Salve Nobres Leitores,
No final de semana do Grande Prêmio São Paulo da Fórmula 1 a Fórmula 4 Brasil fez a sua penúltima etapa da temporada 2025, que terá sua etapa final em Brasília. A previsão de chuva para o sábado era um fator de preocupação, lembrando o que aconteceu no ano passado, onde uma corrida da categoria precisou ser cancelada. Nos treinos, Filippo Fiorentino assegurou a pole position nas corridas 1 e 3, com a 2ª e a melhor volta. De uma forma absurda, injustificada e incompreensível, a etapa não contava pontos para o campeonato. A programação teria a corrida 2, a da inversão do grid, foi antecipada para o sábado, devido a programação das atividades com o público da Fórmula 1 e as corridas da Porsche Cup. O campeonato (que poderia ser decidido nesta etapa se contasse pontos), viu o líder disparado, Heitor Dall’Agnol, não participar da etapa, o piloto gaúcho estava fora do Brasil, participando de treinos privados da Fórmula Regional Europeia e da Fórmula 4 italiana em Mugello. A vantagem dele era muito grande. Corrida 1. Com Filippo Fiorentino, vice-líder do campeonato com 120 pontos, e Pedro Lima largando na primeira fila e o grid completo, com 16 pilotos na corrida, com a participação de Rafaela Ferreira e das estreias do argentino Frederico Diaz e de João Paulo Sanzovo. Choveu antes da largada, mas na hora que os carros foram para o grid não chovia, mas a pista ainda estava molhada e os carros estavam com pneus de chuva. A direção de prova determinou a largada atrás do Safety Car e depois de duas voltas tivemos a largada em movimento. Filippo Fiorentino manteve a liderança, Pietro Mesquita (filho do apresentador Otávio Mesquita, que correu na Porsche Cup), Pedro Lima e Ethan Nobels superaram Cadi Baptista e vieram brigando por toda volta. Marcelo Hahn rodou e bateu no #3 na saída da curva do sol, o que provocou a entrada do Safety Car. O carro de Marcelo Hahn foi retirado. Naim Saleh conseguiu voltar e tivemos a relargada. Filippo Fiorentino relargou bem enquanto Pietro Mesquita era pressionado por Pedro Lima, Ethan Nobels e Pedro Lins. Filippo Fiorentino abriu, mas não muito para Pietro Mesquita e Ethan Nobels tomou a P3 de Pedro Lima na descida do mergulho. Pedro Lins ganhou a P4 de Pedro Lima, que perdeu o aerofólio dianteiro. Filippo Fiorentino começou a virar volta mais rápida uma sobre a outra e com isso aumentou a vantagem para Pietro Mesquita. Ethan Nobels conseguiu ganhar a P2 de Pietro Mesquita a 5 minutos do fim e tinha 4s de desvantagem para Filippo Fiorentino, mas o líder foi aumentando a vantagem e venceu a corrida de ponta a ponta. Ethan Nobels foi o 2° e Pietro Mesquita foi o 3°. Corrida 2. Depois da corrida Sprint tivemos a segunda corrida do final de semana, esta com a inversão dos 8 primeiros do grid e o tempo reduzido para 25 20 minutos. Com a inversão a pole position foi para Ciro Sobral com Renzo Barbui ao seu lado. A largada atrasou alguns minutos no efeito cascata do atraso do treino da Fórmula 1, mas o melhor foi ter a pista seca e o sol depois da previsão de chuvas para o dia do sábado. Com a largada “convencional”, com os carros saindo do grid na reta dos boxes, mas na volta de apresentação o motor do carro de Christian Helou estourou e jogou muito óleo na pista. A largada foi dada e Ciro Sobral largou bem para assumir a ponta, mas escapou no final da reta oposta. Filippo Fiorentino fez uma largada espetacular e já brigava pela ponta no mergulho para o laranjinha. Rafaela Ferreira era a 3ª colocada e o Safety Car foi acionado com a batida no laranjinha envolvendo quatro carros, com João Paulo Sanzovo e Ethan Nobels. A direção de prova deu bandeira vermelha para limpeza de pista e retirada dos carros com uma condição de bandeira vermelha, mas sem paralização do tempo de prova. Foram 14 minutos de paralização e o desconhecimento do narrador e do comentarista com as especificações do carro, que é homologado pela FIA como carro da F4 no mundo e eles tentando fazer uma comparação com o carro da F1 Academy foi sinistro. Imagino o Paulo Alencar vendo isso. Na relargada Filippo Fiorentino atacou e superou Ciro Sobral na saída do S do Senna. Na freada da reta oposta foi Rafaela Ferreira quem tomou a P2 e no pinheirinho Pietro Mesquita ganhou a P3. Duas voltas depois tivemos uma batida muito forte na freada para o S do Senna com 3 carros envolvidos. Naim Saleh voou sobre os adversários Frederico Diaz e Ciro Sobral e Rafaela Ferreira passou Filippo Fiorentino na saída da curva do lago para assumir a liderança naquela que foi a última volta, com a direção de prova antecipando o final da corrida. Filippo Fiorentino foi o 2° e Pietro Mesquita o 3°. Os acidentes tiveram sequelas para os pilotos. Ethan Nobels e João Paulo Sanzovo durante a primeira volta da prova. Os dois foram atendidos prontamente e levados de helicóptero ao hospital. Ethan não sofreu fraturas e não precisará de cirurgia, mas terá de ficar internado pelo menos até domingo sob observação. João Paulo sofreu fratura de uma vértebra, mas não também não precisará de cirurgia e ficará internado em observação. Frederico Diaz, Ciro Sobral e Naim Saleh também foram atendidos no centro médico do autódromo. O único diagnosticado com lesão foi Naim, com uma contusão em uma das mãos. Em seguida ao atendimento e exames habituais, todos foram liberados. Corrida 3 A terceira corrida da Fórmula 4 Brasil estava programada para a manhã do domingo. A pole position era Filippo Fiorentino e o grid do final de semana que começou com 16 carros e pilotos teve as baixas 3 pilotos ficaram de fora e tivemos chuva pela manhã, céu nublado e pista molhada obrigou a corrida ter a largada dada atrás do Safety Car. Ethan Nobels, João Paulo Sanzovo e Naim Saleh ficaram de fora da corrida. Depois de 2 voltas tivemos a bandeira verde. Filippo Fiorentino se manteve na liderança, seguido por Pedro Lima e Pietro Mesquita. Restara, somente 12 minutos de corrida para os jovens aspirantes à Fórmula 1. Pedro Lima vinha colado em Filippo Fiorentino, só no spray. A disputa pelo último lugar do pódio tinha 6 pilotos envolvidos e Pietro Mesquita ia segurando os ataques de Cadi Baptista, que via Rafaela Ferreira crescer no retrovisor. Isso deu um alívio para Pietro Mesquita. Cadi Baptista não conseguiu segurar Rafaela Ferreira, mas a piloto da F1 Academy tomou o troco na reta oposta. Na volta seguinte Cadi e Rafaela fizeram o S do Senna lado a lado, com Rafaela Ferreira levando a melhor, só que ficou longe do pódio com a disputa. Filippo Fiorentino conseguiu abrir uma boa vantagem nas voltas finais para vencer de ponta a ponta. Pedro Lima foi o 2° e Pietro Mesquita o 3°. Apesar de não ter valido pontos para o campeonato brasileiro (a desculpa que deram – de não pôr os pilotos sob pressão – foi simplesmente ridícula. Se é uma categoria de formação, estar sob pressão faz parte do aprendizado), tivemos três corridas muito disputadas e com fortes emoções. Abraços a todos, Denilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |