Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos muita atividade envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial. Nesta semana que passou tivemos três dias de testes da FIA Fórmula 3 no autódromo de Barcelona, na Espanha. Foi o primeiro contato dos pilotos da temporada 2026 em um circuito extremamente técnico e que todo mundo conhece, sendo ótimo para ajustar parâmetros para o início do campeonato, com Pedro Clerot e Fernando Barrichello. No Oriente Médio tivemos a última etapa da Fórmula Regional com as participações de Miguel Costa e Alceu Feldmann Neto. Apenas o primeiro está assinado para a disputa da Fórmula Regional Europeia, mas ainda faltam ser confirmados muitos pilotos nas equipes que disputarão o campeonato. No dia da publicação desta coluna estava sendo iniciado o “desfile de carnaval do bloco da USF Juniors”, com as três primeiras corridas programadas de segunda a quarta-feira. Como tenho prazo de fechamento, a narrativa do que aconteceu vai ficar para a próxima semana, se tivermos brasileiros envolvidos na disputa. Fórmula Regional Oriente Médio O circuito de Lusail no Qatar recebeu pela primeira vez uma etapa da categoria que se espalha por praticamente todos os continentes e este é o final de semana para a definição do título. Os brasileiros Miguel Costa, da equipe RPM e Alceu Feldmann Neto, da equipe MP Motorsport, estiveram na pista em todas as etapas disputadas, mas não chegaram a entrar diretamente na disputa pelo título, lamentavelmente. A primeira corrida aconteceu na sexta-feira, depois do treino de classificação, que na parte da manhã definiu as posições do grid, com a corrida acontecendo na parte da tarde. Miguel Costa conseguiu no treino classificatório para esta corrida a 14ª posição de largada, enquanto Alceu Feldmann Neto largava em 27°. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 28 minutos +1 volta programadas, tivemos a largada. Miguel Costa tentou não se meter em confusão e manter o carro inteiro para tentar chegar nos pontos. Com isso perdeu uma posição, na largada, mas em seguida foi superado por Rene Francot e Jules Roussel, caindo para 17° antes da entrada do safety car com o acidente de Maxim Rehm. Alceu Neto manteve a P27. O resgate consumiu praticamente 1/3 do tempo de corrida, com a relargada sendo dada com pouco mais de 18 minutos de corrida restando. Miguel Costa manteve sua P17 na relargada e agora tinha menos tempo e mais adversários para superar se quisesse marcar pontos e com isso foi pra cima de jules Roussel, mas não podia descuidar de Kai Daryanani, que vinha colado nele. Alceu Neto não conseguiu manter posição e foi caindo até a P30. O ritmo dos pilotos era muito parecido e com o calor aquecendo o asfalto abrasivo, os pilotos estavam mais preocupados em não terminarem a corrida sem pneus. Miguel Costa não conseguiu avançar e terminou a corrida em 17°. Alceu Neto recuperou uma posição e terminou em 29°. A segunda corrida foi cancelada pela organização e a terceira corrida foi disputada no mesmo dia, a sexta-feira, já depois do cair da noite. Miguel Costa conseguiu no treino classificatório para esta corrida a 13ª posição de largada, enquanto Alceu Feldmann Neto largava em 27°. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 28 minutos +1 volta programadas, tivemos a largada. Miguel Costa largou forte buscando entrar na zona de pontos, mas não conseguiu ganhar posições nas primeiras curvas. Alceu Neto também foi agressivo na largada e ganhou várias posições, fechando a 1ª volta em 21°. Miguel Costa era o 12°. Dupe escapou da pista no início da volta 2 e os brasileiros ganharam uma posição. O safety car foi acionado com Alexandr Alkhasava parado na brita. Quem ficou fora da corrida, envolvido em mais um acidente, foi Alceu Feldmann Neto. A bandeira amarela foi convertida para vermelha para preservar o tempo de prova. Quinze minutos de paralização e os carros deixaram o pit lane atrás do safety car. A bandeira verde foi agitada após uma volta e com 20 minutos de tempo restando. Miguel Costa logo conseguiu ganhar uma posição com Jules Roussel ficando no pelotão, mas acabou superado por Emanuele Olivieri, que seguiu avançando e deixou o brasileiro preso atrás de Yuki Sano, mas com o passar das voltas foi perdendo contato com o japonês. Nas voltas finais da corrida Miguel Costa voltou a ser pressionado por Jules Roussel e já não tinha mais contato com a briga pela P9 entre Jesse Carrasquedo e Yuki Sano. Depois de cruzar a linha de chegada em 11°, o brasileiro herdou a 10ª posição com a desclassificação de Jesse Carrasquedo. Com isso, Miguel Costa terminou o campeonato na 16ª posição, com 27 pontos marcados e um pódio na 2ª corrida da etapa de abertura em Yas Marina. Alceu Feldmann Neto não conseguiu marcar pontos. O campeão foi Nakamura Berta, que já se colocava como um dos favoritos ao título na Fórmula Regional Europeia deste ano. Testes da FIA Fórmula 3 A categoria que é o penúltimo degrau no caminho para os jovens pilotos que buscam chegar à Fórmula 1 realizou 3 dias de testes no circuito de Barcelona, com 3 horas cada uma, sendo sempre uma pela manhã e outra no período da tarde. Os Brasileiros Pedro Clerot, da equipe Rodin Motorsport e Fernando Barrichello, da AIX Racing tiveram – a princípio – a última chance de andar com seus carros antes da abertura do campeonato. As voltas de instalação deram início na manhã da terça-feira, dia 10 à temporada de 2026, antes das equipes trocarem para os pneus de chuva, com a pista ainda ligeiramente úmida. Louis Sharp ditou o ritmo inicial com 1m43,.993s, liderando seu companheiro de equipe da PREMA Racing, James Wharton, por mais de dois décimos. A dupla da Campos Racing, Théophile Nael e Ugo Ugochukwu, assumiu a liderança em seguida, com o francês marcando 1m43,188s, enquanto Ugochukwu terminou 0,799s atrás. Nos últimos 90 minutos da manhã, com a pista melhorando, Hiyu Yamakoshi, da Van Amersfoort Racing, assumiu a P1 com 1m41,936s. Seu companheiro de equipe, Bruno del Pino, cruzou a linha de chegada em segundo, 0,061s atrás. A ART Grand Prix foi a próxima equipe a colocar dois carros na frente, com Taito Kato inicialmente marcando o melhor tempo com 1m40,949s, antes de baixar o tempo a ser batido para 1m39,058s. Seu companheiro de equipe, Kanato Le, subiu para a segunda posição mais tarde, embora com uma diferença de pouco mais de oito décimos. Pedro Clerot tinha sua melhor volta em 1m41,998s, mantendo-se no top-10. Brando Badoer, da Rodin Motorsport, assumiu a liderança com 1m38,824s, mas Tim Tramnitz – que está substituindo o lesionado Michael Shin nos testes – marcou o melhor tempo com 1m37,188s pela Hitech. Várias equipes pareciam dispostas a usar pneus duros no final da sessão, mas optaram por não fazê-lo, já que a pista ainda não estava pronta para pneus slick. Isso deixou Nakamura na liderança, seguido por Tramnitz, com Badoer em terceiro, Kato em quarto e Enzo Deligny completando os cinco primeiros. Fernando Barrichello chegou a sair dos boxes, mas não marcou tempos nesta sessão e Pedro Clerot terminou na P10. Com a pista seca na parte da tarde, os pneus duros estrearam no início da sessão da tarde, com Kato mantendo sua boa forma e marcando o melhor tempo com 1m29,118s. A disputa pela liderança foi acirrada, com Tuukka Taponen apenas 0,016s atrás do piloto japonês, em segundo lugar. Le também registrou um tempo competitivo, porém, terminou a menos de um décimo de segundo do seu companheiro de equipe, em terceiro. Com o início da segunda hora, Le assumiu a liderança com um tempo de 1m28,742s, com Kato mais de dois décimos atrás, em segundo. Foi uma ótima sessão para a ART, com Maciej Gladysz completando o pódio. Taponen então voltou a subir para segundo pela MP Motorsport, reduzindo a vantagem de Le para 0,129s. Isso aconteceu pouco antes de Enzo Deligny parar na pista na curva 4. Isso provocou o acionamento da bandeira vermelha, mas o piloto da Van Amersfoort Racing conseguiu religar o carro antes de retornar aos boxes. A sessão foi retomada com Taponen e seus companheiros de equipe da MP Motorsport, Mattia Colnaghi e Alessandro Giusti, colocando um novo jogo de pneus duros. No entanto, Colnaghi acabou na brita na última curva, provocando outra bandeira vermelha, e assim que os carros voltaram à pista, Kato também parou na pista, causando outra interrupção. Assim que a corrida foi retomada, várias equipes, incluindo a Campos, optaram por colocar um novo jogo de pneus slick. Ugochukwu usou esses pneus para chegar à P2 com um tempo de 1m28,858s, subindo para a segunda posição. Também houve movimentação no final da corrida para a Prema, com Sharp chegando à P3, à frente de Wharton em quinto. Nos minutos finais da prova, Freddie Slater, da Trident, fez sua jogada, completando a volta em 1m28,411s e assumindo a liderança por 0,331s. Com isso, o primeiro dia de testes terminou com Slater conquistando o melhor tempo, seguido por Le, Ugochukwu, Sharp e Taponen. Pedro Clerot não conseguiu se manter entre os 10 primeiros como no período da manhã e fazendo sua melhor das 45 voltas em 1m29,263s, terminou em 16°. Fernando Barrichello foi para a pista e com a melhor de 30 voltas em 1m29,665s ficou em 25°. No segundo dia tivemos programas bem distintos sendo feitos. O foco inicial do dia foi o ritmo em uma única volta, com Louis Sharp, da Prema Racing, liderando com pneus duros usados, marcando 1m30,084s, uma vantagem de 0,186s sobre Taito Kato. Em seguida, veio o trio da Trident com pneus novos, com Noah Stromsted assumindo a ponta com 1m28,417s, dando ao piloto dinamarquês uma vantagem de um segundo sobre seu companheiro de equipe, Matteo De Palo, em P2. O restante do pelotão então colocou seus pneus duros novos, com Tuukka Taponen sendo o piloto a ser batido desta vez. O tempo de 1m28,064s do piloto da MP Motorsport o colocou à frente de Ugo Ugochukwu por 0,278s. Mas, com a continuação das voltas de qualificação, Gerrard Xie, da DAMS Lucas Oil, foi quem marcou o tempo mais rápido, com 1m27,792s, seguido por Théophile Nael, 0,083s atrás, em segundo lugar. Stromsted retomou a liderança em sua tentativa seguinte, mas o tempo de 1m27,402s de Taponen o colocou à frente do piloto da Trident por 0,014s. Kato então liderou a dobradinha da ART Grand Prix, seguido por Maciej Gladysz, separados por apenas 0,003s. O tempo de 1:27.317 do piloto japonês era agora o mais forte. A Rodin Motorsport não se achava e seus três carros estavam fora dos 20 mais rápidos. Mas então veio Slater, que continuou de onde parou no primeiro dia e marcou o tempo mais rápido, com 1m27,020s, uma vantagem de 0,297s sobre Kato. Seu companheiro de equipe, Stromsted, reduziu essa vantagem momentos depois, ao assumir a P2, mas ainda assim estava 0,288s atrás do piloto britânico. Com pneus mais gastos, várias equipes então voltaram suas atenções para simulações de corrida, o que significou que nenhum piloto melhorou seu tempo. Isso deixou Slater na liderança, seguido por Stromsted, Kato, Gladysz e Taponen em quinto. Pedro Clerot terminou com a 29ª posição após 30 voltas, sendo a mais rápida em 1m29,069s. Fernando Barrichello foi o mais lento dos pilotos da AIX Racing, ficando em 28° com 28 voltas cronometradas. As simulações de corrida foram o foco principal da tarde, com as equipes utilizando um conjunto de pneus duros mais gastos para suas simulações de corrida. Bruno del Pino, da Van Amersfoort Racing, marcou o tempo mais rápido no início, com 1m32,219s, mas, ao final da primeira hora, Fernando Barrichello assumiu a liderança com 1m31,566s pela AIX Racing. Slater iniciou sua próxima série de voltas com a volta mais rápida da tarde, desta vez com 1m31,408s, mas a P1 voltou para AIX momentos depois, quando Brad Benavides completou 1m31,331s. Conforme a sessão se aproximava do fim, a Hitech fez sua jogada, com Tim Tramnitz assumindo a liderança com 1m30,248s. Foi uma disputa acirrada, com Jin Nakamura apenas 0,012s atrás, em P2. A Campos então equipou seus pilotos com pneus duros novos no final da sessão, e Ugochukwu os utilizou para marcar o melhor tempo com 1m28,241s. Patrick Heuzenroeder ficou 0,203s atrás, em P2, com Nael em terceiro, com a equipe espanhola ocupando as três primeiras posições. A dois minutos do fim, Enzo Deligny parou na brita entre as curvas 7 e 8, provocando a bandeira vermelha. Como resultado, não houve tempo para reiniciar a sessão. Isso deixou Ugochukwu na liderança à tarde, com Heuzenroeder em segundo, à frente de Nael, Brando Badoer em quarto e o também piloto da Rodin Motorsport, Christian Ho. Assim termina o segundo dia de testes, mas os pilotos voltam à pista amanhã, às 9h da manhã, horário local, para o último dia de testes de pré-temporada em Barcelona. Em ritmo de corrida, Pedro Clerot terminou com o 11° tempo, fazendo a melhor das 40 voltas em 1m30,321s. Fernando Barrichello foi o 15° após 44 voltas com a melhor delas em 1m31,566s. O último dia de testes teve uma programação parecida com a do dia anterior. As equipes começaram com voltas de classificação com pneus duros usados, mas antes que a primeira série de voltas pudesse ser completada, a bandeira vermelha foi acionada com James Wharton preso na brita entre as curvas 7 e 8. No entanto, assim que o piloto da PREMA Racing retornou aos boxes, a ação recomeçou e Patrick Heuzenroeder fez o melhor tempo com 1m29,354s. Os pilotos então receberam pneus novos para a próxima série de voltas, e desta vez foi Noah Stromsted quem liderou por apenas 0,034s de vantagem sobre Ugo Ugochukwu, da Campos Racing, com 1m27,620s. Ugochukwu melhorou em sua próxima tentativa, mas ainda terminou em segundo lugar, reduzindo a diferença para o piloto da Trident para apenas 0,020s, enquanto seu companheiro de equipe, Théophile Nael, subiu para terceiro, à frente de Freddie Slater. Com a maioria dos pilotos de volta aos boxes, Nael retornou à pista para mais uma tentativa de volta classificatória e completou o tempo de 1m27,525s, sendo o mais rápido por apenas 0,095s. As equipes então voltaram suas atenções para os treinos de longa duração, o que significou que ninguém superou Nael, que liderou a sessão da manhã, seguido por Stromsted, Ugochukwu, Slater e Brando Badoer. Pedro Clerot foi o mais lento dos pilotos da Rodin Motorsport pela manhã, ficando com o 14° tempo da sessão – 1m28,164s – após 28 voltas completadas. Fernando Barrichello também foi o mais lento da AIX Racing, ficando com a 23ª posição tendo feito 26 voltas e a mais rápida em 1m28,463s. Os treinos de longa duração começaram a sessão da tarde, com Enzo Deligny, da Van Amersfoort Racing, ditando o ritmo inicial com 1m32,430s. Esse tempo foi então superado por Brando Badoer, da Rodin Motorsport, quando a sessão se aproximava da marca de 40 minutos, e pouco antes de José Garfias parar na pista na curva 6, causando a interrupção com bandeira vermelha. Assim que a sessão foi retomada, a AIX Racing assumiu a liderança, com Brad Benavides marcando 1m31,573s, ficando à frente de Fernando Barrichello por 0,115s. A sessão foi interrompida novamente pouco antes do início da segunda hora, com Slater parando na pista na curva 12, o que levou os fiscais a acionarem a bandeira vermelha. As voltas de corrida foram retomadas e os pilotos buscavam aproveitar ao máximo o tempo na pista antes do fim do teste. No entanto, Fionn McLaughlin ficou preso na caixa de brita na última curva, causando outra interrupção com bandeira vermelha. As bandeiras verdes foram agitadas com mais de uma hora restante, com a prioridade continuando a acumular quilometragem em simulações de corrida. Nos últimos 30 minutos, Brando Badoer e Matteo De Palo registraram os melhores tempos. O piloto da Trident completou a volta em 1m30,910s, mais de meio segundo mais rápido que Tim Tramnitz, da Hitech. A DAMS Lucas Oil melhorou o tempo a pouco mais de cinco minutos do fim, com Nicola Lacorte liderando com 1m29,676s, mais de meio segundo mais rápido que seu companheiro de equipe, Gerrard Xie. Não houve mais melhorias no restante da sessão, com Lacorte na liderança, seguido por Xie, De Palo, Tramnitz e Badoer. Fernando Barrichello conseguiu o 7° melhor tempo com 1m31,688s em 46 voltas. Pedro Clerot foi o 19°, com 1m32,499s após 32 voltas. Com isso, encerram-se os testes de pré-temporada. Os pilotos voltam à pista na primeira etapa, em Melbourne, de 6 a 8 de março. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |