E aê Galera... agora é comigo!
O final de semana em que treinos e corrida da F1 entraram pela madrugada no “feriadão” (pra quem pode ter isso) teve aqui na República Sebastianista da Banânia a nababesca festa de final de ano da categoria gourmet do automobilismo Tapuia, a Porsche Cup, que fez a corrida dos 500 Km no Centro de Eventos Aleatórios de Interlagos com todos os seus pobrinhos e os convidados destes pobrinhos. A festa acabou sendo o único evento do automobilismo Tapuia com a mudança da final do Marcas Brasil Racing, adiado em uma semana para o “circuito vina” (salsicha para quem não é do Paraná). Os treinos realizados na sexta-feira definiram o grid para a corrida com os pilotos correndo em duplas ou trios, com aquelas particularidades de pontuação intermediária e os carros da Carrera Cup e da GT3 Challenge alinhando todos juntos. A pole position ficou com o carro da dupla Marçal Muller / Felipe Fraga, tendo a seu lado o carro de Christian Hahn e Felipe Baptista para puxarem o grid com 41 carros. Após as duas voltas de apresentação eles subiram da junção para a reta dos boxes e o Massaranduba “fechou os olhos”, fez uma prece e deu a largada. Christian Hahn segurou posição na reta dos boxes, entrou lado a lado com Marçal Muller no ‘S’ da Sadia e tomou a ponta Francisco Horta manteve a P3. Todos passaram ilesos na curva do Presuntinho, mas na descida do pinheirinho Leonardo Herrmann deu na Norinha Barrichella e os dois foram pra grama. Felizmente, conseguiram voltar e evitaram a entrada do Safety Car. Francisco Horta foi sendo superado por quem o seguia e Alceu Feldmann Neto assumiu a P3. Com 10 minutos de corrida os líderes chegaram no primeiro retardatário. Os 3 primeiros iam abrindo, mas era Christian Hahn quem ia colocando vantagem sobre Marçal Muller, que vinha sendo apertado por Alceu Feldmann Neto. Quem chegou pra briga pela P2 foi Alan Hellmeister. Marçal Muller foi para os boxes (com o pneu dianteiro esquerdo furado – ele teve muitos pneus furados este ano em Interlagos) e Alan Hellmeister passou Alceu Feldmann Neto na volta 16 para assumir a P2. Na volta 17, a Norinha Barrichella teve um vazamento de fluido no carro e parou na saída do Bico de Pato. O Massaranduba botou pra fora o Safety Car e como a janela do 1° stint abria na volta 19, quase todo mundo entrou para os boxes com a obrigação de ficarem 6 minutos parados (com pequenas variações pelo credenciamento dos pilotos). Só Vitor Baptista, parceiro de Leonardo Herrmann ficou na pista. Depois dessa parada coletiva praticamente simultânea, Matheus Ferreira saiu dos boxes puxando a fila, seguido de Miguel Paludo e Gabriel Casagrande, que logo tomou a posição. Thiago Camilo e Sergio Ramalho também passou pelo campeão das corridas sprint. Felipe Baptista, parceiro de Christian Hahn também teve o dianteiro esquerdo furado e precisou ir para os boxes. Gabriel Casagrande abriu disputa pra cima de Matheus Ferreira que não conseguiu resistir a pressão e foi não só superado como perdeu mais posições, caindo para 4°, Sergio Ramalho também pressionava Thiago Camilo e conseguiu ganhar a 2ª posição. O pernambucano Sergio Ramalho foi pra cima do piloto de camburão, medalhão, pela liderança. Gabriel Casagrande ficou pra trás e começou a ser pressionado por Thiago Camilo. A chuva começou a cair na volta 30 e foi molhando a pista. Thiago Camilo ganhou a posição e duas voltas depois Guilherme Salas também superou Gabriel Casagrande, sendo o novo 3° colocado. A chuva parava e voltava na volta 36. A 2ª janela de paradas foi aberta na volta 38, mas com a indefinição da chuva ou “não-chuva”, ninguém entrou de cara. O primeiro a entrar foi Miguel Paludo, na volta 39, para devolver o carro a Alan Hellmeister. Outros pilotos foram parando na sequência e cada janela de parada tem 8 minutos de duração. Após a segunda rodada de paradas a liderança era de Josimar Jr. Alceu Feldman era o 2° e Alceu Feldmann Neto era o 3° e eles estavam bem próximos. Josimar Jr. tomou dos dois Feldmann e na volta seguinte o filho não tomou conhecimento do pai e foi pra ponta. Não demorou pra Matheus Comparatto assumir a P3 em cima de Josimar Jr. Na volta 48 Alceu Feldmann Neto perdeu rendimento na subida pro café e caiu para a 4ª posição. Quem vinha se recuperando era a dupla Marçal Muller e Felipe Fraga, depois do furo de pneu na volta 16. Alceu Feldmann neto não demorou para recuperar a posição para Josimar Jr., mas estava 4s distante da disputa pela ponta entre Alceu Feldmann e Matheus Comparatto e na abertura da volta 53 a liderança mudou de mãos. Na volta 57 foi completado o chamado “primeiro seguimento parte” de corrida com a abertura da 3 janela de paradas. Alceu Feldmann Neto passou papai de novo e foi para a 2ª posição. Os pilotos foram parando de forma mais espaçada. Alceu Feldmann foi o primeiro dos 3 primeiros a parar, na volta 59. Alceu Feldmann Neto parou na volta 61 e Matheus Comparatto entrou na volta seguinte. Alceu Feldmann Neto e Gabriel Casagrande trocaram para o carro reserva durante a parada depois do “tilt” elétrico. Os pilotos começaram a voltar para a pista e quem voltou a brilhar foi o sol, espantando a chuva (por enquanto) e após as paradas, a liderança era de Matheus Ferreira era o líder, mas Guilherme Salas vinha voando na 2ª posição, com Gabriel Casagrande, de carro reserva prateado, em 3°, que logo ficou claro tão ter o mesmo ajuste do carro titular e com isso Gabriel Casagrande foi perdendo terreno para os líderes. Guilherme Salas foi buscar Matheus Ferreira e assumiu a liderança. O ritmo de Matheus Ferreira caiu muito, com ele sendo alcançado e superado por Gabriel Casagrande. Na abertura da janela, na volta 76, Matheus Ferreira entrou logo para fazer a parada, com Guilherme Salas parando na volta seguinte. Os demais pilotos foram parando na sequência. Após as paradas serem completadas e os pilotos voltarem pra pista, a liderança era de Alceu Feldmann Neto, que conseguiu voltar na frente do pai, mas papai botou moral e passou o filho no final da reta oposta. Os dois eram líder e vice-líder. Josimar Jr. era o 3°, mas era apertado por Matheus Comparatto, que não demorou a ganhar a posição. Na briga pelo título, tentando se recuperar, Marçal Muller era o 13° e essa condição de resultado na volta 85 dava o título aos jovens Matheus. Quem voava na pista era Alan Helmeister, 5° colocado que era o mais rápido na pista e vinha tirando diferença para os líderes. Não demorou e Hellmeister superou Josimar Jr. assumindo a P4 e indo pra cima de Matheus Comparatto e não demorando a tomar a 3ª posição. Apesar perda de posição o título continuava com os Matheus. Na volta 94 Caio Chaves tocou a traseira do carro de Josimar Jr. que bateu forte no muro externo no final da reta, seguiu para a área de escape do ‘S’ da Sadia, lambendo a barreira de pneus. O Massaranduba imediatamente botou pra fora o Safety Car. Por conta da panca e pela saída de Josimar Jr. da corrida, Caio Chaves tomou bandeira preta dos ‘comissacos’. Na volta 97 foi aberta a última janela de paradas e todo mundo (quase. 3 ficaram na pista) entrou nos boxes para transformar os 500 km de Interlagos numa “corrida sprint” com as 20 voltas finais. Quando eles voltaram pra pista já foi com bandeira verde e estavam todos juntos. Guilherme Salas era o líder, seguido de Matheus Ferreira e Miguel Paludo. Felipe Fraga era o 11° e precisava ganhar posições. O título não estava decidido. Matheus Ferreira pressionava Guilherme Salas. Os dois abriram 5s de vantagem sobre Miguel Paludo em poucas voltas. Com Matheus Ferreira em 2°, Felipe Fraga precisa chegar em 6° lugar. Caso vença, Fraga precisa ser o 4°. Bruno Bonifácio tocou a traseira de um adversário, quebrou a suspensão e bateu de leve na barreira de pneus do ‘S’ da Sadia e o Massaranduba botou pra fora o Safety Car pra fora na volta 105, agrupando o pelotão. O resgate foi rápido e depois de 2 voltas de “cortejo fúnebre” tivemos a relargada. Felipe Fraga estava em 7° e precisava ganhar mais uma posição e ele fez praticamente uma volta inteira porta a porta com Allam Khodair. Guilherme Salas continuava liderando e Matheus Ferreira não estava tão perto como já esteve. Enzo Fittipaldi tomou um ‘Drive-Thru’ sem direito a milkshake por ter usado o push caviar na relargada (o que é proibido). Duas voltas depois Allam Khodair tomou 5s de punição por “excesso de portadas” em Felipe Fraga. Guilherme Salas fez a festa com a vitória, Matheus Ferreira foi o 2° e Gabriel Casagrande o 3°. Com o 5° lugar, Felipe Fraga e Marçal Muller ficaram com o título Endurance da Carrera Cup. José Moura Neto e Matheus Iório foram os campeões da GT3 Challenge. O chamado “Título Overall”, somando todos os pontos do ano deu o título para Matheus Comparatto. Sessão Rivotril. Seguindo meu mestre inspirador, está na hora de receitar as pílulas da semana. - Com o feriadão (pra quem pode. Eu não pude), a equipe de colaboradores deu uma dispersada neste final de semana, mas Vovó do Piu-Piu foi testemunha das palavras proferidas pelo Prosdócimo na quinta-feira, quando disse que o Piaba leva vantagem em pistas que “oferecem graining” nos pneus... o final de semana prometia. - Sem ter muito o que falar nos treinos livres (por falta de capacidade de analisar coisas sérias, pois estas não faltam) a certa altura o trio – Dr. Smith, narrador fake e Prosdócimo – resolveram trazer de volta o assunto das aparições das namoradas dos pilotos. - Sempre muito atento ao que acontece na pista, o narrador fake fala que a volta do Filé de Borboleta tinha sido muito ruim, 16 segundos mais lenta. Ele não percebeu que era a volta de saída dos boxes. Ele não cansa de passar vergonha, sendo corrigido por Dr. Smith. - Foi com surpresa (certamente não só minha) a aparição de Matuzaleme no treino de definição do grid no início da madrugada (ele não tinha se despedido das transmissões das corridas pela TV depois do GP de São Paulo?). Em todo caso, prefiro ele cochilando no treino e na corrida do que ter que ouvir o Prosdócimo falando. - Como havia começado a chover antes do início do treino de classificação, os pilotos colocaram pneus para pista molhada e Dr. Smith, o daltônico, falou que os pilotos estavam todos saindo com pneus para chuva pesada, indo contra as imagens e contra os créditos na transmissão. É verdade que, depois, todos foram para os pneus com a lateral azul. Antes, as imagens eram claras mostrando os pneus (verdes) para chuva intermediária. - Tem gente que não aprende as lições que a vida dá: indiciado criminalmente por falar bobagem (o advérbio não era bem esse...), o narrador fake “tenta ser engraçado” e pega o comentário da Cadeiruda sobre o forte cheiro de maconha em vários lugares de Las Vegas e associa o fato com o Aprendiz de Milongueiro, piloto da Alpine. A Cadeiruda, que é séria, ficou calada e não deu papo para não se comprometer. - Na tarde do sábado teve a corrida de 500 km da Porsche Cup Gourmet. Tinha mais gente nas arquibancadas do que a Stockamburão tem conseguido levar em suas corridas no Centro de Eventos Aleatórios de Interlagos. - Antes da corrida da Fórmula 1, “assisti a minha moleca” assistindo a corrida da categoria das moçoilas (eu tenho uma denominação que as editoras não permitem sua publicação ou qualquer sinônimo). Seus comentários são mais críticos que os meus! Já tenho substituta quando parar de escrever. Ela é pior que eu! HUAHUAHUAHUAHUAHUA. - O narrador da corrida, o Terrível, manteve seu terrivelmente baixo padrão de conhecimento, afirmando que a pilota que seguia à frente, saía do vácuo para não ser ultrapassada por sua perseguidora. O “Meu Jesus Cristo” (a expressão com 3 palavras não era bem essa...) assustou a noite tocantinense. - Na pré-hora Caras, como sempre salva pela Cadeiruda com suas entrevistas com o Filé de Borboleta e com o Filho do Dragão, que ainda cumpre contrato na Aston-Father, o narrador fake, ao ver o troféu que seria entregue quis dar uma de crítico de arte e descrever a beleza do troféu e o seu significado. Falou quase 30 segundos e não articulou 3 palavras. - Segunda corrida que o Filé de Borboleta bate na primeira volta, mas o pessoal da transmissão ficou passando pano e culpando o filhinho do papai. - Ao longo de todo final de semana, Dr. Smith, o pesquisador de IA do Google sobre volantes da F1, não conseguiu sequer explicar os textos em inglês, nem o que falaram os pilotos, tampouco os engenheiros. - Como não presta atenção no que está acontecendo na corrida, o narrador fake não viu o Beduíno sendo chamado para os boxes. Até Matuzaleme, cochilando, viu. - Minha gargalhada ecoou por toda a cidade na madrugada quando Dr. Smith “esqueceu” o termo “undercut” para explicar a manobra de antecipar a parada nos boxes para levar vantagem e ganhar a posição do carro à sua frente. - Acordando de um de seus cochilos, Matuzaleme elogiou a parada do Fugitivo da FEBEM, que parou, trocou pneus, voltou na liderança, mas gastou 3 segundos parado, um tempo péssimo para os padrões da Red Bull. - Ainda sobre seus cochilos, Matuzaleme disse que se enrolar com as contas não é somente uma coisa de quem é “de humanas”, que é preciso um desconto para “quem é velho”. Errar contas de somar e subtrair que uma criança de 8 anos resolve não é coisa “de humanas”, é de gente despreparada mesmo! - Com uma punição de 5s, Kimi Genérico ia perder posições, mas Matuzaleme “esqueceu” disso. Precisou ser lembrado pelo Sabido no ponto eletrônico. - Ri o domingo inteiro com a desclassificação dos carros papaias... se o Fugitivo da FEBEM tomar o título deles eu vou rir até a abertura do campeonato de 2026. - Para quem não sabe porque eu fiquei longe do site por algumas semanas no início do ano, tive negado meu projeto onde escrevi uma série (em 6 episódios), sobre a verdadeira história do maior piloto de todos os tempos. Criei um Blog para isso e quem quiser ler a saga do maior astro das pistas é só clicar aqui. Felicidades e velocidade, Paulo Alencar Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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