E aê Galera... agora é comigo!
No final de semana em que minha vida voltou ao normal, as coisas do automobilismo na República Sebastianista da Banânia também mantiveram seu grau normal de bagunça, ajudado por um ciclone extratropical que derrubou metade das árvores da terra do meu camarada, Alexandre Gargamel, que eu não duvido que esteja sem energia elétrica na sua casa. O centro de eventos aleatórios de Interlagos começou a ter corridas na quarta-feira, com as provas da Fórmula 4 Tapuia, assunto dos Irmãos Bacalhau (Falcon, o boneco de ação e Cauã Genérico), mas que teve a decisão do título da Stockamburão e também a corrida de endurance da Turismo Nacional Gourmet. Além disso, o final de semana veio com uma informação bombástica que será tratado nas pílulas. Já cabe a foto do Ogro e então vamos para as corridas. Stock Car Com a inversão nutella dos 12 primeiros para a corrida curta, por uma dessas coisas da vida os dois pilotos da equipe do Meinha, Felipe Fraga e Gaetano Di Mauro formaram a 1ª fila para puxarem os 31 carros no grid. A Moleca Sensação, Antonella Bassani, substituiu JP Oliveira, ainda impedido de correr por ordens médicas. Como sigo em meu protesto contra a bandburros (que perdeu a F1 e renovou o contrato do narrador fake por MAIS 5 ANOS), assisti a corrida pelo youtube, com a poderosa e celestial narração do Filho do Deus do Egito, os comentários de Zé Goteira, pitacos de GagáClone, uma participação especial do sobrinho Barrichello na cabine de transmissão e na pista, Olívia Palito, que pintou o cabelo de amarelo e está parecendo um canário da terra. O céu nublado e o risco de chuva se mostrava um prenúncio do caos caso a mesma caísse durante os 30 minutos de corrida, que tem a obrigação trocar um pneu. Como começou a garoar antes da largada, o CASETTA colocou a “condição de chuva” antes da largada, permitindo que quem quisesse largar já com pneus de chuva, pudesse fazê-lo, mas com a pista ainda bem seca, ninguém foi nessa e depois da volta de apresentação tivemos uma largada convencional e os carros da equipe do Meinha deixaram o resto do grid na saudade, entrando na frente no ‘S’ da Sadia, com Felipe Fraga liderando e Gaetano Di Mauro em 2°. Cesar Ramos atacou Gianluca Petecof por fora, ganhando a P3, que tentou o troco na reta oposta e conseguiu recuperar a posição no Laranjinha. A briga pela P3 segurou o pelotão inteiro e o Meinha agradeceu nos boxes. Marcos Regadas, que substituía Bruno Baptista escapou no Laranjinha na curva 3 e na terceira entrada no ‘S’ da Sadia, Alan Khodair deu na porta do carona do lado do piloto de Cacá Bueno, que rodou, desceu de ré a área de escape e encostou na barreira de pneus. O CASETTA botou pra fora o Safety Camburão e agrupou o pelotão. O resgate foi rápido e em uma volta tivemos bandeira verde. Os 5 primeiros mantiveram as posições e do 6° pra trás era tiroteio no boteco. Nosso colunista, Helio Vasco Neves, que perdeu 6 posições desde a largada, recebeu o singelo comentário do GagáClone de que ele estava “definitivamente, começando a se divertir” na Stocakburão. Não sei quem é que se diverte perdendo posições, mas se levarmos em conta a herança genética... continuando, os pilotos do Meinha começaram a abrir vantagem novamente e na 6ª volta começou a pingar mais forte na reta dos boxes. Nas conversas de rádio, os pilotos falando que não deveriam entrar dava o sinal e Gaetano Di Mauro deixou Felipe Fraga abrir um pouco de vantagem e foi o primeiro a entrar nos boxes quando a chuva desabou. As equipes que entraram os dois carros, quem estava atrás estava na pior com a pista ficando bem molhada. Felipe Fraga entrou na volta seguinte, puxando a fila de quem não havia entrado. Arthur Leist, esperando pra parar, perdeu várias posições. Cesar Ramos voltou na frente de Gaetano Di Mauro. Marcos Regadas rodou (de novo) no Laranjinha. Thiago Camilo rodou na entrada pro Pinheirinho e já com sinalização de Safety Camburão, tivemos panca feia na entrada do boxes. Daniel Serra não conseguiu reduzir e encheu a barreira de pneus da entrada dos boxes. Helio Vasco Neves vinha atrás, tentou parar, atravessou e bateu na parte mais externa da Barreira. Marcos Regadas veio aquaplanando e bateu raspando na traseira interrompida. O CASETTA botou bandeira vermelha enquanto a chuva continuava caindo. Gaetano Di Mauro apareceu atrás do Safety Camburão, com Cesar Ramos em 2°, Guilherme Salas em 3° e Felipe Fraga em 4°. A corrida ficou paralisada para a retirada dos carros acidentados, a recuperação da barreira de pneus e a Olívia Palito falou que “estavam jogando aquela ‘areinha’ por causa do óleo” – obrigando-me a mandar um “Meu Jesus Cristo” (a expressão com 3 palavras não era bem essa...) que foi ouvido em todo Tocantins – e avaliação do volume de chuva. Na torre, CASETTA e seus ‘comissacos’ foram bater cabeça para decidir em que posição estava cada carro uma vez que a bandeira vermelha obriga os carros a assumirem as posições da volta anterior, mas depois de uma hora e 20 minutos de paralização, o pessoal da torre de (des)controle conseguiu bagunçar (o verbo não era bem esse...) tudo o que aconteceu na pista. Eles assumiram as posições da corrida na volta 7 (Mas Gaetano Di Mauro, líder na pista, tinha acabado de abrir a volta 9) e com isso devolveram a liderança para Felipe Fraga e jogaram Gaetano Di Mauro para 9°, Depois voltaram a classificação para a volta 8, mas tiraram a volta de Gaetano Di Mauro e jogaram o líder da corrida para 25°! Com isso nada dos carros saírem dos boxes. A bagunça se instalou na área dos boxes, os protestos caíram com mais intensidade que a chuva que caiu na 7ª volta. A discussão entre chefes de equipe e torre com ‘comissacos’ e diretor de prova continuava. Após uma hora e 46 minutos de paralização (mais da metade por culpa dos dirigentes da corrida, os carros voltaram pra pista com Felipe Fraga atrás do Safety Camburão e o então líder da corrida, Gaetano Di Mauro, Cesar ramos em 2° e Guilherme Salas em 3°, num absurdo sem precedentes. Os pilotos deram duas voltas atrás do Safety Camburão e tivemos a relargada. Felipe Fraga largou bem, manteve a ponta e foi abrindo para Cesar Ramos, que segurava todo mundo atrás dele. Lucas Foresti tomou a P3 de Guilherme Salas no ‘S’ da Sadia, tomou o troco na reta oposta, mas voltou a ganhar a P3 na saída da curva do Lago. Na volta seguinte Enzo Elias superou Guilherme Salas enquanto o Decano Barrichello parou o carro nos boxes e abriu o verbo contra a CBA e também alfinetou (o verbo não era bem esse...) a organização da categoria. Gaetano Di Mauro vinha tentando recuperar posições. Enzo Elias ficou com o carro parado na curva do Café e o CASETTA botou pra fora o Safety Camburão na penúltima volta. A corrida terminou sob bandeira amarela, com vitória de Felipe Fraga, 2° lugar de Cesar Ramos e 3° lugar de Lucas Foresti. Felipe Fraga garantiu o título. Com o título decidido, no domingo tivemos a corrida principal e mesmo depois do festival de trapalhadas (o adjetivo não era bem esse...) da tarde anterior, ainda havia uma corrida a ser disputada e para Gaetano Di Mauro, vítima da incompetência da CBA e dos responsáveis pela direção de prova, ainda precisava lutar para ser o vice-campeão. A pole position era de Guilherme Salas, com Arthur Leist ao seu lado para puxar o grid com 30 carros, com Hélio Vasco Neves ficando fora, sem ter o carro recuperado. E eu estava novamente ligado pelo youtube. O risco de chuva pairava no ar quando os camburões saíram para a volta de apresentação. Depois da volta de apresentação os pilotos subiram o Café, entraram na reta, o CASETTA fez uma prece aos céus, fechou os olhos e deu a largada. Guilherme Salas largou bem e chegou tranquilo na frente pra fazer o ‘S’ da Sadia. Arthur Leist era atacado por Thiago Camilo, mas acabou ficando na P3. Do meio pra trás do pelotão a briga era selvagem. Felipe Baptista já tinha o parachoque pendurada em menos de 2 voltas. Lá na frente Arthur Leist vinha colado em Guilherme Salas e os dois tinham um fôlego pra Thiago Camilo, que tinha Gabriel Casagrande no parachoque. A Moleca Sensação tomou uma advertência por botar Vicente Orige na grama e duas voltas depois fez Lucas Kohl rodar no ‘S’ da Sadia e com isso ganhou um ‘Drive-Thru’ sem Milkshake. Meu piloto, o Zezinho, vinha fazendo bonito e deu um passadão em Cacá Bueno. Aberto os boxes para as paradas obrigatórias, Guilherme Salas foi o primeiro a entras, no time da frente, ele foi o único. Outros pilotos pararam e Felipe Baptista deu na traseira de Cacá Bueno na freada dos boxes. Cesar Ramos parou na grama no Pinheirinho, ficou um parachoque (de Enzo Elias) na entrada dos boxes. Na volta seguinte tivemos mais paradas e Thiago Camilo saiu na frente de Guilherme Salas. Arthur Leist também saiu, mas tomou de Guilherme Salas na freada da reta oposta. Com o risco de entrada do Safety Camburão, todo mundo foi para os boxes e vendo que não ia gerar problema (o advérbio não era bem esse...) o CASETTA botou o Safety Camburão na pista. Todos já tinham parado e a liderança Thiago Camilo, com Guilherme Salas em 2° e Arthur Leist em 3°. Depois de 2 voltar tivemos a relargada e enquanto Thiago Camilo abria, Arthur Leist atacava ferozmente Guilherme Salas e depois de fazer da saída da curva do Sol até a tomada do Laranjinha lado a lado, Arthur Leist ganhou a P2. Julio Campos tentou a carona, bateu porta com Guilherme Salas e levou a pior, rodando no Laranjinha. Isso também atrapalhou o ex-líder que foi superado por Gabriel Casagrande e precisou brigar muito para não perder também para Lucas Foresti. Arthur Leist colou em Thiago Camilo e Gabriel Casagrande tentava se aproximar. Rafa Reis deu em Julio Campos que deu em Gianluca Petecof que levou a pior e rodou. Guilherme Salas e Lucas Foresti foram chegando na briga da frente e os 5 primeiros tinham uma grande vantagem. Gabriel Casagrande tentou passar Arthur Leist, foi fechado no ‘S’ da Sadia e na saída da curva, foi atacado e quase perdeu a P3 pra Guilherme Salas. Arthur Leist armou bonito a ultrapassagem, botou de lado no Café, com um push nutella. Ganhou a ponta e Thiago Camilo bateu porta com ele na entrada do ‘S’ da Sadia inutilmente. A corrida tinha um novo líder e depois foi superado por Gabriel Casagrande depois de mais batidas de porta. Duas voltas depois foi Guilherme Salas quem mergulhou no ‘S’ da Sadia pra tomar a P3. Na volta seguinte Thiago Camilo tentou o troco e quase perdeu a P4 para Lucas Foresti e depois de muita bateção de porta, Thiago Camilo segurou a posição, mas ambos viram Felipe Fraga chegar e também o Decano Barrichello. A chuva não veio. Felipe Fraga e Lucas Foresti exageraram na bateção de porta e na curva do Sol o Decano Barrichello passou os dois! Arthur Leist venceu com autoridade, com Gabriel Casagrande em 2° e Guilherme Salas em 3°. No campeonato, Gaetano Di Mauro ficou com o vice-campeonato, Guilherme Salas foi o 3°. Mas nem tudo foi festa na Stockamburão (ver pílulas). Turismo Nacional A categoria gourmetizada de carros com baixa cilindrada, encampada pela ‘cosa nostra’ teve sua corrida final, de três horas de endurance, complicada pela chuva e pela incompetência dos integrantes da torre de controle de prova. A pole position conquistada pela dupla Alê Xavier e Leo Reis (esse foi o bota) no grid com 34 carros recebeu uma vantagem a mais com a corrida tendo a largada atrás do Safety Camburão, emprestado da F4 Brasil, Renso Zambolini e Bruno Testa estariam a seu lado se fosse uma largada normal. A narração no youtube ficou com o Filho do Deus do Egito e os comentários do Enviado de Cristo. Depois de duas voltas no “modo cortejo fúnebre” tivemos a bandeira verde agitada no PSDP por ordem do CASETTA. Os três primeiros abriram vantagem logo nos primeiros metros. E já tivemos panca na saída da curva do Lago com Augusto Sangalli e Murilo Fiore desafiando as leis da física e tentando ocupar o mesmo espaço no mesmo instante de tempo e que acabaram nas barreiras de pneus, obrigando o CASETTA a botar pra fora o Safety Camburão. Isso deu o título da classe B para Adilson Jr. com menos de 10 minutos de corrida. A liderança era de Leo Reis, com Renzo Zambolini em 2° e Alberto Cattucci em 3°. Após 3 voltas de “cortejo fúnebre”, tivemos a bandeira verde. Os 3 primeiros mantiveram suas posições e depois ninguém era de ninguém. A briga pelo título da classe A era entre João Cardoso e Alexandre Bastos, com João Cardoso em vantagem de 30 pontos, mas no início da corrida tínhamos Bastos em 6° Cardoso em 14°. Não fizeram nem 2 voltas quando Marcus Filho encheu uma placa na reta oposta e o CASETTA botou pra fora o Safety Camburão outra vez. O piloto conseguiu se movimentar e levar o carro para os boxes e com isso foi apenas 1 volta de procissão. Quando veio a bandeira verde também tivemos a abertura para as paradas de boxes, com paradas de 5 minutos de parada obrigatória e muita gente entrou logo de cara. A curiosidade era que os pontos dos boxes eram as tendas na área do estacionamento e não os boxes na reta em frente as arquibancadas. As paradas foram acontecendo e por um bom tempo tinha mais carros parados do que na pista. Depois das primeiras paradas feitas (havia uma previsão de 5 paradas em janelas específicas) a liderança era de Juninho Berlanda, com Dudu Fuentes em 2°, pressionado por Alê Xavier, que descuidou e perdeu a posição para Luis Veras. Juninho Berlanda descolou da briga pela P2. Luis Veras vinha voando e ganhou a P2 na volta seguinte. Fernando Vilhena ficou em local perigoso na saída da curva do Sol e o CASETTA botou o Safety Camburão pra fora novamente. Foram 2 voltas de “cortejo fúnebre” até termos a bandeira verde. Juninho Berlanda segurou a ponta, mas Luiz Veras, depois de defender a P2, foi pra cima do líder. Gui Alves lambeu a barreira de pneus na tomada do ‘S’ da Sadia. A janela de paradas foi reaberta, mas nada do pessoal da frente parar. Dudu Fuentes, Bruno Testa e Dudu Berlanda brigavam pela P3, mas chegou mais gente pra briga. Ao final da segunda janela de paradas, entrando na 2ª hora de corrida, a liderança era de Alberto Cattucci e Wilton Pena em cima dele na P2. Marcus Índio bateu porta com Alexandre Bastos, perdeu o carro na 2ª perna da curva do Lago e no melhor estilo Raul Seixas foi de cara contra a barreira de pneus, voltou perigosamente pra pista e o CASETTA botou pra fora o Safety Camburão. Alexandre Bastos por pouco não viu o campeonato ir pelo ralo. A liderança era de Alberto Cattucci, com Renzo Zambolini em 2° e João Cardoso em 3°. Com a pista suja de detritos e fluidos do carro de Marcus Índio foram muitas voltas de “cortejo fúnebre” e com todos passando pela área de escape da curva. Na relargada Alberto Cattucci se segurou na ponta, mas tinha colado nele Renzo Zambolini. Mais atrás, Wilton Pena vacilou e perdeu várias posições. Leo Reis foi pra cima e tomou a P3 de João Cardoso. Os 4 primeiros abriram uma boa vantagem para Nicolas costa, o P5. Na volta seguinte Leo Reis foi pra ponta no final da reta oposta quando abriu a 3ª janela de paradas. João Cardoso tomou a P3 de Renzo Zambolini e Nicolas Costa foi pra cima e também ganhou a posição, indo para 4°. Os dois primeiros pararam para troca de pilotos, abastecimento e tinham pneus novos prontos porque o céu estava preto, com nuvens muito pesadas enquanto Alexandre Bastos escorregou pra área de escape do ‘S’ da Sadia. Após as paradas o líder era ... e a chuva começou a cair. Basco Pedro parou na área de escape do Laranjinha. Ernani Kuhn voltou na frente de Juninho Berlanda e pouco depois o CASETTA botou pra fora o Safety Camburão pra retirar o carro de Vasco Pedro. Duas voltas de “cortejo fúnebre” e, na relargada, Dudu Berlanda, com o carro do líder do campeonato, Alexandre Bastos, se enroscou com Paulo Fernandes no ‘S’ da Sadia e quase jogou o título pela janela. Na volta seguinte, Leo Reis tentava abrir na ponta, mas brigava com o retardatário Gabriel Moura que não queria perder uma volta. Mais atrás, Dudu Berlanda – refeito do susto – foi pra cima de Ernani Kuhn e ganhou a P2, mas na entrada da subida do Café, um 4-wide de louco e bateção de portas não definiu nada, mas em seguida veio uma punição para o Onix sedan #109 por uso de traçado não oficial na área de escape da curva do Presuntinho. A chuva caía e o Carro de Bruno Testa perdeu a roda traseira direita e foi para os boxes com apenas 3 rodas. Com a pista molhada e pneus gastos alguns pilotos iam saindo do traçado. A quarta janela foi aberta e os refletores na reta dos boxes acesos. A chuva só aumentava e os líderes pararam, jogando o 1° retardatário, Gabriel Moura para a liderança, mas ele também teria que parar. Alê Xavier e Leo Reis erraram novamente não cumprindo os 5 minutos mínimo de parada, estragando completamente a corrida. Entrando na hora final as paradas ainda aconteciam e, depois de todas as paradas a liderança era de Alberto Cattucci, com Alexandre Bastos em 2° e Nicolas Costa em 3°. O CASETTA botou o Safety Camburão pra fora e a chuva apertou ainda mais. Com 2 horas 1 15 minutos seriam completados 75% da corrida e esta poderia ser encerrada. Com o parabrisas completamente embaçado, Pietro Nalesso foi pela grama até dar de frente na barreira de pneus de um jeito que nem Raul Seixas faria, levando a galera nos boxes a loucura. Loucura maior foi com o encerramento antecipado da prova e a dupla Gabriel Moura/Felipe Malinowiski ficou com a vitória. Daniel Nino e Diego Augusto ficaram em 2° e Alberto Cattucci com Juninho Berlanda em 3°. Adilson Junior e Valmir Jr. venceram na classe B. Com o 6° lugar, Alexandre Bastos foi o campeão “overall” da Classe A e Adilson Jr. da classe B. Alexandre Bastos e Eduardo Berlanda também foram os campeões de endurance. Sessão Rivotril. Seguindo meu mestre inspirador, está na hora de receitar as pílulas da semana. - Terminada a temporada das categorias da ‘cosa nostra’, não posso deixar de falar do que chegou as minhas mãos na semana que precedeu as corridas. Por ordem do General Fernando não tem sido feitos pedidos de credenciamento das competições da ‘cosa nostra’, especialmente em São Paulo, devido à absurda cobrança para os jornalistas terem acesso ao estacionamento no autódromo (no ano passado o módico valor cobrado era de 100 reais por dia). Mas as imagens aéreas mostravam o estacionamento lotado. Que carros eram aqueles?   - Com o grande número de espaços de hospitalidade (agora, além da área que fica acima dos boxes, uma construção de três pavimentos de concreto se transformou em mais uma área onde os promotores dos eventos de automobilismo podem fazer convites para empresários, empresas podem locar espaços e promover negócios com seus camarotes, todos decorados e personalizados (e com o estacionamento provavelmente incluso – e pago). Até mesmo para alguns “não tão VIPs” também tem espaço, como um patrocinador de equipe que “fechou” todo um setor das arquibancadas cobertas e lá estavam eles, todos uniformizados em um “mar amarelo”. Aos mais atentos, bastava olhar a arquibancada de concreto, aquela que termina nas posições do meio para trás do grid, tinha mais cimento do que gente.   - Mas nós somos imprensa e depois de ver a surreal (o advérbio não era bem esse...) cobrança pelo uso do estacionamento para quem fosse de carro, a ‘cosa nostra’ se superou. Recebi de algumas fontes, inclusive com prints de mensagens de whatsapp onde descrevia a cobrança de pagamento para uso da sala de imprensa por parte de assessores das equipes e dos pilotos. Procurei levantar os valores, mas não consegui retorno (provavelmente por temor de retaliações. Ninguém queria correr o risco de ser jogado no lago de interlagos com um bloco de concreto nas pernas). Quanto será que não cobraram para jornalistas de veículos de mídia como portais de comunicação, sutes especializados, jornais ou revistas? Um rim? - Parece evidente que a ‘cosa nostra’ não quer a presença da imprensa nos seus eventos. Afinal, as coisas que eles não querem que apareçam, como a insegurança estrutural dos camburões e sua não homologação, a precipitação e as falhas nos motores e na eletrônica dos sistemas, as reclamações dos pilotos (quem fala é multado... e se não tiver muito nome, pode até ser banido), as corridas em autódromos com obras não concluídas e a conivência/leniência (ou mesmo cumplicidade) da pizzaria do bairro da Glória. - Não bastasse toda essa situação envolvendo a categoria (muito a contragosto meu) mais importante do país, recebi na manhã desta segunda-feira, 15/12, a notícia da depredação do busto e do túmulo de José Carlos Pace na entrada para o túnel de acesso à parte interna do Autódromo que leva seu nome. As informações (oficiais, mas não confirmadas) falam que foi causado por uma briga na saída do evento e constatado apenas no domingo à noite. - Para quem não sabe porque eu fiquei longe do site por algumas semanas no início do ano, tive negado meu projeto onde escrevi uma série (em 6 episódios), sobre a verdadeira história do maior piloto de todos os tempos. Criei um Blog para isso e quem quiser ler a saga do maior astro das pistas é só clicar aqui. Felicidades e velocidade, Paulo Alencar Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.
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