Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos muitas corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial. E as editoras provavelmente vão reclamar do tamanho do texto. Nesta final de semana tivemos a estreia de Fernando Barrichello na FIA Fórmula 3, na última etapa da temporada, em Monza. O filho de Rubens Barrichello deve fazer toda a temporada de 2026 na equipe AIX, enquanto Rafael Câmara “cumpre tabela” depois de conquistar o título. A Fórmula Regional Europeia foi ao Red Bull Ring para sua 7ª etapa, com Pedro Clerot buscando uma melhor posição no campeonato e com a sua ida para a FIA Fórmula 3 garantida para o próximo ano. E em Spa Francorchamps, Emerson Fittipaldi Jr., piloto de contrato assinado para a FIA Fórmula 2 em 2026 pela equipe AIX, continua sua preparação para o grande desafio do para o ano que vem, enquanto Alceu Feldmann Neto e Filippo Fiorentino continuam seus aprendizados. FIA Fórmula 3 A última etapa da temporada 2025 – que já tem seu campeão, o brasileiro Rafael Câmara – teve como novidade para nós, brasileiros, a estreia de Fernando Barrichello, que após dois anos na esvaziada Euroformula deu um salto adiante vindo para a FIA Fórmula 3 onde disputará a temporada 2026 pela equipe AIX. Choveu na madrugada e na hora do treino livre ainda haviam marcas da umidade residual no asfalto, o que não impediu os pilotos de usarem os pneus slicks (médios) nos 45 minutos da sessão. Os pilotos foram para a pista, fizeram uma volta de verificação, testaram o virtual safety car e, a maioria, voltou para os boxes. Outros saíram logo depois. Fernando Barrichello saiu dos boxes no final do primeiro terço de prova, assim como Rafael Câmara. O tempo de referência – até o momento – estava na casa de 1m40s, tempo que certamente baixaria. Rafael Câmara fez uma volta em 1m41,057s enquanto Fernando Barrichello errou na chegada da 1ª chicane e passou pela área dos biombos antes de Roman Biliski rodar e bater na chicane Ascari, provocando uma bandeira vermelha. O resgate demorou bastante e consumiu quase todo o 2° terço do treino, o que foi ruim para todos e para Fernando Barrichello em particular. A pista foi reaberta faltando 16 minutos para o final da sessão e foi todo mundo pra pista. Rafael Câmara já mostrou que não ia ter “amistoso” e marcou 1m39,346s antes da bandeira amarela provocada por Noel Leon na 2ª de Lesmo e provocou uma bandeira amarela estragando a volta de muita gente, inclusive de Fernando Barrichello, que não tinha ainda uma boa volta. Com a bandeira verde, Barrichello fez uma volta de 1m42,027s. A maioria dos pilotos voltou para os boxes e com menos gente na pista Fernando Barrichello melhorou para 1m41,605s. Rafael Câmara voltou pra pista faltando 5 minutos para o final da sessão e alguns pilotos já colocaram os pneus macios do final de semana. Fernando Barrichello melhorou e fez 1m41,219s e, na volta seguinte, baixou para 1m40,688s. Rafael Câmara estava com pneus macios, mas foi atrapalhado pela rodada de Fernando Barrichello na 2ª de lesmo. Sem volta com o pneu macio Rafael Câmara ficou em 18° e Fernando Barrichello em 28°. Depois do treino livre 1 da Fórmula 1 os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para a sessão de classificação que teve seu formato alterado, com os pilotos divididos em 2 grupos para evitar problemas (maiores) de tráfego. Cada grupo tinha 10 minutos para definir e os pilotos com os números ímpares estavam no grupo A, onde estava Rafael Câmara e no grupo B estavam os carros de números pares, onde estava Fernando Barrichello. Cada sessão tinha 10 minutos de duração e o grupo A era o primeiro a ir para pista, onde estava Rafael Câmara, que teria que buscar o vácuo de adversários, pois os outros carros da Trident estavam no grupo B. O cronômetro foi acionado e o brasileiro permaneceu nos boxes, cinco minutos passaram e nada do campeão sair (para desespero deste colunista) até que ele e outros saíram. Daria tempo para duas voltas de aquecimento e apenas uma volta lançada. O problema do tráfego já aconteceu e Rafael Câmara deixou todo mundo passar. Na segunda volta de classificação ele foi para o meio do pelotão e a volta foi aberta... e o campeão cravou 1m38,520s, mas teve a volta cancelada por track limits na chicane Della Roggia. Mesmo passando na brita o brasileiro teria sido o mais rápido (e seria ainda mais rápido se não errasse). Com a volta anulada, Rafael Câmara ia largar na última fila, sem volta registrada, nas duas corridas. Logo em seguida vieram os pilotos do grupo B, onde estava Fernando Barrichello e os pilotos não esperaram “a hora do desespero” para saírem pra pista... mas teve muita gente que passou pelo pit lane ao completar a primeira volta. Apesar disso o engarrafamento aconteceu novamente. O brasileiro era o último da fila e na volta lançada conseguiu marcar 1m40,442s, com tempo para uma 2ª volta rápida, mas não conseguiu melhorar o tempo. Ainda deu tempo para uma 3ª volta e nessa Fernando Barrichello melhorou para 1m39,319s, mas esse foi o 15° tempo e, com isso, os dois brasileiros iriam largar na última fila nas duas corridas. Brad Benavides fez 1m38,120s e ficou com a pole position. O bom disso é que ele é piloto da AIX, equipe de Fernando Barrichello. Na manhã do sábado tivemos os pilotos da FIA Fórmula 3 voltando à pista para a corrida Sprint. Sendo a primeira atividade do dia, ainda tínhamos temperaturas amenas no ar e no asfalto (19°C e 20°C) não sacrificaria tanto os pneus. Nossos pilotos, Fernando Barrichello e Rafael Câmara largavam na P28 e P29, respectivamente, graças a punição de Gerrard Xie, que caiu para 30°. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes para as 18 voltas programadas, tivemos a largada. Rafael Câmara largou com cuidado e tomou a linha de dentro. Já teve pancada na frente, mas nada demais Rafael Câmara ficou preso e caiu para último, mas avançou durante a volta. Fernando Barrichello foi cuidadoso e manteve a P28. Com os acidentes na largada e com Ivan Domingues parado na grama no final da reta dos boxes tivemos a entrada do safety car. Rafael Câmara já era o 25° e Fernando Barrichello o 28°. Brad Benavides trocou o bico do carro depois de tomar 10s por tocar Tas Inthraphuvasak, dando mais uma posição aos brasileiros. A relargada veio na abertura da 5ª volta. Rafael Câmara já ganhou uma posição enquanto Fernando Barrichello caiu para 29°. Entramos no “trenzinho do DRS” e com isso não conseguia passar Bruno Del Pino. Com quem errava na frente Rafael Câmara aproveitava e começou a escalar o pelotão, ganhando 3 posições, mas ainda atrás de Del Pino Fernando Barrichello passou Christian Cho. Chegamos na metade da corrida e Rafael Câmara era o 20°. Com a parada de Nicolas Lacorte Fernando Barrichello foi para 27°. Rafael Câmara fez a volta mais rápida, mesmo no meio do pelotão. Fernando Barrichello Passou Gerrard Xie e James Hedley e subiu pra 25°. Na 1ª de lesmo Rafael Câmara passou Bruno Del Pino e na 2ª passou Johnson e foi para 18° Fernando Barrichello passou Nicola Marinangeli, companheiro de AIX e foi para 24°. Rafael Câmara Passou Taz Inthraphuvasak e Theophile Nael, subindo para 16°. Na volta 15 Ugo Ugochukwu e Charlie Wurz bateram no final da reta e tivemos a entrada do safety car. Rafael Câmara subiu para 14° e Fernando Barrichello para 22°. Com o tempo para o resgate do carro da Trident tivemos uma última volta insana. Câmara e Barrichello ganharam a posição com Ugochukwu sem asa, Rafael Câmara passou Nikita Tsolov que bateu e rodou na parabólica. Câmara subiu para 12° e Fernando Barrichello para 20° no final da corrida. Após a corrida tivemos punições. Rafael Câmara tomou 10s de punição por um incidente com Ugo Ugochukwu e caiu para 25°. Fernando Barrichello subiu para 17°. Na manhã do domingo a FIA Fórmula 3 veio novamente fazer a primeira das atividades de pisa na corrida principal. Novamente os pilotos brasileiros, Fernando Barrichello e Rafael Câmara largavam “lá no rabo da cobra”, na última fila. A pista tinha 20°C de temperatura para as 22 voltas programadas. Após a volta de apresentação (onde os mecas esqueceram equipamentos do lado do carro de Fernando Barrichello) os pilotos voltaram às suas posições do grid e, apagadas as luzes vermelhas, tivemos a largada. Os brasileiros largaram com cuidado, mas Rafael Câmara levou os dois carros da AIX na chicane e deixando Fernando Barrichello em último. Na Della Roggia muita gente vazou a pista e tivemos a entrada do safety car com Charlie Wurz (ufa) ficando batido nas curvas de Lesmo. Tim Tramnitz foi aos boxes trocar o bico (a batida foi com ele). Com isso Rafael Câmara foi para 23° e Fernando Barrichello para 26°. A relargada veio na abertura da volta 3. Rafael Câmara já tomou a P22 na Della Roggia e a P21 nas de Lesmo passando Del Pino e Wharton, enquanto Fernando Barrichello rodava sozinho na chicane Ascari, atolava na brita e ficava fora da corrida. Antes da entrada do safety car Rafael Câmara tomou a P20 de Theophile Nael. A relargada veio na abertura da volta 7 e Rafael Câmara relargou bem e manteve sua posição. Depois das 2 primeiras chicanes o brasileiro foi para o ataque e passou Christian Ho antes de Ugo Ugochukwu rodar igual a Fernando Barrichello na chicane Ascari e provocar novo safety car e com isso Rafael Câmara foi para 18°, escapando de uma punição na ultrapassagem sobre Theophile Nael. Nova relargada na abertura da volta 11, metade da corrida, Rafael Câmara foi pra cima e tomou a posição de Nikita Johnson na Della Roggia e Louis Sharp na 1ª de Lesmo, assumindo a P16. O pelotão estava compacto e na volta seguinte, na 1ª de Lesmo passou Ivan Domingues. Brando Badoer e Zagazetta se enroscaram e com isso Rafael Câmara foi para 12°, mas Van Hoepen foi para os boxes e Rafael Câmara passou Callum Voisin, assumindo a P10 na volta 15. Mari Boya empurrou Rafael Câmara pra grama (comissários!!!), mas com a confusão que Noah Stromsted arrumou, Rafael Câmara foi genial e passou 4 carros assumindo a P6. Os 5 primeiros estava se pegando e Rafael Câmara ia se aproximando. Entramos nas 5 voltas finais (que não venha safety car) e o brasileiro chegou pra briga, mas Alessandro Giuste veio junto. Rafael Câmara tomou a P5 de Roman Bilinski, mas se afastou dos 4 primeiros. Depois de uma pisada na brita na 2ª de Lesmo a distância passou de 2s e Roman Bilinski chegou nele. Agora era defender a P5. Noah Stromsted ganhou a P6, mas Rafael Câmara errou na 1ª chicane abrindo a última volta. Rafael Câmara segurou a P5 numa corrida de recuperação sensacional, terminando o campeonato com 166 pontos, 42 a mais que o vice. Agora é o caminho para a FIA Fórmula 2. Fórmula Regional Europeia A Fórmula Regional Europeia foi até o veloz Red Bull Ring para sua 7ª etapa. Na sexta-feira tivemos os treinos livres pela manhã e pela tarde. No treino da manhã Pedro Clerot ficou com o 2° melhor tempo, marcando 1m25,958s, 121 milésimos mais lento que Enzo Deligny. No treino da tarde os tempos em geral pioraram muito e o brasileiro ficou bem longe do feito da manhã, tendo apenas o 17° tempo, com 1m27,640s, 540 milésimos mais lento que Tim Gerhards. Na manhã do sábado tivemos o treino que definiria o grid da corrida 1. Como sempre, os pilotos foram divididos em dois grupos e Pedro Clerot ficou no grupo B. O grupo A foi o primeiro a ir para a pista e Akshay Bohra foi o mais rápido, marcando 1m25,981s, o tempo a ser batido pelos pilotos do grupo B, que saiu logo em seguida na pista seca, com sol, mas temperatura amena. Como de costume, a primeira parte dos 15 minutos foi usada para o cuidadoso aquecimento dos pneus até que nos 8 minutos finais eles começaram a acelerar. Em sua primeira volta rápida Pedro Clerot conseguiu 1m27,226s, mas este tempo certamente iria cair. Na segunda volta rápida o brasileiro marcou 1m26,221s, mas a volta foi cancelada por exceder track limits. Na volta seguinte, dentro das linhas brancas, Pedro Clerot marcou 1m25,773s o que lhe dava a pole position provisória, mas ainda tínhamos 4 minutos de treino. A disputa ficou intensa com Matteo de Palo. Pedro Clerot baixou para 1m25,719s, mas o italiano conseguiu ser 1 centésimo mais rápido. Menos de 4 horas depois os pilotos da Fórmula Regional Europeia voltaram à pista para a primeira corrida do final de semana. Pedro Clerot, nosso representante na categoria, estava largando na P3 depois de um excelente treino pela manhã. O céu tinha nuvens, mas não havia chance de chuva e a temperatura amena, pouco abaixo dos 20°C seria amigável com os pneus. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram ao grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 30 minutos +1 volta, foi dada a largada. Pedro Clerot largou bem, mas foi bloqueado perigosamente por Akshay Bohra e acabou perdendo a P3 para Nikita Bedrin e a P4 para Enzo Deligny antes da entrada do safety car pela batida entre Enea Frey, Giovanni Maschio e Zhenrui Chi. A relargada veio na abertura da volta 4 e Pedro Clerot largou apertado por Hiyu Yamakoshi, mas depois da curva 2 o brasileiro foi pra cima de Akshay Bohra que tinha caído para 4° e começava a segurar o pelotão atrás dele. Os pilotos estavam abusando dos track limits e isso era perigoso. Os 3 primeiros estavam abrindo e Pedro Clerot precisava tomar uma decisão pra cima de Akshay Bohra. Hiyu Yamakoshi já não pressionava e ele precisava passar. Entramos na 2ª metade da corrida e Pedro Clerot continuava na P5. Somente na volta 12 que o brasileiro conseguiu superar o adversário, mas estava 2,2s atrás de Enzo Deligny faltando pouco menos de 10 minutos de corrida. Pedro Clerot tentou alcançar os 3 primeiros nos minutos finais da corrida, mas nem com a disputa pela P2 ele conseguiu chegar a tempo de brigar pelo pódio. Na manhã do domingo tivemos o treino que definiria o grid da corrida 2. Como sempre, os pilotos foram divididos em dois grupos e Pedro Clerot estava no grupo B, o primeiro a ir para a pista. O céu estava mais encoberto e a temperatura mais baixa que no sábado e aquecer os pneus seria fundamental. Depois das primeiras voltas condicionando os pneus, os pilotos partiram para as voltas rápidas. Na primeira passagem Pedro Clerot marcou 1m25,983s, mas errou na curva 9. Na volta seguinte ele melhorou para 1m25,921s. Faltando 5 minutos para o final da sessão o brasileiro tinha a 4ª posição provisória e precisava melhorar. Depois de fazer 1m25,418s Pedro Clerot pulou pra ponta, mas ainda tínhamos mais 1m30s de treino e ele melhorou para 1m25,212s com o cronómetro praticamente zerado e abriu outra volta voadora para marcar 1m25,129s, sendo o tempo a ser batido pelo grupo A. Enzo Deligny tentou, mas com 1m25,142s não torou a pole do brasileiro. Menos de 5 horas depois os pilotos da Fórmula Regional Europeia voltaram ao grid para a corrida de encerramento da etapa no Red Bull Ring. Pedro Clerot largava na pole position em busca da 2ª vitória no ano. A pista seca, a temperatura amena e a baixa possibilidade de chuva eram condições perfeitas. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 30 minutos +1 volta, tivemos a largada. Pedro Clerot largou bem, fechou a linha de Enzo Deligny, contornou bem a curva 1 e conseguiu se defender bem nas curvas seguintes. Kean Nakamura assumiu a P3. Mesmo com o vácuo, Enzo Deligny não conseguiu atacar o brasileiro na 2ª volta e Pedro Clerot começava a abrir vantagem e depois de fazer a volta mais rápida já tinha 1,2s de diferença para Enzo Deligny no fechamento da 3ª volta. A torcida agora era para não termos entradas do safety car e atrapalhar nosso piloto. Os ritmos de corridas eram bem parecidos com 1/3 de corrida e estava praticamente estabelecido o “modo procissão”, com poucas mudanças de posição e estas no meio do pelotão. Evan Giltaire, o 4°, tomou uma punição por queima de largada enquanto Pedro Clerot ia fazendo voltas mais rápidas e abria 1,8s de vantagem sobre Evan Giltaire quando chegamos na metade da corrida, que vinha tranquila, sem incidentes mesmo com o pelotão andando tão compacto até a P27 (Matteo de Palo) precisou parar nos boxes e ficou em último, muito longe. Entramos no terço final de corrida com Pedro Clerot na frente por mais de 2s sobre Enzo Deligny, naquela altura mais preocupado com os retrovisores e Kean Nakamura neles. Pedro Clerot continuou abrindo vantagem sem muito esforço e passou dos 3 segundos. Em uma corrida deliciosamente chata, nosso piloto venceu de ponta a ponta, sobrando categoria e se aproximou dos três pilotos à sua frente no campeonato, saindo da Áustria com 165 pontos, num final de semana ruim para Freddie Slater, o líder do campeonato. A próxima etapa será em Barcelona. Em 2 semanas.  Eurocup-3 Numa etapa um pouco “diferente”, os pilotos da Eurocup-3 foram para o icônico circuito de Spa Francorchamps com uma programação um tanto antecipada e os pilotos indo para a pista fazer as três sessões de treinos livres ainda na quinta-feira e que, claro, o péssimo site da categoria não disponibiliza nenhum resultado. Na sexta-feira tivemos pela manhã os dois treinos de classificação (normalmente temos 1 um treino e sua corrida em seguida. As duas corridas foram realizadas também na sexta-feira, na parte da tarde Os treinos que definiram os grids para as corridas 1 e 2 aconteceram na sexta-feira e o site da categoria, como de costume, não passando as devidas informações como deveria. Foi apenas colocando quem conquistou a pole position para cada uma das corridas, sem informação de tempo de volta ou de voltas dadas, que tivemos acesso à informação de que Emmo Fittipaldi Jr. conquistou a pole position para a 2ª corrida. A primeira corrida aconteceu na tarde da sexta-feira e apenas na transmissão foi possível ver que Emmo Jr. estava largando na P15, Filippo Fiorentino na P20 e Alceu neto na P24. Tínhamos sol e pista seca para a corrida e, após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições. Mas antes de serem apagadas as luzes vermelhas para os 30 minutos +1 volta, a largada foi abortada, com o carro Luciano Morano tendo o motor apagado. Isso obrigou a realização de uma nova volta de formação. Na volta ao grid, sem problemas, tivemos 28 minutos +1 volta de corrida, com muita oscilação no sinal da transmissão. Emmo Jr. Largou de forma cautelosa para evitar problemas na curva Source e buscar posições na reta Kemmel. Deu certo e ele ganhou uma posição, assim como Filippo Fiorentino. Alceu Neto foi mais arrojado e ganhou 3 posições no 1° terço da 1ª volta. Emmo Jr. ganhou a P13 de Ernesto Rivera enquanto Alceu Neto era superado por Jorge Garciarce. Na Bus Stop, Rivera recuperou a P13. Lenny Ried passou Alceu Neto na volta 2 e o brasileiro foi para a P23. Rivera subiu pra P12 e Emmo Jr. tinha Garrett Berry como alvo na volta 3. Filippo Fiorentino continuava na P18 com mais de 1s de vantagem sobre Jorge Garciarce. O sol sumiu rapidamente e na abertura da volta 4 começou a chover na reta dos boxes. Logo a reta dos boxes ficou bem molhada, mas a maior parte da pista ainda estava seca. Oscar Wurz tomou a P14 de Emmo Jr. e os primeiros pilotos arriscaram ir para os boxes abrindo a volta 5. Filippo Fiorentino foi um deles e Alceu Neto foi pra P21. Emmo Jr. Parou na volta 6. Alceu Neto deu um 360° na subida para a Radillon, tendo sorte em não bater ou ser batido. O diretor de prova colocou o safety car na pista e isso prejudicou quem parou em bandeira verde. Fittipaldi era o P21, Feldmann o P23 e Fiorentino o P27. O setor 2 estava totalmente seco. A chuva parecia ter parado e depois de algumas voltas em “modo procissão” a bandeira verde foi agitada com parte da pista ainda úmida e a chuva caindo. A relargada foi dada, mas segundos (isso mesmo, segundos) depois a direção de prova deu bandeira vermelha com 5 minutos na contagem regressiva. A corrida foi oficialmente encerrada e quem parou ficou no prejuízo. Emmo Fittipaldi Jr. ficou com a P23, Filippo Fiorentino com a P24 e Alceu Feldmann Neto com a P26. Menos de 4 horas depois os pilotos estavam de volta à pista e com direito a celebração (para nós, claro), uma vez que na segunda classificação a melhor volta e a pole position ficou com Emmo Fittipaldi Jr. Filippo Fiorentino largava na P25 e Alceu Feldmann Neto não estabeleceu volta rápida e ficou com a 28ª posição (informações garimpadas no site da Auto Hebdo). A pista estava seca na hora da largada, mas nas Ardenas tudo pode mudar rapidamente, bem sabemos. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, novamente tivemos a largada abortada, dessa vez por erro de posicionamento. Com os pilotos de volta ao grid (e sem novas surpresas) foram apagadas as luzes vermelhas para a largada dos – agora – 28 minutos +1 volta. Emmo Jr. não largou! Seu carro ficou parado no grid e quando ele conseguiu movimentar o carro já havia perdido muitas posições. Na passagem pelo primeiro setor ele estava em 23°. Felippo Fiorentino fez uma largada sensacional e passou no setor 1 na 16ª posição. Excelente largada também de Alceu Neto, que pulou para 18°. Valerio Rinicella bateu forte e provocou o acionamento do safety car ainda na 1ª volta. A relargada veio na abertura da 4ª volta e Emmo Fittipaldi Jr. começou uma corrida de recuperação simplesmente espetacular. Já na primeira volta de bandeira verde ele ganhou 5 posições, subindo para 18°. Na sequência avançou e subiu. para 15° em duas voltas. Filippo Fiorentino caiu para 22° e Alceu Neto caiu para 23°. Na volta 6 Emmo Jr. era o 14°, mas agora seria mais difícil avançar. Fittipaldi virava no ritmo dos primeiros e chegou rápido em Francisco Macedo e ambos em Alessandro Famularo, passando o italiano na volta seguinte. Griffin Core parou e entregou mais uma posição na volta 8 e como Kacper Sztuka bateu na Source e ficou na brita, Emmo Jr. era agora o 11° antes da entrada do safety car, faltando 3 minutos e maio para o final da prova. Filippo Fiorentino era o 17° e Alceu Neto era o 20°. A corrida terminou com direito a uma última volta insana. Emmo Jr. foi com tudo e nas brigas Garret Berry não aguentou a pressão, errou e foi punido por track limits, o que deu a Emmo Fittipaldi Jr a P10. Filippo Fiorentino levou a pior tentendo ganhar posições e caiu para 22°. Alceu Neto subiu para 19°. A etapa terminou com Emmo Fittipaldi Jr. em 13° no campeonato com 29 pontos. Filippo Fiorentino e Alceu Feldmann Neto ainda estavam sem pontos. A próxima etapa será em Jerez de La Frontera, em duas semanas. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |