Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana não tivemos corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial e nos eventos ocorreram em apenas um país: a Espanha. Há muitos anos temos tido representantes brasileiros no campeonato espanhol, o segundo mais competitivo da Europa, mas este ano acabamos ficando de fora. A grande novidade na última semana foi a realocação das corridas não disputadas no Oriente Médio (Bahrain e Arábia Saudita) no calendário da FIA Fórmula 2. Para garantir o número de etapas a categoria vai para a América do Norte pela primeira vez na sua história e fará etapas em Miami, no início de maio, e Montreal, no mesmo final de semana das 500 Milhas de Indianápolis, o que acabou tirando Colton Herta da histórica e mítica corrida. Nenhuma nova informação foi dada a respeito de uma compensação para a FIA Fórmula 3, que teve a corrida do Bahrain cancelada ou mesmo a F1 Academy, que estava programada para fazer sua 2ª etapa em Jeddah. Em teoria, uma etapa fora do continente europeu teria que ser realizada para dar o caráter de campeonato mundial para a categoria, que teve sua abertura de temporada na Austrália e depois seguiria para a Ásia, correndo no Oriente Médio. Até o momento não houve manifestação do promotor, Bruno Michel, sobre como e se algo será feito neste sentido. Uma “solução geográfica” poderia ser chamar uma corrida no Azerbaijão de “corrida na Ásia”. Na verdade, o Azerbaijão é um país transcontinental, situado na região do Cáucaso, na fronteira entre a Europa Oriental e a Ásia Ocidental. Embora a maior parte do seu território esteja tecnicamente na Ásia, o país é frequentemente associado à Europa por razões políticas, culturais e esportivas. Nas eliminatórias da Copa do Mundo de futebol, o Azerbaijão jogou as eliminatórias como país europeu (foi eliminado com 5 derrotas em 6 jogos). Uma excelente notícia para quem vem acompanhando a carreira de Gabriel Gomez foi a sua confirmação para a disputa da temporada da Fórmula Regional Europeia (FREC, agora sem o “A”) em seu novo modelo de competição para a a temporada 2026, com tudo novo: Um novo carro (o Tatuus T-326), que estreou em competições na Fórmula Regional do Oriente Médio, agora equipado com motor Toyota em substituição aos Nissan), mas os pneus continuaram sendo os Pirelli, assim como as categorias acima (FIA Formulas 3 e 2). O brasileiro que se destacou na FIA Fórmula 4 Itália assinou com a Rodin Motorsport, que estreia no campeonato. Na semana que terminou no domingo de páscoa, foram concluídos testes pré-temporada realizados no Red Bull Ring. Campeonato Europeu de Fórmula Regional da FIA, que começaram no final de março no circuito de Hockenheim, na Alemanha, antes de seguirem para Paul Ricard e, finalmente, para a Áustria. Todas as 10 equipes que competirão na próxima temporada participaram dos seis dias de testes coletivos (dois em cada autódromo), com todos os pilotos na pista simultaneamente a bordo do Tatuus T-326, o carro de Fórmula Regional de segunda geração, coletando dados valiosos para a nova campanha. Ao longo dos seis dias de testes em Hockenheim, Paul Ricard e Red Bull Ring, os 30 pilotos na pista completaram um total de 7.992 voltas, percorrendo mais de 38.660 quilômetros em diferentes condições climáticas. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base (mesmo sem corridas) com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |