Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos corridas envolvendo a categoria USF Juniors, bem longe do Indianápolis Motor Speedway, no Canadá, em Ontário. Conforme foi combinado com minhas editoras, em função da grande quantidade de corridas disputadas no final de semana passado, as corridas das outras duas categorias do programa “Road to Indy”. Com isso, teremos nada menos que 8 corridas para serem comentadas, sendo 2 da PRO2000, com a participação de Leonardo Escorpioni – que não fez uma maratona de 5 corridas, além dos treinos – 3 da USF2000, com a participação de João Vergara e 3 da USF Juniors, com nosso brasileiro da Florida, Victor Couto. USF PRO 2000 Foram tantas corridas disputadas no Indianápolis Motor Speedway no final de semana passado que as atividades de pista tiveram que começar na quinta-feira para os pilotos do programa “Road to Indy”. O último degrau antes de tentar uma vaga na Indy NXT teve duas corridas disputadas e o brasileiro Leonardo Escorpioni, campeão da USF Juniors em 2025 não encarou uma maratona correndo em duas categorias e focou no degrau mais alto depois de ter demonstrado ter condições de lutar por boas posições. Na manhã da quinta-feira os pilotos da PRO 2000 foram à pista para a primeira sessão de treinos livres e Leonardo Escorpioni ficou com 9° melhor tempo com uma volta de 1m21,8844s, 0,8173s mais lento que o P1, Andres Cardenas. Já na segunda sessão dos treinos livres foi o nosso piloto, com sua melhor volta em 1m21,5217s. No final do dia, no terceiro treino cronometrado, Leonardo Escorpioni ficou com a P6, marcando em sua melhor volta em 1m21,7357s, 0,4515s mais lento que Andres Cardenas. Na manhã da sexta-feira os pilotos voltaram à ação para o treino que definiria o grid da corrida que aconteceria à tarde. Leonardo Escorpioni não conseguiu repetir suas melhores marcas e ficou apenas com a 13ª posição. Chegada a hora da primeira das duas corridas do final de semana, os pilotos retornaram à pista. Leonardo Escorpioni estava abrindo a 7ª fila. Havia chovido durante a noite e a pista estava úmida e todos estavam de pneus de chuva. Depois de saírem dos pits e fazerem uma volta de apresentação eles entraram pela reta dos boxes dois a dois e receberam a bandeira verde para as 25 voltas programadas. Leonardo Escorpioni largou no bolo e manteve sua posição. Tivemos a primeira bandeira amarela com Sebastian Manson na grama e apenas Brady Golan se aproveitou para por pneus slicks. Na passagem seguinte, metade do grid entrou e a outra metade continuou na pista. Leonardo Escorpioni ficou na pista. A relargada veio na abertura da volta 4 e como não parou, Leonardo Escorpioni subiu para a 6ª posição e logo ganhou a P5 superando Teddy Musella. Os pilotos com pneus slicks ainda não estavam virando rápido, mas a pista continuava secando. Na volta 7 Leonardo Escorpioni tomou a P4 de Michael Costello, mas tinha 3s até Adres Cardenas. Na volta 9 Teddy Musella tomou a P4 do brasileiro que também era pressionado por JT Hoskins, que tomou sua P5 abrindo a volta 10. Os pneus de chuva de Leonardo Escorpioni acabaram e os pilotos com pneus slicks já eram mais rápidos e o brasileiro seguia perdendo posições, caindo para 9° na volta 11. Escorpioni continuava na pista. Durst saiu da pista logo depois de trocar os pneus e provocou a 2ª bandeira amarela. Finalmente o brasileiro foi para os boxes com a corrida bem comprometida e ficou pior quando teve que voltar na volta seguinte, caindo para 15°. A relargada veio na abertura da volta 15. Leonardo Escorpioni chegou no pelotão e relargou bem, superando Teddy Musella e Jack Jeffers. Na volta 16 foi Michael Costello quem foi parar na grama. Leonardo Escorpioni voava pra cima dos adversários e era o 10° quando tivemos a 3ª bandeira amarela. G3 Argyros foi punido, indo para o final do pelotão e o brasileiro era o 9°. A relargada veio na abertura da volta 19 e Leonardo Escorpioni relargou bem, mas só manteve a P9 e em seguida, no final da reta oposta foi superado por Teddy Musella, que tocou no brasileiro, fazendo-o cair para 14°. Na penúltima volta Leonardo Escorpioni voltou a superar Teddy Musella e foi para 13°. Com Andres Cardenas punido, Leonardo Escorpioni terminou na P12. O grid da corrida 2 foi definido pela segunda melhor volta rápida no treino de classificação. Isso colocou Leonardo Escorpioni largando novamente na 13ª posição na tarde do sábado. Dessa vez a pista estava seca e, apesar de algumas nuvens no céu, não havia perspectivas de chuva. Depois de saírem dos pits e fazerem uma volta de apresentação eles entraram pela reta dos boxes dois a dois e receberam a bandeira verde para as 25 voltas programadas. Leonardo Escorpioni largou pela linha externa tentando ganhar posições Tyke Durst, Joey Brienza e JT Hoskins se acharam nas primeiras curvas e provocaram a primeira bandeira amarela. Brienza ainda chegou aos boxes, mas também abandonou. Escorpioni era o P8. A relargada veio na abertura da volta 5 e Leonardo Escorpioni. Na volta seguinte ficou preso por Andres Cardenas e caiu para 10° e na volta seguinte o brasileiro acabou se envolvendo numa batida séria, que destruiu o carro, mas o piloto saiu ileso. O brasileiro acabou ainda classificado na 16ª posição. A categoria deixa Indianápolis com Leonardo Escorpioni ainda em 3° no campeonato, com 58 pontos. USF 2000 Assim como foi com a PRO 2000, com tantas corridas disputadas no Indianápolis Motor Speedway no final de semana passado que as atividades de pista tiveram que começar na quinta-feira para os pilotos do programa “Road to Indy”. A USF 2000 teve uma rodada tripla no templo do automobilismo norte americano e João Vergara, nosso representante na categoria – agora que Leonardo Escorpioni seguiu para a PRO 2000 – ficou com (será?) um caminho “menos difícil” para tentar chegar ao título. Na manhã da quinta-feira os pilotos da USF 2000 foram à pista para a primeira sessão de treinos livres e João Vergara ficou com 14° melhor tempo com uma volta de 1m26,0971s, 1,0596s mais lento que o P1, Anthony Martella. Já na segunda sessão dos treinos livres o nosso piloto fez progressos e estabeleceu sua melhor volta em 1m25,57587s ficando em 8°, a 0,6316s de Sebastian Garzon, o P1. No final do dia, no terceiro treino cronometrado, João Vergara voltou a ficar com a P8, marcando em sua melhor volta em 1m25,5622s, 0,6234s mais lento que Oliver Wheldon. Na manhã da sexta-feira os pilotos voltaram à ação para o treino que definiria o grid da corrida que aconteceria à tarde. João Vergara não conseguiu repetir sua melhor marca e ficou com a 10ª posição. Chegada a hora da primeira das duas corridas do final de semana, os pilotos retornaram à pista. João Vergara estava fechando a 5ª fila e depois de saírem dos pits e fazerem uma volta de apresentação eles entraram pela reta dos boxes dois a dois e receberam a bandeira verde para as 15 voltas programadas. João Vergara largou bem e ganhou posições nas primeiras curvas, mas depois da reta oposta, na entrada do S, foi tocado, rodou e caiu para o último lugar. Na 2ª volta Oliver Wheldon e Brad Majman se enroscaram e Wheldon ficou parado, provocando a 1ª bandeira amarela. João Vergara já estava na P15, tentando se recuperar. Antes da bandeira verde Lucas Nanji perdeu a asa dianteira tocando Ryan Gianetta, que foi para os pits e deram duas posições para João Vergara. A relargada veio na abertura da volta 7 e João Vergara foi para o ataque! Em uma volta ele deixou pra trás Wian Boshoff, Elias Vignola e Erik Holm, assumindo a P10. O brasileiro continuava avançando e Ganhou a P9 de Callaham Peter. O problema é que agora tinha uma diferença de 3s para o 8° colocado, mas Countyman errou e João Vergara não perdoou, tomando a P8 e continuou acelerando até alcançar e passar Gabriel Cahan na penúltima volta, mas depois não deu tempo de tirar 2s para o P6 e ele terminou em 7° a primeira corrida. A formação do grid para a 2ª corrida das três programadas para a USF 2000 usou o melhor tempo de volta da corrida 1 ou o 2° melhor tempo do treino de classificação, aquele melhor para o piloto. João Vergara usou sua melhor volta na corrida 1 para ficar com a 13ª posição. Com a chuva durante a noite de sexta-feira para sábado, os pilotos enfrentaram pista molhada. Depois de saírem dos pits e fazerem uma volta de apresentação eles entraram pela reta dos boxes dois a dois e receberam a bandeira verde para as 15 voltas programadas. João Vergara largou cauteloso e evitou qualquer toque com os adversários para tentar ganhar posições a partir da reta oposta. Gabriel Cahan ficou na grama e com as rodas traseiras sem tocar o asfalto e isso provocou a 1ª bandeira amarela. Erik Holm também saiu da pista e não conseguiu voltar. Com isso João Vergara já era o 10° colocado. A relargada veio na abertura da volta 5 e o brasileiro manteve sua posição para atacar na reta oposta. Só que o ataque deu erado e um passeio pela grama o jogou de volta para a P13. João Vergara herdou a posição de Vignola e Countryman para subir à P11, mas seu ritmo não era bom e ele não ganhou posições até o fim da corrida. A formação do grid para a 3ª corrida das três programadas para a USF 2000 usou o 2° melhor tempo do treino de classificação, aquele melhor para o piloto. João Vergara ficou com a 12ª posição. A pista estava seca e depois de saírem dos pits e fazerem uma volta de apresentação eles entraram pela reta dos boxes dois a dois e receberam a bandeira verde para as 15 voltas programadas. João Vergara largou agressivo pela linha externa da reta do oval e ganhou uma posição. Quando atacou Ryan Giannetta na reta oposta na 2ª volta João Vergara foi fechado pelo adversário, tocaram rodas e Giannetta inicialmente levou a pior, indo pra grama, mas conseguiu voltar. João teve a suspensão dianteira direita danificada e parou duas curvas depois e teve que abandonar. Com o abandono a categoria deixou Indianápolis com 65 pontos na 5ª posição antes da corrida no oval do Lucas Oil. USF Juniors A categoria de entrada no programa “Road to Indy”, a USF Juniors, não passou pelo Indianápolis Motor Speedway, cruzando a fronteira e seguindo para o Canadá para uma rodada tripla no Canadian Tire Motorsport Park, onde nosso brasileiro radicado na Florida, Victor Couto tem nos representado muito bem com uma pilotagem forte e mantendo nossa bandeira nos mastros pela América do Norte. Apesar de não ter nenhuma outra corrida do programa “Road to Indy” no Canadian Tire Motorsport Park, os pilotos da USF Juniors iniciaram suas atividades ainda na quinta-feira com todos treinos livres previstos. Na primeira sessão do dia Victor Couto ficou com 2° melhor tempo com uma volta de 1m32,6872s, apenas 0,2382s mais lento que o P1, Oliver Mrak em pista molhada. Já na segunda sessão dos treinos livres o nosso piloto estabeleceu sua melhor volta em 1m29,2020s ficando em 5°, a 0,2743s de Casper Nielsen, o P1. Uma hora depois, na 3ª sessão com a pista mais seca, Victor Couto não foi tão bem e fez apenas o 9° tempo, com a melhor passagem em 1m23,1921s. No final do dia, no 4° treino cronometrado, com pista novamente molhada, Victor Couto não foi pra pista. Na manhã da sexta-feira os pilotos voltaram à ação para o treino que definiria o grid da corrida 1 e Victor Couto voou para ficar com a P2, colocando-o na 1ª fila, com 1m21,4224s, a apenas 0,0838s de Karol Pasiewicz. A primeira das três corridas no Canadian Tire Motorsport Park aconteceu no sábado e largando na 1ª fila, Victor Couto tinha uma ótima chance de conseguir sua primeira vitória. Depois de saírem dos pits e fazerem uma volta de apresentação eles entraram pela reta dos boxes dois a dois e receberam a bandeira verde para as 20 voltas programadas e o piloto brasileiro largou bem, mas na linha externa e com a curva 1 muito perto, viu o pole puxar o 3° colocado no vácuo. Victor couto precisou brigar muito com Oliver Mrak para manter a P2 nas primeiras curvas e fechar a 1ª volta na P2. O líder, Karol Pasiewicz, abriu com isso. Na volta 3 Ivan Perez escapou da pista após um toque e foi parar de rodas para o ar junto da barreira de pneus, provocando a 1ª bandeira amarela. O piloto estava bem. A relargada veio na abertura da volta 7 e Victor Couto saiu colado em Karol Pasiewicz, mas o polonês não demorou a abrir, mas cometeu um erro e perdeu a ponta para Victor Couto. Contudo, Brenden Cooley bateu de frente numa das barreiras de pneus na volta 8 e provocou nova bandeira amarela. A relargada veio na abertura da volta 13. Victor Couto relargou bem, mas Karol Pasiewicz veio colado nele e a liderança do brasileiro não durou uma volta sequer. Na sequência Victor Couto teve que se preocupara mais com Oliver Mrak, que não sofria pressão de Cole Medeiros. Karol Pasievicz ia abrindo pouco a pouco. Na abertura da última volta Grant Mitchell entrou embaixo de uma barreira de pneus, provocando mais uma bandeira amarela e acabando com a disputa. Ótima P2 para Victor Couto. Ainda no sábado os pilotos da USF Juniors voltaram à pista para a 2ª corrida das três programadas da categoria usou o melhor tempo de volta da corrida 1 ou o 2° melhor tempo do treino de classificação, aquele melhor para o piloto. Victor Couto usou sua 2ª melhor volta no treino classificatório para ficar com a 2ª posição, novamente ao lado do pole Karol Pasiewicz. Depois de saírem dos pits e fazerem uma volta de apresentação eles entraram pela reta dos boxes dois a dois e receberam a bandeira verde para as 20 voltas programadas. Victor Couto largou melhor do que na primeira corrida e manteve a P2. Bex Cranston era o 3° e segurou Oliver Mrak por quase toda a 1ª volta. Com isso Victor Couto tinha tranquilidade para atacar Karol Pasiewicz. Vilho Aatola parou nos boxes e voltou logo à frente do líder e não entregava a posição (na categoria não precisa), atrapalhando Pasiewicz e Couto, permitindo a aproximação de Mrak. O brasileiro usou o retardatário para tentar tomar a liderança, mas não conseguiu concluir a ultrapassagem. Os 3 primeiros estavam juntos como na corrida da manhã e desta vez tinham 6 carros no pelotão da frente, mas em poucas voltas só Edward Kennedy conseguia acompanhar os 3 primeiros. Demorou um pouco, mas tivemos a 1ª bandeira amarela na volta 8 com Elias Vignola batendo forte na barreira de pneus próxima a chicane. A relargada foi dada na abertura da volta 12 e Victor Couto largou mal, por pouco não perdendo a posição para Oliver Mrak e permitindo e Karol Pasiewicz abrir uma boa vantagem. Victor Couto teve um grande trabalho nas voltas seguintess segurando não apenas Oliver Mrak, mas todo o pelotão até que na volta 14 Jared Oselka bateu forte e provocou a 2ª bandeira amarela da corrida, agrupando o pelotão. A relargada veio na abertura da volta 18 e dessa vez Victor Couto largou melhor que na relargada anterior. Mesmo não conseguindo seguir colado no líder, tinha uma pressão um pouco menor por parte de Oliver Mrak e garantiu seu segundo pódio do final de semana. No domingo tivemos a última corrida do final de semana para os pilotos da USF Juniors voltaram e para esta corrida o grid foi definido pelo 2° melhor tempo do treino de classificação. Com isso, Victor Couto largava novamente na 2ª posição, novamente ao lado do pole Karol Pasiewicz. Depois de saírem dos pits e fazerem uma volta de apresentação eles entraram pela reta dos boxes dois a dois e receberam a bandeira verde para as 20 voltas programadas. Victor Couto largou bem e manteve a P2 e foi pra cima de Karol Paviewicz, mas não conseguiu tomar a ponta. O brasileiro continuou pressionando o líder. Assim como nas outras duas corridas, com Oliver Mrak em 3°, os 3 primeiros abriram vantagem para os outros pilotos. Mas desta vez Oliver Mrak parecia decidido a mudar a história das duas corridas anteriores e pressionava Victor Couto até que na volta 7 tomou a posição do brasileiro, que avariou o difusor direito da asa dianteira.  Com o carro começando a sair de frente, Victor Couto começou a ter dificuldades em acompanhar Oliver Mrak e quem vinha atrás, como Ivan Perez e Bex Cranston começaram a se aproximar do brasileiro. A avaria na asa aumentou o consumo dos pneus dianteiros, especialmente o direito e Victor Couto não conseguiu segurar os adversários, terminando em 5° lugar. A categoria deixou Ontário com o brasileiro em 5° no campeonato com 141 pontos.
E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |