Hallo liebe Leser,
As coisas na Fórmula 1 para 2026 não terão apenas as mudanças importantes que vem sendo promovidas pelo Grupo Liberty Media fora da pista como bem escreveu meu antecessor na coluna Acelerando e que me levou a escrever a continuidade. Ao longo dos seus 75 anos, a Fórmula 1 fez mudanças de regulamentos de tempos em tempos. As vezes em aerodinâmica, as vezes com fornecedores de pneus, as vezes com o uso dos motores, até mesmo com controle de volume ou consumo de combustível. Para a temporada 2026 a categoria preparou o maior pacote de alterações no regulamento jamais visto em sua história. Ao longo dos últimos 19 meses um grupo de estudos trabalho junto com as equipes para a definição das mudanças que seriam implementadas até chegarem a este novo conceito dos carros da categoria. A temporada já começou nesta semana, com a “semana de shakedown coletivo”, agora em andamento no circuito de Barcelona (sem público e sem imprensa) onde nem todos se farão presentes. O que já temos como realidade são carros 30 Kg mais leves, 20cm (ou mais, dependendo do projeto de cada equipe) menores em comprimento e 10cm na largura. A distribuição de peso também será afetada devido ao aumento do peso do sistema elétrico de uma unidade de potência que, apesar de continuarem sendo V6 turbo de 1.6L, os novos propulsores terão uma distribuição de potência na proporção bem próxima de 50% para o motor a combustão que passa a ser alimentado por combustível sintético e (ao que vem sendo dito 100% sustentável) e 50% do motor elétrico.
Se isso já não for um conjunto e elementos suficientes para os pilotos terem que adaptar seu modo de condução dos carros, dentro do cockpit eles terão que lidar com novos botões no volante dos carros relacionados à energia elétrica. Um deles é o “boost”, que fornecerá potência para ser usada durante a corrida como e quando quiser. Outro recurso será o “modo de ultrapassagem”, que substitui o DRS (abertura da asa traseira), dando potência extra quando o carro de trás estiver a menos de um segundo de distância do carro da frente. Os pilotos terão que se adaptar a esses recursos para não ficarem expostos à falta de potência durante as corridas. Também de dentro dos carros será possível alterar o ângulo dos elementos das asas dianteiras, que terão menos elementos aerodinâmicos – o mesmo para a asa traseira – em um sistema que poderá ser acionado em qualquer parte do circuito.
A 11ª equipe do grid, a Cadillac, fará sua estreia usando os motores Ferrari. A Audi toma o lugarda Sauber, com cores nova, um budget maior e um motor próprio, sendo um grande desafio para Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto, que surpreenderam na temporada 2025 com seus ótimos resultados. A Haas, que usa motores Ferrari, estreitou laços com a Toyota Gazoo Racing, especialmente com a abertura do uso do excelente túnel de vento localizado em Colonia, na Alemanha. A Aston Martin vai usar motores Honda e a Alpine vai usar motores Mercedes nesta temporada (com os motores alemães no centro de uma polêmica que começou antes mesmo dos carros irem para a pista).
Os testes pré-temporada – aqueles pra valer – vão acontecer em fevereiro no Bahrain (aqueles onde tudo é testado mas nem sempre o que se vê é a realidade) até que os carros cheguem e entre na pista no GP da Austrália que abre o campeonato no domingo 8 de março. Até lá, ainda teremos muitos assuntos para conversar. Auf wiedersehen, Ian Möller
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