Alô galera que lê os Nobres do Grid... Salve Jorge!
Nesse final de semana tivemos tantas corridas envolvendo os pilotos brasileiros, aspirantes ao topo da carreira nas categorias mais importantes do automobilismo mundial e também o resgate das corridas do “Road to Indy” no oval Lucas Oil e da FIA Fórmula 4 Itália que não teve como escapar de um textão, a menos que usássemos o esquema da semana passada, com uma coluna extra na quinta-feira. Assim, ficou para esta quinta-feira fazer os resgates. No final de semana das 500 Milhas de Indianápolis, tivemos em Vallelunga, na Itália, a 2ª etapa da FIA Fórmula 4 com os brasileiros Pedro Lima, Augustus Toniolo, Bernardo Bernoldi e Fabricio Fogaça, enquanto que nos Estados Unidos, não muito longe do Indianapolis Motor Speedway a USF PRO2000, com Leonardo Escorpioni, e a USF2000, com João Vergara aceleraram no Lucas Oil Raceway, oval curto nas respectivas Fredom Carb Night Classics. FIA Fórmula 4 Itália O mais disputado dos campeonatos das categorias nacionais de entrada do sistema da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) teve 44 pilotos inscritos (na abertura foram 47) para a etapa de Vallelunga, 2ª da temporada. Pedro Lima, Augustus Toniolo, Bernardo Bernoldi e Fabricio Fogaça partiam em busca de melhores resultados. A categoria repetiu o formato da abertura, em Misano, com os pilotos sendo divididos em 3 grupos para iram à pista. Na quinta-feira, 21, tivemos 6 sessões de testes coletivos, com dois testes para cada par de grupos e assim, cada piloto indo 4 vezes à pista. A primeira saída foi dos grupos B e C. Augustus Toniolo (grupo C) foi o 16°, com uma volta de 1m35,636s e Bernardo Bernoldi (grupo C) o 22°, com uma volta de 1m35,869s. Depois foram os pilotos dos grupos A e B, com Pedro Lima ficando em 14°, marcando 1m35,629s e Fabricio Fogaça sendo o 23°, fazendo 1m36,125s. A terceira sessão teve os grupos A e C na pista e Bernardo Bernoldi foi o 7°, com uma volta de 1m35,502s, Augustus Toniolo sendo o 9° fazendo 1m35,568s, Pedro Lima ficando em 19° ao marcar 1m35,983 e Fabricio Fogaça na P21 com o tempo de 1m36,023s. A 2ª rodada dos testes começou com a ida para pista dos grupos B e C. Bernardo Bernoldi foi o 21° com uma volta de 1m36,112s e Augustus Toniolo ficou em 23° fazendo 1m36,223s. Em seguida os grupos A e B foram para a pista e Pedro Lima ficou com a 14ª posição ao fazer 1m35,426s. Fabricio Fogaça foi o 29 com uma volta em 1m36,743s. Encerrando as atividades do dia os pilotos dos grupos A e C foram à pista e Pedro Lima ficou em 12° com uma volta em 1m35,576s. Augustus Toniolo foi o 14° marcando 1m35,636s. Bernardo Bernoldi ficou com a P16, virando 1m35,667s e Fabricio Fogaça terminou com a 23ª posição com uma volta em 1m35,968s. Na sexta-feira, 22, tivemos quatro sessões de treinos livres e dois treinos classificatórios com os pilotos divididos em 2 grupos. O grupo X foi o primeiro a ir para a pista e Augustus Toniolo foi o 15°, virando em 1m35,657s. Fabricio Fogaça foi o 18° fazendo 1m36,038s. Em seguida o grupo Y foi para a pista e Pedro Lima ficou com a P11 ao marcar 1m35,343s e Bernardo Bernoldi foi o 13° fazendo 1m35,442s. O grupo X voltou para a pista e desta vez Augustus Toniolo foi o 14°, virando em 1m35,191s. Fabricio Fogaça foi o 20° fazendo 1m35,792s. Por fim o grupo Y voltou à pista e Pedro Lima ficou com a P7 ao marcar 1m35,112s e Bernardo Bernoldi foi o 15° fazendo 1m35,424s. Aí vieram os dois treinos classificatórios. No grupo X Augustus Toniolo foi o 14°, virando em 1m35,039s. Fabricio Fogaça foi o 17° fazendo 1m35,457s. No grupo Y Pedro Lima ficou com a P9 ao marcar 1m34,886s e Bernardo Bernoldi foi o 10° fazendo 1m34,890s. Os pilotos foram novamente divididos em 3 grupos para fazerem três corridas com dois dos três grupos na pista e, encerrando a etapa. Pedro Lima ficou no grupo B, Bernardo Bernoldi, Augustus Toniolo e Fabricio Fogaça todos no grupo A. A programação a partir do sábado tinha previstas duas corridas no sábado (Grupos B e C e Grupos A e B) e duas (Grupos A e C além da corrida final) no domingo. Na manhã do sábado os pilotos dos grupos B e C retornaram à pista para a primeira das quatro corridas do final de semana. Nesta corrida apenas Pedro Lima estava na pista, largando na 11ª posição entre os 28 da prova. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 25 minutos +1 volta programada, tivemos a largada. Pedro Lima largou atrapalhado pelo carro da frente, mas conseguiu subir para 9° ainda no meio da 1ª volta. Infelizmente no final da volta o brasileiro foi tocado e jogado contra o guard rail por Kenzo Cragie e abandonou a corrida. A equipe Van Amersfoort trabalhou duro para recuperar o carro de Pedro Lima para a corrida 2, que teria os grupos A e B na pista e com isso todos os brasileiros estariam em ação, com Bernardo Bernoldi largando em 16°, Pedro Lima em 18°, Augustus Toniolo em 19° e Fabricio Fogaça na 23ª posição, com 29 carros no grid. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 25 minutos +1 volta programada, tivemos a largada. Bernardo Bernoldi foi agressivo na largada, mas apenas manteve sua posição. Fabricio Fogaça subiu para a P20 depois que Pedro Lima e Augustus Toniolo se estranharam na curva 4 e foram parar na brita, voltando na P25 e P27, respectivamente. No fechamento da 1ª volta Bernardo Bernoldi continuava em 16W, com Fabricio Fogaça caindo para 22°, Pedro Lima na P24 e Augustus Toniolo em 26°. David Walther deu um passeio na brita e todos os brasileiros ganharam uma posição na volta 2. Bernardo Bernoldi perdeu a P15 para Dominik Simek enquanto os outros 3 brasileiros – Pedro Lima, Fabricio Fogaça e Augustus Toniolo estavam juntos na P22/P23/P24. Christian Costoya e Noah Killion se enroscaram e Henrico Bernoldi foi para 14°. Os pilotos brasileiros ganharam 1 posição. E Costoya foi para os boxes e Killion para o muro, mas a entrada do safety car veio quando Pedro Lima e Augustus Toniolo bateram e foram pra brita, abandonando. Fabricio Fogaça era o 19°. Antes da relargada Fabricio Fogaça apareceu parado na grama, atrasando o reinício da prova e também abandonando. A relargada veio quando faltavam 4 minutos para o final. Bernardo Bernoldi se envolveu numa confusão na volta de relargada com Al Sulaiti e caiu para 22° na reta final da prova. Com mais toques acontecendo Bernardo Bernoldi ainda conseguiu se recuperar para terminar em 18°. Na manhã do domingo os pilotos voltaram à pista para a terceira corrida do final de semana, agora com os pilotos dos grupos A e C e tendo na pista os brasileiros Bernardo Bernoldi, que largava 13°, Augustus Toniolo, na P25 e Fabricio Fogaça largando em 29°. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 25 minutos +1 volta programada, tivemos a largada. Bernardo Bernoldi largou mal, e mesmo escapando da confusão dos carros das primeiras filas na curva 3, caiu para 16°, mas antes da entrada do safety car perdeu a P16 para Nicolas Cortés. Augustus Toniolo lucrou com os acidentes subindo para 21°, assim como Fabricio Fogaça, que foi para 24°. A relargada veio na abertura da volta 4 e Bernardo Bernoldi perdeu a P17 para Iacopo Martinese. Auustus Toniolo manteve a P21 e Fabricio Fogaça foi superado por Vittorio Orsini. Augustus Toniolo vinha progredindo e passou por Igor Polak para ser o 20°. Tínhamos 2 pelotões no meio da corrida, um do líder ao 14° e outro do 15° ao 25°. Um toque na briga da P12 tirou 2 carros da disputa com avarias, indo aos boxes e os brasileiros herdaram duas posições. Bernoldi era o 15°, Tonoilo o 18° e Fogaça o 22°. Augustus Toniolo ganhou a P17 de Lyuboslav Ruykov. Duas voltas depois Roland Kuklane tomou a P15 de Bernardo Bernoldi, tirando-o da zona de pontos. Tentando recuperar a posição e com um ataque arrojado de Augustus Toniolo por fora dos dois, houve um toque entre os três pilotos. Bernardo Bernoldi escapou de danos maiores, mas Augustus Toniolo e Roland Kuklane foram parar na brita, forçando a entrada do safety car faltando 5 minutos para o final. Fabricio Fogaça subiu para 20° com os abandonos. Bernardo Bernoldi foi para 15°. A corrida terminou sob safety car. Na tarde do domingo tivemos a última corrida do final de semana com 36 pilotos dos 44 classificados para a última corrida. Pelos acidentes em que se envolveram e pelo somatório dos resultados, apenas Bernardo Bernoldi conseguiu se classificar para a prova, onde largava na 29ª posição. Após a volta de apresentação os pilotos retornaram às suas posições no grid e, apagadas as luzes vermelhas para os 25 minutos +1 volta programada, tivemos a largada. Bernardo Bernoldi largou tendo que operar uma super corrida para chegar nos pontos. Cauteloso para evitar confusões, acabou caindo para 34° nas primeiras curvas e na curva 6 já tivemos uma batida tripla que provocou a entrada do safety car em outro ponto, mais um carro parado e outros chegaram aos boxes. O brasileiro já era o 27° no final da 1ª volta. A relargada veio na abertura da volta 5 e Bernardo Bernoldi relargou mantendo sua posição. Bernardo Bernoldi não conseguiu avançar muitas posições com a prova em regime de bandeira verde e terminou a corrida em 23° lugar. Com os quatro brasileiros marcando apenas 1 ponto em 4 corridas (Bernardo Bernoldi na corrida 3) os brasileiros saíram de Vallelunga com Pedro Lima em 23° com 16 pontos, Bernardo Bernoldi em 30° com 5 e com Augustus Toniolo e Fabricio Fogaça ainda zerados. A próxima etapa será em Monza, em junho. USF PRO2000 O Lucas Oil Raceway é a primeira das duas etapas em circuito oval que os pilotos da USF PRO2000 enfrentam na temporada antes de buscar um lugar na Indy NXT. A corrida – disputada no cair da tarde – é o momento final de dois dias entre as sessões de treinos livres, classificação e corrida. Como os pilotos brasileiros não tem prática em circuitos ovais no Brasil, esse é um desafio extra para Leonardo Escorpioni.
Na quinta-feira, 20, tivemos o primeiro treino livre, sem todos os carros na pista, e Leonardo Escorpioni ficou com o 4° tempo, marcando 19,8650s na sua melhor volta. No segundo treino livre o brasileiro não foi para a pista e nem todos foram para a pista. Na sexta-feira, 21, já com todos indo para a pista, tivemos mais um treino livre e Leonardo Escorpioni foi o P5 com uma volta em 19,9333s. No treino de definição do grid o brasileiro foi espetacular ao conseguiu a pole position com sua volta melhor passagem de 2 voltas lançadas em 19,7582s. Os refletores já estavam acesos quando os pilotos da USF PRO2000 começaram a se preparar para a Freedom 90 e Leonardo Escorpioni ia puxar a fila. Os carros deixaram os pits, fizeram três voltas de apresentação para aquecer os pneus, se colocarem lado a lado e foi dada a bandeira verde. Leonardo Escorpioni escolheu a linha interna para largar e manteve a ponta, abrindo uma pequena vantagem para Costello. na reta oposta aos pits. Na volta 3 Mossman escapou, foi para o muro e a bandeira amarela foi acionada. A relargada veio na abertura da volta 12 e Leonardo Escorpioni manteve a ponta e novamente abriu um pouco na reta oposta, mas desta vez Costello estava mais próximo e na volta 17 colou no brasileiro. Leonardo Escorpioni deu uma balançada na saída da curva 4 e com isso Michael Costello tomou a ponta. A vantagem do brasileiro para Tymek Kucharczyk era de mais de 2s e ele continuava próximo ao líder, mas com a chegada a um terço da corrida a desvantagem do brasileiro já chegava a 1s, mas sua vantagem para Tymek Kucharczyk passava dos 4s. Na volta 33 os líderes alcançaram os carros no final do grid e o tráfego poderia ajudar (ou não) Leonardo Escorpioni a se aproximar de Michael Costello. A diferença entre Costelo e Escorpioni oscilava entre 0.8s e 1,2s no início, mas na metade da corrida havia subido para 2s. Na volta 56 Finelli foi para o muro na curva 4 e tivemos uma nova bandeira amarela, o que agrupou o pelotão novamente. Se por um lado era bom par Leonardo Escorpioni tentar retomar a ponta, a parte ruim foi perder os 6s de vantagem para Tymek Kucharczyk. Leonardo Escorpioni não tinha nenhum carro entre ele e Michael Costello. A relargada veio na abertura da volta 63 e os 3 primeiros estavam juntos. Leonardo Escorpioni abriu 1s para Tymek Kucharczyk rapidamente, mas estava vendo Michael Costello abrir vantagem novamente. Os dois primeiros foram se isolando na frente e faltando 15 voltas para o fim Leonardo Escorpioni reduziu a diferença para meio segundo enquanto a diferença para Tymek Kucharczyk já estava em 4s. O brasileiro tentou, colocou de lado na penúltima volta, chegou a ficar alguns metros à frente na curva 2, mas teve que se contentar com o 2° lugar – que em todos estes anos assistindo as categorias do “Road to Indy” foi o melhor resultado de um brasileiro no Lucas Oil Raceway. Com o resultado, Leonardo Escorpioni sai da etapa em 3° lugar no campeonato com 97 pontos. A próxima etapa será em Elkhart Lake. USF 2000 O Lucas Oil Raceway é a única etapa em circuito oval que os pilotos da USF 2000 enfrentam na temporada antes de buscar um lugar na USF PRO2000. A corrida – disputada no cair da tarde – é o momento final de dois dias entre as sessões de treinos livres, classificação e corrida. Como os pilotos brasileiros não tem prática em circuitos ovais no Brasil, esse é um desafio extra para João Vergara. Na quinta-feira, 20, tivemos o primeiro treino livre, sem todos os carros na pista, e João Vergara ficou com o 6° tempo, marcando 21,2238s na sua melhor volta. No segundo treino livre o brasileiro foi o 11° colocado, virando sua melhor passagem em 21,9552s. Nestes treinos nem todos foram para a pista. Na sexta-feira, 21, já com todos indo para a pista, tivemos mais um treino livre e João Vergara foi o P8 com uma volta em 21,1679s. No treino de definição do grid o brasileiro não conseguiu ir além da 12ª posição com sua volta melhor passagem de 2 voltas lançadas em 21,1740s. A corrida da USF2000 – Freedom 75 – teve a largada ainda com luz natural e os carros deixaram os pits, fizeram três voltas de apresentação para aquecer os pneus, se colocarem lado a lado e foi dada a bandeira verde. João Vergara, largando da 6ª fila tentou uma linha mais baixa na curva 1, mas continuou na P12. Com 10 voltas de corrida tinha a briga pela P10 logo à sua frente e ele precisava tentar alguma coisa, pois já estava a 8s do líder numa volta de 22s. Na volta 18 João Vergara passou Peter e era o P11. Na volta 21 ele superou Ryan Gianetta e tomou a P10. Com um terço da corrida completada (25 voltas) João Vergara tinha meia volta de desvantagem para Anthony Martella, o líder, e buscava se aproximar de Eddie Beswick, que passou Wian Boshoff, também superado pelo brasileiro na volta 31. Do 6° ao 10° colocado praticamente não havia diferença na volta 35. Na volta 38 o líder começou a colocar voltas de vantagem nos últimos colocados quando ele bateu no muro na volta 43, provocando a bandeira amarela e o agrupamento do pelotão. Com isso João Vergara subiu para 8°. Peter, um dos últimos, também parou na pista. A relargada veio na volta 53, faltando menos de 1/3 para o final da corrida. João Vergara relargou e perdeu P8 para Wian Boshoff, mas a disputa estava aberta entre o P5 e o P11. No final da volta 59, abrindo a volta 60, o brasileiro fez uma grande manobra e ultrapassou Eddie Beswick e Thomas Nordqvist para assumir a P7. Passou, abriu e foi à caça de Wian Boshoff, ganhando a 6ª posição na volta 63. A diferença para Brad Majman era de quase 2s e com 10 voltas para o final, não deu para nosso piloto alcança-lo. João Vergara deixou o Lucas Oil Raceway em 5° no campeonato, com 88 pontos e sendo o 1° entre os novatos. E assim concluímos assim mais um desafio, acompanhando as categorias de base com os brasileiros buscando uma oportunidade de crescer no automobilismo internacional em qualquer dos continentes pelo mundo e vamos continuar tentando manter o compromisso da coluna semanal. Um abraço a todos, Genilson Santos Nota NdG: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Nobres do Grid. |