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Rafael Câmara começa a F2 com pódio e Pedro Clerot pontua na F3 PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Sunday, 08 March 2026 11:42

Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!

 

Nesse final de semana tivemos as corridas de abertura dos dois mais importantes campeonatos das categorias de base com chancela da FIA: a Fórmula 2 e a Fórmula 3, ambas envolvendo pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial.

 

Uma expectativa angustiante cercou o público brasileiro nesta etapa de abertura, com uma apreensão em torno da transmissão ou não de todos os treinos, desde os treinos livres, nas duas categorias. As programações não mostravam nos canais por assinatura da nova detentora a programação dos dias seguintes quando comecei a escrever esta coluna, na manhã da quarta-feira. Alguns veículos da mídia afirmam que as corridas da Fórmula 2 – onde estão Rafael Câmara e Emerson Fittipaldi Jr. – seriam transmitidas, mas nada sobre a Fórmula 3, que tem Pedro Clerot e Fernando Barrichello no grid, nem uma palavra. E veio o pior.

 

FIA Fórmula 3

Eu torci muito para que as minhas desconfianças não fossem se concretizar, mas não teve jeito: a nova detentora dos direitos de transmissão tratou como refugo nossos pilotos, Pedro Clerot e Fernando Barrichello e deixou fora de sua grade de programação, mesmo com 4 canais, no canal que seria o dedicado às transmissões, eles estavam passando – mais uma vez – reprises dos testes no Bahrain ao invés de mostrar nossos jovens pilotos em ação... mesmo sendo um deles filho de Rubens Barrichello.

 

 

No fim da tarde da quinta-feira, aqui no Brasil, os pilotos da FIA Fórmula 3 estava pronta para sair dos boxes em Melbourne para o treino livre que abria a temporada 2026, com seus 45 minutos habituais. Os pilotos foram para a pista e na primeira volta foi feita a verificação do sistema do safety car virtual. Quase todos retornaram aos boxes após essa volta, mas alguns pilotos não demoraram a ir para a pista. Os pneus em uso eram os médios (amarelos). Após 10 minutos de aberta a sessão nossos pilotos foram pra pista.

 

Depois de algumas voltas para aquecer os pneus eles partiram voltas realmente efetivas e Fernando Barrichello marcou 1m39,412s. Pedro Clerot foi bem melhor e fez 1m36,764s. Mas a pista estava muito suja e os tempos ainda cairiam consideravelmente. Após um alívio, Barrichello voltou a acelerar e marcou 1m37, 419s. Clerot baixou para 1m36,231s, mas teve a volta anulada por infringir uma bandeira amarela. Já tínhamos pilotos virando em 1m34s e isso era complicado.

 

Entramos nos 20 minutos finais do treino e os pilotos já estavam bem adaptados às condições da pista. Fernando Barrichello estava nos boxes, tentando encontrar o caminho de Brad Benavides, que estava na P5, assim como Pedro Clerot, que tinha Brando Badoer na P6. Nossos pilotos voltaram pra pista faltando 13 minutos para o fim. Enquanto Pedro Clerot fez uma grande volta em 1m35,385s, Fernando Barrichello foi pra fora da pista, aparando a grama do parque.

 

 

Clerot continuou melhorando e baixou para 1m35,243s enquanto Barrichello dava novo passeio, agora pela brita. Faltando 5 minutos para o final tivemos a bandeira vermelha agitada pelo carro de Mattia Colnaghi parado em posição perigosa. Fernando Barrichello era o 30°, com 1m37,210s enquanto Pedro Clerot tinha a P7. A sessão terminou com bandeira vermelha e os desafios para o Qualy não seriam pequenos.

 

Fui avisado pelos colegas do site que parece terem “canais privilegiados de informação” e assinei a F1TV. Na transmissão, não havia narração em português, mostrando o escancarado descaso com os pilotos brasileiros e com o público que se acostumou com as ótimas transmissões do Bandsports. Na sequência viria o treino livre da FIA Fórmula 2, que estava programado para ser transmitido pela TV, mas continuei com a transmissão – em inglês – pelo F1TV.

 

Após o primeiro treino livre da Fórmula 1 os pilotos da FIA Fórmula 3 voltaram à pista para a sessão de classificação e a definição do grid para as corridas sprint e principal. Nossos dois representantes saíram do treino livre em situações bem distintas com Pedro Clerot sendo o novato mais rápido e Fernando Barrichello tendo que achar um acerto para sair do incômodo final do grid, resultado do treino livre.

 

 

Tivemos um pequeno atraso na programação devido aos reparos necessários nas barreiras de segurança após o treino da Fórmula 1, mas assim que os boxes foram abertos para os 30 minutos programados, os pilotos foram para a pista e com 30 carros na pista não ia ser fácil conseguir uma volta limpa e fazer um tempo para brigar pela pole. Sol forte e pista seca dava aos pilotos chance de tirar o máximo dos carros, equipados com os pneus médios para este final de semana.

 

Após condicionarem os pneus os pilotos partiram para as voltas rápidas e Pedro Clerot fez 1m35,554s em sua primeira passagem. Fernando Barrichello fez 1m37,706s. Depois de uma volta para refrigerarem pneus e freios o pilotos tentaram uma 2ª volta com o mesmo jogo de pneus Matteo de Palo foi para as barreiras de proteção e provocou uma bandeira vermelha a 20 minutos do fim levando todos aos boxes e antecipando aquela “parada de meio do treino”.

 

Após a liberação da pista alguns pilotos foram logo para a pista, outros esperaram um pouco para tentar fugir do tráfego. Eram 20 minutos para 2 tentativas de melhora. Pedro Clerot era o P15 e Fernando Barrichello o P28. Após duas voltas com os pilotos numa sinistra disputa por posição no pelotão os tempos começaram a vir. Pedro Clerot baixou para 1m35,519s mas não só não era um bom tempo, mas ele excedeu os limites de pista. Fernando Barrichello melhorou, mas 1m37,224s era muito pouco.

 

 

Os pilotos e equipes tinham duas opções: tentar outra volta ou colocar o jogo guardado para a corrida principal. Praticamente todo grid foi para os boxes trocar os pneus! Eles começaram a voltar pra pista faltando 8 minutos para o final da sessão. Fernando Barrichello desgarrou do pelotão pra tentar uma volta limpa e conseguiu fazer 1m36,646s mas todos vinham melhorando. Pedro Clerot fez sua melhor volta em 1m34,879s. Barrichello conseguiu baixar para 1m36,462s, mas os brasileiros terminaram fora dos 12 primeiros com Clerot em 19° e Barrichello na P30.

 

Os pilotos da FIA Fórmula 3 foram os primeiros a ir pra pista no sábado (sexta-feira à noite no Brasil) para a corrida sprint, com a inversão dos 12 primeiros no grid, o que infelizmente não faria diferença para os nossos pilotos, com Pedro Clerot, em 19°, precisando de uma grande corrida de recuperação e Fernando Barrichello, largando na P29, de um verdadeiro milagre para ficar entre os 10 primeiros ao final das 20 voltas programadas desta corrida.

 

 

Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, largaram para a 1ª corrida do ano. Pedro Clerot largou muito bem e ganhou duas posições. Fernando Barrichello ainda melhor, ganhando 3 posições. Pedro Clerot ganhou mais uma posição fechando a volta 1 em 16° enquanto Fernando Barrichello foi para 27° mas recuperou a posição P26 em seguida. Mattia Colnaghi perdeu muitas posições com um furo de pneu e os brasileiros subiram mais uma posição, fechando a volta 2 na P15 e P25.

 

 

Pedro Clerot atacava Jin Nakamura e Fernando Barrichello também tentava avançar, mas o ritmo de prova estava muito similar com Tuukka Taponen Segurando o pelotão na P13. Fernando Barrichello não acompanhava Patrick Heuzenroeder e era pressionado por Michael Shin e acabou superado por ele e por Matteo de Palo caindo para 27°. Na volta 8 dois pilotos da Prema – Louis Sharp e James Wharton – bateram forte brigando por posição e provocaram a entrada do safety car e em seguida a bandeira vermelha, com a barreira de proteção muito avariada.

 

 

Os brasileiros herdaram as duas posições. O trabalho para recuperar a barreira de proteção não ia ser rápido e depois de uma considerável espera para não comprometer a programação do restante do dia a corrida foi encerrada, como a corrida foi encerrada com bandeira vermelha, ficou valendo a classificação da volta anterior a do acidente. Assim, Pedro Clerot ficou com a P15 e Fernando Barrichello com a P27, ambos fora dos pontos.

 

 

Na manhã do domingo na Austrália era chegada a hora da corrida principal, para espantar a sensação de frustração com a corrida sprint que foi interrompida. Agora os nossos pilotos teriam – salvo um novo problema – mais algumas voltas para tentar chegar nos pontos. Pedro Clerot e Fernando Barrichello largam novamente em posições difíceis – 17° e 27° com as ausências de Louis Foster e James Wharton – e não teriam vida fácil. Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, largaram para as 23 voltas programadas.

 

 

Pedro Clerot largou bem e manteve sua posição enquanto Fernando Barrichello foi agressivo e ganhou 3 posições nas primeiras curvas, subindo para 24°. Na volta seguinte Pedro Clerot superou Gerrard Xie e foi para 16° Fernando Barrichello vinha voando e no arrojo assumiu a P21, superando Hiyu Yamakoshi e Yevan David, além da ida de Kanato Le aos boxes. Clerot pressionava Brad Benavides e Barrichello ia pra cima de Patrick Heuzenroeder, ganhando a P20 na volta 5.

 

 

Os carros estavam com um ritmo muito próximo e os pilotos estavam no limite entre o arrojo e o abuso. Fernando Barrichello chegou em Christian Ho na volta 7 e não tinha pressão de Patrick Heuzenroeder, podendo focar no ataque. Luca Badoer se todcou com Nicola Lacorte, levou a pior e Nand Bhirombhakdi (o nome desses caras são impronunciáveis) foi para a barreira de pneus na volta 8 e com isso os brasileiros subiram para P15 e P19 e o safety car veio pra pista.

 

 

A relargada veio na abertura da volta 12 e Pedro Clerot tomou a P14 de Tukka Taponen e a 13ª posição de Brando Badoer enquanto Fernando Barrichello perdeu duas posições e caiu para 21°. Barrichello vinha numa briga sinistra por posições. Ele passou Christian Ho, mas perdeu pra Matteo de Palo e continuou em 21°. Pedro Clerot pressionava Jin Nakamura e tentava chegar nos pontos. Nicola Lacorte tocou Noah Stromsted, quebrou a asa, mas ficou na pista. Fernando Barrichello foi superado por Patrick Heuzenroeder e caiu para 22°. A asa dianteira de Nicola Lacorte perdeu mais um pedaço, mas ele se segurava atrapalhando o progresso de quem tentava entrar no top10.

 

 

Pedro Clerot passou Jim Nakamura e Mattia Colnaghi e assumiu a P11, mas a entrada do safety car com a batida de Shim na abertura da volta 21 “acabou com a corrida”. Matteo de Palo bateu rodas com Gerrard Xie e Fernando Barrichello foi pra P20 antes da bandeira amarela. Theophile Nael, Noah Stromsted e Nicola Lacorte tinham punições por tempo. A corrida terminou sob bandeira amarela e com as punições, Pedro Clerot foi para a 8ª posição, marcando seus primeiros pontos. Fernando Barrichello foi para 18°. A próxima etapa está programada para abril, no Bahrain... se a guerra deixar. Duas semanas antes tem testes programados por lá. Vejamos o que vão fazer em relação a isso.

 

FIA Fórmula 2

Pouco mais de meia hora depois do final do treino livre da FIA Fórmula 2 chegava a hora dos pilotos da FIA Fórmula 2 irem para a pista com nossas (a minhas, com certeza) esperanças depositadas em Rafael Câmara, mas também com muita torcida para Emerson Fittipaldi Jr. Os pilotos deixaram os boxes e na primeira volta foi feito o teste do safety car virtual. A maioria dos pilotos voltou para os boxes, mas alguns trocaram pneus e foram pra pista ainda no início dos 45 minutos da sessão para “aprender a pista”.

 

 

Não demorou para todos irem pra pista e começarem a aquecer pneus para darem as primeiras voltas rápidas. A primeira volta rápida de Rafael Câmara foi em 1m34,248s, mas ele certamente viraria mais rápido. Emmo Fittipaldi fez 1m34,634s. Depois de uma volta condicionando os pneus ele foi mal no último setor e fez 1m33,688s. Emmo Jr. deu uma escapada da pista e isso vinha acontecendo com muita gente. Terminado o 1° terço de treino, Joshua Durksen tinha a P1 com 1m30 alto.

 

Emmo Jr. fez uma boa volta em 1m33,083s e em seguida Rafael Câmara vinha numa grande voltam e mesmo tendo que tirar o pé por uma bandeira amarela, foi para a P6 com 1m31,176s. A bandeira amarela provocada por Colton Herta virou bandeira vermelha com sua batida em um dos muros. Foram quase 6 minutos com os carros nos boxes – e o tempo correndo por ser treino livre – até o retorno dos pilotos à pista.

 

Os pilotos foram condicionando os pneus macios e depois de duas voltas começaram a virar rápido. Rafael Câmara virou em 1m31,137s melhorando o tempo, nas perdendo posições. Emmo Jr. pagava um preço alto pelo salto dado e era o 16°, com 1m31,176s. Rafael Câmara acelerou a mão e voou para fazer 1m29,877s pouco antes de entrarmos nos 10 minutos finais da sessão. Os tempos continuavam caindo e Emmo Jr. fez uma volta em 1m30,769s.

 

 

Rafael Câmara Baixou para 1m29,564s pouco antes de Tas Inthraphuvasak escapar, quicar na brita e bater nos pneus. Não parecia que teríamos a retomada do treino, mas tivemos os carros deixando os boxes com pouco mais de 2 minutos de momentos finais Rafael Câmara era o 2° e Emmo Jr. o 19°, posições que não se alteraram para nossos pilotos, apesar de alguns terem conseguido melhorar suas marcas.

 

Logo após a classificação da FIA Fórmula 3 os pilotos da FIA Fórmula 2 vieram para a pista – também com um pequeno atraso – e definir em 30 minutos as posições de largada para as duas corridas do final de semana. Aberto dos boxes todos foram logo para a pista com os pneus supermacios e não demoraram a fazer voltas rápidas. Rafael Câmara marcou 1m30,564s e Emmo Jr. 1m33,552s.

 

 

Depois desta volta todos tiraram o pé, refrescaram freios e pneus e foram para uma 2ª tentativa Rafael Câmara conseguiu fazer 1m30,122s enquanto Emmo Jr. ficou com 1m32,795s. Ainda houve tempo – e borracha – para uma 3ª volta e Rafael Câmara baixou para 1m29,812s pouco antes de Mari Boya escapar da pista, bater e ficar na brita provocando uma bandeira vermelha a 20 minutos do final da sessão.

 

Todos anteciparam aquela parada de meio do treino para ajustes eventuais, conversar com os engenheiros, mas pelas imagens, não estavam colocando novos pneus supermacios (todos tinham 3 jogos de supermacios e 2 jogos de macios). Emmo Jr. melhorou para 1m30,490s e depois da tentativa geral, todos voltaram para os boxes e colocaram o 2° jogo de pneus supermacios para a reta final da classificação.

 

Faltando 11 minutos os pilotos começaram a sair dos boxes para definir as posições no grid. Contudo, antes dos pilotos conseguirem marcar uma volta rápida Gabriele Mini ficou parado na pista e provocou uma bandeira amarela a 4 minutos do fim da sessão. A retirada do carro não demorou mas deu um ar de drama para o final do treino. Nós tínhamos os 15 primeiros separados por 8 décimos de segundo.

 

 

Reaberto os boxes, todos correram pra pista e, nada saindo errado, teriam chance para uma volta rápida. Rafael Câmara melhorou e conseguiu uma volta em 1m29, 143s, mas muitos melhoraram e o nosso campeão, que esteve entre os 3 primeiros quase todo o tempo, ficou com a 6ª posição. Emmo Jr não conseguiu melhorar – atrapalhado pelo companheiro de equipe, Cian Shields – e ficou com a 18ª posição.

 

Na tarde do sábado (lá na Austrália), depois do TL3 da Fórmula 1, os pilotos da FIA Fórmula 2 vieram para a disputa da corrida sprint, com um pequeno atraso por conta da “batida caseira” da Prema. Tínhamos a inversão dos 10 primeiros da classificação, o que mantinha Rafael Câmara na 3ª fila, mas para essa prova na 5ª posição. Emerson Fittipaldi Jr. largava em 18°. Todos com pneus macios e após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, largaram para as 23 voltas programadas da 1ª corrida do ano.

 

 

Rafael Câmara largou bem e manteve a P5, mas na sequência perdeu a posição para Nikola Tsolov. Emmo Jr. largou bem e foi para 17° Rafael Câmara passou Noel Leon e voltou pra 5° e foi pra cima de Tsolov e passou Maini e Tsolov de uma vez numa manobra espetacular, mas saiu mal da curva e voltou para 5°. Emmo Jr. veio crescendo na prova e entrou em 15° na volta 3. Rafael Câmara pressionava Kush Maini que não conseguiu segurar o brasileiro mesmo não jogando limpo.

 

 

Emmo Jr. pressionava Colton Herta enquanto Rafael Camara brigava para manter a P4 atacado por Martinius Stenshorne o que o prejudicava na busca pelo pódio. Emmo Jr. estava numa briga feia e perdeu a P15 para Mari Boya. Martinius Steshorne que perseguia Rafael Câmara tomou 5s de punição por um toque com Nikola Tsolov. A disputa continuava atrapalhando Rafael Câmara que ficava cada vez mais longe de Noel Leon.

 

 

Uma mensagem de rádio para Stenshorne mudou a situação e sem pressão, Rafael Câmara começou a se aproximar de Noel Leon e Stenshorne só o seguia. Emmo Jr. não conseguia mais seguir Mari Boya e era pressionado por John Bennett e Nikola Tsolov, tentando se recuperar. Rafael Villa Gomez escapou foi pra Grama e Emmo Jr. passou por ele. Na volta 15 Mari Boya foi para a barreira de pneus depos de se enroscar com Colton Herta. O safety car veio pra pista e alguns pilotos do fim do grid colocaram os pneus supermacios para tentar algo diferente nas voltas finais. Emmo Jr. subiu para 13° e com o carro de segurança. O pelotão compactou.

 

 

A relargada veio na abertura da volta 19 e Rafael Câmara relargou pressionado por Martinius Stenshorne prejudicado com sua punição de 5s. Emmo Jr. manteve a P13, mas tinha muitos carros com pneus supermacios atrás dele. Rafael Câmara se afastou de Martinius Stenshorne e foi pra cima de Noel Leon que passou Tas Inthraphuvasak, que jogou o brasileiro na parte suja da pista e ele foi perdendo muitas posições, despencando para 11° Emmo Jr. segurava a P13 de forma heroica, mas acabou perdendo a posição para Rafael Villagomez. Rafael Câmara aprendeu uma dura lição terminando na P11. Emmo Jr. fez uma corrida consistente e terminou em 14°.

 

Após a corrida da FIA Fórmula 3 chegava a hora dos pilotos da FIA Fórmula 2 seguirem para a corrida principal do final de semana na Austrália, com a parada obrigatória e a troca de pneus. Rafael Câmara precisava se recuperar dos pontos perdidos na corrida do sábado e largava na P6 na 3ª fila. Emmo Jr. seria o 18° e vinha com moral depois da sólida corrida do sábado. A estratégia dos pneus seria fundamental. Câmara largava com pneus ... e Fittipaldi com ... Após a volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas, largaram para as 33 voltas programadas.

 

 

Rafael Câmara largou muito bem e pulou pra 4°antes da curva 1 Emmo Jr. também ganhou posição e foi para 17°, mas foi superado por Gabriele Mini e John Bennett depois de se tocar com Joshua Durksen. Em seguida foi Mari Boya que passou o brasileiro e os dois carros da AIX eram os últimos já na volta 2. A briga pela ponta terminou em batida de Stenshorne e Dunne. Com isso Rafael Câmara foi para o 2° lugar. Emmo Jr. herdou as duas posições e o safety car veio pra pista na volta 3.

 

A relargada veio na abertura da volta 6 e Rafael Câmara manteve a P2. Emmo Jr. manteve a P19. Depois de aquecer os pneus nosso campeão foi pra cima de Nikola Tsolov, mas Dino Beganovic vinha colado nele. Na abertura da volta 8 os primeiros carros começaram a parar. Dino Beganovic parou na volta 9, antes dos 2 primeiros. Rafael Câmara foi chamado para entrar na volta seguinte, assim como Nikola Tsolov e com eles muitos entraram. Rafael Câmara voltou com muita vantagem para Dino Beganovic, seguido de Laurens Van Hoepen.

 

 

Na volta 11 Emmo Jr. foi para sua parada. Os três primeiros virtuais eram Tsolov, Câmara e Beganovic. Apenas 2 pilotos não haviam parado na altura da volta 12, os dois que largaram de pneus macios. Rafael Câmara era pressionado por Dino Beganovic, que perdia tempo se defendendo, mas Nikola Tsolov não estava abrindo, pelo contrário. Emmo Jr. era o 18° após as paradas e vinha na balada de Mari Boya.

 

 

Na volta 14 Dino Beganovic passou Rafael Câmara enquanto Emmo Jr. ia ficando distante de Mari Boya, mas ainda tinha 3,2s de vantagem para Kush Maini. Chegamos na metade da corrida e o motor de Dino Beganovic abriu o bico, com o sueco parando em um ponto perigoso, obrigando o acionamento do virtual safety car para a retirada do carro da DAMS. Na volta 19 tivemos a entrada do safety car e isso agrupou o pelotão, o que ajudou Nico Varrone e Cian Shields. Nico Varrone parou e voltou na frente de todos e com pneus supermacios.

 

 

A relargada veio na abertura da volta 22. Rafael Câmara manteve a P3. Tsolov arriscou passou e deixou Nico Varrone segurando o brasileiro, pressionado por Laurens Van Hoepen. Emmo Jr. manteve a P17. Felizmente a briga entre Laurens Van Hoepen e Oliver Goethe pela P4 ajudava Rafael Câmara. Nico Varrone foi punido em 5s por excesso de velocidade na parada de box. Nicola Tsolov não conseguia abrir, mas Rafael Câmara não conseguia passar. Na volta 27 Emmo Jr. passou Cian Shields e foi para P16.

 

 

Na volta 27, finalmente, Rafael Câmara tomou a P2, mas tinha 2,3s de desvantagem para Nikola Tsolov e a diferença foi aumentando com as voltas se passando. Na volta 29 Noel Leon tomou a P16 de Emmo Jr., mas duas voltas depois o brasileiro superou John Bennett e voltou ao 16° lugar. Rafael Câmara conseguiu se aproximar um pouco de Nikola Tsolov, mas teve que se contentar com o 2° lugar na prova. A categoria deixa a Austrália com Rafael Câmara na 2ª posição no campeonato, com 18 pontos. Emmo Jr. terminou em 15°. A próxima etapa está programada para abril, no Bahrain... se a guerra deixar. Duas semanas antes tem testes programados por lá. Vejamos o que vão fazer em relação a isso. 

 

E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. 

 

Um abraço a todos, 

 

Genilson Santos

 

 

Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid.

 

Last Updated ( Sunday, 08 March 2026 13:27 )