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Ligier domina em Santa Cruz. Vitória dos Foresti. Turismo 1.4 no Velocittà e Cascavel “de Água” PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Monday, 03 November 2025 21:24

E aê Galera... agora é comigo!

 

O final de semana foi agitado dentro e fora das pistas. Nas pistas não faltaram emoções nas corridas do Campeonato Brasileiro de Endurance no recuperado autódromo de Santa Cruz do Sul. Já a pista de Track Day Mogi-Guaçu teve as corridas de um dos campeonatos raiz do Brasil: o Brasileiro de Turismo 1.4, onde as disputas fazem da grama pista não raramente.

 

Como o calendário do automobilismo da República Sebastianista da Banânia (agradecimentos ao meu camarada Alexandre Gargamel) é uma bagunça (o advérbio não era bem esse...), a etapa final da categoria de carros de baixa cilindrada coincidiu com uma das corridas mais icônicas do país: a Cascavel de Ouro, que tem o meu camarada e melhor narrador de automobilismo do Brasil, o Sinestro, na organização. E na parte O Ogro Tá na Pista, mais uma etapa especial da NASCAR Tapuia. Já cabe a foto do Ogro? Te prepara Chica!

 

Campeonato Brasileiro de Endurance (Piroca)

O recuperado autódromo de Santa Cruz do Sul recebeu a penúltima etapa do Campeonato Brasileiro de Endurance para 4 horas de prova. O grid, que apesar das intermináveis promessas continua aquém do que a categoria merece, teve 18 carros inscritos, sendo 9 protótipos, 2 GT3 e 7 GT4. A corrida foi no sábado e teve a narração do ótimo Alexi Lalas (zagueiro aposentado da seleção americana de futebol), comentários (sic) do puxa-saco do patrocinador (eu sei seu sobrenome) e na pista a repórter Caramelo.

 

 

A pole position ficou com o trio Gaetano Di Mauro / Arthur Pavie / Gabriel Koenigkan por 6 milésimos sobre a dupla Sarin Carlesso / Matheus Morgatto que puxariam o grid para a prova. Depois das voltas de apresentação, com a galera maios ou menos arrumada o diretor de provas, o PIROCA, deu a largada, sem Emílio Padron e Fernando Ohashi pelo acidente no treino. Gaetano Di Mauro manteve a ponta, com Sarin Carlesso em 2° e Claudio Ricci em 3°. Marçal Muller vinha em 6° na geral e liderava a GT3 . Ramon Alcaraz era o líder da GT4. Gaetano Di Mauro buscava abrir na frente, mas Sarin Carlesso tentava acompanhar, deixando Claudio Ricci para trás.

 

 

Depois de poucas voltas tivemos mudança na liderança da GT4, com Rogério Rodrigues passando por Ramon Alcaraz. Os carros da categoria estavan andando juntos. Entre os protótipos a melhor disputa era entre Victor Foresti e Gustavo Kiryla. Não precisamos de 15 minutos sequer para os protótipos alcançarem os GT4 na pista. Foi justamente com o trânsito dos GT4 que Gustavo Kiryla conseguiu passar por Victor Foresti. Sarin Carlesso apareceu nos boxes quando o PIROCA botou pra fora o Safety Carpela escapada de pista de Mercedes GT3 Miguel Rosário que subiu um barranco e quase foi bater na cerca do autódromo. Durante o cortejo fúnebre atrás do o piloto tentou recolocar o carro na pista, mas teve mesmo que abandonar, deixando apenas 1 GT3 na prova.

 

 

A abertura da janela dos boxes estava para abrir e pouco antes disso tivemos a relargada. Gaetano Di Mauro deixou Claudio Ricci vendido para Gustavo Kiryla que tomou a 2ª posição no final da reta dos boxes. Giuliano Bertuccelli vinha brigando por posição para passar Ramon Alcaraz quando o protótipo #22 de Flávio Abrunhosa tentou passar os dois no final da reta e tomou no meio do GT4 de Bertuccelli. Prejuízo para ambos. Giuliano Bertuccelli conseguiu voltar aos boxes e Flávio Abrunhosa voltou pra pista. David Muffato, que precisou largar dos boxes, já estava em 4° lugar e colado em Claudio Ricci quando seu carro parou pouco depois da curva 2. A janela de paradas já estava aberta e o PIROCA hesitou em botar pra fora o Safety Car, mas não teve como evitar.

 

Ramon Alcaraz, Fernando Gorayeb e Marçal Muller (correndo sozinho na GT3) foram os únicos que ficaram na pista. O tempo de parada é de 5 minutos, mas tem a questão do balanço de performance, que faz uma mudança na classificação e o Safety Carsaiu pouco depois de completados 5 minutos. Depois de todos retornarem para a pista, entre os que pararam os 3 primeiros eram Rafa Martins, Fernando Poeta e Arthur Pavie nos protótipos e na GT4 tínhamos Henry Visconde, Marcelo Figueiredo e Alan Hellmeister. André Moraes Jr. tomou um ‘Drive-Thru’ sem direito a polenta frita por tempo de menos na parada nos boxes.

 

 

Já com uma hora de corrida disputada, Fernando Gorayeb foi tentar não perder volta com o ataque de Marco Pisani, deu uma balançada num bump do asfalto e deu com força na Ligier preta e dourada na curva 1. O PIROCA botou pra fora o Safety Care quem não tinha parado aproveitou para parar e perder menos tempo. Alguns pilotos que tinham parado fizeram uma parada rápida para completar combustível e David Muffato voltou pra pista, deu uma volta, parou e voltou. Quando tivemos a Relargada tínhamos uma disputa feroz envolvendo Christian Rocha, Rafael Martins. Fernando Poeta e Arthur Pavie pela P2 enquanto André Moraes Jr. estava na Liderança. Marcel Visconde (o dono do carro) entrou no Porsche GT3 e na GT4 a briga pela ponta era entre Marcelo Figueiredo, Alan Hellmeister e William Freire.

 

 

Não demorou para Rafael Martins alcançar André Moraes Jr. e tomar a ponta. Depois da briga pela P2 os novos líderes abriram uma ótima vantagem para André Moraes Jr. e Rafael Martins. Alan Hellmeister tirou a diferença para o carro de Marcelo Figueiredo e assumir a liderança na GT4, mas William Freire vinha na mesma balada e duas voltas depois tomava a P2 para partir pra cima Alan Hellmeister. As disputas das duas categorias estavam totalmente abertas na P1 e GT4 quando nos aproximávamos da metade da corrida e para as equipes que estavam seguindo uma “estratégia convencional” indo para a segunda parada longa. A vantagem de Rafael Martins na metade da corrida era de 21s sobre Arthur Pavie e aumentando.

 

 

Os pilotos foram parando e trocas de pilotos foram acontecendo. André Negrão, brasileiro que pilotou no WEC pela Alpine entrou no carro BMW da GT4. Depois das paradas feitas Lucas Foresti voltou na liderança com praticamente uma volta de vantagem sobre Gabriel Koenigkan. Daniel Lancaster era o 3°. Na GT4 Chico horta liderava, com Marcio Kumruian em 2° e Jacques Quartiero em 3°, posição que dava à dupla com Alan Hellmeister o título antecipadamente. Na GT3, Ricardo Maurício assumiu o carro para os stints finais e apenas manter o carro na pista como único GT3 na corrida.

 

André Negrão teve problema no carro, ficou lento na pista e acabou abandonando a prova. A corrida ficou morna no seu final. A vantagem da Ligier da família Foresti só crescia volta a volta e chegou um momento que o piloto da Stockamburão começou a administrar a vantagem. Entramos na hora final de corrida e as últimas paradas definiriam a posição dos pilotos na prova. Faltando 53 minutos Gabriel Koenigkan entrou nos boxes e Gaetano Di Mauro assumiu o Ligier #117. Na volta seguinte Lucas Foresti entrou nos boxes e Lucas Foersti não permaneceu no carro, cedendo o último stint para Rafael Martins. Com os carros já em ritmo de corrida e 43 minutos restando a vantagem da Ligier dos Foresti era de 34s, mas Gaetano Di Mauro vinha voando.

 

 

Apenas os dois primeiros da categoria protótipos estavam na mesma volta e com muitas voltas de vantagem sobre o 3° colocado, André Moraes Jr. Na categoria GT4 Francisco Horta vinha com folga na liderança e passou o carro para Willian Freira. Rogério Rodrigues vinha em 2° e enquanto Alan Hellmeister já tinha feito a troca e se mantinha em 3°, posição que dava o tetracampeonato para ele e Jacques Quartiero. Gaetano Di Mauro voava na pista tentando alcançar o líder. A melhor chance de Gaetano Di Mauro era uma entrada de Safety Car, mas como isso não aconteceu, mesmo gerenciando com tranquilidade a vantagem, Rafael Martins levou a Ligier #42 da família Foresti à 4ª vitória na temporada e a decisão ficou para a última etapa, em Brasília. André Moraes Jr. fechou o pódio para os protótipos da Ligier. Ricardo Maurício, sem outros carros, garantiu o título da GT3 e Na GT4, o 3° lugar de Alan Hellmeister definiu o título para ele e Jacques Quartiero.

 

Brasileiro de Turismo 1.4

Dividindo os custos da NASCAR Tapuia na pista de track day de Mogi-Guaçu, tivemos a etapa de encerramento do campeonato Brasileiro de Turismo 1.4, com duas corridas no sábado e duas no domingo. A rodada final acabou tirando alguns pilotos da disputa da Cascavel de Ouro em Cascavel e teve algumas baixas, que já não teriam como brigar pelo título e foram para Cascavel. A narração da corrida foi com o Sabonete e os comentários como comentarista o tataraneto do cantor Roberto Carlos, e tão fanho quanto o personagem dos especiais de natal.

 

 

Na corrida 1, no sábado, a pole position era de Wilton Pena, tendo a seu lado Gabriel Di Giacomo para puxarem o grid de 25 pilotos no grid, com 11 na classe PRO e 14 na classe Elite. Depois da volta de apresentação os pilotos voltaram para o grid (largada parada) e com tudo no lugar (menos Junior Martins, que não alinhou) o amigo do Adoniran, o Ernesto, diretor de prova, deu a largada. Wilton Pela fez uma largadaça, conseguiu até fazer a tomada para a Curva 1 pela saída dos boxes enquanto Gabriel Di Giacomo tomava de Tiago Takagi e Dudu Fuentes que brigaram pela P2 na curva 1, com Dudu Fuentes lavando a melhor enquanto Tiago Takagi teve que brigar com Gabriel Di Giacomo que tentava se recuperar. Marcelo Magalhães era o líder da classe Elite. Na 3ª volta Dudu Fuentes atacou na entrada do saca rolha pra tomar a ponta. Os dois primeiros abriram uma boa vantagem para Tiago Takagi. Marcelo Magalhães chegou na P5 na geral e segurava atrás dele um pelotão com disputas ferozes. O pelotão da frente tinha Fabricio Lançoni em 4°, mas Dudu Fuentes vinha com 1,4s de vantagem na liderança na metade da corrida. Wilton Pena tinha mais de 2s de vantagem para a briga pela P3 entre Tiago Takagi e Fabricio Lançoni. No meio do pelotão o bate porta vinha animado, mas na frente, Wilton Pena vinha administrando a P2 pensando no campeonato onde é o líder. Dudu Fuentes levou a primeira corrida, com Wilton Pena em 2° e Tiago Takagi em 3°. O vencedor da classe Elite foi Marcelo Magalhães. Quase que a dupla Sabonete e TataraCarlos perderam a chegada por não verem a indicação na tela.

 

 

Aí veio aquele fôlego para recuperar o ar, baixar a pulsação, resfriar os pneus e freios, fazer um “n°1” no macacão e se arrumar para a corrida 2 e sem inversão nutella do grid. Depois de 2 voltas eles se arrumaram lado a lado e com as coisas mais ou menos arrumadas o amigo do Adoniran, o Ernesto, diretor de prova, deu a largada. Dudu Fuentes manteve a ponta. Wilton Pena foi lá fora fazer a tomada pra curva 1 enquanto Tiago Takagi tentava o mergulho mais por dentro. Teve gente indo pra grama no fundão. Marcelo Magalhães caiu pra 6°, Ultrapassado por Rafael Teixeira, mas manteve a liderança na classe Elite. Dudu Fuentes ia abrindo novamente na liderança, mas os 5 primeiros enquanto José Bola Jr. apertava Marcelo Magalhães. Os ‘comissacos’ puniram Rafael Teixeira com um ‘Drive-Thru’ sem milk-shake por queima de largada e a dupla da desinformação – Sabonete e Tatara Carlos – se enrolaram para entender que foi na largada da corrida 2, não da corrida 1. José Bola Jr. pressionou Marcelo Magalhães e no saca rolha tomou a liderança da classe Elite, com Magalhães chegando a ir pra grama. Wilton Pena colou em Dudu Fuentes, mesmo com lastro. Os ‘comissacos’ puniram José Bola Jr. por “empurrar” Marcelo Magalhães pra fora da pista quando fez a ultrapassagem. Repetindo o que aconteceu na corrida 1, Fabricio Lançoni foi pro ataque sobre Tiago Takagi. A tampa do porta mala de Marcelo Magalhães – que tomou uma panca na traseira na corrida 1 – abriu e a direção de prova deu a Preta com bola laranja pra ele ir aos boxes reparar o problema. Dimas Sahium e Davi Oliveira bateram porta até a grama no final da corrida, quase parando para saírem no braço. Dudu Fuentes segurou a ponta e venceu de ponta a ponta a corrida 2. Wilton Pena foi o 2° e Tiago Takagi em 3°. Davi Oliveira tomou bandeira preta pelas portadas em Dimas Sahium. O vencedor da classe Elite foi Gustavo Teixeira, depois da punição de José Bola Jr. (que o sabonete ia esquecendo). Com o resultado Anderson Remédios garantiu o título da classe Elite.

 

No domingo, depois de um sábado de calor, o tempo virou e choveu pesado na região de Mogi-Guaçu, lavando a pista de track day. Os carros foram para pista em modo “cortejo fúnebre”. Tinham verdadeiros rios cruzando a pista e com pneus semi-slick para encarar tanta água, a corrida teria que ser feita atrás do Safety Camburão elétrico. O amigo do Adoniran, o Ernesto, diretor de prova, ia mantendo os carros na pista e deixando a procissão rolar.

 

 

Depois de 10 minutos de “cortejo fúnebre, o amigo do Adoniran, o Ernesto, entregou pra Deus e avisou que ia tirar o Safety Camburão elétrico da pista. Gustavo Teixeira, piloto da classe Elite, puxava a fila quando foi agitada a bandeira verde. Fabricio Lançoni era o 2° e Tiago Takagi o 3° numa corrida que estava mais pra jet-sky do que pra carros. A liderança de Gustavo Teixeira acabou na curva da caipirinha, quando ele rodou sozinho e entregou a ponta para Fabrício Lançoni. Wilton Pena assumiu a P3 e mais à frente Tiago Takagi atacou e foi pra liderança. Junior Martins rodou na Caipirinha e ficou parado, obrigando o amigo do Adoniran, o Ernesto, a botar pra fora o Safety Camburão. Arthur Gorgueira rodou e bateu lá na curva da mata e também ficou na pista. Ainda deu tempo para fazerem a relargada e termos 1 volta de “tudo ou nada”. Os pilotos da frente mantiveram suas posições e Daniel Bender foi parar na barreira de pneus. Tiago Takagi venceu a regata, seguido de Fabrício Lançoni. Com o 3° lugar Wilton Pena garantiu o título da classe PRO

 

 

Mas ainda faltava uma bateria para ser disputada e o amigo do Adoniran, o Ernesto, deu a ordem para disparar o cronômetro depois de uma volta. A chuva tinha ficado ainda mais forte e um rio cruzava a mini reta dos boxes logo depois da curva da vitória. A grama do lado da pista estava com poças imensas. Leonel Fleury rodou e foi pra grama depois da curva 1. O cortejo fúnebre se seguia e sem voltas em bandeira verde a corrida foi encerrada com as mesmas posições da corrida anterior (exceto pra quem rodou).

 

O Ogro Tá na Pista

Cascavel de Ouro

Uma das corridas mais icônicas (o adverbio deveria ser outro, mas a editoria ia censurar...) do automobilismo nacional – a Cascavel de Ouro – foi disputada na noite do último sábado na capital nacional do automobilismo. Com um grid – inicialmente – com 58 carros (todos da categoria Gold Turismo) para os pouco mais de 3 mil metros do Autódromo Internacional Zilmar Beux, a corrida recebeu a participação de nomes de destaque do nosso automobilismo, como o Tigrinho Christian Fittipaldi, o Cabra Beto Monteiro, Cesar Ramos, Vicente Orige e alguns “famosos” como o piloto ‘Plim-Plim’ da Porsche Gourmet, que deu uma “plimplada” nos treinos livres e destruiu o carro na curva do Bacião. A pole position ficou com a dupla Lorenzo Massaro e Luiz Carlos Ribeiro, tendo a seu lado a dupla Rodrigo Vieira e Murilo Fiore puxando o grid com 58 carros para as 3 horas de corrida, divididos nas classes PRO, Super, Master e Light, com obrigatoriedade de 4 paradas de boxes de 5 minutos cada.

 

 

Um dilúvio bíblico desabou sobre Cascavel no sábado para a corrida. Meia hora da largada a chuva aliviou, mas a pista estava muito molhada e ainda na primeira volta a chuva apertou novamente. Assisti a corrida pela Race TV, que teve o Sinestro na narração, Delfim Neto e Almir Guineto na pista e comentários do Barbapapa. O diretor de prova, o Massaranduba, deu a largada atrás do Safety Car, pilotado pelo Torrado. Lorenzo Massaro não segurou a liderança nem por uma volta de bandeira verde, sendo superado por Murilo Fiore (que substituiu o piloto “Plim-Plim”, que se acidentou). Nilton Rossoni tomou a P3, mas na primeira passagem na reta tivemos um enrosco dos bons com Natan Esperafico, Rafael Barranco, Eduardo Pavelski, Cacá Schilipack e mais um monte de gente. O Massaranduba botou pra fora o Safety Car.

 

 

A corrida não ia ser fácil e fazer a resenha de 4 horas como eu gostaria, eu infarto a Chica da Silva. Não faltaram acidentes como a capotagem de Nilton Rossoni, saídas de pistas generalizadas e a grama fora da pista virou um verdadeiro pântano. Meu camarada, o Torrado, piloto do Safety Cartrabalhou muito durante as três horas de corrida. Eu não cronometrei, mas o Safety Caresteve na pista por pais de uma hora tranquilamente.

 

Na luta pela sobrevivência entre o asfalto ensaboado e o pântano além das linhas brancas, muitos toques, escapadas e raios impressionantes que iluminaram a noite (nos estados Unidos não tinha corrida), o Ford Fiesta #222 Rafael Decker e Marlon Bastos, que largou na 31ª posição liderava na meia hora final e com o Safety Car se fazendo presente até os minutos finais, o Gol #74 de Thiago Klien e Odair dos Santos estavam à frente da forte dupla formada por Juninho Berlanda e Gustavo Magnabosco com o Gol #63. O Massaranduba deu a última relargada quando faltavam pouco mais de 4 minutos de corrida.

 

 

Com escolta de Marcelo Campangnolo, companheiro de equipe que estava em 11°, Marlon Bastos foi pra consagração como vencedor da Cascavel de Ouro 2025. A dupla Thiago Klien e Odair dos Santos ficaram em 2° e a dupla formada por Juninho Berlanda e Gustavo Magnabosco ficou em 3°, todos da classe PRO. O vencedor na classe Super foi a dupla Eduardo Bonamigo e Igor Lemos que largou na 56ª posição e chegaram em 7° lugar na geral. Essa edição pode ser chamada, tranquilamente, de “Cascavel de Água”!

 

NASCAR Brasil

A NASCAR Tapuia com seus carros bolha realizou uma daquelas etapas que eles chamam de “Special Edition” (e usavam inglês muito antes de ter mudado o nome da categoria) com três corridas no final de semana, usando a pista de Track Day de Mogi Guaçu, numa etapa descolada da programação da Usurpadora e mesmo da Copa Quasímono monomarca, mas dividindo a pista com a categoria Super Raiz Turismo Nacional 1.4.

 

As corridas aconteceram uma no sábado e duas no domingo. No sábado, O pole position, Smith III, foi ultrapassado por Thiago Camilo num ataque feroz na primeira curva. Um pouco mais atrás dos líderes, um pelotão de cinco carros se engalfinhava para tentar escalar o grid. Na segunda volta Smith III tentou dar o troco em Thiago Camilo, que mostrou que experiência não vem de graça e deixou o moleque perdido no espaço (como seu pai). No fundão, os veteranos Valdeno Brito e Adalberto Baptista desafiaram as leis da física e obrigaram o Amigo do Adoniran, o Ernesto, a botar pra fora o Safety Camburão elétrico. 

 

 

Mostrando o nível da competição, com o Safety Car na pista e os pilotos tendo que reduzir a velocidade, O agroboy Alceu Feldmann Neto foi reduzir a velocidade, mas acabou acertando a traseira do carro de Alfredinho Ibiapina. A relargada aconteceu pouco depois e Camilo conseguiu segurar a liderança e abrir alguma vantagem, deixando a briga pela P2 entre Smith III e Cacá Bueno, que não demorou a fazer valer a máxima da panela velha que faz comida boa. Brendon Zonta rodou sozinho, e quase provocou nova entrada do Safety Camburão elétrico. Faltando três minutos para o fim, Cacá Bueno, que tinha tirado a diferença para Thiago Camilo, Atacou por dentro na Curva do Museu pra assumir a liderança e ir pra vitória. Thiago Camilo foi o 2° e Smith III em 3° venceu na classe Challenge.

 

No domingo a corrida 2 o tempo tinha virado e a chuva caiu para deixar verdinho o jardim da pista de track day de Mogi-Guaçu e complicar a vida dos pilotos. Antes mesmo da largada iniciar, na volta de aquecimento, Galid Osman rodou na pista. Devido à pista molhada, a largada aconteceu atrás do Safety Camburão elétrico... e os pilotos não deram mais do que duas voltas: Um vazamento de óleo do carro de Felipe Tozzo, o diretor de prova achou prudente acionar a bandeira vermelha.  O amigo do Adoniran, o Ernesto, diretor de prova, foi postergando a largada para a limpeza do óleo no traçado. A equipe de segurança entrou, fez seu trabalho, mas isso não dava garantias de que incidentes não acontecessem.

 

 

Apesar da rodada de Galid Osman e do pó de serra na mini reta dos boxes, a largada aconteceu atrás do Safety Camburão elétrico para evitar maiores complicações. Gabriel Casagrande disparou na ponta, desgarrando do Decano Barrichello e Alex Seidl que tentavam segui-lo. Ainda primeira volta, Jorge Martelli, foi pra cima de ambos e com muito arrojo tomou a posição de Alex Seidl e pouco depois, por fora na curva da mata, deixou o Decano Barrichello de bengala na mão pra assumir a P2. Com a ajuda da pista molhada para atrapalhar os menos dotados, as disputas na pista aconteceram a todo momento. Lá na frente, Casagrande liderava de forma tranquila. Enquanto Thiago Camilo escalava o pelotão e chegava à 3ª posição.

 

Restando nove minutos para o fim, a chuva voltou a apertar e Thiago Camilo passou Jorge Martelli. Victor Andrade acabou sendo tocado por Smith III e rodando. Felizmente ele conseguiu voltar pra pista. Nas voltas finais, o Decano Barrichello, em 4°, ia segurando um pelotão com 6 carros. Gui Backes foi para cima de Rubinho, mas o experiente piloto da Full Time conseguiu se impor e segurar a posição. Contudo, não deu para Rubens, Ricardo Zonta aproveitou a reta de largada para colocar lado a lado e ultrapassar Barrichello. Que também foi ultrapassado por Valdeno Brito logo na sequência. Na última volta, Gui Backes tentou, mas aí também era demais e desse o Decano Barrichello não tomou. Casagrande venceu de forma absoluta e com uma larga vantagem. Thiago Camilo foi o 2° e Jorge Martelli o 3°, vencendo na classe Chellenge.

 

 

A coisa complicou para a 3ª corrida com a chuva caindo pesada na pista de track day. O amigo do Adoniran, o Ernesto não liberou os carros a irem pra pista. Pra deixar a coisa “melhor”, começou a aparecer neblina em alguns pontos do traçado. A chuva deporou para dar uma trégua e a pista ficar com condições mínimas de ter a corrida. Com a soma das duas corridas, Thiago Camilo largou na pole, sendo seguido de perto por Gabriel Casagrande. Na saída da Curva Caipirinha, Camilo acabou passando pela zebra, Casagrande até chegou a colocar por fora, mas Thiago segurou.

 

Sem aliviar a pressão, no saca rolha, Gabriel Casagrande conseguiu forçar, fazer a ultrapassagem para assumir a liderança. Logo depois, Ricardo Zonta e Jorge Martelli acabaram se tocando e Ricardo passou direto e acertou o muro de proteção. Pouco depois, o amigo do Adoniran, o Ernesto, botou pra fora o Safety Camburão elétrico. Depois do cortejo fúnebre a relargada veio com 12 minutos restantes no relógio e Casagrande conseguiu segurar o ímpeto de Camilo que tentou pressionar, mas não conseguiu levar a posição. 

 

 

Restando oito minutos para o fim, a chuva voltou a apertar ainda mais e com isso, Gabriel Casagrande se livrou da pressão de Thiago Camilo, colocando 1s de vantagem. Logo em seguida o carro de Felipe Tozzo parou na grama e o amigo do Adoniran, o Ernesto, botou pra fora o Safety Camburão elétrico outra vez. Mesmo com a velocidade reduzida, uma batida aconteceu na saída da Curva Caipirinha, entre Luan Lopes e Alceu Feldmann Neto. O dono do carro do Relâmpago McQueen acertou a traseira de Lopes. Por conta da sujeira na pista, a relargada não aconteceu e os carros encerraram a prova passando por dentro dos boxes. A vitória ficou com Gabriel Casagrande, com Thiago Camilo em 2° e Valdeno Brito em 3°. Gui Backes foi o vencedor na classe Challenge.

 

Sessão Rivotril.

Seguindo meu mestre inspirador, está na hora de receitar as pílulas da semana.

 

- Longe das pistas. Teve início em Londres a fase de audiências da ação que o Macarroni moveu contra a FIA, a FOM (Fórmula 1) e o Bom Velhinho para ser declarado campeão mundial em 2008. O “título moral” que ele não ganhou na pista pelo erro da Ferrari no GP de Singapura, quando o Macarroni saiu dos pits arrancando a mangueira de abastecimento.

- Inicialmente se dizendo “o campeão de direito”, Macarroni e seus advogados chegaram com um discurso diferente em Londres, dizendo não querer tirar o título conquistado pelo Neguim ao final da última prova do ano, no Centro de Eventos Aleatórios de Interlagos, mas uma “indenizaçãozinha” por perdas devidas à não conquista do título e potenciais ganhos futuros de “apenas” 64 milhões de Libras.

- As partes acusadas responderam com força, lembrando que a equipe do pangaré manco de Maranello não entrou como co-autora, que esta não protestou o resultado na época e nem depois e que o que prejudicou o Macarroni na fatídica corrida de Singapura foi o erro nos boxes. Todos pedindo uma decisão sumária contra o Macarroni ou simplesmente a extinção do processo, deixando o “brasileirinho” a ver navios.

- Sem Fórmula 1 na grade (por burrice e incompetência administrativa... e essas são as palavras mais leves que consegui), a bandburros fechou contrato – um prêmio de consolação – para transmitir pelos próximos 3 anos a Fórmula Indy, categoria que transmitiu com grande sucesso nos tempos do falecido Bolacha narrando. “Coincidentemente”, é o mesmo tempo de duração do contrato da F1 nos canais globêsticos (a 2ª vogal não era bem essa...).

- A volta da Série C das corridas de monopostos para a bandburros vai ser uma oportunidade para que Dr. Smith fique mais à vontade para falar sobre as coisas das corridas e, quem sabe, ele até entenda os rádios.

- A bandburros ainda não definiu quem vai comentar as corridas, mas provavelmente o octogenário Matuzaleme não estará na transmissão. Com Dr. Smith comentando, resta sabermos quem vai narrar: se Rolha de Poço, o Terrível ou se vão insistir no erro e manter o narrador fake.

- Sabem aquela máxima de que “nada é tão ruim que não possa piorar”? Ela se fez valer – novamente – para a transmissão da corrida em Santa Cruz do Sul, sem o dublê de comentarista Pária, mas com o puxa-saco do patrocinador em seu lugar.

- A Chica vai surtar!

- Para quem não sabe porque eu fiquei longe do site por algumas semanas no início do ano, tive negado meu projeto onde escrevi uma série (em 6 episódios), sobre a verdadeira história do maior piloto de todos os tempos. Criei um Blog para isso e quem quiser ler a saga do maior astro das pistas é só clicar aqui.

 

Felicidades e velocidade,  

 

Paulo Alencar

 

 

Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.


Last Updated ( Monday, 03 November 2025 18:57 )