Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de tivemos importantes corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial no continente europeu e nesta semana eu espero não irritar minhas editoras com textos muito longos. O autódromo de Hungaroring foi o palco da penúltima etapa da FIA Fórmula 3, com Rafael Câmara defendendo a sua vantagem na liderança do campeonato, que poderia estar maior caso a corrida principal em Spa Francorchamps não tivesse sido cancelada. Já no circuito de Ímola a Fórmula Regional Europeia iniciou a segunda metade do campeonato, com Pedro Clerot continuando sua busca pelo protagonismo na categoria e dentro da programação também aconteceria a 5ª etapa da FIA Fórmula 4 italiana, com Gabriel Gomez em alta. FIA Fórmula 3 A categoria que é a entrada na reta final para os pilotos que desejam chegar à Fórmula 1 chega à sua penúltima etapa no travado circuito húngaro, onde a dificuldade nas ultrapassagens iria exigir uma performance de excelência nos treinos, especialmente no classificatório Rafael Câmara chegou na Hungria com 28 pontos de vantagem e, dependendo da combinação de resultados, o piloto brasileiro pode sair da Hungria com o título antecipadamente. A manhã da sexta-feira teve a sessão de treinos livres, com 45 minutos de duração, sol, calor e pista seca com 37,5°C. Os boxes foram abertos, mas nos primeiros minutos a maioria dos pilotos continuava nos boxes e até fora dos carros. Foi só no final do final do 1° terço da sessão que os pilotos vieram para a pista e entre eles Rafael Câmara, que deu uma volta e retornou para os boxes. Os mais rápidos estavam virando na casa de 1m35s. Todos estavam usando pneus duros. O piloto brasileiro voltou para a pista aqueceu os pneus e no que acelerou marcou 1m34,138s, sendo 3 décimos mais rápido que Nikola Tsolov e 5 décimos mais rápido que Tim Tramnitz. Depois de uma volta para resfriar pneus e freios o brasileiro acelerou para mais uma volta rápida, mas uma bandeira amarela no 2° e outra no 3° setor comprometeu sua volta. O nosso piloto voltou para os boxes, contradizendo pela enésima vez o comentarista da transmissão que errou todas até o momento. Entramos no terço final do treino com Tim Tramnitz superando o piloto brasileiro por 88 milésimos. Rafael Câmara voltou para a pista faltando 12 minutos para o final da sessão. Fez uma volta para aquecer os pneus e partiu para mais uma volta rápida e foi o primeiro a entrar na casa de 1m33s, com 1m33,888s. A volta de Tim Tramnitz foi cancelada por track limits e, ao menos por enquanto, nosso piloto estava sobrando para o restante do pelotão e voltou para os boxes. A 5 minutos do fim Nikola Tsolov ficou com o carro parado na pista, provocando uma bandeira vermelha e sem tempo para retomada, o treino acabou com Rafael Câmara na P1. Após o treino livre 1 da Fórmula 1 os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para o treino que definiria o grid das corridas do sábado e do domingo em uma pista curta, com 30 carros e onde conseguir uma volta limpa e rápida seria crucial para ter um bom resultado, uma vez que as ultrapassagens não são fáceis. Os pilotos foram logo para a Pista, mas a equipe Campos, de Mari Boya e Nikola Tsolov ficou nos boxes. Nesta sessão os pilotos estavam com os pneus médios. Rafael Câmara foi para a pista, fez duas voltas de aquecimento dos pneus, se posicionou bem e na primeira volta rápida marcou 1m33,529s, ainda com algum tráfego... e perdeu a volta por track limits. Os carros da Campos Racing vieram para a pista enquanto Rafael Câmara avisou pelo rádio que o carro estava saindo de traseira antes de voltar para os boxes. Todos estavam nos boxes menos os carros da Campos e com a pista limpa ficaram os 3 nas 4 primeiras posições. Faltando 17 minutos para o final da sessão os pilotos voltaram pra pista, entre eles Rafael Câmara, que precisava acertar a volta enquanto isso os carros da Campos voltavam para os boxes. Na volta de aquecimento o brasileiro já estava atrapalhado pelo tráfego e a volta já estava complicada. Ainda assim o nosso piloto marcou 1m32,847s, mas poderia ser bem melhor. Depois das voltas dadas Rafael Câmara era o 5° colocado e voltou para os boxes. Novamente, no sentido inverso, quando todos foram aos boxes os carros da equipe Campos foram para a pista, mas Mari Boya foi o único a fazer uma volta boa. Faltando 8 minutos para o final da sessão Rafael Câmara era o 6°, Tim Traminitz o 13° e Nikola Tsolov o 15°. O brasileiro estava na pista para uma última tentativa de melhora. Novamente o brasileiro tinha tráfego à frente. A equipe errou a estratégia claramente e ele foi para os boxes. Depois de um tempo parado o brasileiro voltou para a pista no mesmo timing dos pilotos da Campos. Rafael Câmara abriu volta apenas a poucos segundos do final do tempo com menos carros na pista e marcou 1m32,510s, superando Mari Boya por 8 milésimos. Tim Tramnitz foi apenas o 17° e Nikola Tsolov o 21°. Pole position para o brasileiro. Na manhã do sábado os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para a corrida Sprint. O céu estava encoberto, mas não parecia ter uma condição para chuva durante a corrida. Todos estavam com pneus slicks médios. Rafael Câmara largava na 12ª posição com o grid invertido e tendo seus adversários mais diretos – Tim Tramnitz e Nicola Tsolov largando atrás dele, na P17 e P21, respectivamente. Uma boa largada, sem confusão e uma boa corrida pode render alguns pontos importantes para chegar ao título antecipadamente. Depois da volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para as 19 voltas programadas, foi dada a largada. Rafael Câmara, largando pela linha interna e menos emborrachada, foi cauteloso e passou limpo pelas primeiras curvas e caiu para a P13. A escapada e batida de Alessandro Giuste deu a P12 para o brasileiro e provocou a entrada do safety car. Tramnitz era o P15 e Tsolov o P19. A relargada veio na abertura da volta 3 e Rafael Câmara foi mais agressivo e foi pra cima de Tuukka Taponen depois de passar Noel Leon e ganhar a P11. Na sequência entramos no “trem do DRS e depois de um ataque no miolo, Brad Benavides cortou a chicane, prejudicou o brasileiro e provocou sua queda para a P13. O americano teve que devolver a posição, mas a perda para Noel Leon não foi recuperada e o brasileiro voltou pra P12. Na abertura da volta 11 o brasileiro superou Tuukka Taponen e voltou para a P11. Na volta seguinte Rafael Câmara atacou e tomou a P10 de Gerrard Xie para entrar na zona de pontos com a P10. Ele estava 1,5s atrás de Noel Leon, mas fez essa diferença sumir em uma volta, mostrando que tinha muito mais carro (e pneus) que os carros à sua frente e sem pressão nos retrovisores, podia se concentrar em atacar. Theophile Nael e Noel Leon se enroscaram na briga pela P7 e foram para a grama. Rafael Câmara saiu no lucro e subiu para 8°. Com Noel Leon parado em local perigoso o safety car foi novamente acionado. Na volta 15. Demorou muito para retirarem o carro de Noel Leon e os pilotos tiveram apenas a última volta para tentar mudar alguma coisa em suas vidas. Rafael Câmara manteve sua posição e depois foi pra cima Mari Boya, mas não deu pra ganhar a posição do espanhol. Com o 8° lugar o brasileiro marcou 3 pontos e, com os dois pontos da pole position, a diferença para Nikola Tsolov subiu para 33 pontos. O título estava muito perto. Na manhã do domingo os pilotos voltaram à pista para a corrida principal. Rafael Câmara largando na pole position, pelo lado limpo e emborrachado na pista e com boas condições para fazer uma boa corrida. As condições para a corrida mudaram. A chuva prevista para o domingo chegou e a pista estava molhada. Rafael Câmara largava na pole position e a direção de prova determinou a volta de apresentação – e a largada – atrás do safety car. Mari Boya, ainda com chances de título largava na P2. Nicola Tsolov era o P21 e Tim Tramnitz o P16. A temperatura amena 16°C no ar e 21°C na pista pouparia pneus em condições secas, mas com pista molhada tudo mudava. A largada para as 24 voltas aconteceu em movimento com a saída do safety car. Rafael Câmara largou bem e abriu uma pequena vantagem para Mari Boya na primeira volta, mas duas voltas depois o piloto da Campos Racing se aproximou pouco antes da direção de prova liberar a abertura do DRS. Roman Bilinski e Brad Benavides se tocaram e provocaram a entrada do safety car na volta 4, agrupando o pelotão, que os dois primeiros já tinham deixado para trás. A relargada veio na abertura da volta 7 e Rafael Câmara relargou bem e manteve a liderança, mas Mari Boya veio colado. Gerrard Xie e Ugo Ugochukwu se tocaram na briga pela P4 e com o carro do americano parado em local perigoso o safety car foi para pista novamente. O serviço de resgate lento consumia as voltas e com a chuva parando a pista estava secando. Cuidar dos pneus seria vital para todos os pilotos. A nova relargada veio na abertura da volta 11 e novamente Rafael Câmara relargou bem e conseguiu abrir mais de 1s para não dar a abertura de asa para Mari Boya. Noel Leon acertou James Hedley que rodou, mas conseguiu voltar pra pista. Rafael Câmara fez a volta mais rápida da corrida e vinha segurando a vantagem acima de 1s. Tuukka Taponen que vinha em 3° não conseguia acompanhar o ritmo enquanto Nikola Tsolov fazia uma grande corrida e era o 8° com 12 voltas (metade da corrida) enquanto Tim Tramnitz era o 17°. A transmissão estava mostrando as disputas no meio do pelotão e deixou de lado o duelo pela liderança, mas Rafael Câmara vinha se mantendo a mais de 1s de vantagem para Mari Boya enquanto Nicola Tsolov chegava à P6 na volta 15 quando a direção de prova colocou o tempo na regressiva com 13 minutos para o fim da prova quando Mari Boya baixou a diferença para menos de 1s, mas Rafael Câmara reagiu e aumentou novamente a diferença. O sol apareceu e alguns pilotos no fim do pelotão entraram para colocar pneus slicks. Rafael Câmara mantinha a vantagem pouco acima de 1s sobre Mari Boya, mas o espanhol falou pelo rádio que o brasileiro estava com um desgaste acentuado nos pneus e a equipe mandava que nosso piloto procurasse água na pista para resfriar os pneus. Mais atrás a briga pela P3 tinha 4 pilotos na briga, entre eles Nokola Tsolov que era o 6°.  Rafael Câmara apertou o da direita, fez a volta mais rápida da corrida e abriu mais de 2s para Mari Boya. O cronômetro zerou e abriam a última volta. Rafael Câmara fez a volta sem erro e venceu a corrida de ponta a ponta e conquistar o título por antecipação. Com a vitória somou 25 pontos, estabeleceu 48 pontos de vantagem sobre Mari Boya e 50 sobre Nikola Tsolov, uma diferença impressionante em uma categoria tão disputada e agora a mente e os olhos já estavam na FIA Fórmula 2. 2026 já chegou para nosso campeão.   Fórmula Regional Europeia O Autódromo Enzo e Dino Ferrari recebeu a 6ª etapa da Fórmula Regional Europeia. Em 3° lugar no campeonato, Pedro Clerot tinha uma desvantagem considerável para os dois primeiros colocados, mas com metade da temporada pela frente, há espaço para uma recuperação do piloto brasileiro. Foi anunciado neste final de semana que a categoria vai mudar de pacote técnico para 2026, com o Automobile Club d’Itala passando a assumir a gestão da categoria que passará a chamar-se FREC, sem ter mais a participação da Alpine. Na pista, a sexta-feira teve os dois treinos livres e após os 45 minutos da sessão para os 29 pilotos, Pedro Clerot ficou com a 10ª posição, com sua melhor volta em 1m39,971s, 927 milésimos mais lento que Enzo Deligny, o mais rápido. Na sessão da tarde os tempos pioraram de forma geral e o piloto brasileiro teve um melhor desempenho em relação ao grid e marcou sua volta mais rápida em 1m40,095s, 472 milésimos mais lento que Matteo De Palo. Na manhã do sábado os pilotos voltaram à pista para o treino que definiria a corrida programada para a tarde. Como de costume os pilotos foram divididos em dois grupos e teriam 15 minutos para estabelecerem seus melhores tempos de volta. Tínhamos tempo claro, céu limpo e temperaturas amenas. Pedro Clerot estava no grupo A e saiu dos boxes puxando a fila. Após as primeiras voltas para aquecer os pneus apropriadamente os pilotos partiram para as voltas rápidas. A primeira volta de Pedro Clerot foi em 1m40,373s, mas os tempos certamente ainda iriam baixar. Na sua segunda volta rápida o piloto brasileiro baixou para 1m39,538s. e estava brigando pelas primeiras posições. Depois de uma volta para resfriar pneus e freios Pedro Clerot virou uma volta em 1m39,276s e estava na cola de Freddie Slater. Na volta seguinte o brasileiro virou 1m39,139s e em mais uma volta baixou para 1m39,059s, tempo que lhe deu a P2 no grupo. Já com o tempo zerado Pedro Clerot entrou na casa de 1m38s, marcando 1m38,898s, mas não conseguiu superar Freddie Slater. No grupo B o mais rápido foi Enzo Deligny, com 1m38,585s, ficando com a pole position. No início da tarde do sábado os pilotos da Fórmula Regional Europeia voltaram à pista para a primeira das duas corridas. Pedro Clerot largava na P4. Tínhamos sol e calor e os pilotos precisariam cuidar bem dos pneus. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 30 minutos +1 volta, tivemos a largada. Pedro Clerot largou muito bem, passou Freddie Slater e pulou pra P2. O brasileiro foi para o ataque sobre Enzo Deligny na 1ª volta. Na 2ª volta Hiyu Ymamakoshi escapou e bateu forte. Duas curvas depois Zachary David rodou e ficou fora da corrida. A entrada do safety car era inevitável. Na volta seguinte o diretor de prova deu bandeira vermelha para recuperarem a barreira de proteção atingida por Yamakoshi. Os carros deixaram os pits 12 minutos depois e fizeram duas voltas de aquecimento dos pneus, sob bandeira amarela e com o safety car. A relargada veio na abertura da volta 5 e Pedro Clerot manteve sua posição, restando pouco menos de 16 minutos de corrida. Freddie Slater começou a pressionar o brasileiro que começou a ver Enzo Deligny abrir vantagem. Pedro Clerot tentou escapar, fez a melhor volta da prova na volta 8, mas na volta seguinte deu uma travada de pneu na curva Tosa. O pelotão da briga pela P2 tinha Clerot, Slater e Bohra. Entramos nos 10 minutos finais e Freddie Slater recebeu uma bandeira de advertência por track limits. Freddie Slater foi pra cima de Pedro Clerot faltando 6 minutos de corrida e o brasileiro não conseguiu segurar a P2. Akshay Bohra veio pra cima tentando a P3 e conseguindo passar enquanto Rashid Al Dhaheri escapou e bateu, trazendo o safety car pra pista. Os pneus de Pedro Clerot pareciam ter acabado. A relargada deu para duas voltas sinistras. O brasileiro se segurou na relargada, mas Matteo De Palo estava colado nele, mas ele segurou a P4 na pista. Na manhã do domingo os pilotos voltaram à pista para o treino que definiria o grid da corrida de encerramento da etapa em Ímola. Desta vez o grupo B seria o primeiro a ir para a pista e ao final dos 15 minutos, Akshay Bohra foi o mais rápido, com 1m38,503s. Logo em seguida os pilotos do grupo A vieram para a pista e Pedro Clerot foi novamente puxando a fila no aquecimento dos pneus na primeira parte dos 15 minutos. Na sua primeira volta rápida Pedro Clerot marcou 1m40,384s, mas esse tempo ia baixar bem. Na sua segunda passagem o brasileiro melhorou para 1m39,493s. os tempos de volta iam caindo e ainda tínhamos 5 minutos de treino. Pedro Clerot continuava melhorando e marcou 1m39,106s. Depois de uma volta para resfriar pneus e freios o brasileiro voltou a acelerar e no final Pedro Clerot conseguiu uma volta em 1m38,926s, o que deu a ele a P3 no grupo. Na tarde do domingo os pilotos voltaram à pista para a corrida que encerrava a 6ª etapa da temporada. Pedro Clerot largava na 6ª posição e precisava fazer uma boa largada. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 30 minutos +1 volta, tivemos a largada. Pedro Clerot largou bem, mas foi bloqueado por Matteo De Palo que mudou a trajetória algumas vezes antes de entrar na Tamburello. O brasileiro permaneceu em 6° lugar. Vários incidentes na 1ª volta provocaram a entrada do safety car. A relargada aconteceu na abertura da volta 3 e Pedro Clerot relargou bem e manteve sua posição, mas era pressionado por Jim Nakamura. Eles nem completaram a volta quando Jack Beeton atingiu Jin Nakamura e os foi foram para as barreiras na Acqua Minerale. Felizmente não atingiram Pedro Clerot, que estava logo à frente. A relargada demorou um pouco mais, para recompor a barreira, vindo na abertura da volta 5. Pedro Clerot relargou bem novamente e manteve sua P6, buscando Matteo De Palo, mas sem descuidar de Evan Giltaire, o P7. Depois de 3 voltas sem entradas do safety car Pedro Clerot se afastou um pouco de Evan Giltaire, mas também perdeu terreno para Matteo de Palo. Entramos no último terço de prova e nos 5 minutos finais o brasileiro tentou uma última aproximação, mas não teve sucesso. Pedro Clerot terminou em 6°, mas se beneficiou da desclassificação de Freddie Slater após a prova. Nosso piloto saiu de Ímola em 4° no campeonato, com 128 pontos, 58 pontos atrás de Slater, o líder. A próxima etapa será em setembro, no Red Bull Ring. FIA Fórmula 4 O Autódromo Enzo e Dino Ferrari foi o palco da 5ª etapa da FIA Fórmula 4 e foi o local escolhido para o anúncio de que, a partir de 2026 a Fórmula Regional Europeia passará a ser promovida pelo Automobile Club d’Italia. As atividades começaram na quinta-feira, com dois dias de testes coletivos. Pela manhã, na 1ª sessão, Gabriel Gomez foi apenas o 11° colocado, com sua melhor volta em 1m47,456s, 424 milésimos de Enea Frey, o mais rápido da sessão. Na sessão da tarde o brasileiro voltou à sua boa forma e ficou com o 3° tempo, marcando 1m46,714s, a 286 milésimos de Luka Sammalisto. O sábado teve quatro sessões de treinos, sendo dois treinos livres pela manhã e os dois treinos de definição do grid na para as corridas sem inversões na parte da tarde. No primeiro treino livre Gabriel Gomez tratou de se impor e ficou com o melhor tempo, em 1m47,046s. No segundo treino livre o brasileiro ficou com o 5° tempo, marcando 1m46,417s, 188 milésimos mais lento que Oleksandr Bondarev. Na parte da tarde vieram as sessões de definição do grid e aí ninguém segurou Gabriel Gomez: Que na primeira conseguiu a melhor volta em 1m46,368s e na segunda foi ainda melhor, marcando 1m46,101s. Duas pole positions para nosso representante. Na manhã do sábado tivemos a primeira corrida e os 39 pilotos inscritos voltaram à pista. Gabriel Gomez largava na pole position, mas ao seu lado estava o líder do campeonato, Nakamura Berta. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 30 minutos +1 volta programados, tivemos a largada. Gabriel Gomez largou muito bem e deixou os 5 carros da Prema brigando entre si atrás dele. Gabriel Gomez aproveitou a disputa para abrir uma boa vantagem já na 1ª volta. Melhor ainda com Salim Hanna tendo ganho a P2 de Nakamura Berta. Como costuma ser normal, tivemos um enrosco com batida e a entrada do safety car no final da 1ª volta, acabando com a vantagem do brasileiro. Os companheiros de equipe, Ludovico Busso e Arthur Lorimier deram esta alegria à sua equipe e à Prema. A relargada viria na abertura da volta 4, mas Kornelia Olkucka acertou a traseira de Elia Weiss antes da bandeira verde, que só veio a ser agitada uma volta depois e de termos 1/3 do tempo de corrida consumido no “modo procissão”. Gabriel Gomez relargou bem e já tentava refazer a vantagem sobre Salim Hanna. Nakamura Berta vinha babando na P3 e Sebastian Wheldon era apenas o 5°, mas logo caiu para 6°. Foram apenas 3 voltas em bandeira verde até Javier Herrera e Guy Albag baterem e ficarem na brita da Tamburelo... levando o safety car de volta à pista. Mais algumas voltas no “modo procissão” e a relargada acontecendo com 6 minutos para o final da corrida.  Mais uma vez Gabriel Gomez relargou sem dar chances para Salim Hanna ataca-lo, tendo que se defender de Nakamura Berta, ajudando o nosso piloto. Quem se complicava era Sebastian Wheldon, que caiu para 7°. Duas voltas depois Emily Cotty apareceu parada na grama, do lado interno da Tamburello, mas colocaram uma dupla bandeira amarela. Gabriel Gomez controlou bem a pequena, mas vital vantagem sobre Salim Hanna para vencer de ponta a ponta a corrida 1.  Algumas horas depois, no final da tarde do mesmo sábado, os pilotos da FIA Fórmula 4 Itália retornaram à pista para a 2ª corrida do final de semana. Mais uma vez Gabriel Gomez largava da pole position, com a “squadra” da Prema nas posições seguintes. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 25 minutos +1 volta programados, tivemos a largada. Gabriel Gomez largou, bem, pulou na ponta, mas um carro parado no grid provocou uma catástrofe que envolveu 15 dos 39 carros, provocando a bandeira vermelha imediatamente. Devido à programação e o tempo de limpeza de pista, a corrida foi suspensa, péssimo para Gabriel Gomes que tinha tudo para diminuir ainda mais a diferença para Nakamura Berta. A única boa notícia foi o fato de todos os pilotos estarem bem de saúde. No início da tarde do domingo tivemos a corrida 3, encerrando o final de semana em Ímola. Gabriel Gomes largava numa incômoda 8ª posição com muitos carros rápidos à sua frente, especialmente os pilotos da Prema. Após o impressionante acidente da corrida 2, cinco carros não foram para o grid. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 25 minutos +1 volta programados, tivemos a largada. Gabriel Gomez largou bem e ganhou uma posição na tomada da Tamburello e a segunda na Villeneuve, pulando para 6° e já atacava Emanuele Olivieri depois da Tosa quando David Walther apareceu na caixa de brita da Tamburello, o que provocou a entrada do safety car na aberra da 2ª volta. A relargada veio na abertura da volta 4. Gabriel Gomez atacou e superou Emanuele Olivieri par ganhar a P5 e foi para o ataque sobre Newman Chi, mas via Nakamura Berta na liderança da corrida. A corrida de Gabriel Gomez não se resumia a tentar superar os pilotos à sua frente. Salim Hanna era o 6° colocado na volta 6 e tentava recuperar a posição perdida para o brasileiro na 1ª volta. O pelotão com os 6 primeiros estava bem próximo no início do 2° terço de corrida. Nas categorias de base os pilotos não fazem “jogo de equipe”. É cada um por si para tentar chegar à Fórmula 1 e Oleksandr Bonderev pressionava e atacava Nakamura Berta pela ponta e isso mantinha os 6 primeiros próximos. Kornelia Olkucka rodou sozinha e foi pra brita na Tamburello, provocando a entrada do safety car a 11 minutos do fim da prova. O resgate foi rápido e duas voltas depois a bandeira verde foi agitada, faltando pouco menos de 7 minutos para o fim. Gabriel Gomez foi pra cima de Newman Chi, mas cuidava de Salim Hanna nos retrovisores. Quem segurava o pelotão era Nakamura Berta, atacado por Oleksandr Bonderev, que passou pelo líder do campeonato e os dois atrapalharam Maksmilian Popov, que perdeu a P3 para Newman Chi e a P4 para Gabriel Gomez, que não conseguiu chegar ao pódio nesta corrida. Gabriel Gomez saiu de Ímola na P2 do campeonato, com 191 pontos, 55 a menos que Nakamura Berta. A próxima etapa será em Barcelona, na 2ª quinzena de setembro. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |