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Retrospectiva do Ogro (1ª Parte): Stock Car, Stock Light, Copa Truck e Fórmula Truck PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Monday, 29 December 2025 23:38

E aê Galera... agora é comigo!

 

A retrospectiva do Ogro – que sempre faço em duas partes – deveria ter começado na semana passada e ser concluída esta semana. Mas com a coluna que precisei fazer pra jogar umas verdades (o objeto não era bem esse...) no ventilador e que rendeu mais de 60 mil leituras (número à altura do meu Mestre Inspirador, o Carranca) segundo minha editora, Chica da Silva, a Rainha da Bahia. Obrigado a todos e todas que leem, compartilham e divulgam minha coluna. Vamos falar sobre automobilismo com humor, picardia, verdades nuas e cruas e – o melhor – vamos enlouquecer a Smurfette!

 

Uma vez que a retrospectiva começa hoje, a segunda parte só será publicada na primeira semana de janeiro, onde eu estava negociando umas férias com a Chica da Silva pra viajar com D. Patroa e as crias. Vai sair, eu garanto, mas preciso ver as diretrizes que serão estabelecidas – acredito eu esta semana – por D. Patroa para ver como vou preparar o próximo texto. Já cabe a foto do Ogro então vamos ao que interessa.

 

Stock Car

O campeonato da categoria mais badalada do Brasil, mudou de cara, perfil e – para mim – de nome. Após mudar radicalmente e tornar-se a Stockamburão, adotando os SUV no lugar dos Sedans. Para a categoria que por anos tentou se comparar a NASCAR norte americana (por seus dirigentes e pela “inpremça ixpessializada”), o que diriam os “pescoços vermelhos” se vissem uma Ford Edge, uma RAV4 e uma Trail Blazer batendo rodas nos ovais. Iam colocar fogo na estátua da liberdade, aterrar o Grand Canyon ou cimentar o Yellowstone!

 

 

Mas foi o que fizeram aqui na república sebastianista da banânia (agradecimentos ao meu camarada, Alexandre Gargamel). Com 3 camburões “xunados”, socados no asfalto até onde foi possível, e com uma asa gigante na traseira (e que – pelas imagens – as linhas apontam para um grau de inclinação invertido) e feitos de bolhas de fibra lembrando vagamente a Tracker, o Corolla Cross e a Mitsubishi Eclipse Cross assentadas sobre uma estrutura tubular – que no final da temporada batizei de “gaiola dos loucos” – denominada pelo audacioso Sonny, filho do poderoso chefão da “cosa nostra” de SNG01.

 

Apesar de todo o período de testes ao longo de 2024 e do anúncio pomposo, com o 3° camburão apresentado no centro de eventos aleatórios de interlagos no final da temporada passada (Mitsubishi), aparentemente estava “tudo certo” para a temporada 2025... mas não estava! Não demorou para que fosse anunciado o início tardio da temporada (que começou – de forma bastante forçada – no início de maio – no centro de eventos aleatórios de Interlagos) e mesmo assim, os problemas persistiram.

 

 

As equipes demoraram a receber a “gaiola dos loucos” e o “sorteio” com as respectivas bolhas de cada equipe. Depois, pela aerodinâmica de cada bolha na pista (CFD e asfalto não são a mesma coisa) buscar a equalização dos carros, mas não bastasse isso, a troca do motor para o 2.1 litros 4 cilindros em linha turbo, que pra fazer barulho instalaram um dispositivo de flambagem de mecânicos (mais um agradecimento ao meu camarada Alexandre Gargamel) “disfarçado de escapamento”, a demora na entrega de componentes infernizou a vida das equipes. No final de semana da abertura do campeonato foram marcadas sessões de treinos livres extras. Os problemas se acumulavam. Teve equipe que não tinha volante. Durante os treinos os problemas de motor e eletrônica se acumulavam e para evitar um fiasco (maior), foi decidido entre a “cosa nostra” e as equipes que eles fariam apenas a corrida do domingo... que teve 1/3 do grid com problemas.

 

Os problemas persistiram em Cascavel. Em menor quantidade, mas os carros pararam ou entraram em “modo de segurança”. Entre problemas (ou não) a equipe principal de Rosinei Campos, com Felipe Fraga e Gaetano Di Mauro tiveram 1 vitória, 3 pódios e 1 abandono parecia estar conseguindo lidar melhor com os problemas. A crise explodiu para o grande público na etapa seguinte, quando o Macarroni e Bruno Baptista jogaram as coisas (o objeto não era bem esse...) no ventilador e ao vivo na transmissão da etapa do Velopark. Ambos foram multados em 100 mil reais e Bruno Baptista entrou com um processo contra a “cosa nostra”... que depois da sequência de problemas e de cobrança das equipes, adiou a 4ª etapa do campeonato, que seria na pista de track day de Mogi-Guaçu em 6 semanas para que todas as equipes tivessem uma temporada de treinos junto com a audaciosa empresa do Sonny para tentarem encontrar e resolver os problemas de confiabilidade do conjunto motor-câmbio-eletrônica.

 

 

As coisas pareciam estar melhores (mas não muito) em relação ao problema de quebras e possíveis abandonos de corrida quando acabaram confirmando algo que não tinham certeza, apenas suspeitas: o carro não era seguro! Tivemos um acidente “estilo big one da NASCAR” com vários carros envolvidos e João Paulo Oliveira quando voltou para os boxes com a frente do carro avariada, a “gaiola dos loucos” estava trincada. As vozes que começaram a se insurgir e pedir a volta dos motores V8 passaram também a questionar a segurança dos carros. No campeonato, a equipe de Meinha continuava tendo menos problemas que as outras e apenas Guilherme Salas se colocava com um adversário à altura.

 

Um dos avanços prometidos pela categoria era a introdução do acionamento de asa móvel nas corridas, mas nas corridas que que o recurso foi usado, não foi possível (pelas imagens na TV) ver as asas se movendo de forma clara como vemos na F1 e nos protótipos do Brasileiro de Endurance. Certamente um efeito maior deste recurso pode ter sido até bom diante do que aconteceu na reta final do campeonato, onde os camburões foram correr em autódromos que não estavam prontos para receber corridas. O efeito visível (no caso, sensível) foi o sistema de cozimento dos pilotos, com a temperatura interna nos carros superando os 60°C.

 

 

O pior episódio foi a colisão entre João Paulo Oliveira e Bruno Baptista, que expôs não apenas a fragilidade do carro, mas o deficiente serviço de resgate, do grau de insegurança, da negligência daquele pessoal da pizzaria do bairro da Glória, que acabaram por – junto com as confusões armadas pelos ‘comissacos’ nas torres dos dois últimos finais de semana do campeonato, que quase jogam o título de Felipe Fraga e a dobradinha com Gaetano Di Mauro num segundo plano. Todos (promotor e autoridades) trabalharam contra o automobilismo.

 

Stock Light

A categoria de acesso e de maior premiação para um piloto na república sebastianista da banânia (agradecimentos ao meu camarada Alexandre Gargamel) pode ser explicada como aquela categoria em que o cavalo paraguaio não decepcionou e perdeu a corrida na reta final. O “cavalo paraguaio” no caso foi o vice-campeão do ano passado, Enzo Bedani, que dividiu a maioria das vitórias com o campeão, o Raio Gama – que foi pra Stockamburão e venceu uma corrida na categoria principal.

 

Na primeira metade do campeonato Enzo Bedani dividiu as vitórias com Alfredinho Ibiapina. No início da segunda metade, o líder do campeonato continuou pontuando bem, mas vendo as vitórias e melhores posições do Sobrinho Barrichello colocando-o na briga. Bedani chegou para as duas últimas rodadas triplas fazendo contas sobre seus descartes e parecia estar evitando disputas mais duras e eventuais abandonos de provas.

 

 

Contudo, Leo Reis e o Sobrinho Barrichello atropelaram e, no melhor estilo “cavalo paraguaio” (ok, ele teve problemas mecânicos em Brasília, mas isso faz parte das corridas. O Sobrinho Barrichello, por exemplo, abandonou duas corridas). Apesar das duas vitórias nas corridas finais, com os 3 pódios de Brasília o Sobrinho Barrichello garantiu o título e o prêmio em dinheiro para correr com o tio (provavelmente em equipes diferentes) na Stockamburão.

 

Copa Truck

O campeonato da categoria de caminhões gourmetizados, a usurpadora, foi marcado por um equilíbrio e uma distribuição nas vitórias e pódios que levou 5 pilotos a chegarem com chances de conquista do título na etapa no centro de eventos aleatórios de Interlagos. Dr. Smith, que conquistou o título na classe PRO, venceu apenas uma corrida das 18 disputadas, mas foi presença constante entre os 5 primeiros. O Coach Cabeleira – que também venceu uma corrida – patinou muito na primeira metade do campeonato e terminou 6 pontos atrás do campeão.

 

 

Os maiores vencedores na temporada foram o Marvado, com 6 vitórias, e o Cabra, com 3 triunfos. O problema dos dois foram os abandonos e algumas posições de baixa pontuação graças às punições por problemas com fumaça e com estouros de radar. Entre os dois primeiros e os dois maiores vencedores terminou o Abbatido, que chegou na etapa final com mais chances de disputa com Dr. Smith, mas o abandono na 2ª corrida abateu o Abbatido.

 

 

Mas o grande assunto da categoria foi a prisão do Corintiano Fake. Ele disputou 4 rodadas das 9 do campeonato. O piloto e proprietário da equipe ASG foi apontado por envolvimento em um caso de corrupção em uma investigação da Polícia Federal. Inicialmente afastado das corridas, a equipe tentou aliviar a barra do chefe com a alegação de presunção de inocência, mas com o a situação mais suja que um poleiro de galinheiro, além da ida pra cadeia a Mercedes Benz, fabricante dos caminhões da equipe não só exigiu o afastamento do piloto como avisou antes do final da temporada que a equipe não teria mais caminhões da marca para 2026. A equipe anunciou o fim das suas atividades.

 

 

Na classe Elite, a disputa ao longo do ano ficou dividida entre o Fetuccini, o Nadador Xuxa e Smith Jr., filho do Dr. Smith. Os três, juntos, conquistaram a maioria das vitórias do campeonato, que chegou aberto até a etapa final, onde Smith Jr. se perdeu no espaço (ô genética...) e pontuando mal, ficou não só fora da briga pelo título como foi superado pelo detetive Faro Fino, perdendo o 3° lugar. O Nadador Xuxa, que arrancou na reta final da piscina (digo, do campeonato) acelerou braçada a braçada, mas nem a vitória na última corrida foi suficiente para tirar o título do Fetuccini, que não deixou a massa desandar e levou o campeonato por um ponto (foi na batida de mão na borda).

 

Fórmula Truck

A verdadeira categoria de corridas de caminhões, a Fórmula Truck, consolidou-se em 2025 como a maior categoria da modalidade no mundo, conseguindo levar para a pista mais de 50 caminhões em algumas etapas do ano. Com o grid dividido nas classes dos brutos equipados com sistema de injeção eletrônica e os equipados com sistema de bomba injetora, a organização – desde o ano passado – decidiu separar os grids em corridas diferentes, cada uma com 35 minutos. As transmissões das corridas ficaram limitadas à internet, mas por um bom motivo: o público que vai ao autódromo o que assiste de casa quer ver corridas e não “cortejos fúnebres” e a Fórmula Truck decidiu fazer algo parecido com a Fórmula Black&Decker e compensar os minutos de bandeiras amarelas, o que é “terrível” (o advérbio não era bem esse...) para as emissoras de TV e suas grades de programação.

 

 

Na competição com os caminhões equipados com injeção eletrônica, as disputas foram muito intensas. A temporada marcou a despedida do inoxidável Pedro Muffato que se aposentou (pela enésima vez) na etapa de Cascavel com uma festa impressionante e o autódromo lotado. O cetro e a coroa para Rafael Fleck, filho do grande campeão Jorge Fleck e que travou uma disputa muito apertada contra Tulio Bendo, só decidida na última etapa, em Cascavel.

 

 

Na competição com os caminhões equipados com o sistema de bombas injetoras a disputa foi ainda mais apertada, apesar da diferença final na pontuação ter sido maior em favor do campeão, Diego Colett. A disputa com Marcio Rampon – que defendia o título – e Duda Conci teve algumas trocas de posição na liderança da tabela, mas as duas últimas etapas foram cruciais para que Colett conseguisse conquistar o título.

 

Sessão Rivotril.

Seguindo meu mestre inspirador, está na hora de receitar as pílulas da semana.

- A equipe das instalações psiquiátricas (Médicos, enfermeiros e farmacêuticos) estão em férias coletivas.

- E naquela “venda pela janelinha da porta de aço”...

- Apesar disso, tivemos a grande notícia de que a bandburros contratou nosso zagueiro aposentado, Alexi Lalas, como narrador para a Fórmula Indy, apesar de toda fanfarra do narrador fake se autopromovendo nas últimas semanas. Espero que sobre pra ele apenas a narração dos campeonatos de futebol do Rio (copa das favelas, 2ª divisão, etc.)

- E aquela vai continuar ecoando aqui: Já recuperaram o busto e o túmulo de José Carlos Pace? A pergunta vai continuar até eu ter a resposta.

 

- Para quem não sabe porque eu fiquei longe do site por algumas semanas no início do ano, tive negado meu projeto onde escrevi uma série (em 6 episódios), sobre a verdadeira história do maior piloto de todos os tempos. Criei um Blog para isso e quem quiser ler a saga do maior astro das pistas é só clicar aqui.

 

Felicidades, velocidade e feliz natal,  

 

Paulo Alencar

 

 

Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.


Last Updated ( Tuesday, 30 December 2025 08:42 )