Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana não tivemos corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial, mas tivemos uma grande notícia. Na última quinta-feira o vice-campeão da Indy NXT em 2025, Caio Collet, assinou contrato com a A.J. Foyt Racing para a temporada 2026. Independente do apoio de seu patrocinador, o piloto brasileiro mostrou na pista do que é capaz e enfrentou de igual para igual os pilotos que estavam na dominadora e ‘quase’ imbatível equipe Andretti. A história de Caio Collet no automobilismo foi de muita superação e destaque. Depois de uma trajetória de vitórias no kart brasileiro, com 12 anos ele foi para a Europa e continuou vencendo no kart, assinando contrato com uma grande construtora de karts e chamando a atenção do empresário Nicolas Todt, que o colocou para correr na FIA Fórmula 4 UAE e, na primeira corrida, Caio Collet foi ao pódio com um 3° lugar. Mesmo sem fazer todas as provas – foram 7 das 15 do campeonato – venceu uma corrida e fez outros pódios, terminando o campeonato em 6° lugar. Com este resultado impressionante, Caio Collet foi disputar a FIA Fórmula 4 da França, que não era (e não é) das mais disputadas, mas tinha entre seus adversários Arthur Leclerc. Independente disso, ele começou avassalador, com 4 pódios e uma vitória. O brasileiro foi dominador da temporada e sagrou-se campeão com 66,5 pontos de vantagem sobre o vice-campeão, Ugo de Wilde. O feito levou a Renault a incluí-lo na academia de jovens pilotos da Alpine. Depois do sucesso na FIA Fórmula 4 da França Caio Collet disputou a Fórmula Renault Europeia, que depois fundiu-se com a Fórmula 3 Europeia para formar a Fórmula Regional Europeia. Foi nessa categoria que, dentro do programa de jovens pilotos da Alpine, Caio Collet enfrentou um de seus maiores adversários: Victor Martins. Foram muitos duelos, com vitórias para ambos os lados, mas com o francês levando vantagem. Caio Collet (e Victor Martins) foi para a FIA Fórmula 3. Apesar de algumas vitórias e pódios, o brasileiro não conseguiu repetir as performances das categorias anteriores e foi perdendo espaço no programa de jovens pilotos da Alpine, inclusive ficando em outra equipe no 3° ano em que tentou se manter no caminho para a Fórmula 1, saindo da MP Motorsport para a Van Amersfoort Racing, sem o mesmo grau de apoio que tinha Victor Martins. Em 2024, depois de duas corridas pela Fórmula E na equipe Nissan (que faz parte do grupo Renault), Caio Collet cruzou o oceano para os Estados Unidos e ingressou na equipe HMD Motorsports para continuar competindo em monopostos (seu nome foi ventilado para integrar o programa da Alpine nos protótipos, mas a ambição do brasileiro era outra). Em dois anos na Indy NXT foram 4 vitórias – 1 na primeira temporada e 3 na segunda – e enfrentando uma esquadra de pilotos na equipe mais forte e adversária Andretti, Caio Collet chamou a atenção dos chefes de equipe da IndyCar. Com a ida de David Malukas para a Penske, uma vaga na A.J. Foyt (que assinou uma parceria técnica com a Penske neste ano e teve bons resultados, com dois pódios de Santino Ferrucci), uma vaga ficou aberta e Larry Foyt, filho da lenda A.J., atento ao que seria melhor para a equipe trouxe Caio Collet para a equipe e o testou. Primeiro em Mid-Ohio, onde o brasileiro impressionou com o 2° melhor tempo do dia de testes. Em seguida foram para o misto de Indianápolis, onde o brasileiro fez um programa de testes e deu uma resposta extremamente positiva. Faltava colocar nosso piloto à prova em um oval e a equipe o levou para Nashville na última quinta-feira. Ao final do dia, Larry Foyt comunicou oficialmente que Caio Collet seria o piloto do carro #4 para a temporada 2026. Essa é a minha despedida de Caio Collet, que deixará a Coluna Radar e o acompanhamento prova a prova como meus leitores se acostumaram a ter e que agora vai ter seus passos seguidos pelo meu colega Sam Briggs, na Coluna Flying Lap, que acompanha a IndyCar semanalmente. Boa sorte, Caio. Sucesso e vitórias. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |