Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial e também o resgate das corridas do “Road to Indy” no oval Lucas Oil e da FIA Fórmula 4 Itália. Mais uma vez com muitas corridas e um desafio para não irritar minhas editoras. Eu juro que tentei, mas como não ia dar para escapar de um textão, usamos o esquema da semana passada, com uma coluna extra na quinta-feira com o resgate da FIA Fórmula 4 Itália e dos EUA, as corridas da USF PRO2000, com Leonardo Escorpioni, e a USF2000, com João Vergara aceleraram no Lucas Oil Raceway, oval curto nas respectivas Carb Night Classics. Indy NXT A categoria de acesso à Fórmula Indy nos Estados Unidos volta à pista para a primeira de uma maratona de etapas nas próximas semanas. Este primeiro desafio, nas ruas e avenidas de Detroit retoma a luta de Enzo Fittipaldi que busca fazer uma etapa sólida para poder sonhar com um lugar do grid na principal categoria de monopostos das américas. Nicholas Monteiro enfrenta um desafio ainda maior, vendo seu companheiro de equipe ter bons resultados, bem diferentes dos seus. Na tarde da sexta-feira os pilotos da categoria foram à pista para o primeiro treino livre. A Andretti Global dominou a sessão colocando 4 carros entre os 5 primeiros. Enzo Fittipaldi ficou com os 7° tempo com sua melhor volta em 1m07,7124s, 438 milésimos mais lento que Lochie Hughes. Nicholas Monteiro ficou em 16° marcando 1m08,3967s, 1,1226s mais lento que o P1. Na manhã do sábado tivemos o 2° treino livre e mesmo com a Andretti Global continuar na frente, Enzo Fittipaldi melhorou a performance e conseguiu o 4° tempo na sessão com uma volta em 1m05,7833s, a 387 milésimos de Max Taylor. A AJ Foyt estava abaixo do usual e Nicholas Monteiro foi o 20° com o tempo de 1m07,4082s, 2s mais lento que o P1. No início da tarde os pilotos da Indy NXT voltaram à pista para o treino que definiria o grid de largada para a corrida do domingo. Os dois brasileiros ficaram no grupo 1 as coisas não foram bem. Enzo Fittipaldi pecou por detalhes e não conseguiu continuar progredindo, ficando em 4° lugar no grupo com sua melhor volta em 1m05,4818s, apenas 115 milésimos mais lento que Alessandro de Tullio. Nicholas Monteiro foi o 11°, marcando 1m07,1879s, 1,8215s mais lento que o P1. No agregado dos dois grupos definindo o grid, Enzo Fittipaldi ficou com a P7 e Nicholas monteiro com a P21. Na manhã do domingo os pilotos da Indy NXT voltaram à pista para a corrida e Enzo Fittipaldi ia ter que lutar muito para ganhar posições no traçado com algumas ruas estreitas, uma reta longa, mas com muitos bumps e um histórico de muitas bandeiras amarelas. Nicholas Monteiro teria que fazer tudo que não conseguiu ao longo da sexta-feira e do sábado para escalar o pelotão e marcar o maior número de pontos possível. Após duas voltas de apresentação e aquecimento dos pneus o safety car deixou a pista e tivemos a largada para as 45 voltas programadas. A ação frenética começou logo com a largada na primeira volta, quando Lochie Hughes fez uma manobra agressiva na curva 3 com seu carro #26 da Andretti Global, forçando Alessandro de Tullio, que largava na pole position, a rodar com o carro #14 da AJ Foyt Racing. Hughes recebeu uma punição de passagem pelos boxes por contato evitável. Fittipaldi tocou em outro carro nessa confusão em cadeia, danificando o lado direito de sua asa dianteira e abrindo um grande buraco em seu bico. Tymek Kucharczyk assumiu a liderança a partir desse ponto, mantendo-a na relargada da volta 8. Nicholas Monteiro evitou problemas e manteve sua posição com o carro intacto. Kucharczyk abriu uma vantagem de 3,324 segundos sobre Fittipaldi na volta 13, com Rowe subindo para terceiro na volta 18. Miles Rowe mergulhou por dentro de Fittipaldi para assumir o segundo lugar na volta 20 e começou a perseguir Kucharczyk. Na volta 21, Rowe reduziu a diferença para apenas 0,5477 segundos em relação ao líder Kucharczyk, diminuindo a vantagem do piloto polonês em 1,6s em apenas três voltas. Mas o panorama da corrida mudou na volta 26, quando a segunda das quatro bandeiras amarelas da prova foi acionada devido a detritos na pista do circuito de rua temporário de 2,656 km (1,645 milhas) e nove curvas. A relargada aconteceu no final da volta 27, com Rowe tentando ultrapassar Kucharczyk por dentro logo após a bandeira verde, na curva 3. Mas a manobra forçou ambos os carros para fora da pista, abrindo uma brecha na zebra interna para Fittipaldi. O brasileiro aproveitou a oportunidade, ultrapassando Rowe e Kucharczyk e mantendo-se na liderança até o final. Fittipaldi manteve a liderança em mais uma relargada na volta 34, depois que Niels Koolen bateu com seu carro #10 da Chip Ganassi Racing na barreira da curva 8. Nicholas Monteiro consrguiu superar os pilotos da Chip Ganassi, James Roe e Carson Etter. A manobra decisiva foi uma das 141 ultrapassagens na pista, incluindo 124 por posição, na emocionante corrida – ambos recordes da INDY NXT para qualquer circuito em que a série já competiu na Motor City. Fittipaldi ampliou essa vantagem para quase seis décimos de segundo quando Max Taylor, da Andretti Global, também bateu com seu carro #28 da Susan G. Komen na barreira da curva 1, faltando cerca de quatro minutos e 20 segundos para o fim daquela que já havia se tornado uma corrida cronometrada, provocando a última bandeira amarela. O carro de Taylor não pôde ser removido a tempo para a relargada, e a corrida terminou sob bandeira amarela. Nicholas Monteiro terminou em 17°. Enzo Fittipaldi trouxe de volta seu famoso sobrenome à Victory Lane em Detroit pela primeira vez em 35 anos, vencendo o Grande Prêmio de Detroit da Indy NXT by Firestone, apesar de ter pilotado quase toda a prova com a asa dianteira e o bico danificados. Estreante na categoria, Fittipaldi, venceu a corrida, após largar em sétimo. Foi sua segunda vitória na temporada do piloto brasileiro e a vitória também marcou a primeira conquista da lendária família Fittipaldi em Detroit desde que seu avô, Emerson Fittipaldi, bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis, venceu corridas da IndyCar Series em um circuito de rua diferente no centro da cidade, em 1989 e 1991. Após a corrida Enzo Fittipaldi comentou sobre os problemas sentidos durante a corrida devido ao acidente na largada, confessando que estava perdendo bastante tempo nas curvas 6 e 7 e que isso o preocupava, especialmente nas retas, quando sentia o ar passando pelas pernas, vindo do buraco que havia no bico do carro e ele sabia que isso não era bom, pois aumentava a resistência do carro na reta. Com os resultados em Detroit, Enzo Fittipaldi era o novo líder do campeonato com 266 pontos, 7 a mais que Nikita Johnson e 8 a mais que Tymek Kucharczyk. A próxima etapa será no WWTR, em Illinois. A próxima etapa da INDY NXT by Firestone acontece no domingo, 7 de junho, no oval de 1,25 milhas do World Wide Technology Raceway em Madison, Illinois, próximo ao Gateway Arch em St. Louis. É a primeira de três corridas em ovais nesta temporada. Fórmula Regional Europeia Com a proximidade territorial entre Holanda e Bélgica o circo da Fórmula Regional Europeia pegou algumas horas de estrada e foi para o desafiador circuito de Spa-Francorchamps para sua 3ª etapa do ano e com os brasileiros Gabriel Gomez e Miguel Costa precisando se recuperar dos maus resultados da etapa em Zandvoort. Em uma pista com muitos pontos de ultrapassagem, mesmo uma classificação não tão boa, estando o carro bem acertado, é possível ganhar posições. A etapa em Spa-Francorchamps ainda tem algo a mais: serão três corridas ao invés de duas. Na sexta-feira pela manhã os pilotos da Fórmula Regional Europeia tivemos o treino livre 1. Os pilotos foram para a pista todos juntos e as coisas foram difíceis para os brasileiros. Gabriel Gomez foi apenas o 21° com sua melhor volta em 2m13,944s, 1,038s mais lento que Emanuele Olivieri. Miguel Costa foi o 26° com sua melhor passagem em 2m14,535s, 1,629s mais lento que o P1, mesmo sendo o mais rápido de sua equipe. Diferente do que normalmente acontece na categoria, ao invés de outro treino livre a categoria realizou o primeiro treino de classificação, para a formação do grid da corrida do sábado. O que não mudou foi o formato do treino, com os pilotos sendo divididos em dois grupos e cada grupo tendo 15 minutos para buscar suas melhores voltas. Miguel Costa estava no grupo A e Gabriel Gomez no grupo B. A onda de calor que se abateu sobre a Europa estava mantendo o tempo seco, quente e ensolarado. Infelizmente, como ocorreu na sexta-feira, não houve transmissão, nem pelo youtube. O Grupo A foi o primeiro a ir para a pista e as coisas não foram muito boas para Miguel Costa ficou apenas em 13°. No grupo B Gabriel Gomez foi bem e conseguiu o 4° melhor tempo. Na manhã do sábado os pilotos da categoria regional mais competitiva do continente voltaram à pista para a primeira das três corridas. O calor e o sol dos dois primeiros dias foi substituído por temperatura baixa, céu nublado e chuva para desafiar os pilotos. Gabriel Gomez largava na 7ª posição e Miguel Costa na P23. Com a condição de pista muito molhada os pilotos partiram do grid atrás do safety car. Não tivemos chuvas nos treinos e era a primeira condição de pista molhada do final de semana. Era uma loteria para Miguel Costa largando tão no fundo e isso poderia ajuda-lo (ou não). Já para Gabriel Gomez, ficar entre as linhas brancas seria o primeiro objetivo. O safety car ficou na pista por uma volta e meia e tivemos bandeira vermelha devido à condição de pista. A direção de prova esperou por uma hora e, sem condições de manter os carros seguros na pista, a corrida foi dada como cancelada e ficou torcida para termos corrida à tarde. Quatro horas depois do cancelamento da primeira corrida do final de semana estava programara a volta à pista dos pilotos da Fórmula Regional Europeia para a 2ª corrida do final de semana, a corrida programada para ser com a inversão dos 12 primeiros do grid em relação à classificação. A pista continuava molhada, mas não chovia no momento da prova. A inversão do grid não foi feita (a corrida do grid invertido foi considerada cancelada e não a corrida 1) e Gabriel Gomez largava na 7ª posição com Miguel Costa na P23. Com a condição de pista muito molhada os pilotos partiram do grid atrás do safety car para 30 minutos +1 volta programada. Após 2 voltas atrás do safety car (e do sol aparecer em parte do traçado) tivemos a bandeira verde, com 26 minutos de corrida restantes. Gabriel Gomez manteve sua posição. Miguem Costa ganhou a P22 de Jan Przyrowski antes da primeira volta em bandeira verde. No final da volta 4 Gabriel Gomez foi superado Reza Seewooruthun e tinha Emanuele Olivieri pressionando-o e conseguiu tomar a P8 do brasileiro antes da entrada do safety car na volta 5 com Dion Gowda parado em local perigoso. Miguel Costa era agora o 21°. A relargada veio na abertura da volta 7 e Gabriel Gomez precisou brigr muito para manter a posição com Maksmillian Popov colado nele e tomando sua posição. Gianccardi empurrou Franco Rencot para a brita, mas quem ficou nela foi Zhenrui Chi e o safety car foi novamente acionado antes do final da volta. Miguel Costa herdou as duas posições e era o 19°. A relargada veio com o cronômetro zerado, dando aos pilotos uma última volta insana. Miguel Costa tomou a P18 de Andrija Kostik no início da volta e Gabriel Gomez deu o troco em Maksmillian Popov para terminar na P9. Na manhã do domingo os pilotos voltaram à pista para o treino classificatório para definição do grid da corrida que – na programação – encerraria as atividades da categoria no final de semana. Com os pilotos divididos em dois grupos e cada grupo tendo 15 minutos para buscar suas melhores voltas. Miguel Costa estava no grupo A e Gabriel Gomez no grupo B. O Grupo B foi o primeiro a ir para a pista com a pista meio úmida, mas com todos de pneus sliks. Depois de três voltas para aquecer os pneus as voltas rápidas começaram a vir e desta vez com cronometragem. Com 8 minutos para o fim Gabriel Gomez virou 2m14,609s e precisava melhorar. Na segunda volta o brasileiro baixou para 2m13,996s, mas os tempos continuavam caindo. Na 3ª volta ele melhorou para 2m13,751s, mas não era um bom tempo comparado com os 3 mais rápidos. Gabriel Gomez continuou tentando, mas não conseguiu melhorar seu tempo e terminou com a 10ª posição no grupo, bem longe do que fez no treino 1. Em seguida foi a vez do grupo A e Miguel Costa precisava fazer uma classificação melhor do que a da última sexta-feira. Após três voltas para aquecer os pneus as voltas rápidas começaram a vir e desta vez com cronometragem. Com 8 minutos para o final da sessão as voltas rápidas aparecerem e Miguel Costa fez sua primeira volta rápida em 2m14,127s, mas esse tempo ia baixar. Depois de uma volta de alívio o brasileiro voltou a acelerar e baixou na tentativa final para 2m13,477s, terminando em 5° no grupo. Na tarde do domingo os pilotos da Fórmula Regional Europeia retornaram à pista para o encerramento da etapa em Spa-Francorchamps. Miguel Costa largava na 10ª posição e poderia marcar pontos com mais facilidade que Gabriel Gomez, que largava em 19° e tinha uma corrida de recuperação pela frente. A pista estava seca e com isso, depois da volta de apresentação os pilotos voltaram às suas posições no grid. Apagadas as luzes vermelhas, largaram para os 30 minutos +1 volta. Miguel Costa largou bem, tentou ganhar posições na reta kemmel, mas continuou na mesma posição, assim como Gabriel Gomez. Na “descida da montanha”, Miguel Costa superou Sebastian Wheldon e era o 9°. Kabir Anurag ganhou P19 de Gabriel Gomez. Na volta seguinte Gabriel Costa levou o troco de Sebastian Wheldon e ficou vendido na saída da curva, caindo para 11°, atrás de M Saeter. Gabriel Gomez recuperou a P19 sobre Kabir Anurag. Antes da abertura da volta 4 Miguel Costa foi ultrapassado por Reza Seewooruthun enquanto Gabriel Gomez ganhara a P18 de Kai Daryanani. Entremos no 2° terço da corrida e o pelotão estava incrivelmente compacto com os 30 carros separados por menos de 13s. Miguel Costa deu o troco em Reza Seewooruthun e era novamente o 11°. Gabriel Gomez vinha colado em Andrea Dupé, mas todas as ultrapassagens estavam sendo arrancadas à força e – eventualmente – com os pilotos a centímetros de baterem rodas foi com Saqer Al Maosherji que o brasileiro se tocou na chicane bus stop, ficando parado na área de escape da entrada da reta dos boxes. A relargada ia ser dada na abertura da volta 8, a menos de 4 minutos para o final da prova, o que daria 3 voltas para Gabriel Gomez operar um milagre (ou contar com um) e chegar aos pontos, mas Dion Gowda saiu da pista atrás do safety car, cocado por Thomas Strauven, e ficou parado na grama em local perigoso. O cronômetro zerou e a corrida terminou sob bandeira amarela. Gabriel Gomez saiu da Bélgica na P17 com 8 pontos e Miguel Costa era o 20° com 4 pontos. A próxima etapa será em Mônaco, de 19 a 21 de junho. A GB3, categoria inglesa que perdeu o nome de “Fórmula”, mas que há anos deixou de ter a importância no cenário mundial dos tempos de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, saiu da Inglaterra neste final de semana e foi disputar uma etapa em Spa-Francorchamps. Nesta temporada tendo os brasileiros Ricardo ‘Cadi’ Baptista e Aurélia Nobels, os pilotos tinham uma rodada tripla pela frente. Assim como aconteceu com a Fórmula Regional Europeia – e com a Euro Fórmula, que também estava no circuito das Ardenas – a GB3 teve uma de suas corridas do sábado cancelada devido as chuvas intensas na parte da manhã de sábado. Restaram duas corridas, uma na tarde do sábado e a outra no domingo. Na corrida do sábado, Aurélia Nobels foi a 14ª e Cadi Baptsta não terminou. No domingo, Cadi Baptista terminou em 12° e Aurélia Nobels em 20°. A próxima etapa será na Hungria, em julho. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |