
No último domingo aconteceu o 40º GP da Hungria, no circuito de Hungaroring, onde aconteceram todas as corridas, vencido pela primeira vez em 10 de agosto de 1986, pelo brasileiro Nelson Piquet. A corrida inaugural ficou marcada pela antológica ultrapassagem de Piquet sobre Senna, no final da reta, por fora, considerada uma das mais notáveis manobras da história da Fórmula 1. Com seus 4,381 quilômetros, faixa de asfalto estreita, com apenas uma reta, que também é o único ponto de ultrapassagem, uma sequência de curvas de baixa velocidade, fez com que os pilotos o definissem como um “kartódromo crescido”. Para comparação: A média horária de Mônaco, o circuito mais lento do calendário, neste ano foi de 155,292 km/h e a de Hungaroring de 192,942 km/h. Em resumo: É uma pista travada, o que não agrada aos pilotos. O grid na Hungria ficou assim definido, em suas 10 primeiras posições: 1º) Charles Leclerc (Ferrari), com 1m15s372, 2º) Oscar Piastri (McLaren), com 1m15s398, 3º) Lando Norris (McLaren), com 1m15s413, 4º) George Russell (Mercedes), com 1m15s425, 5º) Fernando Alonso (Aston Martin), com 1m15s481, 6º) Lance Stroll (Aston Martin), com 1m15s498, 7º) Gabriel Bortoleto (Sauber), com 1m15s725, 8º) Max Verstappen (Red Bull), com 1m15s728, 9º) Liam Lawson (Racing Bulls), com 1m15s821 e 10º) Isack Hadjar (Racing Bulls), com 1m15s915. Distância entre 1º e 10º colocados: 0s543. Pouco mais de 0,5 segundo! Entre os 20 participantes a diferença foi de apenas 0s851. Impressionante! Gabriel Bortoleto surpreendeu com sua excelente posição no grid. Quando se tinha como certo o domínio da McLaren na qualificação, Leclerc conseguiu uma volta voadora com seu Ferrari e a Aston Martin colocou seus carros nos 5º e 6º lugares, mostrando uma evolução importante.
Hungaroring, a 14ª etapa do Campeonato, evidenciou o completo domínio da McLaren, no caminho certo e seguro para ser campeã entre os construtores e os pilotos. A equipe de Woking, venceu 11 das 14 provas disputadas. Nos dois Campeonatos soma mais que o dobro dos pontos dos vice-líderes. Verstappen chegou em melancólico 9º lugar. Baseado na gradual queda de rendimento, a Red Bull parece já priorizar o projeto de 2026. Hamilton continua seu calvário. Não consegue andar nem próximo de Leclerc, o companheiro de equipe. O supercampeão britânico tem pilotado muito bem, é combativo, mas o resultado não vem. Ele vem se dedicando ao máximo para superar o problema que acredita estar nele mesmo. Foi o 12º na Hungria. Leclerc perdeu um lugar no pódio, por mais um erro estratégico da equipe italiana, para Russell e sua sempre destacável regularidade. Gabriel Bortoleto foi o grande destaque da corrida. O carro da Sauber é um dos mais limitados do grid. O brasileiro registrou o 7º melhor tempo. Ele tem conseguido, com muita concentração, executar uma volta voadora no momento mais decisivo da qualificação. E isso só pode se repetir por muita competência. Jornalistas o consideraram o melhor do final de semana. O piloto brasileiro tem reunidas todas as características de um talento excepcional. Se a Audi quiser continuar com Gabriel quando assumir em 2026, deve decidir bem rápido a prorrogação de seu contrato, caso contrário outra equipe o contratará. Não faltam interessados. Situação do Campeonato Mundial de Construtores: 1º) McLaren – 559 pontos, 2º) Ferrari – 260, 3º) Mercedes – 236, 4º) Red Bull – 196 e 5º) Williams – 70. Situação do Campeonato Mundial de Pilotos: 1º) Oscar Piastri – 284 pontos, 2º) Lando Norris – 275, 3º) Max Verstappen – 187, 4º) George Russell – 172 e 5º) Charles Leclerc – 151. Próximo encontro: GP da Holanda – 31 de agosto. Luiz Carlos Lima 
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