se cocou com Callum Voisin. Cinco baixas no pelotão e a entrada do safety car na primeira volta. A relargada demorou com tantos carros para serem retirados e só veio na abertura da volta 9. Rafael Câmara relargou bem e manteve sua posição, com todo mundo colado em todo mundo. Mary Boya vinha colado no brasileiro, mas passar em Mônaco com pista seca e os carros em ritmos parecidos era muito difícil. Rafael Câmara guardava uma certa distância de Charlie Wurz, tentando evitar um aumento de desgaste dos pneus. Chegamos na metade da procissão, digo, corrida com ninguém passando ninguém. Charlie Wurz foi perdendo contato com Tim Tramnitz e com isso Rafael Câmara começou a apertar o companheiro de equipe. Callum Voisin passou a atacar mais forte seu companheiro de equipe, Mary Boya e isso dava uma folga para Rafael Câmara, que deu uma pequena vantagem para Charlie Wurz e, com espaço, acelerou ora fazer a volta mais rápida da corrida. Noah Stromsted forçou uma tentativa de ultrapassagem e acabou danificando a asa dianteira, suspensão e foi para os boxes abandonar. Para não dizer que não tínhamos ultrapassagens, mais atrás algumas aconteceram no fundo do grid e depois de se aliviar da pressão, Mary Boya voltou a se aproximar de Rafael Câmara, visivelmente atrapalhado pelo ritmo de Charlie Wurz. Faltando 3 voltas para o final Rafael Câmara foi para o ataque sobre Charlie Wurz, que na defensiva, permitiu a aproximação de Mary Boya. Martinus Stenshorne tomou a volta mais rápida na penúltima volta e venceu a corrida. Rafael Câmara ficou na P7 e a vantagem no campeonato foi para 23 pontos, agora para Tim Tramnitz. Na manhã do domingo os pilotos voltaram à pista para a corrida principal, esta com 27 voltas programadas. Com a punição de três posições (que vale para as duas corridas), Rafael Câmara estava largando em 11°, fora da zona de pontuação e, como é sabido, quanto mais no meio do pelotão, maior o risco de confusão na largada, especialmente em Mônaco. Após a volta de apresentação, os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada. Rafael Câmara largou bem e sem problemas e manteve a P11. À sua frente estava Martinius Stenshorne e atrás Ugo Ugochukwu. Tim Tramnitz, o vice líder do campeonato, era o P5 e com isso estava marcando 10 pontos. Rafael Câmara vinha colado em Martinius Stenshorne, que deu um toque na roda traseira direita do nosso piloto na subida para o cassino. Era visivelmente mais rápido, mas como passar em Mônaco? A corrida seguia em ritmo de procissão e com o passar das voltas o brasileiro começou a ver o carro da frente perdendo contato com o 9° colocado Laurens Van Hoppen. A corrida entrou no 2° terço e Rafael Câmara perdeu contato com Martinius Stenshorne e começou a ser pressionado por Ugo Ugochukwu, mas duas voltas depois voltou a se aproximar do norueguês. Ugo Ugochukwu passou reto na nova chicane e estava sendo atacado por Alessandro Giuste. Rafael Câmara voltou a estar a mais de 1s de Martinius Stenshorne e nada mudava na corrida em termos de ultrapassagem entre os 14 primeiros. Na abertura do último terço de corrida Rafael Câmara foi colocado a investigação pelo toque na roda traseira direita dada por Martinius Stenshorne na primeira volta estava em análise. A desvantagem para Stenshorne chegava a 2s enquanto Ugo Ugochukwu já estava 6s atrás na sua disputa pra segurar Alessandro Giuste. Noel Leon bateu na curva portier provocou a entrada do safety car, entregando uma posição para Rafael Câmara, que entrava na zona de pontos. Charlie Wurz acusou pelo rádio que estava com um furo de pneu e tinha a asa dianteira quebrada e na relargada estava segurando todo mundo atrás dele agrupando o pelotão atrás dele e por pouco não provocou um acidente. Ele foi perdendo posições e Rafael Câmara foi para a P9. Charlie Wurz ficou parado na pista e Brando Badoer rodou antes da entrada do túnel, provocando a volta do safety car na volta 22. A relargada veio na abertura da volta 24 e o pneu traseiro direito de Rafael Câmara simplesmente saiu do carro. O brasileiro conseguiu levar o carro para os boxes, mas teve que abandonar, deixando de marcar os 2 pontos da P9. Com isso, no final da etapa o nosso piloto saiu de Mônaco ainda líder do campeonato, com 77 pontos, mas a vantagem para Tim Tramnitz caiu para 13 pontos. A próxima etapa é no próximo final de semana, em Barcelona. FIA Fórmula 2 Rapidamente falando sobre a FIA Fórmula 2, onde não temos brasileiros competindo, no sábado tivemos Kush Maini garantiu a vitória na Corrida Sprint de Monte Carlo para a DAMS Lucas Oil, conquistando a pole position no Principado. Maini fez uma largada perfeita, mas Luke Browning caiu para quinto na curva 1. Sua largada ruim permitiu que Gabriele Minì subisse para P2, 0,3s nas primeiras 10 voltas, enquanto a dupla abriu oito segundos de vantagem sobre Lindblad, em terceiro. A diferença foi neutralizada na volta 12, quando o safety car foi acionado para recuperar Joshua Duerksen nas barreiras à frente de Portier, após contato com Oliver Goethe, da MP Motorsport, na saída de Mirabeau, que deixou o AIX com danos que acabaram com a corrida. De volta às condições de corrida na volta 15, Maini escapou da faixa do DRS para Minì, enquanto Lindblad tinha Browning bem perto de sua caixa de câmbio na batalha pelo terceiro lugar na pista. Na volta final, ele estava na asa traseira de Minì, em segundo, com Maini alguns segundos à frente. No domingo tivemos a Feature Race... ou o que deu para fazer dela. O americano Jak Crawford fez sua parada obrigatória pouco antes de um safety car no final da corrida para ultrapassar os três primeiros e assumir a liderança da corrida antes de uma segunda Bandeira Vermelha encerrar uma corrida já encurtada no início. O pole position Alexander Dunne teve uma largada lenta, e Victor Martins conseguiu ficar ao lado do carro da Rodin Motorsport na Curva 1. A dupla fez contato que deixou ambos no muro em Sainte Devote e resultou em vários pilotos atrás sendo pegos no incidente, causando a Bandeira Vermelha. Fornaroli liderou o pelotão na relargada contínua à frente dos 14 carros restantes, com a corrida correndo até o tempo limite (30 minutos) em vez das 42 voltas originalmente programadas. Tendo alcançado o safety sar, os três primeiros fizeram suas paradas faltando 10 minutos para o fim. Lindblad ultrapassou Montoya com um pit stop mais rápido de Campos, enquanto Fornaroli emergiu à frente do trio mais uma vez, mas Crawford já havia feito o suficiente para assumir a liderança. A Bandeira Vermelha foi então acionada mais uma vez com as barreiras precisando de reparos. A corrida não foi retomada e Leonardo Fornaroli ficou inconformado por perder a corrida. FIA Fórmula 4 Itália A categoria de entrada mais disputada do mundo, a FIA Fórmula 4 italiana realizou sua segunda etapa no circuito de Vallelunga e seguiu o mesmo modelo da etapa anterior, onde os pilotos foram divididos em três grupos e foram disputadas 4 corridas. As três primeiras com dois dos três grupos na pista e a última com o grid inteiro e seus 40 pilotos inscritos para a etapa. Mas nos treinos eram todos juntos e misturados. Os trabalhos de pista começaram na quinta-feira com um teste coletivo pela manhã onde Gabriel Gomez foi o mais rápido, fazendo a volta em 1m34,556s. Na sexta-feira pela tivemos 4 treinos livres, com os pilotos já divididos em 2 grupos com 20 carros cada. No TL1 Gabriel Gomez foi o 2° mais rápido, com 1m35,672s. No TL 3 o brasileiro foi o mais rápido com 1m34,296s, não participando dos TL 2 e 4. Ainda na sexta-feira tivemos os treinos de classificação, com pista molhada e no grupo ímpar Gabriel Gomez ficou e, 4°, com 1m50,240s. Para as corridas os pilotos foram divididos em 3 grupos e a corrida 1, com os grupos B e C na pista, tinha Gabriel Gomez, que estava no grupo B, largando na 5ª posição. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 25 minutos +1 volta de corrida, tivemos a largada. Gabriel Gomez largou bem e manteve sua posição, mas já ganhou a P4 de Maxim Rehm ainda na 1ª volta. Quando Kornelia Olkucka toi para a caixa de brita na 4ª volta tivemos a entrada do safety car. A relargada veio quando faltavam 13 minutos para o final da corrida e na relargada Gabriel Gomez relargou bem e manteve sua posição. Lentamente o brasileiro foi se aproximando de Luca Sammalisto, centésimos por volta e nos 5 minutos finais já não era ameaçado por Maxim Rehm. Luca Sammalisto não aguentou a pressão, errou e bateu sozinho, entregando a P3 para Gabriel Gomez e provocando um safety car com menos de 3 minutos para o final. A corrida terminou sob safety car e o piloto brasileiro foi para o pódio. Algumas horas mais tarde os pilotos voltaram à pista para a 2ª corrida, com os pilotos dos grupos A e B e Gabriel Gomez estava largando para esta corrida na 6ª posição. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 25 minutos +1 volta de corrida, tivemos a largada. Gabriel Gomez largou muito bem enquanto o pole position largou muito mal. David Walther escapou para a caixa de brita na curva 1, mas a direção de prova deixou a corrida rolar até a metade da primeira volta quando brasileiro era o P5. A relargada veio na abertura da volta 4 e Gabriel Gomez relargou bem e foi pra cima de Emanuele Olivieri e ganhou a P4 ainda na mesma volta, mas o italiano não desistiu da briga e Gabriel Gomez precisou fazer uma pilotagem muito defensiva por três voltas, o que o afastou de Tomass Stolcermanis. A pressão de Olivieri diminuiu um pouco, mas Gabriel Gomez estava a 2,4s do 3° colocado na metade da corrida. Os três primeiros começaram a brigar entre si e isso ajudou na aproximação de Gabriel Gomez que foi chegando e faltando 3 minutos os 5 primeiros estavam juntos. O piloto brasileiro teve apenas uma chance de atacar, na última volta, e não desperdiçou Tomass Stolcermanis errou, colocou as rodas na grama faltando três curvas para o fim da prova e Gabriel Gomez estava lá para tomar a 3ª posição e ir novamente ao pódio no sábado. Com a divisão dos grupos Gabriel Gomez não participou da corrida 3 na manhã do domingo, mas na corrida que encerou a programação, com o grid completo, o piloto brasileiro estava largando na 4ª posição. O grid estava fazendo o contorno da última curva quando os pilotos alinharam após a volta de apresentação. Apagadas as luzes vermelhas para os últimos 25 minutos +1 volta do final de semana, Gabriel Gomez largou bem enquanto o pole, Nakamura Berta, engazopou e foi engolido pelo grid. O brasileiro foi arrojado e atacou Tomass Stolcermanis e Sebastian Wheldon para tomar a ponta ainda no primeiro setor do circuito. Os dois que foram ultrapassados ficaram perdidos e perderam outras posições. Teve muita gente indo pra grama na 1ª volta e o safety car foi acionado, atrapalhando a vantagem de Gabriel Gomez. A relargada veio com 15 minutos para o final e o brasileiro relargou bem e evitou um ataque de Alex Powell. Emanuele Olivieri era o 3° e os 3 abriram do 4° colocado, Salim Hanna, mas Gabriel Gomez, de cara pro vento, ia abrindo da briga pela P2. Enquanto a disputa pela P2 ia ficando mais animada, com a chegada de Salim Hanna, Gabriel Gomez ia aumentando a vantagem na liderança e tudo que ele não precisava era de uma entrada de safety car nos 8 minutos finais quando Olivieri tomou a P2. A vantagem do brasileiro era de 2,4s. O brasileiro ampliou a vantagem, subindo para 2,7s nos 5 minutos finais passou dos 3s nos minutos finais. Gabriel Gomez conquistou uma vitória espetacular, sua primeira na categoria. Com o resultado Gabriel Gomez subiu para a P3 no campeonato com 78 pontos. A próxima etapa será em Monza, de 20 a 22 de junho. Road to Indy USF PRO 2000 Em final de semana de 500 Milhas de Indianápolis, a USF PRO 2000 teve a sua etapa de corrida em oval da temporada na mesma cidade, mas algumas milhas distante do Indianápolis Motor Speedway, no Lucas Oil, oval de 0,686 milha. Na quinta-feira tivemos duas sessões de treinos livres e a definição do grid. No primeiro treino livre Nicholas Monteiro foi o 4° mais rápido, com 120.150 milhas por hora. A condição da pista piorou para a segunda sessão e o brasileiro foi o mais rápido com 125.990 milhas por hora, mas na hora que era mais importante Nicholas Monteiro não conseguiu repetir o que fez nos treinos livres e foi apenas o 8° colocado, com 123.510 milhas por hora. Na sexta-feira tivemos um treino livre para pilotos e equipes fazerem um último ajuste nos carros. Nicholas Monteiro ficou com a 4ª posição, fazendo a volta na média de 123.739 milhas por hora, um ânimo para a corrida? Já estávamos sob as luzes dos holofotes quando os pilotos da USF PRO 2000 saíram do pit lane. Após as voltas de apresentação tivemos a bandeira verde para a Freedom 90. Nicholas Monteiro largou bem pela linha externa e ganhou duas posições, subindo para 6°. A disputa pela 7ª posição entre Michael Costello e Brady Golan ajudava Nicholas Monteiro a ter mais de 1s de vantagem, mas quando Golan superou Costello foi buscar o brasileiro e a partir da volta 18 se estabeleceu uma briga pela P5 entre Max Taylor, Nicholas Monteiro e Brady Golan. Na volta 30 Golan tomou a P6 de Nicholas Monteiro usando o tráfego dos retardatários e, no tráfego com os retardatários, levou o troco duas voltas depois. Mas tinha mais tráfego pela frente e na volta 38 Golan voltou para a P6. Apenas os 9 primeiros estavam na volta do líder. A disputa não tinha acabado e a briga pela P5 voltou a esquentar com os pilotos da Turn3 Motorsport voltando a atacar quando Joey Brienza foi para o muro na volta 48 e provocou a entrada do safety car. A bandeira verde veio na volta 57 e Nicholas Monteiro perdeu a P7 para Michael Costello. Haviam muitos retardatários no meio do pelotão e foi com eles que Nicholas Monteiro recuperou a P7 na volta 74 quando superou Max Taylor, que perdia rendimento. Na última volta ele superou Michael Costello para ganhar a 6ª posição, onde terminou a corrida. O brasileiro deixou Indianápolis na 9ª posição no campeonato com 113 pontos. USF 2000 Lucas Fecury também foi acelerar no Lucas Oil, oval de 0,686 milha que também fica na cidade de Indianápolis. Assim como na categoria USF PRO 2000, na quinta-feira tivemos duas sessões de treinos livres e a definição do grid. No primeiro treino livre o brasileiro foi o mais lento dos 19 pilotos, com 112.403 milhas por hora. A condição da pista melhorou para a segunda sessão e o Lucas Fecury melhorou, mas foi apenas o 17° com 114.975 milhas por hora. No final da tarde, no treino que definiu o grid, nosso representante continuou com dificuldades e foi o 18°, com 123.510 milhas por hora de média na sua volta. Na sexta-feira à tarde tivemos um treino livre para pilotos e equipes fazerem um último ajuste nos carros. Lucas Fecury continuava lento em relação aos concorrentes e ficou com a 19ª posição, fazendo a volta na média de 113.379 milhas por hora. No início da noite, mas ainda com luz natural, os pilotos voltaram ao pit lane para a Freedom 75, a corrida no circuito oval do Lucas Oil. Timothy Carel bateu nas voltas de apresentação e não largou. Após as voltas atrás do safety car tivemos a bandeira verde. Lucas Fecury estava na P17, à frente de Patricio Gonzalez. Após 15 voltas os 3 últimos – Rodrigo Gonzalez, Lucas Fecury e Patricio Gonzalez – já haviam perdido contato com o pelotão da frente. Na volta 30 Fecury tinha 2s de desvantagem para o P16. Na volta 34 o piloto brasileiro tomou uma volta do líder, Anthony Martella, Na 45 Lucas Fecury continuava na P17 e a mais de 3s de Rodrigo Gonzalez. Quando Patricio Gonzalez parou nos pits na volta 55 e não voltou o nosso piloto passou a ser o último na pista até que na volta 62 Jeshua Alianell ficou lento na pista, quase parou e provocou a entrada do safety car. Lucas Fecury subiu para a P16. A bandeira verde veio na volta 66 e após 9 voltas veio a bandeira quadriculada com Fecury na P16. O brasileiro deixou Indianápolis na P15 do campeonato com 65 pontos. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |