
Um dos acontecimentos mais tristes da história da Fórmula 1 foi a morte do piloto britânico Tom Pryce estaria completando 77 anos de idade. Nascido Thomaz Maldwyn Pryce, em Ruthin (Denbigshire), no País de Gales, no ano de 1949, começou a participar de corridas regionais na Inglaterra, atuando com bastante destaque, chamando atenção de vários chefes de equipe. Ao vencer o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 3 de 1974, sob chuva, recebeu convite para pilotar um Token, de uma das menores equipes de Fórmula 1. Sua estreia aconteceu no GP da Bélgica do mesmo ano. A equipe Shadow o vinha observando o galês e o convidou para pilotar seu modelo DN3 nas demais provas da temporada. Pryce se envolveu em batidas nas suas três primeiras participações. Mas logo começou a se destacar. Largou no quinto lugar em Brands Hatch e terminou em sexto em Nurburgring. Nas demais corridas sofreu com a fragilidade do carro. A temporada de 1975 parecia promissora para Tom Pryce. Depois de três corridas decepcionantes (Argentina, Brasil e África do Sul), iniciou a temporada europeia, na Espanha, com o carro bem melhor desenvolvido. Em 11 corridas largou entre os 10 primeiros em 7. Fez sua primeira pole position em Silverstone, pontuou 5 vezes e foi ao pódio pela primeira vez em Osterreichring, com um terceiro lugar. Terminou o campeonato em 10º lugar, com 8 pontos. Mostrou que se tivesse um carro competitivo poderia se posicionar entre os primeiros. Com esperanças renovadas, Pryce continuou na Shadow em 1976, pilotando um carro instável, alternando boas e más atuações, sempre limitado pelo equipamento inferior aos ponteiros, conseguiu alguns resultados interessantes: Terceiro lugar no pódio do GP do Brasil e terceiro no grid do GP da Holanda.
Em 1977 a Shadow perdeu seu principal patrocinador e não conseguiu um substituto. Começou o ano com sérias dificuldades e o galês fez o que pode. A essa altura já era um piloto respeitado, muito amigo de todos. Todos gostavam dele. Mesmo aos 27 anos ainda era uma promessa. Durante a disputa do GP da África do Sul, dia 5 de março de 1977, o italiano Renzo Zorzi, também com Shadow, parou seu carro no acostamento no início da reta, com princípio de incêndio. Dois bombeiros atravessaram a pista afoitamente. O primeiro conseguiu atravessar mas o segundo foi atingido pelo carro de Tom Pryce, em velocidade acima dos 250 km/h. O bombeiro teve o corpo partido ao meio e o extintor de incêndio que carregava acertou exatamente a cabeça de Pryce, que teve seu capacete arrancado e morte instantânea. O carro ainda percorreu toda a reta acelerando, indo bater no final da pista, ainda atingindo o carro de Jacques Laffite. Foi um dos acontecimentos mais impactantes da história da Fórmula 1. A partir desse acidente profundas mudanças aconteceram na forma de atendimento a acidentes, sendo inclusive totalmente proibido pessoal de apoio atravessar a pista durante corridas e treinos oficiais. Uma história triste, mas que precisa ser lembrada. Logo em seguida, no dia 18 de março, o automobilismo perdeu José Carlos Pace, em acidente aéreo. Luiz Carlos Lima 
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