Salve Nobres Leitores,
Após sua estreia no ano passado, a Copa do Mundo de Kart OK-N, organizada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), teve a sua 2ª edição disputada em Cremona, na Itália, um evento de grande sucesso. Desta vez, vou falar sobre a categoria OK-N, competição aconteceu junto com a OK-N Júnior, entre a quarta-feira (25), com as finais no sábado (28). OK-N : (90 inscritos, cinco brasileiros) Allan Croce; Bernardo Gentil; Lucca Croce; Pedro Cabral; e Rafael Croce. OK-N Júnior : (81 se apresentaram para a competição, com oito brasileiros) Eli Steinbruch; Francisco Rocha; Guilherme Busato; João Bonadiman; Leonardo Ramires; Miguel Spohr; Nicolas Guth; e Victoria Farfus. No primeiro dia de atividades de pista, quinta-feira dia 30, os pilotos da OK-N foram à pista e no primeiro treino livre divididos em três grupos. No grupo 1 Bernardo Gentil ficou em 5° e Allan Croce em 17°. No grupo 2, com 30 pilotos, que foi em seguida para a pista, Rafael Croce ficou em 18°. No grupo 3, com 29 pilotos, Lucca Croce 15° melhor tempo e Pedro Cabral com o 28°. Em seguida vieram os treinos classificatórios novamente com os três grupos definidos. No grupo 1, Allan Croce ficou em 8° e Bernardo Gentil em 16°. Em seguida, no grupo 2, Rafael Croce ficou em 17°. Finalmente, no grupo 3, Lucca Croce ficou com o 18° melhor tempo e Pedro Cabral 28°. Com isso tivemos, reunindo os tempos de todos os grupos, Allan Croce ficou com a P24, Lucca Croce em 47°, Bernardo Gentil em 48°, Rafael Croce em 49° e Pedro Cabral em 83°. Os pilotos foram então divididos em 6 grupos (de A a F, por ordem de colocação), ficando. Allan Croce ficou no grupo F, junto com Bernardo Gentil. Lucca Croce ficou no grupo E junto com Pedro Cabral e Rafael Croce no grupo A. Os grupos foram confrontados dois a dois a dois na tarde duas vezes e teriam continuidade na sexta-feira. Os pilotos pontuariam em cada um dos confrontos para definir a qualificação para as semifinais (Super Heats). No confronto dos grupos E e F, Bernardo Gentil ficou com o 7° melhor tempo, Allan Croce em 12°, Pedro Cabral em 22°, após penalização e Lucca Croce abandonou a 5 voltas do final, mas classificou em 22°. Em seguida teve o confronto dos grupos C e D, sem brasileiros, e no confronto dos grupos A e B, Rafael Croce abandonou a 10 voltas do final, classificando-se em 25°. Na sequência foram feitos outros 3 cruzamentos. O primeiro foi entre os kartistas dos grupos C e F. Bernardo Gentil ficou com o 7° tempo e Allan Croce em 11°. Depois vieram os grupos B e D, sem brasileiros, e finalizando com o cruzamento dos grupos A e E, onde Rafael Croce ficou com 14° tempo, Lucca Croce com o 18° tempo e Pedro Cabral com o 21° tempo. Na sexta-feira, dia 27, continuaram as sessões de qualificação continuaram com o cruzamento dos pilotos com o confronto de dois grupos. As atividades de pista começaram pela manhã com um warm-up dos grupos B e F; C e E; e A e D, que iram para a pista nesta ordem. No treino cronometrado dos grupos B e F, Bernardo Gentil ficou com o 7° melhor tempo e Allan Croce com o 23° tempo. Em seguida vieram os grupos C e E. Lucca Croce fez o 6° melhor tempo e Pedro Cabral não terminou, mas ficou em 21°. Por fim veio o confronto dos grupos A e D, com Rafael Croce, depois de uma punição, ficar com o 24° tempo. Na parte da tarde vieram mais confrontos, começando os grupos B e E. Lucca Croce ficou com o 19° tempo e Pedro Cabral não terminou, ficando classificado em 29°. Em seguida tivemos os grupos D e F, com Bernardo Gentil fazendo o 9° melhor tempo e Allan Croce, depois de punido, ficou com o 19° tempo. Em seguida vieram os grupos A e C, onde Rafael Croce, depois de uma punição, ficou com o 25° tempo. Na última rodada de confrontos começamos com o confronto entre os grupos D e E. Foi uma bateria caótica, com metade cos kartistas sendo desclassificados (10) ou não terminando, como foi o caso de Lucca Croce, classificado em 17°. Francisco Rocha ficou com 9° melhor tempo e Leonardo Ramires (22°) não terminou a bateria. Sem seguida veio o confronto dos grupos A e F. Depois de uma punição em tempo, Allan Croce ficou com a P9. Rafael Croce não largou, mas ficou com a P27. Encerrando os cruzamentos tivemos os grupos B e C, sem brasileiros. A classificação para as semifinais, que seriam disputadas no sábado, dia 28 ficou com Bernardo Gentil em 25°, Allan Croce em 32°, Lucca Croce em 41°, Rafael Croce em 80° e Pedro Cabral em 81°. Rafael Croce e Pedro Cabral não se classificaram para as semifinais. No sábado, dia 28, tivemos as semifinais (Super Heats). 36 pilotos foram classificados em cada uma das semifinais. Na semifinal A estavam Bernardo Gentil e Lucca Croce. Na semifinal B estava Allan Croce. Primeiro foi feita uma sessão de aquecimento (warm-up) para cada um dos grupos. Em seguida tivemos a bateria semifinal, com somatório de pontos. Na semifinal A Bernardo Gentil fez o 13° tempo e Lucca Croce, penalizado, ficou com o 24° tempo. Na semifinal B Alan Croce não completou sequer uma volta e foi classificado como 33°. Com o somatório de todos os pontos, foram definidos os 36 classificados para final. O único brasileiro classificado para a final foi Bernardo Gentil. Na disputa da bateria final, Bernardo Gentil, largou em 24º para fazer uma bela prova e superar 14 pilotos, recebendo a bandeirada em 10º. Após a vistoria técnica, dois pilotos foram penalizados e com isso Bernardo Gentil subiu para o 8º lugar. Na classificação final Allan Croce terminou em 40°, Lucca Croce em 47°, Rafael Croce em 80° e Pedro Cabral em 81°. Fórmula 4 Brasil – 4ª etapa A categoria de monopostos chancelada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) fez uma nova etapa (a 4ª do ano) no Autódromo Velocittà, apenas uma semana depois da etapa anterior (Por regulamento as competições só podem ocorrer em autódromos com homologação FIA e, no momento, com o autódromo de Goiânia em obras, restam apenas os autódromos de Interlagos e o próprio Velocittà para as corridas acontecerem. Corrida 1 O grid da corrida 1 foi definido com a segunda volta mais rápida dos pilotos e que largava na pole position com essa condição era o líder do campeonato, Heitor Dall’Agnol. Filippo Fiorentino, que foi o mais rápido no treino, nas segundas voltas ele ficou com a 2ª melhor e os dois estariam em posições invertidas na corrida do domingo. Rogério Grotta ficou para trás na saída para a volta de apresentação e como o grid passou por ele, teve que largar em último. Pietro Mesquita não disputará as corridas deste final de semana pelas consequências de um acidente de moto com queda e esfolamento de sua mão direita. Dada a largada para a corrida 1, com 30 minutos programados +1 volta, Heitor Dall’Agnol largou bem e manteve a ponta. Filippo Fiorentino não conseguiu um ataque na curva 1 e era o 2°. O 3° Pedro Lins. Ciro Sobral e Renzo Barbuy ficaram parados, mas conseguiram sair depois. Na curva da mata, Christian Helou tentou a ultrapassagem sobre Marcelo Hahn, os dois se enroscaram, rodaram e ficaram ao contrário na pista. O Safety Car foi acionado no início da 2ª volta. Marcelo Hahn conseguiu levar o carro para os boxes. Christian Helou ficou na grama, que estava menos seca este final de semana, mas ajudado pelo resgate, também conseguiu voltar para os boxes. Quando foi dada a relargada, após 2 voltas, Filippo Fiorentino quase perdeu a posição para Pedro Lins depois do ataque mal sucedido sobre Heitor Dall’Agnol, que foi abrindo vantagem enquanto Filippo Fiorentino segurava três carros. Depois de algumas voltas Fiorentino se livrou da pressão, mas já estava quase 3s atrás do líder. Os carros se espalharam a uma certa distância e as brigas ficaram raras. Nas voltas finais Pedro Lins voltou a se aproximar de Filippo Fiorentino e ataca-lo pela 2ª posição, mas não teve como passar. Vitória de ponta a ponta de Heitor Dall’Agnol, com Filippo Fiorentino em 2° e Pedro Lins em 3°. Corrida 2 Depois da corrida da Stock Car teve a corrida 2 do final de semana e essa era mais curta, com 20 minutos ao invés de 30 e a inversão dos 8 primeiros do grid, o que colocava na Cadi Baptista na pole position, com Enrico Abreu fechando a primeira fila, a melhor chance dos pilotos que não conseguiram boas posições de largada para as corridas 1 e 3. Pietro Mesquita que não correu pela manhã foi para o grid, que teve como baixa o piloto Ciro Sobral, ficando fora desta corrida. Dada a largada, Enrico Abreu largou melhor, mas Cadi Baptista conseguiu se recuperar na freada da curva 1 para retomar a liderança. Ethan Nobels largou muito bem e ganhou a 2ª posição na curva da caipirinha. Pedro Lima também superou Enrico Abreu e ganhou a P3. Heitor Dall’Agnol e Filippo Fiorentino eram 7° e 8°, respectivamente. Cadi Baptista estava voando, fazendo volta mais rápida e abrindo vantagem sobre Ethan Nobels. Renzo Barbuy apareceu atravessado na reta dos boxes depois de ter levado um toque de Pietro Mesquita e o safety car foi acionado. Na relargada Pedro Lima ganhou a posição de Ethan Nobels. Pedro Lins foi tocado, rodou e bloqueou o caminho de Heitor Dall’Agnol. Antes do Saca rolha Rogerio Grotta e Christian Helou se tocaram e os dois saíram mal do contato, tendo ambos que ir para os boxes. Cadi Baptista foi abrindo novamente na frente. Murilo Rocha tomou a P3 de Ethan Nobels, que passou a tomar pressão de Enrico Abreu e também perdeu a P4. Murilo Rocha chegou rápido em Pedro Lima e conseguiu ganhar a P2 na penúltima volta. Enrico Abreu colou em Pedro Lima, mas não conseguiu ir para o pódio. Vitória de Cadi Baptista – sua primeira na categoria – com Murilo Rocha em 2° e Pedro Lima em 3°. Corrida 3 A última corrida do final de semana teve uma “inversão de grid”... ao menos na primeira fila em relação à primeira fila. Nessa corrida a pole position era de Filippo Fiorentino, com Heitor Dall’Agnol largando na 2ª posição. Com a corrida pela manha a pista estava “menos quente”, mas o gerenciamento de pneus durante o final de semana foi algo crítico para os pilotos. Na saída para volta de apresentação ninguém ficou para trás. Essa corrida seria com pontuação completa e 30 minutos +1 volta de duração. Na largada, Filippo Fiorentino deu uma patinada e Pedro Lins colou nele, atacou por dentro e mergulhou para passar o pole. Mas a grande largada foi a de Heitor Dall’Agnol, que foi buscar a tomada correta para a curva 1 para assumir a liderança. Filippo Fiorentino ainda perdeu a P3 para Pedro Lima. Felizmente todos os 15 pilotos largaram. Pedro Lins foi para o ataque sobre Heitor Dall’Agnol e Pedro Lima vinha colado nos dois. Depois de 3 voltas os 15 pilotos estavam todos muito próximos. Com um pouco menos de pressão Heitor Dall’Agnol fez a melhor volta. Os 4 primeiros abriram vantagem para Murilo Rocha. Pedro Lima atacou Pedro Lins e quem vinha voando era Alceu Feldmann Neto que superou Rogério Grotta, Ethan Nobels e Murilo Rocha, chegando à 5ª posição. Renzo Barbuy escapou e ficou parado fora da pista na região da caipirinha, mas não teve Safety Car. Devagar, Heitor Dall’Agnol ia abrindo vantagem na liderança, mas a diferença entre os 6 primeiros com metade do tempo de corrida era muito pequena entre eles. A maior era justamente a de Dall’Agnol sobre Pedro Lins, em 1,5s. Alceu Feldmann Neto era quem tinha um ataque mais efetivo. A briga pela P4 ficou dura com Filippo Fiorentino, Alceu Feldmann Neto e Ethan Nobels. Os 3 primeiros estavam separados por pouco mais de 3s entre eles na reta final da corrida. Alceu Feldmann Neto exagerou no arrojo para tentar passar Filippo Fiorentino e levou a pior, perdendo a P5 para Ethan Nobels. Vitória praticamente de ponta a ponta de Heitor Dall’Agnol, com Pedro Lins em 2° e Pedro Lima em 3°. Abraços a todos, Denilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |