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O Que se Viu (ou não) no Shakedown em Barcelona PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Sunday, 01 February 2026 16:15

Hallo liebe Leser,

 

Considerando as mudanças drásticas nas regras do chassi – incluindo a introdução da aerodinâmica ativa – e nas unidades de potência, com motores que apresentam uma divisão quase igual entre energia elétrica e combustível, o que as equipes mais buscaram nos 5 dias disponibilizados para os testes foi ter os carros na pista, andar o mais que pudessem e coletar o máximo de dados possíveis.

 

Enquanto as equipes se esforçavam para acumular o máximo de voltas possível e gerar dados que serão inestimáveis ​​para a compreensão dos novos carros de Fórmula 1 de 2026. E como foi? No primeiro dia do primeiro teste em 2014, a última vez que o regulamento sofreu uma mudança tão drástica, todas as equipes completaram 93 voltas. No shakedown de abertura deste ano, apenas uma equipe conseguiu mais do que isso no primeiro dia, enquanto o total combinado do primeiro dia foi cerca de cinco vezes maior. Teve equipe que deu 500 voltas na pista, um número impressionante.

 

O objetivo do evento era permitir que as equipes entrassem na pista e começassem a testar seus novos carros – e 10 das 11 equipes conseguiram. A confiabilidade foi impressionante. Como já havia sido amplamente noticiado pela mídia que cobre a categoria, a Williams não foi para Barcelona. Atrasos na produção fizeram com que a Williams optasse por não participar e, em vez disso, realizar um Teste Virtual de Pista (VTT), concentrando-se em garantir que o carro esteja pronto para o início dos testes oficiais de pré-temporada no Bahrein, em 11 de fevereiro (Vamos ver se isso vai gerar um prejuízo de desempenho para eles). O chefe da equipe, James Vowles, espera que o atraso não os prejudique, já que a equipe realizará um dia de filmagens antes dos seis dias de testes no deserto, onde as equipes começarão a intensificar seus programas de teste de confiabilidade antes de buscarem o melhor desempenho.

 

 

Também tivemos equipes “chegando atrasadas para a festa”, como a Aston Martin que tem um novo motor – o Honda – e o Mago da Prancheta (e do caderninho), Adrian Newey. O esforço vai mais além, pois eles estão desenvolvendo seu próprio câmbio, além da suspensão (itens que antes eram fornecidos pela Mercedes). Portanto, são muitas novidades sendo implementadas simultaneamente. A equipe sediada em Silverstone enviou o carro de avião (normalmente ele viaja por terra) para Barcelona na quarta-feira e, após um esforço gigantesco da equipe, conseguiu colocar o primeiro Aston Martin projetado por Adrian Newey na pista para algumas voltas na quinta-feira, antes de Fernando Alonso assumir o volante na sexta-feira e começar a recuperar o máximo de quilometragem possível.

 

Mas e o carro? Adrian Newey tirou mais um coelho de sua mágica cartola? É muito cedo para saber. Da mesma forma, é muito difícil saber quem parece forte e quem não parece. É claro que algumas equipes, como a Mercedes, foram muito fortes desde o início e durante todos os três dias de testes. Mas é impossível saber qual programa eles estavam seguindo em relação aos outros, se estavam no peso, se tinha algo para esconder e que só seus sensores veriam? São muitas perguntas.

 

 

Novatos (ou nem tanto) também andaram bastante. Foi um começo muito forte tanto para a Cadillac quanto para a Audi. Ambas enfrentaram uma tarefa enorme para estarem prontas. A Cadillac estava construindo uma equipe do zero. Já a Audi, embora tenha renomeado a equipe Sauber, está usando sua própria unidade de potência – a primeira que construíram. Compreensivelmente, encontraram alguns problemas, mas ambas ainda correram nos três dias alocados para coletar dados valiosos.

 

A aposta na experiência dos pilotos foi grande. A Audi tinha Nico Hulkenberg como o homem da longa milhagem, mas a Cadillac apostou pesado na experiência e, como não seria diferente, depois de um ano afastados, Sergio Perez e Valtteri Bottas estavam ansiosos para voltar ao volante, com a dupla retornando à Cadillac. Ambos acumularam uma boa quilometragem ao longo dos três dias para se livrarem da ferrugem e voltarem ao ritmo depois de, juntos, terem mais 500 GPs no currículo. Pelo outro lado, a Racing Bulls tinha Arvid Lindblad, que ainda não participou de nenhum. Ele fará sua estreia com a Racing Bulls este ano e completou suas primeiras voltas oficiais no novo carro, dividindo o volante com Liam Lawson, que tem apenas 35 largadas. A referência para as duas equipes taurinas acabou sendo Max Verstappen, especialmente no quesito da exigência sobre o motor Ford, que volta a equipar um Fórmula 1 desde a despedida do motor feito pela Cosworth. A unidade de potência de estreia da Red Bull, produzida em parceria com a Ford, impressionou os espectadores ao funcionar de forma confiável nos carros das duas equipes.

 

 

Após a produtiva semana em Barcelona as equipes retornaram às suas bases para fazer ajustes em seus carros na próxima semana, enquanto outras lançarão oficialmente suas temporadas – Williams, McLaren e Aston Martin. Depois disso, é tudo a todo vapor para o Bahrein, que sediará dois testes de três dias, e que poderão ser vistos por alguns canais de TV e pela F1TV. Embora o Shakedown de Barcelona tenha sido realizado a portas fechadas dá para ver alguma coisa do que aconteceu. Visite o canal oficial da categoria no YouTube caso queira assistir aos melhores momentos diários.

 

Auf wiedersehen,

 

Ian Möller

 


 

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Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.

 

Last Updated ( Monday, 02 February 2026 09:10 )