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A Unidade de Potência da Mercedes Está ou Não Dentro do Regulamento? PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Sunday, 08 February 2026 19:51

Hallo liebe Leser,

 

Equipes rivais da Mercedes pressionam por intervenção devido a brecha no regulamento dos motores da Fórmula 1 – mas quão realista é isso?

 

As montadoras rivais estão trabalhando em planos para ajustar os testes de taxa de compressão antes da temporada de F1. Qualquer mudança exigiria uma super maioria, incluindo o apoio da FIA.

 

Sob o novo regulamento das unidades de potência da Fórmula 1, a discussão sobre a taxa de compressão surgiu mesmo antes de uma única roda girar com o carro de 2026. A relação entre o volume do cilindro com o pistão no ponto morto inferior e no ponto morto superior era de 18:1 sob o regulamento anterior, mas foi reduzida para 16:1 em 2026 - em parte para torná-lo mais acessível para as novas equipes.

 

As concorrentes descobriram que a Mercedes consegue cumprir a taxa de compressão de 16:1 durante os testes estáticos, mas pode atingir uma taxa maior em temperaturas mais altas enquanto o carro está em funcionamento. Audi, Ferrari e Honda enviaram uma carta conjunta à FIA pedindo esclarecimentos, mas após uma reunião inicial de especialistas técnicos em 22 de janeiro, a federação não pareceu estar planejando qualquer intervenção.

 

 

Posteriormente, novas reuniões foram realizadas, incluindo a do Comitê Consultivo da Unidade de Potência (PUAC) na quinta-feira. De acordo com informações obtidas pela Autosport, a taxa de compressão voltou a ser um dos principais temas da pauta e foi discutida com todas as partes interessadas, embora nenhuma decisão final tenha sido tomada.

 

As montadoras rivais ainda estão explorando maneiras de provocar uma intervenção regulatória, idealmente antes da nova temporada. O foco principal está em métodos de medição ajustados para a taxa de compressão. Atualmente, apenas testes estáticos são realizados em temperatura ambiente, mas uma das ideias em discussão é realizar esses testes após o motor ter sido aquecido. Testá-lo em condições de alta temperatura proporcionaria uma visão mais representativa e exporia quaisquer diferenças. Outra ideia é o uso de sensores durante a condução.

 

Red Bull e FIA ​​são fundamentais para possíveis mudanças?

No entanto, tudo isso é mais fácil dizer do que fazer. De acordo com a própria governança do PUAC, uma super maioria é necessária para qualquer mudança no procedimento. Isso significa que quatro das cinco montadoras, a FIA e a F1 devem concordar como primeiro passo do processo. Nesse aspecto, a Red Bull Ford Powertrains ocupa uma posição importante. Com a carta inicial da Audi, Ferrari e Honda, ficou imediatamente claro que três dos cinco fornecedores de unidades de potência estavam pressionando por uma mudança.

 

 

Por outro lado, a Red Bull também foi associada à brecha no regulamento dos motores, mas essa imagem foi um pouco alterada nas últimas semanas. Surgiram indícios de que a Red Bull pode ter conhecimento da solução da Mercedes, mas que não necessariamente se oporia a uma intervenção. Contudo, poderia pressionar por uma ação se seus próprios ganhos forem considerados menores do que os de um grande concorrente — neste caso, a Mercedes e suas equipes clientes.

 

Além da posição da Red Bull, as posições da FIA e da F1 são cruciais. Ambas as organizações geralmente votam em conjunto quando se trata de questões técnicas. Como mencionado, a FIA inicialmente não viu motivos para intervir, mas após a reunião de ontem, resta aguardar a atualização da posição da federação. Questionado, um porta-voz da FIA afirmou que o assunto ainda está sendo discutido internamente e que uma atualização poderá ser divulgada posteriormente.

 

O tempo está se esgotando antes do prazo de homologação

Se o procedimento de medição for revisado, as consequências poderão ser de longo alcance. Isso não afetaria apenas o cenário esportivo, mas também está intimamente ligado à data de homologação. Os motores de 2026 serão homologados em 1º de março, deixando pouco ou nenhum tempo para ajustes, se necessários – especialmente considerando que as alterações relacionadas ao motor normalmente exigem um longo prazo de antecedência.

 

 

Toto Wolff deixou sua opinião bem clara. O chefe da Mercedes disse, antes do início da temporada da equipe, que as outras montadoras precisavam se organizar e defendeu a posição da Mercedes afirmando não entender porque algumas equipes se concentram mais nas outras e continuam discutindo algo que é muito claro e transparente. A comunicação com a FIA foi muito positiva o tempo todo, e não se trata apenas da taxa de compressão, mas de outros assuntos também. Especificamente nessa área, o regulamento é muito claro. Os procedimentos padrão para qualquer motor, mesmo fora da Fórmula 1, são muito claros. Então, elas simplesmente deveriam se organizar, reforçando que a unidade de potência da Mercedes – que equipará também a McLaren e a Alpine – está dentro do que consta no regulamento e corresponde à forma como as verificações estão sendo realizadas.

 

A única conclusão sobe o assunto que consigo chegar é: esta discussão está longe de acabar. 

 

Auf wiedersehen,

 

Ian Möller

 


 

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Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.

 

Last Updated ( Sunday, 08 February 2026 19:56 )